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  1. Lectra atualiza sala de corte da Ruyi
  2. Têxteis com grafeno mais perto do mercado
  3. Vestuário lidera presentes de Natal
  4. Kingpins Show aterra em Miami
  5. Nova estratégia da Lenzing dá frutos
  6. Trump enterra TPP

1Lectra atualiza sala de corte da Ruyi

O grupo chinês Ruyi adotou a tecnologia de corte automático da Lectra para apoiar a sua estratégia, alinhada pela iniciativa “Made in China 2025”. O Ruyi instalou oito máquinas de corte Lectra – incluindo a Vector Matchline, que automaticamente acerta linhas e grelhas para a produção de fatos e que é uma estreia na região da Ásia-Pacífico. «A Lectra Vector Matchline é a máquina de cortar mais avançada do mundo, capaz de cortar com cada linha e grelha perfeitamente alinhadas», afirma Qiuya Fu, presidente do conselho de administração do Shandong Ruyi Group, em comunicado. «Enquanto empresa dedicada à inovação tecnológica, estamos satisfeitos pelo Ruyi ser o primeiro na China a introduzir esta máquina de corte na produção de moda. Permite-nos rivalizar com os concorrentes ocidentais em termos de tecnologia. É um valor do Ruyi usar o melhor equipamento para produzir os melhores produtos», acrescenta. A implementação de soluções inovadoras é crucial para as empresas chinesas conseguirem cumprir o plano estratégico a 10 anos “Made in China 2025”, que tem como objetivo impulsionar a economia chinesa para a produção industrial inteligente e de valor acrescentado. A tecnologia Letra está a ser instalada na linha de produção inteligente de fatos para homem do Ruyi, recentemente montada numa fábrica em Yinchuan, no norte da China. «É um novo marco na aliança estratégica entre a Lectra e o Ruyi, assinada em 2014. Apoiada em mais de quatro décadas de inovação e conhecimento na indústria da moda, a Lectra é a parceira certa para acompanhar o Ruyi, à medida que o grupo continua a abraçar soluções inovadoras para a sala de corte», destaca Céline Choussy Bedouet, diretora de marketing e comunicação da Lectra.

2Têxteis com grafeno mais perto do mercado

Foi criada uma nova empresa para acelerar a comercialização de membranas têxteis com grafeno, abrindo novas oportunidades no mercado para os têxteis inteligentes. O lançamento da Directa Textile Solutions (DST) segue-se à aquisição pela fornecedora de produtos à base de grafeno Directa Plus de uma quota de 60%, no valor de 60 mil euros, na empresa de membranas têxteis Osmotek, fundada pela Novaresin. «A criação da Directa Textile Solutions representa um marco na nossa estratégia de integração a jusante e mais um passo na execução do nosso plano de negócios», afirma Giulio Cesareo, CEO da Directa Plus. O grafeno, um material nanotecnológico inovador derivado de grafite, é a substância mais fina condutora de eletricidade, sendo ao mesmo tempo flexível e um dos materiais mais resistentes conhecidos do Homem. A Directa Plus e a Novaresin têm estado a trabalhar em conjunto no último ano para desenvolver membranas têxteis com grafeno, que estão a ser testadas por vários potenciais clientes. Sob os termos da aquisição, a Directa Plus será a única fornecedora de produtos à base de grafeno da Novaresin, que irá produzir membranas com grafeno que serão comercializadas pela DTS. A Novaresin vai fornecer as membranas com grafeno em exclusivo à DST e está proibida de as vender a terceiros. A Novaresin tem uma unidade produtiva no norte de Itália com uma capacidade de produção de 7 milhões de metros de tecido por ano e é especialista em laminação (processo pelo qual uma membrana têxtil é colada a outro têxtil para melhorar as suas propriedades, como respirabilidade ou impermeabilidade). No início deste ano, a Directa Plus fez uma parceria com a marca de sportswear Colmar para lançar o que afirma ser o primeiro sportswear melhorado com grafeno.

3Vestuário lidera presentes de Natal

O vestuário mantém-se no topo da lista dos presentes mais populares para este Natal nos EUA, onde mais de metade dos consumidores já começaram a fazer as suas compras. Os dados mais recentes sobre o consumo da National Retail Federation, realizado pela Prosper Insights & Analytics, revela que os consumidores estão a aproveitar as promoções antecipadas dos retalhistas e 55,7% já começaram a comprar as prendas de Natal. Este é o segundo valor mais elevado desde que o estudo começou a ser realizado, ligeiramente abaixo do recorde de 56,6% registado na mesma altura do ano passado. No entanto, apenas 3% dos consumidores já terminaram as compras. «Os consumidores estão á procura de ótimos preços e promoções mais cedo do que nunca e os retalhistas responderam a essa procura ao antecipar os bons negócios da Black Friday, alguns para o dia imediatamente a seguir ao Halloween», sublinhou o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay. «Esta altura do ano tem a ver com encontrar os presentes certos mantendo-se dentro do orçamento. Para os que procuram qualquer coisa de brinquedos a vestuário em pequenos e grandes retalhistas, em lojas físicas ou online, os retalhistas têm de estar prontos com produtos a preços acessíveis», acrescenta. Vestuário e acessórios lideram a lista dos presentes mais populares este ano, nas intenções de 61% dos consumidores, enquanto 56% vão oferecer cartões-oferta, tornando este o segundo presente mais popular. «Com mais promoções a caminho, os consumidores terão grandes oportunidades nesta época festiva para procurar os presentes perfeitos – quer para eles, quer

4Kingpins Show aterra em Miami

A feira de denim Kingpins Show está a alargar as suas fronteiras e vai lançar-se em Miami, nos EUA, em janeiro. Os planos para o certame, que terá uma edição anual, incluem reunir empresas de todo o mundo – EUA, Itália, China, Turquia, México, Paquistão, Tailândia e Colômbia – para responderem às necessidades dos compradores e marcas que fazem negócios na região. Atualmente, a Kingpins Show tem já duas edições por ano em Nova Iorque e Amesterdão, uma edição anual em Hong Kong e ainda a Kingpins China City Tour, um evento de cinco dias que percorre três cidades na China. O certame, aponta a organização, faz uma seleção rigorosa dos expositores, incluindo produtores de denim e confeções de sportswear, lavandarias, confecionadores de jeanswear, fornecedores de acessórios, produtores de tecnologia, químicos e soluções de negócio para o sector. A edição em Miami terá lugar a 11 e 12 de janeiro, no Mana Wynwood Convention Center.

5Nova estratégia da Lenzing dá frutos

A produtora austríaca de fibras celulósicas Lenzing anunciou «um aumento substancial» no volume de negócios e nos lucros dos primeiros nove meses do ano, graças a melhorias significativas na liquidez e à implementação de uma nova estratégia. O lucro para o período aumentou para 162,2 milhões de euros, em comparação com 84,8 milhões de euros no período homólogo de 2015. O impacto positivo da estratégia sCore Ten, que se foca no crescimento rentável com base em fibras especiais ambientalmente sustentáveis, refletiu-se nos números. «O Grupo Lenzing continua a implementar a sua estratégia sCore Ten com grande disciplina e a excelente performance do negócio ajudou as nossas contas», afirma o CEO Stefan Doboczky. «Estes nove meses mostram a nossa confiança e são uma base excelente para a implementação do nosso ambicioso programa de crescimento», acrescenta. O volume de negócios consolidado subiu 8,2%, para 1,58 mil milhões de euros. Em relação ao resto do ano, a Lenzing indica que espera «excelentes resultados de negócio», mas sublinha que os preços da viscose deverão ser mais baixos do que os picos registados no terceiro trimestre devido a efeitos sazonais. No mês passado, a Lenzing e o conglomerado indiano Aditya Birla -que em conjunto produzem 35% do rayon-viscose do mundo – ascenderam ao topo do ranking mundial que avalia as empresas com base nos seus esforços para conservar as florestas. A empresa está também a investir 100 milhões de euros em instalações de produção de polpa de madeira na Europa, numa ação que deverá levar a um aumento da sua capacidade em cerca de 35 mil toneladas até ao início de 2019.

6Trump enterra TPP

O presidente-eleito Donald Trump anunciou que vai retirar os EUA da Parceria Transpacífico (TPP) no seu primeiro dia na Casa Branca. Num vídeo lançado na passada segunda-feira, 21 de novembro, no YouTube, em que revelou o que pretende fazer quando assumir a presidência em janeiro, Trump afirmou que «em relação ao comércio, vou emitir uma notificação da intenção de retirar da Parceria Transpacífico», acrescentando que «em vez disso vamos negociar acordos comerciais bilaterais justos que tragam emprego e indústria de novo para a América». As cláusulas do TPP foram acordadas em 2015 por 12 países, incluindo EUA, Japão, Vietname, Malásia, Austrália, Canadá e México, mas ainda não foi ratificado. Para entrar em vigor, o acordo tem de ser ratificado até fevereiro de 2018 por pelo menos seis países que representem 85% do PIB do grupo (avaliado em 28,1 biliões de dólares) – o que significa que o Japão e os EUA têm de estar, necessariamente, incluídos. Os planos de Trump não foram uma surpresa, uma vez que durante a campanha o agora presidente-eleito referiu-se ao TPP como «um desastre», afirmando que ameaça os empregos americanos ao introduzir a concorrência de países com salários baixos. Para além do TPP, Trump afirmou que vai renegociar o Acordo de Comércio Livre da América do Norte (Nafta) e vai assumir uma posição mais dura em termos comerciais com a China.