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  1. Nike lança novo equipamento de futebol
  2. Zalando supera os mil milhões de euros
  3. Retalho australiano com boas perspetivas
  4. House of Fraser aposta no athleisure
  5. Le Bon Marché dinamiza vendas online
  6. A qualidade é mais importante do que o logótipo

1Nike lança novo equipamento de futebol

A Nike lançou um novo equipamento de treino para quem joga futebol no inverno com a camisole Nike Shield Strike Drill e as calças Strike Pants. Com a tecnologia Nike Shield, a camisola é 40% mais leve do que a sua antecessora ao mesmo tempo que oferece ao jogador proteção à prova de água para ajudar em dias de chuva. A camisola tem ainda respirabilidade e, segundo a marca, é mais confortável graças à elasticidade da malha. As novas calças também usam malha respirável e leve graças à tecnologia Flex Technology, que as tornam 11% mais leves, 50% mais respiráveis e com até 80% mais de elasticidade do que a versão anterior. A marca de desporto anunciou ainda o lançamento das chuteiras Hypervenom 3, resultado do desenvolvimento de mais de 200 protótipos, que agora incluem a parte de cima em malha Flyknit. As chuteiras têm um ajuste customizável e uma linha de meia Nike Grip para ajudar a limitar os movimentos do pé o interior. A Nike inseriu ainda espuma multicamada Poron na Flyknit para criar uma plataforma firme quando o jogador remata bolas rápidas.

2Zalando supera os mil milhões de euros

A Zalando ultrapassou a barreira de mil milhões de euros em vendas no quarto trimestre, com a retalhista alemã a beneficiar da mudança dos consumidores para as compras online. Os ganhos ajustados deverão ter ficado entre 81 milhões e 104 milhões de euros para o trimestre entre outubro e dezembro, em comparação com 71,8 milhões de euros no período homólogo de 2015, de acordo com os dados preliminares. O volume de negócios deverá ter aumentado cerca de 26%, para um valor entre 1.086 milhões de euros e 1.094 milhões de euros, abaixo, contudo, das expectativas dos analistas, que apontavam para 1.140 milhões de euros. Para o ano fiscal de 2016, a Zalando deverá ter registado um volume de negócios entre 3,63 e 3,64 mil milhões de euros, um aumento em comparação com os 2,96 mil milhões de euros no ano anterior, o que significa um aumento de 23%, em linha com as expectativas. A rentabilidade aumentou «substancialmente», com o lucro operacional ajustado a duplicar, para um valor entre 202 e 225 milhões de euros, correspondendo a uma margem entre 5,6% e 6,2%, em comparação com 3,6% no ano fiscal de 2015. «Vamos continuar a enfatizar o crescimento e a investir ainda mais para uma experiência de consumo cada vez melhor em todos os nossos mercados», afirmou o codiretor-executivo, Rubin Ritter. A retalhista anunciou que planeia abrir um armazém na Suécia este ano, semelhante aos que já detém em França e em Itália, «para melhorar a proposta ao consumidor» nos mercados nórdicos.

3Retalho australiano com boas perspetivas

O crescimento das vendas a retalho na Austrália abrandou em novembro, mas o consumo no último trimestre de 2016 dá sinais de ter sido forte, graças ao aumento das vendas online. O consumo subiu 0,2% em termos anuais em novembro, de acordo com o gabinete de estatística da Austrália, depois de ter registado um aumento de 0,5% em outubro. A recuperação de 1,5% foi ainda mais forte do que nos primeiros dois meses do trimestre anterior, dando indicação de um fim de ano otimista. O retalho online registou um aumento de 10,8%, o que significa o quarto mês consecutivo de crescimento e a possibilidade de ultrapassar 1,1 mil milhões de dólares australianos (778,6 milhões de euros) pela primeira vez. Kate Hickie, analista da Capital Economics, afirmou à Reuters que o forte início do trimestre significou que o crescimento real do consumo provavelmente retomou, uma notícia positiva depois da queda do PIB real no terceiro trimestre. Os dados também dão algum alívio à Reserva Australiana, que tem contado com a recuperação do consumo das famílias, que representa 56% do PIB anual do país. Os consumidores também deverão gastar mais neste novo ano, de acordo com um estudo da ANZ e da Roy Morgan, que mostra uma melhoria da confiança dos consumidores na primeira semana de janeiro para a aquisição de artigos mais dispendiosos.

4House of Fraser aposta no athleisure

Os grandes armazéns britânicos House of Fraser vão lançar uma linha para o mercado de activewear. Apesar de alguns analistas questionarem a continuação da tendência, a retalhista vai lançar uma marca própria nas lojas e online a 25 de março. A oferta vai incidir em activewear, streetwear e loungewear. A gama Biba Body inclui sportswear técnico seamless, para um maior conforto e flexibilidade, «ao mesmo tempo que incorpora o logo Biba e o ADN da marca a cada oportunidade», afirmou a retalhista. A gama inclui estampados animal, incluindo jaguar, tigre e zebra. Já a gama Label Lab Life oferece estampados abstratos e designs em bloco com drapeados suaves. A retalhista afirma que oferece uma «estética mais limpa e ousada à nossa gama de athleisure», acrescentando cores fortes para «trazer entusiasmo a uma paleta de cores sofisticadamente neutra e fácil». Além das gamas próprias, a House of Fraser está a lançar nove marcas nos seus grandes armazéns, incluindo a Ted Baker Fit to a T, Seafolly Active, Bjorn Borg, CK e Tommy Hilfiger. Jenny Elisha, compradora na cadeia, afirmou que a retalhista está igualmente a trabalhar com algumas marcas novas como a Acai, «desenvolvida por um casal louco por fitness que está a tentar levar a moda para o fitness» e a Dharma Bums, uma marca australiana que oferece leggings estampados para diversas atividades.

5Le Bon Marché dinamiza vendas online

O LVMH está a planear aumentar «significativamente» a oferta online dos seus grandes armazéns de luxo Le Bon Marché, de acordo com fontes citadas pelo WWD. Um novo website deverá entrar online em meados do ano e irá oferecer uma seleção abrangente de produtos e expandir a entrega a mais regiões. O site atual do Le Bon Marché inclui apenas uma pequena seleção da oferta da loja e apenas entrega na Europa, com muitos produtos restringidos a entrega em França. Várias marcas próprias do LVMH, incluindo a Céline, Fendi e Louis Vuitton, não estão disponíveis para venda no website.

6A qualidade é mais importante do que o logótipo

Os consumidores de Singapura preferem qualidade a visibilidade quando compram marcas de luxo, com um estudo a mostrar que a performance e a estética dos produtos estão a tornar-se mais importantes do que as marcas ou logótipos. Isto torna o mercado de Singapura um dos que dá menos valor ao prestígio no caso das compras de luxo, apenas ultrapassado pelo mercado maduro do Japão. O inquérito a 1.000 habitantes de Singapura com um rendimento mensal de pelo menos 7.500 dólares de Singapura foi realizado pela Mediacorp e pela empresa de pesquisa no mercado do luxo Agility Research and Strategy e concluiu que 51% considera a estética o critério mais importante quando compra bens de luxo e 59% cita a qualidade. Apenas 38% aponta o reconhecimento da marca como importante e 31% afirma que gosta que os outros conheçam as marcas de luxo que compra. 73% indica que faz compras de luxo com base no que gosta, independentemente das opiniões de outros. Embora o estudo tenha ainda demonstrado que há um maior interesse em experiências e não apenas na aquisição de bens de luxo, não quer dizer «que as pessoas já não gostem de marcas de luxo. Ainda gostam delas pela qualidade, exclusividade e o quanto apreciam a marca. Mas já não tem a ver com mostrar uma certa marca. Tem mais a ver com gostar de artigos de luxo porque pensa que são bem feitos, com boa qualidade, e está-se a mimar e a recompensar-se com eles», explicou Amrita Banta, diretora-geral da Agility Research, ao Channel NewsAsia. Esta atitude está ainda a ser estimulada por um abrandamento da economia, com os residentes em Singapura a tornarem-se mais cautelosos e a procurar um maior valor pelas suas compras. «Eles não estão a gastar menos, mas também não estão a gastar mais em artigos de luxo», referiu Amrita Banta. «Também sabemos que muitos singapurenses fazem compras quando viajam ou compram online para conseguirem o melhor preço», concluiu.