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  1. Europa é a melhor para uma carreira internacional
  2. Amazon de olho na American Apparel
  3. Macy’s elimina 10.100 postos…
  4. …Enquanto Alibaba quer criar 100 milhões
  5. Exportações do Bangladesh em queda
  6. Turquia prende designer de moda

1Europa é a melhor para uma carreira internacional

A Suíça é o melhor destino para quem quer fazer carreira internacional, embora Hong Kong esteja no primeiro para os que procuram uma rápida ascensão, de acordo com os novos dados publicados no estudo Expat Explorer do HSBC, que inquiriu quase 27 mil expatriados em mais de 100 países. O ranking contempla oito critérios: a oportunidade de adquirir novas capacidades, progressão na carreira, segurança no emprego, rendimentos, benefícios, equilíbrio trabalho-vida pessoal, cultura laboral e realização profissional. A Suíça ocupa a primeira posição, seguida da Alemanha, que ultrapassou a Suécia, que desceu para terceiro lugar. Os Emiratos Árabes Unidos subiram do sexto para o quarto lugar, a Noruega entra no top 10 para o quinto lugar. Singapura, Áustria, Hong Kong, Reino Unido e Bahrain ocupam os restantes lugares. No que concerne ao desenvolvimento da carreira, a maioria dos expatriados em Hong Kong (68%), Singapura (62%) e Reino Unido (62%) considera que estes são bons lugares para progredirem, acima da média geral de 43%. A Suíça é ainda onde se ganha mais dinheiro, com um rendimento médio anual de 188.275 dólares (cerca de 180.390 euros), quase o dobro da média de 97.419 dólares.

2Amazon de olho na American Apparel

A retalhista online Amazon.com e a cadeia de vestuário para adolescentes Forever 21 estão entre as empresas que estão a ponderar fazer uma oferta pela American Apparel, que está atualmente na bancarrota. O leilão da empresa, que fez do “made in USA” uma das suas bandeiras, vai determinar o futuro da unidade de produção que a American Apparel tem na Califórnia. Manter os empregos nos EUA tornou-se numa questão política importante desde a eleição presidencial. A Ford Motor Co reverteu os planos de construção de uma unidade de produção de 1,6 mil milhões de dólares no México e indicou que vai criar 700 postos de trabalho no Michigan após ter sido criticada pelo presidente-eleito Trump. A Amazon e a Forever 21, assim como a produtora de vestuário Next Level Apparel e o Authentic Brands Group, estão em conversações com a American Apparel e os seus conselheiros financeiros para a submissão de propostas até o fim de prazo, que termina hoje. Qualquer oferta, para ser bem sucedida, terá de ser superior à oferta de 66 milhões de dólares (cerca de 63,2 milhões de euros) da produtora canadiana de vestuário Gildan Activewear, com a qual a American Apparel concordou antes de ter apresentado o pedido de bancarrota em novembro. A oferta da Gildan inclui uma opção de manter as unidades de produção da American Apparel no sul da Califórnia, que empregam 3.500 pessoas. Mas a Gildan planeia manter apenas parte da produção na Califórnia, segundo fontes próximas. Muitas das unidades produtivas da Gildan estão atualmente localizadas em países low-cost.

3Macy’s elimina 10.100 postos…

A Macy’s revelou planos para eliminar 10.100 postos de trabalho, numa altura em que está a encerrar lojas após mais uma época de compras de Natal desapontante. O encerramento de lojas vai eliminar 3.900 empregos na área das vendas, enquanto uma série de ações pensadas para tornar o negócio mais eficiente, que incluem a reestruturação das operações em loja, vai eliminar mais 6.200 empregos. A Macy’s pretende encerrar 68 lojas até meados de 2017, uma parte do plano anteriormente anunciado de encerrar 100 lojas. Vai ainda «oportunamente» fechar mais de 30 lojas nos próximos anos, à medida que expiram os contratos de arrendamento. A retalhista americana indica que a ação vai ajudar a poupar 550 milhões de dólares (cerca de 527 milhões de euros) todos os anos a partir de 2017, valor com o qual poderá investir 250 milhões de dólares em comércio eletrónico e outros esforços de crescimento, como a linha de cosméticos Bluemercury. Terry Lundgren, diretor-executivo da Macy’s, acredita que «vamos continuar a experienciar o declínio de tráfego nas nossas lojas, onde ainda tem lugar a maioria do nosso negócio», acrescentando que «continuamos focados nas medidas que vão melhorar os nossos resultados financeiros». Num comunicado independente, a Macy’s revelou que as vendas em lojas próprias em novembro e dezembro registaram uma queda de 2,7%.

4…Enquanto Alibaba quer criar 100 milhões

O Alibaba criou 30 milhões de empregos desde 2003 e promete criar mais 100 milhões de postos de trabalho nos próximos 20 anos. O conglomerado chinês de comércio online revelou uma série de estatísticas sobre a sua atividade, incluindo o investimento total na economia chinesa e os impostos que pagou. De acordo com o jornal China Daily, em 2016, a empresa, que inclui as plataformas online de retalho e a subsidiária de pagamentos Ant Financial Services Group, pagou 23,8 mil milhões de yuans (3,29 mil milhões de euros) em impostos. Mais de 100 mil milhões de yuans foram investidos em indústrias tradicionais, incluindo no retalho físico e em serviços locais de correio. O diretor-executivo, Daniel Zhang, considera que o Alibaba está posicionado para ser um grande player numa nova forma de economia que está a emergir na China, o que terá um enorme impacto social. Para além do comércio eletrónico, o Alibaba investiu em gestão financeira digital através do Alipay, que oferece pagamentos, gestão de dinheiro e serviços de crédito, assim como o AliCloud, que manteve uma taxa de crescimento de três dígitos nos últimos seis trimestres.

5Exportações do Bangladesh em queda

As exportações do Bangladesh em dezembro desceram 3% em comparação com o mesmo mês de 2015, para 3,1 mil milhões de dólares (2,97 mil milhões de euros), de acordo com o Gabinete de Promoção das Exportações. Entre julho e dezembro, o primeiro semestre do ano fiscal 2016/2017, as exportações aumentaram 4,4%, para 16,8 mil milhões de dólares em comparação com o mesmo período do ano anterior. O envio de vestuário, incluindo artigos em malha e em tecido, atingiu 13,7 mil milhões de dólares no primeiro semestre, o que representa um aumento anual de 4,4%. As exportações no último ano fiscal completo, terminado a junho de 2016, atingiram um recorde de 34,24 mil milhões de dólares, um aumento de 9,7% face ao ano anterior, graças a uma forte procura por vestuário produzido no país.

6Turquia prende designer de moda

As autoridades turcas prenderam o designer de moda Barbaros Sansal sob a acusação de incitação ao ódio nas redes sociais, um dia após ter sido atacado por assistentes no principal aeroporto de Istambul. As redes sociais mostram imagens do designer turco a ser agredido por trabalhadores do aeroporto na passada segunda-feira, 2 de janeiro, numa altura em que estava a ser escoltado de um avião para um carro da polícia depois de ter sido expulso do norte de Chipre, uma região controlada pela Turquia. Sansal foi expulso após ter colocado um vídeo satírico nas redes sociais a acusar as pessoas de continuarem a celebrar o Ano Novo «enquanto à tanta sujidade, maldade e pobreza» no país, pouco tempo depois de um atirador ter matado 39 pessoas numa discoteca de Istambul, num ataque reclamado pelo Estado Islâmico. O designer de moda é um crítico do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), atualmente no governo, e o seu vídeo mencionou «jornalistas na prisão» e «corrupção e subornos» na Turquia. A Turquia tem um historial de violação da liberdade de expressão, com pelo menos 81 jornalistas presos, de acordo com o Comité de Proteção aos Jornalistas, sediado em Nova Iorque, e mais de 130 órgãos de comunicação foram encerrado desde a tentativa de golpe de Estado em julho de 2016.