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  1. Economia da China em mudança
  2. New Balance sem medo do Brexit
  3. Mulheres latinas ganham poder nos EUA
  4. AllSaints avança na expansão internacional
  5. Marca do músico Bono soma prejuízos
  6. Hailey Baldwin desenha sapatos

1Economia da China em mudança

Um crescente número de pessoas com rendimentos altos ou médio-altos vão impulsionar o crescimento do consumo na China até 2030 e mudar o tipo de bens que as pessoas estão a comprar. De acordo com um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU), o número de pessoas nesta faixa de rendimento vai mais do que triplicar para atingir 35% da população até ao final da próxima década, com 480 milhões de pessoas com os rendimentos mais altos e a ganhar mais de 10 mil dólares até 2030. Quase 40% da população está no segmento de rendimentos mais baixos (com um rendimento disponível pessoal abaixo de 2.100 dólares) em 2015, mas essa quota será de apenas 11% até 2030. A EIU também afirma que o poder de compra individual dos consumidores chineses em 2030 será semelhante ao da Coreia do Sul de hoje ou ao dos EUA em 2000. Entre as cidades mais ricas da China estarão Zhuhai, na província de Guangdong, com 36% da população a ter rendimentos altos até 2030, e Shaoxing, na região de Zhejiang, onde os que ganham muito vão representar 26% da população. O resultado final de tudo isto é que mais consumidores, sobretudo os mais jovens, vão gastar mais dinheiro em tempos livres e turismo e vão querer optar por marcas premium. O consumo chinês focou-se historicamente em produtos essenciais como alimentação, bebidas, vestuário e calçado, mas vai deslizar para automóveis, bens de luxo, serviços financeiros e saúde no futuro. «No passado, o crescimento económico da China dependeu da utilização dos fundos estatais para financiar o investimento. No futuro, contudo, responder às necessidades de um grupo de consumidores crescente e mais exigente da classe média, será fundamental para a sustentabilidade económica», aponta o estudo. No entanto, acrescenta que um número significativo de pessoas vai continuar com baixos rendimentos e isso deve criar tensões sociais.

2New Balance sem medo do Brexit

A New Balance está empenhada no Reino Unido, afastando os receios relacionados com o Brexit. O diretor-executivo Rob DeMartini indicou à Press Association que a New Balance, sediada em Boston, vai manter-se no Reino Unido, onde tem 600 trabalhadores, e que o futuro da fábrica da empresa em Cumbria está seguro. Após a abertura da sua maior flagship não-americana (três pisos) em Oxford Street, em Londres, no final de outubro, DeMartini afirmou que «enfrentamos muitos desafios políticos e económicos no passado e estamos empenhados com o Reino Unido, a nossa sede europeia é aqui. Temos um grande negócio cá, temos um compromisso de longo prazo com a produção no Reino Unido e isso vai continuar. Não vamos ser empurrados ou assustados pela legislação ou fatores económicos». A fábrica, sediada em Flimby, emprega mais de 240 pessoas e a sede europeia da empresa, em Warrington, tem mais de 160 trabalhadores. Rob DeMartini acrescentou que o Brexit vai juntar os EUA e o Reino Unido, «somos amigos há muito tempo», referiu. O diretor-executivo também indicou que o Reino Unido é um dos mercados em mais rápido para a New Balance, «o que é atípico para um mercado desenvolvido». A New Balance recentemente assinou um acordo com o Liverpool, que se junta assim ao Celtic de Glasgow, campeão escocês, e ao Sevilha, em Espanha, no lote das equipas de futebol patrocinadas pela marca. DeMartini afirmou que tendo em conta o estatuto que o futebol desfruta enquanto único desporto verdadeiramente mundial, a quota crescente da marca no mercado de futebol vai ajudá-la a atingir o objetivo de se tornar a terceira maior empresa de sportswear no mundo, atrás da Nike e da Adidas. No próximo ano, a marca vai também patrocinar a seleção de críquete de Inglaterra, parte de uma jogada mais abrangente para entrar no lucrativo mercado indiano.

3Mulheres latinas ganham poder nos EUA

Um novo estudo a mais de 2.000 mulheres latinas nos EUA mostra «uma grande mudança» na sua influência na sociedade americano, de acordo com a agência de comunicação Boden e a QuestMindshare. O estudo Latina SamrtPurse aborda a consumidora latina moderna, a sua influência e o que ela espera das marcas quando toma decisões de compra. «Estamos a ver uma grande mudança nas mulheres latinas e no seu papel na nossa sociedade e economia. Elas estão a desempenhar muitos papéis como empresárias, mães, evangelistas culturais e influenciadoras da sociedade», afirmou Natalie Boden, presidente da Boden. De acordo com um estudo de 2015 da Iniciativa da Casa Branca para a Excelência Educacional para Hispânicos, o número de hispânicos que vivem nos EUA mais do que duplicou. Com 54 milhões de pessoas, representam agora a maior minoria étnica no país. Atualmente, uma em cada cinco mulheres nos EUA é hispânica e irão representar quase um terço da população feminina do país até 2060. O estudo mostra que são biculturais, mais educadas do que no passado e têm informação de canais de confiança. As latinas estão a mostrar a sua afinidade para marcas que reconhecem a sua ascensão e poder e que estão alinhadas com os seus valores pessoais. O estudo revela ainda que as mulheres latinas têm um enorme poder de compra, como parte do bilião de dólares gasto pelos hispânicos e aproximadamente 7 biliões de dólares entre as mulheres americanas. A Boden indica que reconhecer e celebrar a cultura hispânica cria grandes oportunidades para que as marcas comuniquem com estas consumidoras.

4AllSaints avança na expansão internacional

A AllSaints registou um aumento dos lucros e das vendas graças a uma forte expansão internacional e à introdução de acessórios como malas. «No ano passado passamos de 11 para 18 países e em 2020 deveremos estar a vender em 30 a 35 mercados», firmou o diretor-executivo William Kim. O crescimento permitiu um aumento de 18% dos lucros, para 28,5 milhões de libras (33,6 milhões de euros), com um aumento de 9% das vendas, para 252,5 milhões de libras. As vendas no mercado interno do Reino Unido subiram 7,4%, para 144,3 milhões de libras, impulsionadas pela abertura de novas lojas. As operações internacionais registaram um crescimento de 12%, para 108,2 milhões de libras, e representam agora 43% das operações. A retalhista indicou estar em negociações para abrir mais concessões em grandes armazéns na América do Norte, assim como na Ásia Oriental, onde recentemente chegou ao Japão. A aventura asiática também inclui a chegada à China e a outros mercados essenciais além da Coreia do Sul e de Taiwan, onde já opera. As vendas online, através do seu próprio website e de plataformas de terceiros, também aumentaram 33%, para 47,3 milhões de libras, representando quase um quinto das vendas totais. Embora William Kim não tenha dado detalhes sobre a abertura de lojas físicas, referiu que no ano passado abriu três lojas e que no ano até agora abriu 50. «Temos uma conduta saudável de concessões, lojas independentes, pop-ups, outlets, e oportunidades de vendas por grosso, que avaliamos e priorizados de acordo», referiu o diretor-executivo. Kim destacou ainda que as vendas no Reino Unido foram impulsionadas com a introdução, pela primeira vez, de uma gama alargada de malas, no ano passado, com a The Capital Collection a representar já uma quota de dois dígitos do volume de negócios em alguns mercados. A AllSaints expandiu ainda a sua gama de vestuário em malha, assim como casacos, sobretudo em couro.

5Marca do músico Bono soma prejuízos

Os prejuízos acumulados na Edun Apparel – a marca de moda ética controlada por Bono, da banda U2, pela sua esposa Ali Hewson e pelo LVMH – ascenderam a 74,3 milhões de dólares (70,4 milhões de euros) para a empresa, que está em atividade há 11 anos. Os números, publicados pelo jornal irlandês Independent, mostram que a Edun Apparel registou um prejuízo de 7,56 milhões de dólares nos 12 meses até ao final de dezembro do ano passado, um agravamento face ao prejuízo de 5,57 milhões de dólares em 2014 e de 6,4 milhões de dólares em 2013. As contas de 2015 mostram que os acionistas da empresa continuam a alimentar a empresa através de empréstimos de acionistas. «Os acionistas confirmaram que não vão procurar cobrar os empréstimos no futuro próximo e vão dar à empresa recursos financeiros suficientes para assegurar a continuação das operações da empresa», indicou a Edun Apparel em comunicado.

6Hailey Baldwin desenha sapatos

Hailey Baldwin parece estar a seguir na peugada da amiga Gigi Hadid (que revelou a colaboração com a marca de calçado Stuart Weitzman) e anunciou que vai colaborar com a marca britânica de moda Public Desire numa coleção de calçado. A coleção Public Desire x Hailey Baldwin contempla 20 modelos, desde botas acima dos joelhos a botins com cordões e sandálias de tiras, numa paleta de cores que inclui preto, beringela e caqui. Os modelos vão custar entre 49,99 e 72,99 dólares (47,4 e 69,2 euros). A modelo de 19 anos anunciou a colaboração no seu Instagram, tendo partilhado um vídeo promocional dela a usar alguns dos modelos. Este é o segundo projeto no design de moda da modelo, que revelou a sua primeira linha de moda, uma coleção-cápsula para a marca australiana The Daily Edited, batizada “#theHaileyedited” em julho. A modelo tem ainda estado a trabalhar numa gama de maquilhagem para a marca australiana de beleza ModelCo que deverá ficar à venda este mês.