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  1. Luxo cresce em Espanha
  2. Coreia do Sul cria super-homens
  3. Italianos perdem confiança
  4. Mim prepara reorganização
  5. Japoneses vão menos às compras
  6. Yoox Net-A-Porter reforça no Médio Oriente

1Luxo cresce em Espanha

A indústria de bens de luxo em Espanha deverá atingir 6 mil milhões de euros em vendas este ano, o que representa um crescimento de 5,5% em comparação com o ano passado, alimentado pelas exportações e pela recuperação económica do país. De acordo com uma nova pesquisa da Luxury Spain, publicada pela Efe, as exportações vão representar 52% de todas as vendas de bens de luxo em Espanha. A procura interna vai crescer 2% em 2016, contribuindo com 25% do volume de negócios total, enquanto o volume de negócios das vendas internacionais vai manter-se estáveis e representar 23,5% do total. «Os consumidores internacionais estão cada vez mais a visitar Espanha para adquirir produtos feitos em Espanha de alta qualidade. As nossas empresas são valorizadas pela sua inovação e tradição», afirma Cristina Martin, presidente da Luxury Spain. Barcelona lidera nas vendas de bens de luxo com uma quota de 32% – a mesma que em 2015. A cidade catalã é seguida por Marbella, que representa 26%, Madrid (17%), Ibiza (9%) e Maiorca (6%). Alimentação e beleza são os segmentos com melhores performances, representando 63,9% das vendas, um aumento de 5,2% em comparação com o ano passado. A moda e acessórios serão impulsionadas pelas vendas de joalharia e artigos em couro, à medida que os produtos “made in Spain” continuam a ganhar dinamismo. Em termos demográficos, a maioria dos consumidores de bens de luxo (52,6%) são homens e mais de metade dos consumidores (55%) têm entre 35 e 54 anos. Em média, têm um rendimento anual de 140 mil euros, 87% são casados e a grande maioria tem um curso universitário. O consumo médio pessoal em bens de luxo deverá atingir 2.650 euros em alimentação, 2.279 euros em moda, calçado e acessórios, 2.052 euros por artigos de beleza, 2.290 euros em joalharia e 2.542 euros em peças de arte.

2Coreia do Sul cria super-homens

Um projeto conjunto entre o governo sul-coreano, o exército e o sector privado pretende desenvolver um exoesqueleto robótico que pode dar aos soldados uma força e rapidez superhumana. O jornal Dong-A Ilbo Daily indicou que o robot wearable irá permitir que um soldado completamente equipado corra a 10 quilómetros por hora. A Administração do Programa de Aquisição para a Defesa revelou que vai investir 20 mil milhões de won para desenvolver o robot, que se irá assemelhar a um fato, até 2020 em colaboração com a Agência para o Desenvolvimento da Defesa e a LIG Nex1, uma produtora aeroespacial sul-coreana. Para além de melhorar a velocidade dos soldados, os exoesqueletos vão permitir que estes carreguem facilmente até 70 quilogramas, mesmo quando de deslocam em terreno difícil como em montanhas. O exército sul-coreano espera lançar a tecnologia em meados de 2020 mas está também a prever uma elevada procura por parte do sector privado, onde as indústrias de gestão de desastres e da construção poderão usar este tipo de robot.

3Italianos perdem confiança

A confiança dos consumidores italianos caiu para o valor mais baixo em 16 meses em novembro, de acordo com os dados do gabinete de estatística Istat. O índice de confiança do consumidor caiu de 108 em outubro para 107,9 em novembro, a leitura mais baixa desde julho de 2015, quando o valor foi de 107. A confiança do retalho, contudo, subiu para 106,5 em comparação com 101,6 no mês passado. Contudo, os componentes relacionados com a economia em geral e com o futuro tornaram-se mais fracos em novembro, apesar dos índices relacionados com questões pessoais e com o futuro se terem reforçado em outubro. A perceção da inflação nos últimos 12 meses assim para os próximos 12 meses também caíram em novembro. Ao mesmo tempo, o índice de sentimento dos empresários desceu de 101,7 no mês de outubro para 101,4 em novembro. A avaliação dos cadernos de encomendas e das expectativas para a economia em geral piorou, enquanto as expectativas sobre as encomendas futuras mantiveram-se estáveis.

4Mim prepara reorganização

A cadeia francesa de moda Mim entrou em insolvência, após a aprovação do tribunal. Os planos são reorganizar e relançar o negócio, que opera 340 lojas, das quais 260 próprias, e emprega 1.550 pessoas. A retalhista culpou as difíceis condições no sector do vestuário por este contratempo. «Tendo em conta o ambiente de negócios difícil no mercado francês de vestuário, causado, nomeadamente, por condições meteorológicas desfavoráveis e pelos recentes ataques terroristas», a administração da Mim «tomou a decisão de colocar a empresa sob a proteção dos tribunais, para procurar uma solução para salvaguardar os postos de trabalho e relançar o negócio», indicou a empresa em comunicado oficial. A retalhista britânica New Look vendeu a Mim em 2014, na altura em dificuldades, ao grupo de investimento de Hong Kong Main Asia por um valor não revelado. As vendas anuais da Mim estão estimadas em cerca de 180 milhões de euros.

5Japoneses vão menos às compras

O consumo das famílias japonesas caiu pelo oitavo mês consecutivo em outubro, de acordo com os dados do Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações. As vendas a retalho também caíram e o rendimento das famílias assalariadas desceram 0,1%, para 485.827 ienes (cerca de 4.000 euros). O consumo das famílias caiu 0,4% em termos sazonalmente ajustados em outubro, para 281.961 ienes, em comparação com o mesmo mês do ano passado, com os consumidores a continuarem relutantes em gastar face à estagnação do mercado de trabalho, apesar do desemprego ter sido de apenas 3%. A economia do Japão tem vindo a crescer mas a taxas muito reduzidas, uma vez que os consumidores estão a moderar os seus gastos e, consequentemente, as empresas reduziram o investimento. Os investimentos das empresas têm ainda sido prejudicados pela força do iene. O consumo em bens alimentares caiu 1% depois do mau tempo ter pressionado em alta os preços dos vegetais e outros alimentos. As vendas a retalho no país desceram 0,1%, indicou o Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Apesar de ter revelado mais um declínio, a queda foi inferior à registada nos meses anteriores e, em comparação com setembro, as vendas subiram 2,5%. As vendas comparáveis em «retalhistas de grande escala desceram 1% em termos anuais).

6Yoox Net-A-Porter reforça no Médio Oriente

O Yoox Net-A-Porter Group vai lançar um negócio de luxo de 130 milhões de euros no Médio Oriente através de uma joint-venture com a Symphony Investments, sediada no Dubai e liderada pelo bilionário Mohamed Alabbar. O grupo indicou que vai deter 60% da joint-venture, enquanto a Symphony Investments irá deter o restante. O novo negócio vai inicialmente operar em seis estados do Conselho de Cooperação do Golfo, mas pode expandir para outros países no Médio Oriente e no Norte de África. A joint-venture vai operar a partir de um escritório e um centro de distribuição no Dubai e será aberta no final de 2017. A operação vai gerir todas as atuais lojas multimarca do Yoox Net-A-Porter na região, incluindo a Net-a-Porter, Mr Porter, Yoox e The Outnet, indicou o grupo de luxo. Alabbar confirmou à Reuters que o valor da empresa da joint-venture será 130 milhões de euros, com Alabbar a injetar um valor não revelado e com o Yoox Net-A-Porter a não colocar qualquer valor. Mohamed Alabbar é também presidente do conselho de administração da Emaar Properties, construtor do maior arranha-céus do mundo e da sua subsidiária Emaar Malls, que detém e opera o Dubai Mall.