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  1. Gap continua em queda
  2. Riscos no aprovisionamento agravam-se
  3. Inditex lança rede de sindicatos no Vietname
  4. Drones entregam encomendas da JD.com na China
  5. Tefron troca EUA pelo Canadá
  6. Vestuário recupera no Reino Unido

1Gap continua em queda

A Gap está a fazer progressos para melhorar o produto em todas as suas marcas, embora as vendas e o volume de negócios tenham continuado a cair no terceiro trimestre. O lucro para o trimestre caiu 17,7%, para 204 milhões de dólares (cerca de 192 milhões de euros), em comparação com 248 milhões de euros no mesmo período do ano passado, enquanto as margens subiram 220 pontos base em comparação com o ano passado, sobretudo impulsionadas pelos ganhos na Old Navy. As vendas líquidas desceram 2%, para 3,8 mil milhões de dólares, em comparação com 3,86 mil milhões de dólares no terceiro trimestre no ano passado. A empresa sublinhou que os câmbios de moeda estrangeira para dólares americanos tiveram um impacto positivo nas vendas do terceiro trimestre do ano fiscal de 2016 em cerca de 17 milhões de dólares. As vendas comparáveis desceram 3%, incluindo um impacto negativo estimado em cerca de 2% por causa do incêndio no centro de distribuição de Fishkill em agosto. Tanto a marca Gap como a Banana Republic registaram uma queda de 8% das vendas comparáveis, enquanto as vendas na Old Navy subiram 3% em comparação com o mesmo período do ano passado. «Estou satisfeito por ver melhores produtos nas nossas marcas, assim como áreas com melhores margens, mesmo tendo em conta os desafios das tendências de tráfego no trimestre», afirmou o CEO, Art Peck. As vendas nos EUA desceram 2,4%, para 2,97 mil milhões de dólares, enquanto as vendas na Europa caíram 17,6%, para 164 milhões de dólares. As vendas na Ásia ficaram estagnadas em 376 milhões de dólares. A Gap tem estado a tentar reposicionar-se para um crescimento a longo prazo com foco «nas geografias com maior potencial», além de tornar mais eficiente o seu modelo operacional. Como parte deste esforço, a empresa antecipa agora o encerramento de cerca de 65 lojas próprias no ano fiscal de 2016 e uma redução de 3% na área comercial em comparação com o ano passado.

2Riscos no aprovisionamento agravam-se

O risco das cadeias de aprovisionamento mundiais aumentou pelo quarto trimestre consecutivo para o valor mais alto desde 2013, com as incertezas políticas e económicas a pesar no sentimento dos empresários. O CIPS Risk Index, realizado por economistas da Dun & Bradstreet para o Chartered Institute of Procurement & Supply (CIPS), subiu para 81,6 no terceiro trimestre de 2016, em comparação com 80,8 no segundo trimestre. O índice mede o impacto dos desenvolvimentos políticos e económicos na estabilidade das cadeias de aprovisionamento mundiais e o aumento é atribuído ao aumento do risco na Europa Central, de Leste e Ocidental, no Médio Oriente, na América Latina e na África Subsariana. A tendência é, em parte, impulsionada pela desintegração do consenso político em relação à globalização, com a Organização Mundial do Comércio a apontar, no seu mais recente relatório, a existência de 22 novas restrições ao comércio por mês. A tendência é mais evidente na Europa Ocidental, onde o risco subiu para 2,63 no terceiro trimestre, em comparação co, 2,60 no trimestre anterior, com a incerteza relacionada com o pós-Brexit a ter um impacto negativo no comércio e na confiança dos consumidores. O desencantamento com a globalização está a contribuir para o risco político. As eleições nos próximos 12 meses deverão registar ganhos para os partidos populistas como a Frente Nacional de França, o Movimento 5 Estrelas de Itália, o Partido da Liberdade da Holanda e o partido Alternativa para a Alemanha, todos céticos em relação à integração europeia e hostis em relação ao comércio livre. Com a situação militar na Síria e os partidos anti-imigração a ganharem dinamismo, as rotas de aprovisionamento europeias estão em risco. Embora o estudo tenha sido realizado antes dos resultados das eleições presidenciais dos EUA, o risco na cadeia de aprovisionamento na América do Norte ficou estagnado em 2,101. Na Europa de Leste e na Ásia Central, o risco subiu para 5,424 em comparação com 5,396, após o golpe de estado falhado na Turquia, que deverá registar um aumento nas interferências com as empresas. «Os gestores das cadeias de aprovisionamento estão a enfrentar uma nova onda de impedimentos para o fluxo de bens entre fronteiras», destaca John Glen, economista do CIPS e diretor do Centre for Customised Executive Development da The Cranfield School of Management. «Com os acordos comerciais internacionais sob ameaça em todo o mundo, os gestores da cadeia de aprovisionamento têm de estar conscientes dos riscos políticos, tal como estão dos desastres naturais e das adversidades económicas», aponta, acrescentando que, «com o risco das cadeias de aprovisionamento a regressarem a níveis recorde, as empresas têm de estar continuamente vigilantes na seleção dos seus fornecedores e na preparação de planos de contingência».

3Inditex lança rede de sindicatos no Vietname

A Inditex assinou um acordo de enquadramento global com o IndustriAll Global Union, para lançar uma rede de sindicatos no Vietname. A criação desta rede tem estado a ser desenvolvida desde 2015, quando o IndustriAll organizou um workshop sobre sindicalismo na cadeia de aprovisionamento mundial. Esse encontro resultou na criação de uma rede norte e uma rede sul, que agora formam a base do novo modelo. No Vietname, a Inditex tem cerca de 130 empresas que abrangem cerca de 150 mil trabalhadores que produzem artigos para sete marcas da Inditex, incluindo a Zara, a Pull & Bear, a Maximo Dutti e a Bershka. «O acordo de enquadramento global entre o IndustriAll e a Inditex dá aos sindicatos vietnamitas do têxtil e vestuário uma base para coletivamente organizarem o seu trabalho», afirma Christina Clausen, diretora da indústria têxtil e de vestuário do IndustriAll. «Isto é essencial para criar relações industriais sãs e democráticas», acrescenta. A 12 e 13 de novembro, a Inditex e vários dos seus principais fornecedores, juntamente com o grupo sem fins lucrativos Friedrich Ebert Stiftung, estiveram presentes num seminário para discutir o modelo de sourcing e sustentabilidade da Inditex, tanto mundial como localmente. No mês passado, a retalhista de moda sueca H&M também renegociou o seu acordo de enquadramento global com o IndustriAll e o sindicato sueco IF Metal, convertendo um acordo inicial numa colaboração permanente.

4Drones entregam encomendas da JD.com na China

A empresa chinesa de comércio eletrónico JD.com alargou a sua rede de logística e entregas no passado Dia dos Solteiros, a 11 de novembro, através da utilização de drones para entregar encomendas a consumidores em algumas áreas remotas da China. O projeto levou encomendas entre os cinco e os 15 quilos a consumidores num raio de 50 km nos arredores de Pequim e nas províncias de Jiangsu, Shaanxi e Sichuan. A empresa sublinhou que é a primeira empresa de comércio eletrónico do mundo a colocar a tecnologia de drones neste tipo de utilização comercial. «A JD.com está orgulhosa do seu sistema de entrega e logística criado dentro de portas», afirmou. «Contudo, nas áreas mais remotas, onde o terreno é complexo e as infraestruturas são pobres, a logística final pode ser difícil, e isso pode tornar toda a experiência de compras online mais difícil e menos satisfatória do que os clientes da JD esperam de nós», acrescenta. Criado para responder a este problema, o programa funciona através do despacho de encomendas a partir de estações de entrega regionais até aos “promotores de aldeia” da JD em cada localidade, que depois distribuem as encomendas diretamente aos consumidores, reduzindo significativamente os tempos de entrega e reduzindo os custos logísticos. A JD.com tem atualmente mais de 300 mil promotores locais no país. «Com o programa de entregas por drones em curso, as compras online oferecem aos consumidores rurais novas oportunidades sem precedentes para terem produtos autênticos de todo o mundo entregues à sua porta mais rapidamente», indica a retalhista. «Estamos a trabalhar para assegurar que mesmo as populações rurais podem usufruir das mesmas vantagens do comércio eletrónico – nomeadamente qualidade do produto, seleção e preço – do que os seus conterrâneos em cidades chinesas», resume. A JD.com conta agora com cinco modelos e uma frota de mais de 30 drones em operação, todos desenhados e pensados pela sua equipa e construídos segundo as especificações da retalhista.

5Tefron troca EUA pelo Canadá

A Tefron, especialista israelita em vestuário ativo e lingerie, vai deslocalizar a sua sede na América do Norte de Nova Iorque para Montreal, no Canadá. A Tefron afirma que a mudança vai acrescentar novos papéis de I&D, recursos humanos e marketing às valências do escritório atual, onde uma equipa de 30 pessoas gere as vendas, o serviço ao cliente, design, produção, sourcing, administração, análise de negócio, logística e contabilidade. Embora o papel de Montreal na moda e nos têxteis tenha diminuído com a deslocalização da produção para o estrangeiro, a Tefron afirma que a sua rede mundial de produção e distribuição depende da sua equipa de gestão sediada em Montreal para encaminhar o negócio para um maior crescimento e rentabilidade. As inovações da Tefron incluem costura seamless, costura 3D e tecnologia wearable para marcas como a Victoria’s Secret, Under Armour, Adidas, Pink e Walmart. A sede em Montreal será o principal ponto de contacto para gerir todas as operações na América do Norte.

6Vestuário recupera no Reino Unido

As vendas a retalho no Reino Unido registaram crescimento em outubro, com as vendas de vestuário a retomarem durante o mês, após as temperaturas anormalmente altas em setembro terem afetado as vendas das linhas de outono. Os dados publicados recentemente mostram um aumento de 6,6% nas vendas a retalho em comparação com outubro do ano passado, apesar de um ambiente deflacionário nas lojas, e um aumento de 2,1% em setembro. O volume de vendas no sector de retalho como um todo em outubro aumentou 7,4% em termos anuais, representando a performance mais forte registada desde abril de 2002. A maior contribuição para o crescimento foi proveniente das lojas de têxteis, vestuário e calçado, que registaram um aumento anual de 3,7% na quantidade comprada e um aumento de 3,1% no valor gasto. O preço médio na loja para a categoria desceu 0,6%, enquanto as vendas médias semanais aumentaram 0,9%. Os têxteis, o vestuário e o calçado, contudo, tiveram uma performance menos boa online, onde a categoria ficou abaixo do resto do sector de retalho, com um crescimento de 5,2% – representando 13,3% do total de vendas online. O analista da Shore Capital, Clive Black, acredita que isto reflete, em parte, «a debilidade sazonal que o sector experienciou durante o trimestre como um todo», e, ao mesmo tempo, uma menor propensão para fazer promoções antes do Cyber Weekend, que pode ter impactado o volume de vendas online.