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Breves

  1. Vestuário popular na Black Friday
  2. Governo do Sri Lanka apoia ITV
  3. Tecnologia é solução para devoluções
  4. Fast Retailing abre centro de I&D nos EUA
  5. Billabong quer vender marcas
  6. Zalando supera expectativas

1Vestuário popular na Black Friday

O vestuário foi um dos artigos mais populares comprados pelos consumidores americanos no fim de semana de Ação de Graças, com 50% dos consumidores a comprar vestuário. Os dados do estudo anual da National Retail Federation (NRF), realizado pela Prosper Insights & Analytics, revela que os grandes descontos e promoções encorajaram mais consumidores a comprar no fim de semana, com os números a subirem para mais de 154 milhões, em comparação com 151 milhões de consumidores no ano passado. O consumo médio por pessoa no período atingiu 289,19 dólares (cerca de 273,44 euros), ligeiramente abaixo da média de 299,60 dólares no ano passado. De acordo com o estudo, uma média de 214,13 foi dedicado a presentes, o que equivale a 74% das compras. Vestuário, ou acessórios de vestuário, ficou no topo da lista de compras (50%), seguido de brinquedos (32%) e eletrónica (30%). «Foi um fim de semana forte para os retalhistas, mas foi um fim de semana ainda melhor para os consumidores, que tiraram partido de algumas promoções realmente incríveis», referiu o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay. «Com efeito, mais de um terço dos consumidores indicou que 100% das suas compras foram artigos em saldo», acrescentou. No que diz respeito ao local onde os consumidores compraram no fim de semana, o estudo concluiu que mais de 44% fizeram compras online e 40% fez compras em lojas físicas. Entre os que fizeram compras em loja, 51% foram a grandes armazéns, 34% a lojas discount e 28% a lojas de vestuário e acessórios. De acordo com os dados independentes da comScore, foram gastos online 24,52 mil milhões de dólares na época de Natal até à data, o que representa um aumento de 12% em comparação com o ano passado, com vestuário e acessórios a liderar a lista na Black Friday, com quase 500 milhões de dólares gastos. O estudo da NRF concluiu ainda que apenas 9% já terminaram as compras de Natal, em comparação com 11% no ano passado. O estudo, que inquiriu 4.330 consumidores em relação aos planos de compras para o fim de semana de Ação de Graças, foi realizado a 25 e 26 de novembro.

2Governo do Sri Lanka apoia ITV

O governo do Sri Lanka estabeleceu uma série de propostas no seu orçamento para 2017 para apoiar a indústria de vestuário do país, incluindo a criação de um cluster têxtil e planeia aumentar o número de funcionários qualificados. Embora a indústria têxtil e de vestuário do Sri Lanka tenha exportado produtos têxteis no valor de 4,8 milhões de dólares (4,54 milhões de euros) em 2015, o país importou tecidos no valor de 2,3 milhões de dólares, pelo que a integração vertical a montante é vital, segundo o Ministro das Finanças Ravi Karunanayake. O orçamento de Estado para 2017 está focado no reforço da economia do país e lista vários outros benefícios para o sector têxtil e de vestuário. Os exportadores de vestuário terão autorização para importar produtos de marca para transformar, operando sob os regulamentos do centro comercial. O vestuário produzido com estas matérias-primas pode depois ser exportado para países onde não há tratamento preferencial. O governo está também a permitir que as empresas de vestuário invistam em entidades estrangeiras envolvidas no design e produção de vestuário, um valor de até 5% do volume de exportação médio nos três anos anteriores. Os lucros ou rendimentos deste tipo de empresas criadas no estrangeiro terá de ser recebido pela empresa investidora no Sri Lanka. Karunanayake também destacou a necessidade «urgente» de mão de obra qualificada na indústria de vestuário e convidou o sector privado a dar formação aos mais jovens que poderão depois ser recrutados para o sector. Para isso, o governo vai fornecer um valor por cada formando de 10 mil rupias do Sri Lanka (cerca de 63,50 euros) por mês durante três meses. O governo vai ainda dar bolsas de estudo a quem quiser seguir um programa de formação vocacional num instituto de formação, sem custos. Para isso, dedica 300 milhões de rupias do Sri Lanka. O governo pretende ainda revitalizar o que afirma ter sido no passado uma indústria de tecelagem manual próspera, com o Industrial Development Board a dar a formação e infraestruturas necessárias. O governo indicou que vai dedicar 500 milhões de rupias do Sri Lanka para este propósito.

3Tecnologia é solução para devoluções

Inconsistências de tamanho e o desenvolvimento das compras online impulsionaram o número de artigos de vestuário devolvidos. Mas um estudo sugere que a aplicação de novas tecnologias pode ser a resposta para resolver este dilema. As compras online estão estimadas em 294 mil milhões de dólares (cerca de 278 mil milhões de euros) por ano só nos EUA, de acordo com a especialista em análise em lojas RetailNext, enquanto a eMarketer estima que as vendas online deverão ascender a 3,5 biliões de dólares no ano até 2020. Um estudo publicado pela Retail Equation e a National Retail Federation estima que os retalhistas recebem anualmente o equivalente a 260,5 mil milhões de dólares em devoluções. As devoluções em lojas físicas rondam uma taxa de 10% e as compras online cerca de 20%, enquanto as compras online «caras» têm uma taxa de devolução de até 50%. Os números levaram a empresa de inteligência de mercado Fashion Metric a analisar a questão e concluiu que os consumidores já esperam devoluções fáceis e gratuitas, pelo que muitas vezes já compram tamanhos extra com a intenção de devolver o que não serve. «É fácil ver como as inconsistências e incertezas de tamanho estão a levar a enormes taxas de devolução de vestuário», explica o estudo. «Quando os tamanhos variam tanto de marca para marca, os consumidores experienciam um elevado grau de incerteza. E os consumidores não estão apenas a devolver mais, estão a mudar o seu comportamento também de outras formas», acrescenta. «Com a mudança constante dos tamanhos e fit no comércio eletrónico, as expectativas dos consumidores também evoluíram. Embora os retalhistas e marcas progressistas estejam a perceber os benefícios de oferecer devoluções fáceis e gratuitas, vemos que as tendências de consumo estão a começar a mudar todos os hábitos das compras online de vestuário», aponta. Para combater este fenómeno, o estudo sugere que a tecnologia podia ajudar as marcas e as empresas a ter informação mais precisa sobre o tamanho e o fit. Por exemplo, o desenvolvimento de algoritmos que evoluem pode permitir que as marcas ajudem os consumidores a encontrarem mais facilmente as respostas às suas questões de tamanho e fit. O estudo sugere que a tecnologia que funciona como um tradutor de marca, como comparar o tamanho de um produto à camisa favorita no guarda-roupa do consumidor, tem o «fator fácil de usar» que pode ser atrativo para os consumidores.

4Fast Retailing abre centro de I&D nos EUA

A Fast Retailing, que detém a cadeia de lojas de vestuário Uniqlo, criou a primeira unidade dedicada à investigação e desenvolvimento de novos tecidos e acabamentos para os seus produtos em denim. Localizado em Los Angeles, nos EUA, o Denim Innovation Centre irá inicialmente beneficiar os negócios Uniqlo e J Brand, e os jeans desenvolvidos no centro estarão disponíveis no outono do próximo ano. A nova unidade irá reunir informação sobre tendências mundiais e desenvolvimentos no denim, para criar o que a Fast Retailing afirma serem os produtos da melhor qualidade e mais recentes para cada marca. A empresa japonesa acredita que a criação do Denim Innovation Centre em Los Angeles vai permitir «incorporar rapidamente a essência das tendências atuais nos seus designs». A empresa vai focar-se no que chama de “3Fs” – fit, fabric (tecido) e finish (acabamento) – que afirma serem os elementos essenciais na produção de jeans. O centro vai desenvolver tecidos com os principais produtores mundiais, assim como fazer investigação na área das novas tecnologias de produção. Até agora, a Fast Retailing fazia o outsourcing da produção de amostras e outras operações a produtores externos, mas com o Denim Innovation Centre o grupo vai agora fazer todo o processo dentro de portas. A unidade vai ainda focar-se em métodos de produção e processamento “amigos do ambiente”, realizando investigação em químicos e técnicas para o tratamento de jeans. No início de novembro, a Fast Retailing investiu 400 milhões de ienes (3,35 milhões de euros) numa joint-venture com a produtora de teares para malhas Shima Seiki, numa ação pensada para aumentar a produção de vestuário seamless.

5Billabong quer vender marcas

A empresa australiana de surfwear Billabong International está a tentar vender as suas marcas mais pequenas numa tentativa de se focar nas suas três «grandes marcas» – Billabong, RVCA e Element – e baixar as dívidas. Durante a assembleia-geral, o presidente do conselho de administração Ian Pollard afirmou que a Billabong está atualmente a rever o seu portefólio de marcas mais pequenas, incluindo a Tigerlily, a VonZipper e a Xcel, com a perspetiva de impulsionar «possíveis vendas que vão pagar a dívida e continuar a simplificar o nosso portefólio». Segundo Pollard, «a simplificação do nosso portefólio de marcas tem um papel importante na implementação da nossa estratégia», afirmou. «Os acionistas podem ter a certeza que a não ser que consigamos o valor total por estas marcas de elevada qualidade, vamos mantê-las e tentar desenvolvê-las», acrescentou Pollard. Nos últimos três anos, o CEO Neil Fiske supervisionou a revitalização da empresa, que envolveu o corte de custos, reestruturação da cadeia de aprovisionamento, sistemas de encomendas e comércio eletrónico, renovando a gama de produtos e as lojas. A empresa pretende conseguir uma poupança de 30 milhões de dólares (28,4 milhões de euros) relacionada com as melhorias da cadeia de aprovisionamento. De acordo com um artigo publicado no The Courier Mail, a Billabong está «a receber muito interesse nas marcas» e também planeia abrir novas lojas de marca em localizações chave para «recuperar o seu mercado central do surf». O CEO da Billabong acrescentou ainda que a empresa fez «bons progressos» mas ainda tem mais para fazer. «Olhamos para os desafios externos que enfrentamos como um apelo à ação, para acelerar o ritmo de mudança, reforçar as nossas posições de liderança no mercado», concluiu Neil Fiske.

6Zalando supera expectativas

A retalhista de moda online Zalando revelou que os lucros superaram as expectativas no terceiro trimestre, com o volume de negócios a subir também, apesar do que chamou de «condições de mercado difíceis» e fortes comparações com o ano passado. O lucro bruto ajustado atingiu 19,5 milhões de euros no período de três meses, em comparação com um prejuízo bruto de 23,5 milhões um ano antes. Uma maior eficiência na logística e no marketing ajudou a Zalando, sediada em Berlim, a registar uma margem de lucro bruto de 2,3%. As vendas subiram 17,1%, para 835 milhões de euros, mas revelaram um abrandamento face ao trimestre anterior, onde foi registado um crescimento de 42,2%. «É fantástico ver que dois anos depois da nossa IPO, a Zalando continua a ficar mais forte», afirmou Rubin Ritter, co-CEO. «Criamos uma plataforma forte para o progresso e para um entusiasmante 2017», acrescentou. A retalhista confirmou a ambição de crescer 20% a 25% nos próximos anos. Para 2016, a Zalando espera que o crescimento do volume de negócios fique mais próximo da parte superior desse intervalo. Após o lançamento do armazém satélite em Itália, que agra responde a 70% das encomendas italianas, a Zalando revelou que vai iniciar as operações num outro armazém satélite perto de Paris, em França, no primeiro trimestre de 2017. A retalhista também anunciou a construção de um centro de resposta a grande escala perto de Szczecin, na Polónia, que irá cobrir 130 mil metros quadrados e deverá começar a operar no outono do próximo ano.