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  1. Trussardi e Lardini juntam know-how
  2. Americanos mais confiantes depois das eleições
  3. Hugo Boss e Vera Wang deixam Nova Iorque
  4. Consumidores jovens mudam compras
  5. Google analisa tráfego nas lojas
  6. Londres bate Paris no retalho

1Trussardi e Lardini juntam know-how

A Trussardi e a Lardini assinaram um acordo para criar uma nova linha de vestuário formal para homem batizada Trussardi Elegance, que irá estrear-se na semana de moda de Milão, em janeiro. A Trussardi afirmou que pretende alargar a sua oferta e acrescentou que a coleção para o outono-inverno 2016 estará disponível em todo o mundo nas lojas próprias da Trussardi, assim como em pontos de venda multimarca. A especialista em alfaiataria Lardini vai produzir e distribuir os produtos e, para já, a licença está em vigor até à estação outono-inverno 2019/2020. Embora esteja a ser apresentada como vestuário formal de homem, as duas empresas pretendem agitar o segmento com a declaração de lançamento, afirmando que a nova oferta vai incluir peças «confortáveis» com silhuetas desconstruídas. As duas empresas revelaram ainda que a coleção de estreia irá ter «texturas 3D» em cores tradicionais, que serão destacadas com tons bege e beringela.

2Americanos mais confiantes depois das eleições

A confiança dos consumidores americanos atingiu o máximo dos últimos seis meses em novembro, mostrando que os americanos estão mais otimistas sobre as suas situações pessoas e com a economia após as eleições presidenciais. A Universidade do Michigan revelou que o índice de confiança final subiu para 93,8 em novembro, em comparação com 87,2 em outubro, depois de uma leitura preliminar de 91,6 refletir a visão pré-eleição. A diferença foi marcada entre os inquiridos no estudo antes e depois das eleições, a 8 de novembro, com a confiança a subir 8,2 pontos entre os dois. Houve ganhos de confiança em diferentes rendimentos, idades e regiões, de acordo com o estudo, embora isso possa indicar um período de “lua de mel” que pode desvanecer-se a não ser que as condições económicas melhorem, indicou Richard Curtin, diretor do estudo da Universidade do Michigan. «O presidente-eleito Trump parece apreciar a importância dos primeiros 100 dias. A questão principal é se as suas políticas económicas vão ser bem recebidas pelos consumidores do país», apontou Curtin. «A lua de mel pode ser mais curta do que o habitual, tendo em conta a intensidade da oposição», acrescentou. Mas a confiança mais alta antes da eleição em comparação com outubro pode também refletir o facto de algumas pessoas assumirem que Hillary Clinton iria ganhar e de alguns consumidores acharem que o fim da incerteza política e económica, independentemente do vencedor, é uma boa notícia. Um outro estudo independente sobre a confiança dos consumidores no passado dia 23 de novembro mostrou um ligeiro declínio na semana terminada a 20 de novembro. O Bloomberg Consumer Comfort Index desceu para 44,8, em comparação com 45,4, o valor mais alto desde abril de 2015.

3Hugo Boss e Vera Wang deixam Nova Iorque

As mudanças nas semanas de moda continuam, com a Hugo Boss e Vera Wang a anunciarem que não vão mostrar as coleções de moda feminina para o outono-inverno 2017/2018 na próxima edição da Semana de Moda de Nova Iorque. A Hugo Boss, que tem tido dificuldades nos últimos tempos, afirmou aos investidores que o seu foco na passerelle será a coleção de homem, tendo, contudo, sublinhado que continua empenhada no vestuário de senhora, cuja coleção é desenhada por Jason Wu. Vera Wang revelou que vai ficar de fora da próxima edição da Semana de Moda de Nova Iorque, com a alternativa a ser mostrar a coleção na forma de uma curta metragem, que irá estrear a 28 de fevereiro, o primeiro dia da Semana de Moda de Paris e o mesmo dia em que a designer vai receber a distinção Légion D’Honneur na capital francesa. As decisões da Hugo Boss e de Vera Wang de mudar a sua abordagem surgem numa altura de transição para a indústria de design de moda. Em setembro, várias marcas mostraram coleções “veja agora, compre agora” para o outono-inverno 2016/2017, ao mesmo tempo que outras mantiveram-se fiéis ao calendário tradicional e mostraram as propostas para a primavera-verão 2017. Houve ainda quem tivesse optado por uma apresentação em showroom em vez do desfile, com reuniões mais personalizadas depois do mês da moda.

4Consumidores jovens mudam compras

A indústria de retalho está a experimentar uma mudança geracional nos consumidores e estes novos jovens consumidores têm expectativas consideravelmente diferentes sobre o que querem para interagir com os retalhistas, de acordo com um estudo realizado pela HRC Retail Advisory. O estudo concluiu que a Geração Z (jovens nascidos na década de 90 e até 2010) tornou-se cada vez mais importante a influenciar o consumo, com novos comportamentos de compras que se focam tanto em centros comerciais como nas compras online, e são muito influenciados por amigos, blogues e redes sociais. «A Geração Z tem uma influência significativa sobre as compras das famílias», afirmou Farla Efros, presidente da HRC. «Os retalhistas têm de avaliar as diferentes expectativas e hábitos deste grupo, assim como os dos Millennials com filhos, e desenvolver e executar estratégias que respondam às suas necessidades para se manterem competitivos com este segmento de consumidores cada vez mais importante», acrescentou. A HRC inquiriu 3.100 pessoas nos EUA e no Canadá sobre os seus hábitos de consumo, atitudes e influências que afetam as suas decisões de compra. O estudo concluiu que os centros comerciais ainda são muito populares, sobretudo com os consumidores da Geração Z. Embora mais de 60% de todos os inquiridos visitem um centro comercial pelo menos uma vez por mês, 72% dos inquiridos da Geração Z e Millennials com filhos afirmam que o fazem. Estes consumidores vão ao centro comercial com uma missão específica e em busca de produtos específicos. Os consumidores da Geração Z também passam mais tempo no centro comercial e visitam mais lojas, com 22% dos visitantes frequentes da Geração Z a dizer que a sua ida típica ao centro comercial dura mais de 90 minutos e que visitam, em média, quatro a cinco lojas. Entre todos os inquiridos no estudo, 62% prefere receber um cartão de oferta do que um presente, um valor que sobe para 69% entre os jovens da Geração Z. A maioria dos inquiridos, sobretudo os que são pais, planeiam incluir cartões de oferta entre as suas compras de Natal. Os consumidores da Geração Z tendem a não ser muito influenciados por atletas, atores ou cantores que deem a cara por uma marca, mas 61% das suas decisões de compra são sobretudo influenciadas por amigos, com 13% a ser influenciado por blogues. E 50% dos consumidores Millennial e da Geração Z usam as redes sociais quando estão às compras, com a maior parte a usar o Facebook (61%), seguido do YouTube (38%) e Instagram (24%). Entre os Millennials, 66% revelou fazer uma encomenda online pelo menos uma vez por mês. Amazon.com, Ebay.com, Groupon.com e Apple.com, respetivamente, são os sites mais populares.

5Google analisa tráfego nas lojas

A Google acrescentou uma nova funcionalidade à sua oferta Popular Times no Google Search que deixa os utilizadores ver as alturas mais movimentadas da semana num milhão de localizações em todo o mundo, incluindo lojas, em tempo real. Isso significa que os consumidores serão capazes de ver se as lojas estão muito cheias e, dessa forma, decidir se a viagem vale a pena. A ferramenta é um desenvolvimento interessante tendo em conta uma série de estudos nas últimas semanas que mostraram que muitos consumidores, sobretudo os dos grupos etários da Geração X e dos Baby Boomers, compram online em vez de nas lojas físicas para evitar as confusões no retalho físico. E os consumidores em todas as faixas etárias também afirmaram que as longas filas em lojas são uma das principais preocupações. A nova ferramenta usa a localização anónima dos utilizadores do Google juntamente com pesquisas dos utilizadores para criar informação em tempo real. Os utilizadores podem ver uma etiqueta “Live”, com a aplicação de mapas a mostrar uma sobreposição em vermelho em cima dos dados históricos para os períodos mais ocupados. Isto vai mostrar se uma localização em particular está muito ocupada ou calma num determinado momento.

6Londres bate Paris no retalho

Londres é o principal destino de retalho, de acordo com o mais recente índice europeu da especialista imobiliária Savills, tendo as melhores oportunidades de expansão internacional de marca. A cidade tem fortes atrativos, incluindo consumo e fluxo de turistas, com boas localizações disponíveis a preços que são quase 6% mais baixos do que em Paris. A Savills citou uma investigação independente da MasterCard que revela que Londres registou um recorde de 19,8 milhões de turistas internacionais que gastaram 17,8 mil milhões de euros em 2015/2016, um valor 50% mais alto do que em Paris. A MasterCard indicou ainda que os turistas dedicam quase metade do seu orçamento em viagens a compras quando estão em Londres, enquanto que no caso de Paris reservam apenas 16,7% do orçamento. Londres tem também sido impulsionada pelos efeitos do voto no Brexit, que levou a uma queda da libra face a moedas como o euro e o dólar. A empresa fez um cabaz de bens de luxo (incluindo um iPad, um relógio Rolex e um perfume Chanel) para mostrar que os preços médios em Londres são agora 13% mais baixos do que em Paris. Com Londres a ter apenas 13 lojas por cada milhão de habitantes e 3,9 lojas por cada milhão de turistas internacionais, há espaço para que as marcas internacionais possam expandir o seu negócio na cidade. Paris tem 17,3 lojas por cada milhão de habitantes e 5,9 lojas por cada milhão de visitantes internacionais.