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  1. Britânicos gastam milhões em roupa que não usam
  2. Agent Provocateur à venda
  3. Hong Kong cai antes da retoma em 2017
  4. Zalora antecipa crescimento nas Filipinas
  5. Debbie Harry na moda
  6. Americanos preferem lojas físicas

1Britânicos gastam milhões em roupa que não usam

As más compras realizadas por impulso custam aos consumidores britânicos até 25 mil milhões de libras (29,6 mil milhões de euros) por ano, com 82% dos britânicos a lamentar ter comprado um produto, incluindo 62% no último ano, de acordo com um estudo da Universidade de Cambridge. Em média, as compras desnecessárias custam a cada família até 1.040 libras por ano, indica o estudo. No topo da lista está vestuário e calçado, com 60% a admitir ter comprado artigos que mais tarde não usou. 53% comprou refeições já cozinhadas que não comeu e 40% adquiriu equipamentos de exercício e gadgets para a cozinha que não usa. Os homens, surpreendentemente, têm 13% mais probabilidade de se arrepender de uma compra do que as mulheres e os mais jovens compram mais frequentemente algo do que se arrependem do que os mais velhos. De acordo com a autora do estudo, Alexandra Skelton, cada vez que um consumidor entra numa nova faixa etária, as hipóteses de lamentar uma compra reduzem-se 17%. A enorme escala de desperdício é um desastre para o ambiente, afirmam os investigadores, e combater o problema poderá contribuir para reduzir o excesso nos aterros, acrescentam.

2Agent Provocateur à venda

A marca de lingerie de gama alta Agent Provocateur está a ser preparada para uma possível venda, de acordo com notícias publicadas na imprensa britânica. A 3i, que detém a marca, estará a procurar um comprador depois de quase 10 anos com a Agent Provocateur, um prazo muito mais longo do que a empresa de private equity dá habitualmente. A 3i contratou o banco de investimento Rothschild para tratar de uma possível venda, indica o jornal The Times. Já a KPMG estará a analisar as contas e a empresa de reestruturação Alix Partners foi contratada para desenvolver um plano de recuperação antes de um possível leilão. As opções incluem ainda procurar um novo investidor. Em novembro, a 3i, que tem 80% da marca, deu conta de problemas contabilísticos quando publicou os seus resultados internos. A Agent Provocateur ainda não publicou os resultados no ano passado, mas no ano anterior tinha registado vendas de 62 milhões de libras (73,3 milhões de euros) e um lucro de 4,6 milhões de libras. A 3i pagou 60 milhões de libras pela sua parte da marca em 2007 e tentou vendê-la, sem sucesso, em 2014.

3Hong Kong cai antes da retoma em 2017

As vendas a retalho de Hong Kong caíram em novembro pelo 21.º mês consecutivo, com uma descida de 5,5% em termos anuais, para 36 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 4,5 mil milhões de euros), de acordo com os dados do gabinete de censos e estatística da região. Nos primeiros 11 meses de 2016, o valor das vendas a retalho desceu 8,6%. As vendas de joalharia, relógios e outros presentes de valor foram as que mais caíram, seguidas das vendas de artigos de supermercado. Um porta-voz do governo atribuiu mais uma vez o declínio à redução do consumo por parte de turistas. «Olhando para o futuro, a performance das vendas a retalho vai depender da melhoria do turismo e se as várias incertezas externas irão afetar a confiança do consumidor», indica o gabinete de censos e estatística no seu website. O Citi Group refere, contudo, que o mercado imobiliário de retalho, que estava em baixa há dois anos, irá liderar a retoma no primeiro semestre. Os salários mais altos devem impulsionar as vendas a retalho, compensando as vendas perdidas com a atração de menos turistas e, em contrapartida, a levar a um aumento das rendas no retalho.

4Zalora antecipa crescimento nas Filipinas

A plataforma de compras online do sudeste asiático Zalora espera atingir meio milhão de visitas diárias este ano nas Filipinas, à medida que a penetração da Internet e a utilização dos smartphones no país acelera. O website está atualmente a atrair 300 mil visitas por dia, indica o jornal The Star, e a maior penetração do comércio eletrónico no geral deverá traduzir-se num forte crescimento no tráfego e em vendas maiores. «O crescimento tem sido extraordinário», afirma Paulo Campos III, cofundador e CEO da Zalora Philippines, acrescentando que a penetração do comércio eletrónico atingiu 46% em 2016 pela primeira vez e há ainda muito espaço para crescer. «O smartphone muda a forma como os consumidores interagem connosco», indica. «É uma enorme mudança no comportamento do consumidor e essa é a tendência nos últimos cinco anos», acrescenta. Paulo Campos aponta ainda que vão ser acrescentadas marcas populares ao site este ano, como a Nike e a Adidas, para impulsionar a procura. A plataforma online Zalora foi lançada em 2012 e tem uma presença em Singapura, Indonésia, Brunei, Hong Kong, Taiwan e Filipinas, oferecendo uma seleção de marcas de vestuário e beleza.

5Debbie Harry na moda

Debbie Harry está a trabalhar numa colaboração na moda com o artista contemporâneo Shepard Fairey. A líder da bana Blondie, conhecida pela sua música e pelo estilo punk, está a fazer a parceria com o artista para a coleção de outono de 2017 para a Obey, a marca de Fairey. A linha de vestuário de senhora de edição especial não será a primeira vez que Debbie Harry influencia o trabalho do artista – em 2014 ele usou o rosto da cantora para ilustrar uma camisola com capuz da Obey. Fairey declarou ao WWD que é há muito um fã dos Blondie e de Debbie Harry, descrevendo-a como «uma vocalista, compositora, ícone de estilo e incorporação do fator cool de Nova Iorque fantástica». O artista acrescentou que «ela tem estado muito envolvida em todo o processo, mais uma mostra do seu incrível talento». A Obey foi fundada por Fairey em 2011 e é conhecida pela sua abordagem rebelde aos básicos da moda para homem e senhora.

6Americanos preferem lojas físicas

Os consumidores ainda preferem lojas físicas a compras online, apesar de 79% dos americanos afirmar que já fez uma compra online. Contudo, apenas 15% o faz regularmente. O Pew Research Center inquiriu 4.800 adultos e concluiu que os números das compras online aumentaram, sem surpresa, desde o primeiro estudo, em 2000. Mas 64% dos consumidores ainda preferem ativamente as lojas físicas. Contudo, o preço parece ser o fator decisivo, com 65% a afirmar que compara preços antes e compra o mais barato, quer seja numa loja física ou online. Apenas 21% compra em lojas sem verificar os preços online, com ainda menos (14%) a comprar normalmente online sem verificar os preços das lojas físicas. Apesar da preferência por lojas físicas, mais de metade (51%) dos consumidores americanos fez uma compra através de um smartphone. Isso é mais comum entre os jovens consumidores, com 77% dos que têm entre 18 e 29 anos e 64% dos que têm entre 30 e 49 anos a fazê-lo. Mas apenas 36% dos que têm entre 50 e 64 anos e 17% dos que têm mais de 65 anos experimentaram as compras através de dispositivos móveis. Embora a maior parte dos consumidores tenha comprado algo online ou usado os seus dispositivos móveis, para a maioria, as compras online não são uma atividade regular. Embora 15% compre online todas as semanas, uma percentagem maior (20%) nunca compra online, 28% compra apenas alguns artigos por mês e 37% compra ainda menos frequentemente na Internet. No entanto, mesmo estes consumidores dependem dos seus smartphones para os ajudar nas suas compras em lojas físicas, com 59% deles a telefonar ou enviar mensagens quando está nas lojas para discutir uma possível compra. 12% usa os dispositivos móveis quando estão na loja para fazer uma compra, 45% usa para ver as reviews ou a informação de outros produtos ou para tentar encontrar um preço melhor noutro sítio. Estes consumidores em lojas físicas também consultam análises de produto online (cerca de 80%) e afirmam que estas os fazem sentir mais confortáveis com a sua compra (46%) e tornam as lojas mais responsáveis para com os consumidores (45%).