Início Breves

Breves

  1. Michael Kors lucra menos
  2. Paul McCartney inspira coleção de Stella
  3. Vitória de Trump baralha mercado do luxo
  4. Ronaldo renova acordo com a Nike
  5. Vestuário soma vendas no Reino Unido
  6. Escândalos da moda expostos em Paris

1Michael Kors lucra menos

A Michael Kors Holdings reportou uma queda de 3,7% nas vendas trimestrais, o primeiro declínio no volume de negócios desde que a empresa de vestuário e acessórios entrou em bolsa em 2011, com a empresa a reduzir o fornecimento de produtos aos grandes armazéns nos EUA. O lucro líquido da empresa desceu para 160,9 milhões de dólares (147,7 milhões de euros), o equivalente a 0,95 dólares por ação, em comparação com 193,1 milhões de dólares, ou 1,01 dólares por ação, um ano antes. As vendas comparáveis da retalhista de gama alta desceram 5,4% no segundo trimestre, terminado a 1 de outubro. Em média, os analistas esperavam um declínio de 5,6%, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Consensus Metrix. O volume de negócios total caiu para 1,09 mil milhões de dólares, em comparação com 1,13 mil milhões de dólares.

2Paul McCartney inspira coleção de Stella

A designer de moda Stella McCartney inspirou-se no pai, Paul McCartney, fundador dos Beatles, para criar a sua primeira coleção de vestuário de homem, com visuais de alfaiataria mas relaxados para o guarda-roupa masculino. A designer britânica mostrou a nova linha juntamente com o desfile da coleção resort para a primavera 2017, num evento nos estúdios de música de Abbey Road, em Londres, onde os Beatles gravaram os seus êxitos nos anos 60. Camisas a lembrar pijamas às riscas combinadas com calções e calças com cordões e fatos pretos e azuis fizeram parte das propostas, apresentadas num ambiente a lembrar salas de estar, com música e dança à mistura. «Pareceu-me ser a altura certa, em que o vestuário de senhora está no momento perfeito para ter um homem ao lado e simplesmente oferecer esse guarda-roupa ao homem», afirmou McCartney à Reuters. Questionada sobre se o pai usaria a nova linha, McCartney afirmou que «definitivamente, há muita inspiração dele obviamente na coleção, por isso é melhor que ele a use». Para o vestuário exterior, houve uma mistura de casacos com grandes bolsos, gabardinas e bomber jackets. Os designs, numa paleta de cores composta por caqui, castanho, azul tinta e verde, incluem ainda bordados de flores. Os manequins, que estavam a jogar máquinas de pinball, usaram meias coloridas, por vezes com sandálias e ténis. Dos acessórios fazem parte malas de viagem.

3Vitória de Trump baralha mercado do luxo

Os mercados reagiram com quedas imediatamente a seguir ao anúncio da vitória de Donald Trump para a presidência dos EUA e deverão manter-se instáveis nos próximos tempos, uma situação que deverá afetar especialmente as empresas de bens de luxo, sobretudo se Trump cumprir a promessa de que vai ter uma atitude protecionista face à China. A vitória de Trump «parece ser claramente negativa para as ações de bens de luxo», escreveu o diretor de bens de luxo da Exane BNP Paribas, Luca Solca, numa nota aos investidores sobre o impacto da eleição no luxo, afirmando que os seus efeitos em economias de mercados emergentes como a China terão um papel importante nas flutuações de preço das ações das marcas. A razão apontada é evidente: o plano de Trump para impor uma taxa de 45% sobre as importações da China iria afetar o crescimento na China, gerando «maiores tensões económicas e financeiras» e, como resultado, uma menor confiança dos consumidores e procura de luxo na China, um dos mercados mais importantes nessa gama. Solca aponta a procura da China e dos mercados emergentes como um dos três principais pilares de que dependem as marcas de luxo para uma performance sólida no mercado bolsista, assim como um «efeito de riqueza» e um dólar forte. As exportações americanas para o mercado de consumo da China podem também ser afetadas se for despoletada uma «guerra comercial». Os dados mais recentes mostram que o défice comercial dos EUA com a China tem vindo a diminuir e as marcas americanas de moda e luxo consideram o mercado chinês como vital para o seu negócio. Com a vitória de Trump, o Exane BNP Paribas adverte que as ações mais expostas ao dólar americano, como a Brunello Cucinelli, a Ferragamo e a Burberry, serão as mais afetadas, enquanto ações com «elevada exposição» ao iene japonês, como a Hermès e a Moncler, devem ser consideradas como «paraísos seguros». A RBC Capital Markets também prevê volatilidade nas ações de luxo, afirmando, contudo, que é ainda muito cedo para dizer o que vai acontecer, tendo em conta a incerteza sobre o que Trump realmente planeia fazer enquanto presidente. «Não sabemos que tipo de EUA enfrentamos agora, tendo em conta a falta de detalhes durante a campanha sobre as políticas a implementar», indicou. Tudo isso torna os resultados mais voláteis para a indústria do que teria acontecido com uma presidência Clinton. De acordo com Solca, nesse pressuposto, a recuperação do emprego nos EUA deveria continuar, contribuindo para «uma força subjacente à economia dos EUA», que levaria a uma «rotação sectorial para ciclos favoráveis» nas ações do luxo.

4Ronaldo renova acordo com a Nike

A Nike renovou o acordo de patrocínio, que dura já há 13 anos, com Cristiano Ronaldo. Embora os termos do contrato não tenham sido revelados, o mesmo deverá superar os 17,4 milhões de dólares (cerca de 16 milhões de euros) por ano que a estrela portuguesa do futebol auferiu anteriormente, com notícias nos EUA a sugerirem que o contrato é semelhante ao de mil milhões de dólares que a Nike tem com o jogador de basquetebol da NBA LeBron James. Num vídeo divulgado pela Nike, Ronaldo sugere que o acordo é «para vida», enquanto em comunicado o jogador afirma que «tenho uma ótima relação com esta marca, tendo grandes amigos nesta empresa. Trabalhamos também como família. Esta é a minha marca». No início da semana passada, o capitão da Seleção Portuguesa, de 31 anos, renovou o contrato com o Real Madrid por mais cinco anos, por um valor de 400 mil euros por semana líquidos, até junho de 2021. Cristiano Ronaldo marcou 372 golos em 360 jogos com a camisola do Real Madrid, contribuindo para que a equipa espanhola ganhasse duas Ligas dos Campeões e a liga espanhola, desde que entrou no plantel “merengue”, em 2009.

5Vestuário soma vendas no Reino Unido

Um aumento no número de turistas atraídos pela desvalorização da libra ajudou a aumentar as vendas no Reino Unido em outubro – 1,7% em termos comparáveis e 2,4% em termos absolutos –, de acordo com o mais recente estudo da KPMG e o British Retail Consortium (BRC). Este foi o crescimento anual mais acentuado desde janeiro. Embora o luxo tenha sido o mais beneficiado, com os turistas a comprarem joalharia e relógios em particular, o crescimento das vendas foi também impulsionado por uma recuperação na moda de senhora, que foi afetada pelo mau tempo no início do verão. As vendas online em outubro tiveram o melhor crescimento desde julho, subindo 11,1% em termos anuais. Paul Martin, diretor de retalho na KPMG, afirmou que «os consumidores internacionais estão a continuar a aproveitar as taxas de câmbio favoráveis antes dos potenciais aumentos de preços no próximo ano». Os números do BRC ficaram igualmente acima das médias dos últimos três meses e 12 meses, crescendo ambos 1,1%. Um outro estudo do Barclaycard mostrou ainda que o consumo com cartões subiu 5,5% em termos anuais em outubro, tornando este no maior crescimento desde que o estudo começou, em 2011. O consumo de vestuário aumentou 4% no último mês, depois da queda de quase 2% em setembro. Os consumidores investiram no guarda-roupa de inverno, depois das temperaturas terem arrefecido, indicou o Barclaycard. O mesmo estudo revelou ainda que mais de um terço das pessoas está a planear gastar menos no Natal este ano em comparação com 2015, estando cada vez mais preocupadas com a inflação.

6Escândalos da moda expostos em Paris

Uma nova exposição no Musée des Arts Décoratifs de Paris explora os escândalos e as transgressões do vestuário desde o século XIV até agora. “Tenue correcte exigée, quand le vêtement fait scandale” (ou Indumentária apropriada exigida: quando o vestuário causa um escândalo) estará patente de 1 de dezembro de 2016 a 23 de abril de 2017 e mostra alguns dos momentos-chave da história da moda, quando designers e personalidades famosas quebraram os códigos sociais com estilos pioneiros. Pensada por Constance Guisset, a exposição apresenta mais de 400 peças de vestuário, acessórios, retratos caricaturais e pequenos objetos ligados às muitas transgressões da moda às convenções impostas pela sociedade, pelo bom gosto, pela etiqueta ou pelo estatuto individual. Dos jeans aos fatos para mulheres, passando pelas transparências, utilização de penas e, claro, a minissaia, são vários os momentos abordados, com a mostra a terminar com uma série de desfiles de moda que causaram escândalo, nomeadamente a coleção de John Galliano para a Dior para a primavera-verão de 2000, inspirada no “look sem-abrigo” ou, mais recentemente, a coleção de Rick Owens para a primavera-verão 2015 com recortes que deixavam ver as partes íntimas dos manequins.