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  1. Massenet a caminho da Farfetch?
  2. Vestuário reflete estabilidade em 2017
  3. Milão prepara-se para a moda masculina
  4. Automóvel alimenta retalho em Singapura
  5. Ricos aumentam compras de acessórios
  6. Amazon testa drones

1Massenet a caminho da Farfetch?

Natalie Massenet, fundadora do Yoox-Net-A-Porter pode assumir um papel de consultora na Farfetch, fundada pelo português José Neves. Massenet está atualmente a trabalhar na sua própria consultora, a Imaginary Ventures, após o fim do período de um ano em que tinha um acordo de não-concorrência depois de ter saído da Yoox-Net-A-Porter em 2015. Um potencial papel não-executivo ou de consultoria na Farfetch estará a ser negociado, de acordo com o Daily Mail, que cita fontes anónimas. Nem a Farfetch nem Natalie Massenet fizeram comentários sobre esta especulação.

2Vestuário reflete estabilidade em 2017

A indústria de vestuário nos EUA deverá experienciar uma performance estável em 2017. Uma pesquisa recente do Moody’s Investors Service antecipa um aumento de 6% a 8% das vendas de vestuário impulsionadas por vendas diretas aos consumidores e exposição no mercado internacional. Os câmbios e excesso de inventário irão ajudar à aceleração do lucro operacional, que deverá crescer entre 4% e 5% e as vendas entre 3% e 4%. O estudo do Moody’s Investors Service também indica que a maioria das empresas que vende vestuário vai continuar a enfatizar o crescimento orgânico através dos canais de venda diretos ao consumidor, impulsionado em parte por oportunidades significativas de expansão internacional para muitas marcas. A performance da indústria em termos gerais vai continuar a ser temperada por armazéns, vendedores de vestuário e calçado, grandes armazéns e lojas de artigos de escritório. «As lojas mais baratas vão ter a melhor performance em 2017, com os consumidores com dificuldades financeiras a tentarem poupar dinheiro em múltiplas frentes», afirma Mickey Chadha, vice-presidente da direção de crédito da Moody’s. «As lojas de bricolagem como a Home Depot e a Lowe’s vão beneficiar da continuação da recuperação robusta do mercado imobiliário e a pressão deflacionário nos supermercados em 2017 deve resultar numa melhor performance do sector face à totalidade da indústria de retalho», acrescenta. Contudo, é também esperado que os vendedores de vestuário e calçado sofram pressão, numa altura em que os consumidores vão continuar a gastar mais em cuidado de saúde, renda, produtos relacionados com a casa, eletrónica e automóveis, indica o estudo.

3Milão prepara-se para a moda masculina

Milão será a segunda capital a receber os desfiles das coleções de pronto-a-vestir para homem para o outono-inverno 2017/2018 e está a preparar grandes mudanças na agenda. Já em curso nas últimas duas estações a revolução continua a mudar o mundo da moda, com várias marcas a mostrarem as propostas para homem e mulher no mesmo desfile e a colocarem as coleções imediatamente à venda. O calendário de Milão abre com a Ermenegildo Zegna, a única marca a pisar a passerelle no dia 13 de janeiro. O encerramento fica a cargo Giorgio Armani, com um desfile no dia 17 de janeiro. Marni, Versace, Moschino, Salvatore Ferragamo, Missoni, Prada, Etro e Fendi são outros desfiles agendados para os cinco dias do evento.

4Automóvel alimenta retalho em Singapura

As vendas a retalho de Singapura aumentaram 2,2% em termos anuais em outubro, para 3,7 mil milhões de dólares de Singapura (cerca de 2,45 mil milhões de euros). No entanto, excluindo automóveis, as vendas a retalho desceram 0,3%, de acordo com o Departamento de Estatística. Em termos mensais, as vendas a retalho subiram 1,7% e, excluindo veículos, subiram 1,5%. As vendas de veículos a motor aumentaram 14,5% em termos anuais. Já relógios e joalharia registaram um crescimento das vendas de 1,3%, de acordo com a agência noticiosa Xinhua News. Em sentido contrário, as vendas de computadores e telecomunicações sentiram a maior queda (-8,1%), seguidas do vestuário e calçado (-3,5%) e mobiliário e artigos para a casa (-3,2%).

5Ricos aumentam compras de acessórios

Os acessórios para carteiras estão a deixar de ser apenas uma moda das adolescentes e estão a conquistar também os adultos, sobretudo os mais ricos. «Nos últimos cinco anos muitas marcas de luxo têm expandido o seu portefólio e estão a diversificar para novos territórios», afirmou Fflur Roberts, diretor do grupo de bens de luxo do Euromonitor, ao Business of Fashion. «A mais recente nestas inovações é o aumento de acessórios das principais marcas de luxo», acrescentou. Os acessórios para carteiras dominam esta indústria de acessórios pessoais, um negócio de 102 mil milhões de dólares (cerca de 97,9 mil milhões de euros) nos EUA que incluem joalharia, artigos em couro e canetas de luxo, de acordo com o Euromonitor. A categoria de produto, atualmente uma das tendências mais quentes da indústria da moda, tem atraído os super-ricos, os que aspiram a ser ricos e as massas. Isso porque as pequenas bonecas e bolinhas que balançam em carteiras e mochilas são suficientemente caras para que os consumidores mais abastados sintam que são exclusivos. Mas ainda são suficientemente acessíveis para servir de elemento decorativo para aqueles que não podem pagar carteiras de luxo, que se têm tornado mais caras, de acordo com Elizabeth von def Goltz, vice-presidente sénior da Bergdorf. Por exemplo, a Fendi, a quem a Bloomberg atribui o crédito do início da moda dos acessórios de carteiras em 2013, faz insetos em pelo, pompons e monstros com preços entre 600 e 1500 dólares. As carteiras onde estes são colocados têm preços a partir de 2.500 dólares. Já a Burberry vende um urso no conhecido xadrez por 150 dólares, mas por 295 dólares o urso pode ter um casaco. «Recentemente, estes acessórios ficaram maiores, mais ousados», resume Karen Giberson, presidente do grupo Accessories Council, em declarações à Bloomberg.

6Amazon testa drones

A Amazon demonstrou o método de entrega do futuro com um vídeo que mostrou a entrega a um cliente em Cambridge, no Reino Unido, em apenas 13 minutos e usando um drone. A entrega faz parte de um teste para entregas por drone que a gigante do retalho eletrónico está a fazer. O Reino Unido é o primeiro país onde a Amazon obteve autorização do governo para realizar os testes com os seus drones numa situação real. O drone de baixo alcance é capaz de levantar e aterrar verticalmente e pode cobrir distâncias de até 16 quilómetros a uma altitude de 120 metros com encomendas até 2,27 quilos. Os drones deverão operar sete dias por semana numa área à volta do centro de encomendas da Amazon em Cambridge, mas apenas poderão operar durante o dia e não podem voar em más condições meteorológicas.