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  1. Produção chinesa dispara em novembro
  2. London Collections Men já tem calendário
  3. Online impulsiona vendas nos EUA
  4. Canadianos reduzem compras de Natal
  5. Asos quer fabricar mais em casa
  6. Japoneses testam robot nas caixas

1Produção chinesa dispara em novembro

A produção e as vendas a retalho na China cresceram a um ritmo mais rápido do que o esperado em novembro, acrescentando que sinais crescentes de estabilização na segunda maior economia mundial. A produção nas fábricas cresceu 6,2% em comparação com um ano antes, ligeiramente melhor do que as previsões dos analistas e que os dados de outubro. As vendas a retalho subiram 10,8%, o ritmo mais rápido desde dezembro de 2015 e ultrapassando as expectativas de um crescimento de 10,1%. Depois de um início de ano mais tremido, a economia chinesa teve uma performance superior à esperada e deverá atingir o objetivo de um crescimento de 6,5% a 7% estabelecido por Pequim, graças ao aumento da despesa pública e do dinamismo do mercado imobiliário que levou a um crescimento na construção. O investimento privado, contudo, continua débil, deixando o crescimento económico mais dependente do investimento estatal, ao mesmo tempo que o mercado imobiliário está a dar sinais de abrandamento, levantando preocupações de que o dinamismo deste ano não seja sustentável. O festival do Dia dos Solteiros, promovido pelo Alibaba Group, a 11 de novembro, registou um recorde de 120,7 mil milhões de yuans (cerca de 16,4 mil milhões de euros) em vendas, embora tenha registado um abrandamento das vendas. As importações na China cresceram ao ritmo mais elevado em dois anos em novembro, enquanto as exportações subiram inesperadamente, refletindo uma retoma tanto mercado interno como mundial. Em comentários aos dados, o gabinete de estatística do país afirmou que a economia chinesa mostrou mudanças positivas em novembro, mas ainda enfrenta incertezas no mercado interno e no estrangeiro.

2London Collections Men já tem calendário

Londres é a cidade de partida para os desfiles de moda masculina da próxima estação fria. A partir de 6 de janeiro e durante quatro dias, marcas como a J.W.
Anderson, Alex Mullins e Sibling vão apresentar as propostas de pronto-a-vestir para o outono-inverno 2017/2018. A Topman Design é a primeira a pisar a passerelle, enquanto John Smedley fará as honras de encerramento, num desfile onde está prevista a apresentação não só da coleção de homem mas também da de senhora, ambas a chegar de imediato às lojas. Esta edição da London Collections Men deverá dar conta dos sinais de mudança na indústria. Várias marcas, incluindo a Nigel Cabourn, YMC, Casely-Hayford, Astrid Andersen, Maharishi, Christopher Ræburn, Belstaff, John Smedley e Vivienne Westwood anunciaram que vão apresentar as coleções para homem e senhora ao mesmo tempo, enquanto outras, como a Barbour International, What We Wear, Edward Crutchley e Chester Barrie, revelaram que as coleções chegarão aos pontos de venda imediatamente após o desfile.

3Online impulsiona vendas nos EUA

As vendas online nos EUA já atingiram 52 mil milhões de dólares (aproximadamente 48,9 mil milhões de euros) nesta época de Natal e o valor no final do ano deverá ultrapassar 91 mil milhões de dólares, de acordo com os dados mais recentes do Insights da Adobe. No ano passado, o consumo online no período de novembro e dezembro foi de 83 mil milhões de dólares. Até ao momento, as vendas online entre 1 de novembro e 5 de dezembro subiram 8% face a igual período do ano passado e a Adobe prevê que sejam gastos mais 39 mil milhões de dólares até ao final deste mês. As compras através de dispositivos móveis têm tido um papel importante, representando mais de 16 mil milhões de dólares em volume de negócios até agora, sobretudo proveniente de telemóveis, estando ainda a impulsionar 49% das visitas a sites de comércio eletrónico e 31% das compras.

4Canadianos reduzem compras de Natal

Os canadianos estão a retrair-se nas compras de Natal. De acordo com um inquérito realizado a 1.500 pessoas feito pelo site de poupanças RetailMeNot.ca, mais de metade (58%) está preocupado com dinheiro e 54% vê a época de Natal como um fardo financeiro. Os inquiridos estão também a assumir uma atitude frugal, com 85% a afirmar que as festas são muito materialistas e o nível de consumo está no valor mais baixo de sempre, em 946 dólares canadianos (cerca de 677 euros), em comparação com os anos anteriores. Face a 2015, os canadianos revelam que vão gastar muito menos este ano em áreas-chave, nomeadamente com um valor de 558 dólares canadianos para presentes, menos 92 dólares do que no ano passado. Mais de metade dos inquiridos (52%) confessa sentir-se mal por não poder gastar mais com as pessoas de quem gosta durante a época de Natal. Dos que planeiam reduzir os gastos, 69% vão prescindir de refeições em restaurantes, 55% vão reduzir a compra de refeição já confecionadas (takeaway) e 33% não vão socializar. O estudo mostra ainda que a maior parte das mulheres (55%) começa cedo as compras de Natal, com pelo menos três meses de antecedência, com 83% a procurar aproveitar promoções. Já os homens começam a planear apenas duas a três semanas antes, resultando em que quase metade (47%) faz compras sem promoções ou descontos e a maioria (54%) compra presentes à última hora. Cerca de 60% dos canadianos também admite comprar um presente para si próprio quando está às compras para os outros.

5Asos quer fabricar mais em casa

A Asos, a maior retalhista online de moda do Reino Unido, vai expandir a sua produção no país nos próximos anos como parte dos seus planos para crescer, revelou o CEO Nick Beighton numa entrevista à Bloomberg. A notícia surge depois de ter anunciado um plano faseado para aumentar em 60% o nível de empregados e fazer um grande investimento na sua sede em Londres. A Asos, além de vender marcas locais e mundiais, tem ainda a sua marca própria, mas atualmente produz apenas 4% dos seus produtos no Reino Unido. Contudo, pretende duplicar a produção no Reino Unido. Isso significa aumentar as duas fábricas que tem em Londres, assim como apostar na formação de pessoas. «Há capacidade produtiva no Reino Unido, mas os recursos humanos ainda não estão tão disponíveis como estavam no passado», afirmou Beighton. A expansão no Reino Unido surge ainda no seguimento da desvalorização da libra, que tornou a produção interna mais viável. A libra tem atualmente um valor 15% inferior do que antes do voto do Brexit em junho. Embora o CEO tenha dito anteriormente que o investimento na expansão na empresa foi decidido antes do referendo, a queda no valor da libra deu um impulso uma vez que cerca de 57% das vendas são realizadas fora do Reino Unido e os seus preços tornaram-se mais atrativos desde junho. Tendo em conta que cerca de 70% das suas vendas anuais de 1,45 mil milhões de libras (cerca de 1,73 mil milhões de euros) são provenientes da Europa (incluindo o Reino Unido) e que 45% das vendas são da sua marca própria, aumentar a capacidade de produção na Grã-Bretanha vai permitir reagir às tendências e ter os produtos mais rapidamente.

6Japoneses testam robot nas caixas

Uma loja da Lawson Inc no Japão está a testar um protótipo de robot na caixa. O robot Regirobo, produzido pela Panasonic, é uma espécie de cesto automático que pode gerir pagamentos e ensacar as compras. Há alguns elementos das já existentes caixas automáticas no processo e o consumidor tem de colocar os artigos num cesto especial depois de os passar pelo leitor de código de barras, estando previsto um aumento da automação nesta área no próximo ano. Quando é mostrado o valor total da compra, o consumidor pode usar dinheiro, cartão ou dinheiro eletrónico para pagar, enquanto o sistema coloca o conteúdo do cesto num saco de compras. O teste está a ser feito na loja do outro lado da rua da sede da Panasonic em Osaka e, caso seja um sucesso, o sistema pode ser lançado em mais lojas em 2018, já que a Lawson quer reduzir os custos com empregados e melhorar o serviço ao cliente.