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  1. Mango chega ao Suriname
  2. Hong Kong mantém rendas elevadas
  3. Europol fecha 4.500 operações de contrafação
  4. Wes Anderson faz filme para a H&M
  5. Retalho australiano em alta
  6. JD.com aumenta volume de negócios

1Mango chega ao Suriname

A marca de moda espanhola Mango abriu uma megaloja em Paramaribo, a capital do Suriname, na América do Sul. A empresa serve agora 110 mercados em todo o mundo. A Mango está a terminar 2016 numa nota alta, após ter aberto a primeira loja no Suriname e duas megalojas em Grenada e na Bélgica. Isto eleva o número total de lojas Mango, com este novo formato com mais de 800 metros quadrados, para 191. A nova loja flagship em Grenada, nas Caraíbas, tem mais de 1.680 metros quadrados, enquanto a segunda megaloja, localizada em Mons, na Bélgica, ocupa um espaço de 1.386 metros quadrados. A Mango, que abriu a sua primeira loja no Paseo de Gracia, em Barcelona, em 1984, começou a sua expansão internacional em 1992, com a abertura de lojas em Portugal. Atualmente, a marca está presente em 110 países nos cinco continentes, com mais de 2.700 lojas. As lojas internacionais geram 83% do seu volume de negócios.

2Hong Kong mantém rendas elevadas

As rendas de espaços para retalho na zona de Causeway Bay, em Hong Kong, continuam a ser as mais altas na região da Ásia-Pacífico, apesar da queda das vendas no território, sendo apenas superadas em termos mundiais pelas rendas na 5.ª Avenida, em Nova Iorque. Em média, as rendas anuais em Causeway Bay ficaram em 2.878 dólares por pé quadrado em junho (cerca de 32 mil euros por metro quadrado) em junho, de acordo com um estudo da DTZ, mais do dobro o valor praticado em Ginza, em Tóquio (1.249 dólares por pé quadrado) e na Pitt Street Mall, em Sydney (968 dólares). Nenhuma das ruas de compras da China ficou no top 10 este ano, já que tanto a West Nanjing Road, de Xangai, e a Wangfujing, de Pequim, saíram, devido à crise no retalho físico provocada pela explosão do comércio eletrónico no país. Em termos mundiais, Kevin Lam, diretor de espaços de negócios em Hong Kong na DTZ, afirmou que vai ser uma disputa entre Nova Iorque e Hong Kong, tendo em conta o impacto económico ainda incerto resultante da presidência de Donald Trump. Em Londres, as rendas no retalho subiram 14,3% na New Bond Street, tornando a rua no quarto local mais dispendioso no mundo, esperando-se ainda um aumento nos próximos tempos, com a desvalorização da libra a atrair mais consumidores à cidade.

3Europol fecha 4.500 operações de contrafação

Polícia e agências de segurança europeias encerraram mais de 4.500 domínios de websites que vendiam bens contrafeitos, muitas vezes através de redes sociais. A operação, conduzida pela Europol, revelou a sua mais recente campanha, batizada “Don’t F***(AKE) Up”, para pôr fim aos websites que vendem online produtos de marca falsificados. «A internet tornou-se um canal essencial para o comércio eletrónico. A sua abrangência mundial imediata e anonimidade torna possível vender quase tudo a toda a gente em qualquer momento», destaca a Europol, que adverte que, «apesar destes produtos parecerem uma pechincha, podem colocar sérios riscos à saúde e segurança dos compradores». Agências de 27 países, sobretudo na Europa mas incluindo também os EUA e o Canadá, juntaram forças para fechar mais de 4.500 websites, que vendiam artigos de luxo, sportswear, peças suplentes, eletrónica, medicamentos, artigos de higiene e outros artigos falsificados. A operação anual registou «um aumento significativo no número de domínios apreendidos em comparação com o ano passado», revelou o diretor da Europol, Rob Wainwright. Como parte deste desmantelamento, a polícia holandesa antifraude deteve 12 pessoas na Holanda, após ter conduzido buscas domiciliárias e em armazéns. Na Holanda foram apreendidos mais de 3.500 artigos de vestuário e artigos de luxo falsificados, incluindo sapatos, carteiras e perfumes, que alegavam ser das marcas Nike, Adidas e Kenzo, com um valor de mercado de dezenas de milhares de euros. A Europol está a publicar um guia para alertar os consumidores sobre como detetar websites falsos e esquemas ilegais nas redes sociais. «Quando faz compras online, é mais fácil ser vítima de contrafação», refere, uma vez que «sem o produto físico para ver e sentir, pode ser mais difícil detetar diferenças». A polícia europeia também advertiu que ao usar sites ilegais os consumidores online «estão a expor o computador ou dispositivo móvel a ciberataques, como phishing ou software malicioso».

4Wes Anderson faz filme para a H&M

O realizador Wes Anderson fez uma curta-metragem, batizada Come Together, que é também o anúncio da H&M para o Natal. O filme conta a história da tripulação de um comboio que tenta fazer o melhor possível de um atraso de mais de 11 horas que afetará a celebração do Natal de muitos dos passageiros. A retalhista sueca explicou em comunicado que o comboio é o cenário perfeito para a coleção de Natal, que os passageiros usam no filme de três minutos e meio. Mas em vez de ser um apelo às compras, a história tem humor, é concisa e tem um protagonista de luxo: Adrien Brody. O ator encarna a personagem Ralph, um maquinista que usa alguma ingenuidade para criar uma espécie de festa de Natal improvisada para os passageiros. Segundo Adrien Brody, conhecido por papéis em filmes como “O Pianista” e o “Grande Hotel Budapeste”, o filme surge numa altura em que «todos devíamos dar um abraço a um estranho».

5Retalho australiano em alta

Os retalhistas australianos beneficiaram de mais um aumento das vendas em outubro, o que alimentou o otimismo para o período de compras do Natal. A subida de 0,5% registada em outubro superou as expectativas dos analistas de um aumento de 0,3% e marcou o melhor período trimestral de vendas desde meados de 2014. Os dados mostraram que os artigos para a casa impulsionaram o retalho, com um crescimento de 1,7% nas vendas de eletrónica e artigos elétricos e de 0,5% em materiais de construção e artigos para jardinagem. Contudo, as vendas de vestuário, calçado e acessórios caíram 0,4%, em parte devido à queda dos preços provocada por uma intensa concorrência no retalho.

6JD.com aumenta volume de negócios

A JD.com, a segunda maior empresa de comércio eletrónico da China, revelou que o volume de negócios do terceiro trimestre aumentou 38% em comparação com o mesmo período do ano passado, um valor ligeiramente acima das expectativas dos analistas. A JD.com indicou que o volume de negócios nos três meses terminados em setembro atingiu 60,7 mil milhões de yuan (cerca de 8,4 mil milhões de euros), ultrapassando a estimativa média de 60,2 mil milhões de yuan, de acordo com o inquérito da Thomson Reuters a 15 analistas. O prejuízo, contudo, aumentou de 534,9 milhões de yuans para 807,9 milhões de yuans. Já para o quarto trimestre, a empresa antecipa um volume de negócios de 75 a 77,5 mil milhões de yuans no quarto trimestre, semelhante à taxa de crescimento de cerca de 40% registada no terceiro trimestre. A empresa planeia reorganizar o braço JD Finance para o tornar numa entidade completamente detida por chineses. A ação irá colocar a entidade numa posição semelhante à da Ant Financial Services Group, do Alibaba, uma entidade ainda muito ligada à empresa de comércio eletrónico original. A ação vai permitir que a empresa se candidate a licenças que a lei chinesa proíbe empresas com investimentos estrangeiros possam ter, como seguros e fundos mutualistas. Numa conferência com os analistas, o CEO Richard Liu citou ainda preocupações com a angariação de fundos, afirmando que «sem uma estrutura doméstica pode tornar-se cada vez mais difícil angariar novo capital acima do nível de valorização anterior». O CEO não estabeleceu prazos mas afirmou que a empresa quer «avançar o mais rapidamente possível». Posteriormente, a JD.com vai recener 40% de qualquer lucro bruto que a JD Finance tiver. Se os reguladores chineses permitirem, a empresa de comércio eletrónico pode, no futuro, converter os seus direitos de novo numa quota de 40%.