Início Breves

Breves

  1. NY prepara-se para a Apparel Sourcing
  2. Adidas vende ténis impressos em 3D
  3. Retalho britânico acelerou em 2016
  4. Topshop à conquista da China
  5. C&A apoia moda sustentável no Brasil
  6. Empresa de canábis lança linha de vestuário

1NY prepara-se para a Apparel Sourcing

A Apparel Sourcing USA regressa a Nova Iorque em janeiro, com a presença de mais de 100 expositores de países como os EUA, Bangladesh, China, Sri Lanka, Peru e Myanmar, numa edição que ficará igualmente marcada pelo regresso de um pavilhão do México com vários expositores especializados em vestuário de performance e activewear. O certame, agendado de 23 a 26 de janeiro no Javits Convention Centre, realiza-se em paralelo com a feira de tecidos Texworld USA e reúne fornecedores de pronto-a-vestir para homem, senhora e criança, assim como acessórios. «Esta edição de inverno será uma das mais diversas e estamos realmente ansiosos por apresentar aos visitantes estes fantásticos novos expositores e destinos de sourcing», afirma a diretora da feira, Jennifer Bacon. Entre as novidades destaca-se a nova área Spotlight, que irá mostrar uma antevisão da estação, com enfoque no activewear e tecidos funcionais, destacando os melhores têxteis, vestuário acabado e capacidades produtivas disponíveis tanto na Apparel Sourcing como na Texworld. A Texworld, de resto, irá revelar as novas coleções de 220 expositores de 11 países. «Ouvimos as necessidades dos nossos visitantes e trabalhámos muito para juntar um grupo de expositores internacionais o mais diverso possível aqui em Nova Iorque», afirma Dennis Smith, presidente da Messe Frankfurt North America. «Para além do grupo habitual de fábricas asiáticas, os nossos compradores poderão descobrir novos produtos de destinos de sourcing emergentes», acrescenta. Os visitantes da feira – em janeiro de 2016 foram mais de 4.000 – poderão aceder às novidades em tecidos e acessórios em 16 grupos de produtos, incluindo na categoria de “pelos falsos”, recentemente introduzida, e um maior espaço dedicado ao denim.

2Adidas vende ténis impressos em 3D

A gigante alemã do sportswear Adidas disponibilizou, pela primeira vez, os seus ténis de corrida impressos em 3D para o público em geral, numa edição limitada. O calçado, que tem a parte de cima em Primeknit em preto e uma sola intermédia de materiais 3D, marca a próxima fase no desenvolvimento do conceito de ténis Futurecraft da Adidas, desvendado no ano passado. Desenhado para levar o standard dos ténis de corrida para o próximo nível, e desenvolvido em conjunção com a especialista em 3D Materialise, a iniciativa “série Futurecraft” é direcionada para impulsionar a inovação em todos os elementos da produção. Os consumidores que quiserem os ténis, que custam 333 dólares (cerca de 320 euros), terão de reservar um par através da app Confirmed da marca. Vários ténis estão já à venda no eBay, com preços que ultrapassam os 4.500 dólares. O ano passado, a Adidas revelou um conceito de ténis com uma sola intermédia impressa em 3D feita a partir de resíduos plásticos recolhidos do mar como parte da colaboração com o grupo de sustentabilidade Parley for the Oceans.

3Retalho britânico acelerou em 2016

O crescimento das vendas a retalho acelerou no ano até dezembro, com os volumes a subirem ao ritmo mais elevado desde setembro de 2015, impulsionado por um forte volume de negócios. O mais recente Distributive Trades Survey da Confederation of British Industry (CBI) revela que as vendas para esta altura do ano foram consideradas acima da média – mas deverão abrandar. As encomendas aos fornecedores subiram ao ritmo mais elevado em mais de um ano, mas deverão ficar estáveis em janeiro. O vestuário registou um volume de vendas elevado no ano até à data, com um saldo de +82% dos retalhistas de vestuário a reportarem um crescimento em termos anuais no período. O volume de vendas na Internet também continuou a subir a um ritmo robusto no ano até dezembro, com o saldo do inquérito de +66%, o ritmo mais elevado desde novembro de 2014. Contudo, as expectativas deverão abrandar no ano até janeiro (+53%). «É encorajador ver os retalhistas a reportar mais um crescimento de vendas mensais até à época festiva, que culmina num trimestre bastante sólido», afirma Ben Jones, economista principal da CBI. «Embora ainda devamos assistir a um crescimento decente no curto prazo, as pressões sobre a atividade no retalho deverão aumentar em 2017, com o impacto da desvalorização da libra a desvanecer-se. Com a inflação mais alta a começar a pesar no poder de compra das famílias, os padrões de consumo de verão mudar, criando vencedores e perdedores em todo o retalho», acrescenta. O estudo mostrou que 51% dos retalhistas indicou que o volume de vendas subiu no ano até dezembro, em comparação com o ano anterior, enquanto 16% disse que desceu, dando um saldo de +35%. Além disso, o estudo a 112 empresas, 53 das quais retalhistas, mostrou que 17% dos inquiridos esperam que o volume de vendas aumente no ano até janeiro, com 19% a esperar uma descida, dando um saldo de -2%. E embora 32% dos retalhistas tenha feito mais encomendas junto dos fornecedores do que tinham feito há um ano, 19% fez menos encomendas, dando um saldo de +12%.

4Topshop à conquista da China

Como parte da tentativa para se tornar num player mundial, a retalhista britânica de moda Topshop desvendou planos de expansão multicanal para a China, numa parceria com a gigante do comércio eletrónico Shangpin.com. De acordo com a marca, tanto a Topshop como a Topman planeiam oferecer uma experiência de compra «imersiva e completamente integrada» que combina o retalho físico e o digital dentro da China. A Shangpin.com tem ajudado a Topshop com a presenta no comércio eletrónico da China desde 2014, com a marca a figurar no seu website. «Este anúncio marca o início de uma parceria única, entusiasmante e exclusiva que irá cimentar a missão da Topshop e da Topman de se tornar num negócio verdadeiramente mundial», explica Philip Green, proprietário da Topshop. «Pela primeira vez, ambas as marcas irão fornecer alta moda na loja e além dela com a abertura de lojas a escala completa na China – que tem a economia de retalho em mais rápido crescimento», acrescenta. De acordo com Green, o futuro do retalho está na oferta de uma experiência de compra omnicanal. «o negócio partilha uma ótima sinergia – todos são conhecidos por combinar criatividade na moda com tecnologia e atrair os consumidores voltados para o estilo, com conhecimentos digitais, que exigem imediatismo e uma experiência de compra sem dificuldades em todos os momentos», refere. A parceria prevê o lançamento de uma primeira loja Topshop Topman na primavera-verão 2018. Atualmente, a única presença física da Topshop na China continental é uma concessão na loja da Galeries Lafayette em Pequim e um pequeno número de lojas em Hong Kong. «A China é um mercado vasto e na Shangpin conhecemos o sector de luxo acessível melhor do que ninguém; usamos Big Data para seguir as compras dos consumidores e temos orgulho na nossa inovação e dinamismo», sublinha David Zhao, fundador e CEO do Shangpin.com. «Os nossos clientes são já fãs da Topshop e da Topman – temos mais de 30 milhões de subscritores registados – e vão agradecer a possibilidade de comprar nas nossas lojas nas principais cidades», afirma. A Topshop não quis dizer o número de lojas que planeia abrir na China mas afirmou que vai «partilhar escala» quando estiver em posição para o fazer.

5C&A apoia moda sustentável no Brasil

A retalhista C&A juntou forças com o projeto brasileiro de moda sustentável Malha para encontrar novas maneiras de produzir e consumir moda de forma sustentável e colaborativamente. O projeto C&A Aposta vai trabalhar com 10 marcas durante um período de 10 meses, com iniciativas que incluem a incubação de novas marcas e o desenvolvimento de um centro de upcycling que vai transformar resíduos de tecidos e de vestuário indesejado em novos produtos, para além de seminários e workshops. Durante o período de apoio, as marcas terão acesso às instalações da Malha, incluindo a utilização de maquinaria, showroom e estúdio de fotografia. O projeto está a tentar trabalhar com marcas de moda no estado do Rio de Janeiro com foco na inovação e na sustentabilidade social, cultural ou económica. O projeto deverá ser inaugurado em fevereiro de 2017 e decorre até 20 de dezembro.

6Empresa de canábis lança linha de vestuário

A empresa de artigos de canábis Oregrown Industries juntou forças com a produtora de vestuário sustentável New Growth Clothing para desenvolver uma linha de activewear e equipamento de outdoor produzido localmente e com consciência ecológica. A colaboração prevê o lançamento de boinas em malha e camisolas com capuz de performance para o outono de 2017 e deverá expandir-se e abranger ainda mochilas e equipamentos técnicos. «A New Growth é uma parceira natural para a Oregrown, numa altura em que continuamos a construir a nossa marca lifestyle», afirma a cofundadora da Oregrown, Chrissy Hadar. «Ambas as empresas estão empenhadas no sourcing local, mas, mais do que isso, estão a apoiar os membros da comunidade, artistas, atletas e negócios locais geridos por pessoas que são apaixonadas pelo que fazem», acrescenta. A Oregrown, fundada em 2013, lançou uma linha de vestuário de marca online antes de produzir a sua primeira colheita de canábis orgânica ou ter aberto as portas da loja no centro de Oregon. Hadar afirma que as vendas iniciais a clientes em todo o mundo a convenceram que a marca tinha potencial além da canábis. «Quando as pessoas pensam no Oregon, pensam num determinado estilo de vida. Está ligado ao ambiente, ao exterior, a uma forma de viver mais orgânica e é isso que a marca Oregrown representa. Os nossos clientes, sejam ou não consumidores de canábis, são ativos e motivados. Estão por aí a fazer snowboard, surf, ski, escalada, caminhadas e ciclismo de montanha com os amigos. São criativos e curiosos em relação ao mundo. A Oregrown é uma expressão autêntica e atrativa dos nossos valores enquanto pessoas e enquanto empresa», resume.