Início Breves

Breves

  1. Consumo alimenta economia chinesa
  2. Carrefour supera expectativas
  3. Puma faz campanha com bailarinas
  4. Carven tem novo diretor criativo
  5. JC Penney abre lojas da Nike
  6. Tod’s mantém planos

1Consumo alimenta economia chinesa

O consumo na China vai continuar a crescer a um ritmo acelerado em 2017, com o país a avançar rapidamente para uma economia impulsionada pelo consumo, indicaram os analistas à Mist News. Os analistas estimam que o consumo do país vai crescer a uma taxa de 10% em 2017, tal como em 2016, sendo o grande responsável pelo crescimento, à frente do investimento e exportações. O consumo tem tido um papel cada vez mais importante a estabilizar a segunda maior economia mundial, com o seu contributo para o crescimento do PIB de 50,2% em 2014 para 71% nos primeiros três trimestres de 2016. Li Yang, especialista na Academia Chinesa de Ciências Sociais, antecipa que as vendas a retalho na China tenham aumentado 10%, para 33,1 biliões de yuans (4,5 biliões de euros) em 2016. O consumo vai contribuir com 73% para o crescimento do PIB, o nível mais elevado desde 2001. De acordo com o think-tank Economist Intelligence Unit, a proporção da população que tem um rendimento médio ou alto a China vai aumentar de 10% para 35% até 2035. Gao Yuwei, analista no departamento de pesquisa do Banco da China, estima que as vendas a retalho cresçam a cerca de 10,2% em 2017, com o consumo em cuidados de saúde, telecomunicações e produtos de gama alta a subir rapidamente. Para encorajar o potencial de consumo das famílias abastadas, as autoridades chinesas estão a considerar reduzir as taxas sobre os bens importados, que tipicamente respondem à procura da classe média-alta. A economia chinesa cresceu 6,7% nos primeiros três trimestres de 2016. Os analistas antecipam que o crescimento anual em 6,7%, significativamente mais rápido do que a taxas de crescimento de outras grandes economias mundiais.

2Carrefour supera expectativas

O gigante francês de supermercados Carrefour registou um abrandamento no crescimento no quarto trimestre, mas ainda assim superou as expectativas dos analistas, graças a um crescimento robusto na América Latina. As vendas subiram 3,9%, para 23,37 mil milhões de euros nos três meses até 31 de dezembro, acima das expectativas dos analistas de 23,24 mil milhões de euros. Em termos comparáveis, as vendas subiram 2,9%. O diretor financeiro, Pierre-Jean Sivignon, afirmou que o Carrefour ficará «muito próximo» do consenso do mercado para os lucros operacionais de 2,39 mil milhões de euros. Em França, as vendas subiram 0,9%, para 10,76 mil milhões de euros, e 0,7% em termos comparáveis. As vendas comparáveis e as vendas totais internacionais aumentaram 4,5%, com a América Latina a destacar-se. Só no Brasil as vendas comparáveis cresceram 9%. Contudo, as vendas na Ásia desceram 5%, com a retalhista a reestruturar as suas atividades na China, com a criação de mais lojas de conveniência, criando uma rede de distribuição que deve ser mais barata de operar e aumentar a aposta em comércio eletrónico.

3Puma faz campanha com bailarinas

A Puma revelou a nova coleção Swan Pack numa campanha com bailarinas do New York City Ballet. A coleção combina os modelos Sportstyle e Training e acrescenta detalhes inspirados em cisnes, incluindo uma paleta a preto e branco, materiais iridescentes e estampados de penas. O Swan Pack é visto em imagens que formam a campanha “Do You”, que foi lançada em agosto e apresenta mulheres de diferentes áreas. As bailarias Mimi Staker e Olivia Boisson são as estrelas da campanha, que foi fotografada no Teatro David H. Koch no Lincoln Center. A coleção Swan Pack para a primavera-verão 2017 estará disponível no site e lojas da Puma, assim como em retalhistas em todo o mundo a partir de 1 de fevereiro.

4Carven tem novo diretor criativo

O designer suíço Serge Ruffieux, que ajudou a guiar a Dior no período após a saída abrupta de Raf Simons, vai liderar a casa de moda francesa Carven. Ruffieux, de 42 anos, foi nomeado diretor artístico, depois de se ter afastado depois da italiana Maria Grazia Chiuri ter assumido a criação na Dior. Ruffieux e a designer compatriota Lucie Meier, de 32 anos, que esteve com ele na Dior no interregno de 10 meses, são considerados estrelas em ascensão. «O seu sentido de modernidade juntamente com o seu domínio de técnicas de alta-costura é uma combinação perfeita com a herança da Carven, que sempre foi um símbolo de uma elegância parisiense chique e relaxada», indicou a diretora-geral da marca, Sophie de Rougemont. Ruffieux deverá apresentar a primeira coleção para a Carven em outubro. Quanto a Lucie Meier, há algumas notícias especulatórias que avançam que a designer poderá assumir a direção criativa da marca alemã Jil Sander.

5JC Penney abre lojas da Nike

A JC Penney indicou que vai abrir lojas Nike em mais de 600 dos seus grandes armazéns para responder ao aumento da procura por activewear e calçado de desporto. As novas lojas Nike, que vão ocupar cerca de 45 metros quadrados dentro do departamento de homem, terão «elementos visuais melhorados», incluindo a sinalética Swoosh da Nike e frases de motivação para os atletas. As lojas terão uma oferta alargada de vestuário de performance e athleisure. As lojas terão ainda uma oferta de acessórios como cordas de saltar, garrafas de água, luvas de ginásio, meias de ginásio e fitas, indicou a JC Penney. Ao dar um espaço próprio às marcas, a JC Penney espera que possam espelhar o sucesso das lojas de artigos de beleza Sephora, que têm atraído muito tráfego às lojas. Apesar da JC Penney ter registado um declínio nas vendas comparáveis em novembro e dezembro, afetada pela concorrência das vendas online, as lojas da Sephora tiveram bons resultados.

6Tod’s mantém planos

O investimento do empresário italiano Andrea Bonomi na Tod’s não vai mudar o plano industrial da produtora de bens de luxo nem a sua estrutura de acionistas, indicou o presidente do conselho de administração e diretor-executivo Diego Della Valle. «Nada vai mudar», afirmou Della Valle aos jornalistas à margem de uma conferência em Roma. Bonomi comprou uma quota de 3% na Tod’s através do seu fundo de capital estratégico, para apoiar o crescimento a longo prazo no grupo, que está ainda a tentar encontrar um equilíbrio entre o seu negócio central de calçado e os negócios de vestuário e artigos em pele, com margens mais altas. Della Valle afirmou que a aquisição de ações por parte de Bonomi é positivo para a produtora de calçado e que o empresário «fez bem». As vendas da Tod’s caíram depois da marca ter tido dificuldades na expansão para carteiras e vestuário, além do calçado.