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  1. Retalho chinês prospera até 2020
  2. Boss põe fim às marcas Orange e Green
  3. Comércio de algodão em risco na Índia
  4. Lucros da Adidas surpreendem analistas
  5. Coreia do Sul abre as portas da América Central
  6. Vídeos nas redes sociais influenciam compras

1Retalho chinês prospera até 2020

As vendas a retalho na China deverão atingir 48 biliões de yuans (6,5 biliões de euros) em 2020, com as vendas a retalho a crescerem a uma taxa anual de 10%, indicou o Ministério do Comércio do país. O volume do comércio eletrónico deverá crescer igualmente a uma taxa média anual de cerca de 15% entre 2016 e 2020, de acordo com o plano quinquenal para o comércio interno apresentado no website do Ministério. Pequim prometeu apoiar a economia mais no consumo do que nas exportações e reduzir o excesso de capacidade nos sectores industriais, tendo em conta o abrandamento da procura. O plano aponta nove «grandes tarefas» para conseguir atingir os objetivos de crescimento, como estimular o retalho físico para se transformar e inovar e modernizar sectores tradicionais como a agricultura. O consumo doméstico vai contribuir significativamente mais para o crescimento económico da China entre 2016 e 2020, apontou o Ministério do Comércio. As vendas totais a retalho atingiram 30,1 biliões de yuans em 2015, com uma taxa de crescimento média anual de 13,8% no período de 2011 a 2015. Os números desapontantes do retalho em outubro levantaram algumas preocupações sobre o consumo doméstico, com o crescimento das vendas a abrandar para o valor mínimo dos últimos cinco meses, para 10%, em comparação com 10,7% em setembro, mostraram os dados oficiais. Um porta-voz do gabinete de estatística, contudo, insistiu que o crescimento no consumo está estável e não há nenhum impedimento para atingir os objetivos de crescimento do PIB para este ano.

2Boss põe fim às marcas Orange e Green

O novo diretor-executivo da Hugo Boss revelou que espera que a casa de moda alemã regresse ao crescimento em 2018, anunciando planos para simplificar o seu portefólio de marcas e ajustar os preços, numa tentativa de atrair consumidores mais jovens. Mark Langer, o ex-diretor financeiro que foi nomeado CEO em maio, indicou que a empresa vai focar-se no futuro em duas marcas principais – vestuário formal de gama alta sob a marca BOSS e um novo posicionamento para a marca HUGO para um público mais jovem. A Hugo Boss espera que 2017 seja um ano de estabilização, prevendo o regresso ao crescimento em 2018, com planos para que a harmonização de preços em todo o mundo fique concluída até ao final de 2018. A empresa revelou que as marcas BOSS Orange e a BOSS Green – a primeira mais focada na moda e a segunda inspirada no desporto – já não vão continuar como marcas individuais, sendo integradas na marca BOSS. Já a linha HUGO vai centrar-se em «coleções de moda a preços atrativos» cerca de 30% mais baixos dos que os da marca BOSS, com o realinhamento a dever ficar concluído na coleção da primavera de 2018. Langer já anunciou planos para fazer com que a Hugo Boss regresse às origens, com a venda de fatos de homem elegantes, revertendo o caminho seguido pelo seu predecessor, Claus-Dietrich Lahrs, que queria posicionar a marca no segmento de luxo e investiu fortemente em vestuário de senhora. Os responsáveis da Boss indicaram que o vestuário de senhora vai continuar a ser uma parte importante do negócio, mantendo a colaboração com o designer de moda Jason Wu. Contudo, na Semana de Moda de Nova Iorque o grupo vai apresentar a sua coleção de homem em vez da de senhora.

3Comércio de algodão em risco na Índia

A oferta de algodão no mercado indiano caiu para menos de metade depois do Primeiro-Ministro Narendra Modi ter anunciado a retirada e substituição das notas com valores mais altos. Os preços já subiram 4%, com os agricultores a reterem algodão, afirmou Aurobinda Gayan, vice-presidente de pesquisa na trading Kotak Commodity Services Ltd, numa entrevista citada pela Bloomberg. A retirada das notas de 500 e 1.000 rupias prejudicou a confiança dos agricultores no maior produtor de algodão do mundo, uma vez que eles vendem em grande parte as suas colheitas por dinheiro. Com longas filas à porta dos bancos e correios para trocar ou tirar novas notas, os agricultores podem estar a reter as vendas até a falta de dinheiro abrandar. «Os agricultores normalmente não querem ir ao banco mas quando não há alternativa, eles vão começar a aceitar cheques», indicou Laxmi Narayan Gupta, diretor na Tikamsa Dulichand Natural Fibers, que comercializa e processa algodão. «Vai levar algum tempo, talvez cerca de um mês, para a situação normalizar e até lá os preços do algodão vão continuar a subir», acrescentou. A chegada de algodão nos mercados de vendas por grosso caiu para 60 mil fardos por dia, em comparação com 140 mil fardos antes do anúncio do Primeiro-Ministro a 8 de novembro, revelou Gayan. Os preços subiram para 39.500 rupias (542 euros) por cerca de 356 quilogramas nos mercados físicos, em comparação com 37.900 rupias, afirmou. A «maioria dos pagamentos para os agricultores são feitos em dinheiro e é por isso que os agricultores não estão a colocar algodão no mercado», referiu Dhiren Sheth, presidente da Associação de Algodão da Índia. «Vai levar uma semana a 10 dias para a situação normalizar», apontou. A procura por fio de algodão será débil pelo menos durante um mês, uma vez que a quebra de liquidez no mercado deverá reduzir a procura, explicou Gupta. «O sistema de pagamentos tem de melhorar e isso irá criar uma melhor tendência para o comércio no futuro», concluiu. A produção de algodão na Índia deverá subir para 35,1 milhões de fardos em 2016/2017, em comparação com 33,8 milhões de fardos na época anterior, segundo o Ministério dos Têxteis.

4Lucros da Adidas surpreendem analistas

A Adidas registou lucros melhores do que o esperado no terceiro trimestre, com um aumento das vendas de dois dígitos. A gigante alemã de sportswear revelou que o lucro líquido trimestral aumentou 24%, para 386 milhões de euros, em comparação com 311 milhões de euros do período homólogo do ano passado, e o lucro por ação aumentou 21%, para 1,88 euros, em comparação com 1,55 euros. As vendas ajustadas em termos cambiais subiram 17%, para 5,4 mil milhões de euros, ultrapassando as expectativas dos analistas, impulsionadas por um forte dinamismo tanto nas marcas Adidas como Reebok. «O ótimo dinamismo em todos os nossos principais mercados mostra a força da nossa estratégia», afirmou o novo CEO, Kasper Rorsted. A Adidas recuperou o segundo lugar na América do Norte, tendo ultrapassado a Under Armour, com as vendas na região a aumentarem 20%, para 927 milhões de euros, no terceiro trimestre. O volume de negócios na Europa Ocidental cresceu 15% a câmbios neutros, impulsionado pelos resultados no Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Espanha e Polónia, países onde as vendas cresceram a dois dígitos. A Adidas confirmou ainda as suas previsões para 2016, onde espera que as vendas aumentem por dois dígitos, com o lucro líquido a ficar entre 975 e mil milhões de euros. A margem bruta deve variar entre 48% e 48,3%, enquanto a margem operacional deverá aumentar até 7,5%.

5Coreia do Sul abre as portas da América Central

A Coreia do Sul e seis países da América Central chegaram a um acordo de comércio livre que vai eliminar as taxas para mais de 95% dos itens exportados pela quarta maior economia da Ásia, incluindo automóveis, aço e têxteis, indicou o Ministério do Comércio da Coreia do Sul. O Ministro do Comércio sul-coreano, Joo Hyunh-hwan encontrou-se com os seus homólogos da Nicarágua, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Guatemala e Panamá em Manágua, capital da Nicarágua, na passada quarta-feira, 16 de novembro, onde anunciaram que o acordo ficou concluído. O acordo, se for ratificado, será o 16.º acordo de comércio livre assinado pela Coreia do Sul. As autoridades sul-coreanas esperam que o acordo ajude a Coreia do Sul a ganhar vantagem sobre outros países asiáticos, como a China e o Japão, já que este é o primeiro acordo que um país asiático faz com as seis economias da América Central. Também espera que abra as portas para entrar nos mercados da América do Norte. O comércio entre a Coreia do Sul e os seis países atingiu 4,05 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) em 2015, indicou o Ministério do Comércio. A Coreia do Sul tem ainda acordos de comércio livre com os EUA, a China e a União Europeia.

6Vídeos nas redes sociais influenciam compras

Quase três-quartos (74%) dos consumidores afirma que há uma ligação entre ver um vídeo nas redes sociais e o seu processo de tomada de decisão de uma compra, de acordo com uma nova pesquisa comissionada pela fornecedora de soluções de vídeo online Brightcove Inc. O estudo mundial – realizado junto de 5.500 consumidores no Reino Unido, França, Alemanha, EUA e Austrália – revelou que quase metade (46%) dos espetadores fez uma compra em resultado de ter visto um filme de marca numa rede social e outro terço (32%) considerou fazê-lo. Também mostrou que 81% dos consumidores interage atualmente com as marcas nas redes sociais – dois-quintos (43%) fizeram-no através da visualização de um vídeo. E oito em cada 10 (79%) concordam que os vídeos são a forma mais simples de conhecer uma marca online. 67% dos inquiridos veem mais vídeos em redes sociais, como o Facebook, Twitter e Snapchat, do que viam há um ano. O consumidor médio vê agora pouco menos de uma hora (49 minutos) de vídeos em redes sociais todos os dias e 60% espera que a quantidade de vídeos nas redes sociais que vê continue a aumentar no próximo ano. David Mendels, CEO da Brightcove, explicou que «nos últimos anos, emergiu uma tendência clara que favorece os conteúdos em vídeo nas redes sociais – sobretudo numa altura em que gigantes das redes sociais, como o Facebook, tomaram medidas para assegurar que o vídeo é proeminente dentro do feed das notícias dos consumidores. Estamos numa altura em que mil milhões de visualizações diárias e milhões de horas de visualização representam uma oportunidade significativa para as marcas que tentam envolver as suas audiências online». No entanto, indicou que há desafios a ultrapassar. «Com tantas redes sociais com visibilidade, e com cada uma a ter a sua própria tecnologia e cultura, dar as experiências de visualização relevantes, na altura certa e à medida que os consumidores exigem pode ser uma tarefa complexa. As marcas precisam de capazes de rápida e facilmente servir, gerir, medir e adaptar o seu conteúdo de vídeo nas redes sociais sempre em mudança», conclui.