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  1. Online ganha força em França
  2. Archroma está à venda
  3. Furla abre maior loja na Rússia
  4. Segredo está na simplicidade
  5. Moncler começa 2017 em grande
  6. Sacos de mandioca substituem plástico

1Online ganha força em França

As vendas a retalho online em França podem aumentar 11% este ano, para 80 mil milhões de euros, com o número de retalhistas online a aumentarem e as pessoas a voltarem-se para a Internet para comprarem mais frequentemente, indicou a Fevad (a federação francesa de comércio eletrónico). Em 2016, as vendas terão aumentado 14,6%, quando os franceses gastaram 72 mil milhões de euros a comprar online, afirmou a Fevad. A performance em 2016 incluiu vendas de Natal de 14 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 15% em termos anuais. As vendas geradas em mercados online subiram 18% em 2016, enquanto as vendas através de dispositivos móveis registaram um aumento de 30%. Pelo sexto ano consecutivo, o valor médio do cesto de compras caiu, nomeadamente devido à concorrência de preços entre os retalhistas e custos de entrega reduzidos ou gratuitos. O valor médio do talão desceu 7%, para 70 euros, mas foi compensado por um aumento na frequência de compra, afirmou a Fevad. Em média, houve 28 transações online por ano por consumidor em 2016, o que significa um aumento de 21%. Em 2016, havia mais de 200 mil websites de comércio eletrónico em França, um aumento de 12% face a 2015. França é o quinto maior mercado de comércio eletrónico em todo o mundo e na Europa fica apenas atrás do Reino Unido. Em 2015, o comércio eletrónico terá representado cerca de 7% das vendas a retalho em França.

2Archroma está à venda

O SK Capital colocou a empresa suíça de químicos Archroma à venda, numa ação que pode valorizar a empresa em cerca de 1,5 mil milhões de francos suíços (1,4 mil milhões de euros) incluindo dívida, segundo avançaram fontes próximas à Reuters. A empresa de investimento pediu à Evercore e à HSBC para encontrar um comprador para uma quota minoritária ou maioritária na empresa, que foi adquirida à empresa suíça Clariant em 2013. Segundo as mesmas fontes, tem sido enviada informação para possíveis compradores, sobretudo outras empresas de private equity interessadas em empresas de químicos, como a Advent, Apollo, CVC, Cinven e Blackstone. As primeiras ofertas pela Archroma, que fornece corantes e químicos especiais para a indústria têxtil, de papel e embalagens, assim como para produtores de revestimentos, deverão surgir no início de fevereiro. A Archroma deverá registar um lucro de cerca de 180 milhões de francos suíços este ano. Desde a aquisição, a SK Capital fez aquisições para a Archroma, como o negócio de químicos têxteis da BASF e uma quota na M. Dohmen.

3Furla abre maior loja na Rússia

A marca italiana de acessórios abriu a sua maior loja na Rússia. O ponto de venda, situado no centro comercial Evropeisky, em Moscovo, mede 150 metros quadrados e vende carteiras de senhora, pequenos artigos em pele e tem uma área independente para calçado. Atualmente, a Furla está ainda a introduzir a sua coleção de homem no mercado russom que estará igualmente na sua loja nos grandes armazéns Gum, a partir da próxima primavera, e online. «A abertura da nova loja de Moscovo faz parte do processo da Furla de expansão internacional e representa um passo adicional para a consolidação da presença da marca no mercado russo», afirmou ao WWD o diretor-geral Alberto Camerlengo. Em setembro, a Furla tinha 425 lojas, em comparação com 415 no final de 2015, e 1.200 pontos de venda em mais de 100 países.

4Segredo está na simplicidade

A simplicidade conta na altura de assegurar que os consumidores podem usar efetivamente os produtos e compreendê-los antes de os comprar. A mais recente edição do Global Brand Simplicity Index compilado pela empresa de estratégia de marca, design e experiência Siegel+Gale pretende mostrar os motivos. Com base num inquérito online a 14 mil pessoas em nove países, o estudo mostra que 64% dos consumidores estão dispostos a gastar mais por experiências mais simples, enquanto 61% mostra-se mais recetivo a recomendar uma marca por esta ser simples. As marcas que não fornecerem experiências simples estão a perder um valor estimado em 86 mil milhões de dólares. O estudo também concluiu que 62% dos funcionários em empresas simples são defensores das marcas, contra apenas 20% dos funcionários em empresas complexas. O top 10 das marcas simples na lista de 2017 é encabeçado pelos supermercados Aldi e Lidl, graças à sua oferta simplificada de produtos genéricos a preços muito mais baixos do que os equivalentes de marca em grandes cadeias de supermercados. São seguidos pela Google, Netflix, Ikea, Amazon, KFC, YouTube, MacDonald’s e Subway. Pelo terceiro ano consecutivo, a Siegel+Gale pediu às pessoas para avaliarem as marcas «disruptivas» nos EUA e no Reino Unido, isto é, negócios emergentes que estão continuamente a mudar as expectativas dos consumidores dando-lhes experiências de marca significativas e úteis. Nos EUA, os principais mencionados foram a Dollar Shave Club, a GrubHub, a Square, Spotify e Jet.com. No Reino Unido, a lista incluiu a Ovo Energy, a City Mapper, a Shazam, a GoPro e a My Fitness Pal. «As marcas disruptivas têm uma característica em comum, colocam a simplicidade no centro da experiência do consumidor», afirma David Srere, co-CEO da Siegel+Gale.

5Moncler começa 2017 em grande

A empresa italiana de vestuário de luxo Moncler terminou o ano numa nota positiva, que se prolongou no início de 2017. «Fechamos bem 2016», afirmou aos jornalistas o CEO Remo Ruffini, sem dar mais detalhes. As vendas de Natal para a empresa, conhecida pelo seu vestuário para ski, descolaram após um outono difícil para o sector do luxo no geral. «Depois de uma situação difícil, o cenário melhorou… tivemos um excelente início de ano», acrescentou Ruffini. Embora não tenha dado mais detalhes sobre o volume de negócios, as previsões iniciais apontavam para mil milhões de euros em 2016. O volume de negócios em 2015 ascendeu a 880,4 milhões de euros. Ruffini acrescentou que o negócio online representou 3% das vendas, um número que duplica se se tiver em conta as vendas online por terceiros. O CEO, a quem se atribui o relançamento da marca, afirmou não ter mais planos para procurar novos investidores na empresa, depois do fundo sediado em Singapura Temasek e a empresa de retalho de viagem Dufry terem comprado uma quota indireta em julho. «A nossa empresa é agora mais forte para enfrentar o futuro de forma mais serena», acredita Ruffini.

6Sacos de mandioca substituem plástico

Uma startup indonésia está a lançar um saco feito a partir de raiz de mandioca para substituir os sacos de plástico tradicionais. Os sacos permitem contornar o problema da poluição marinha, uma vez que podem ser comidos pelos animais marinhos. O saco da Avani é feito com raiz de mandioca, um óleo vegetal e estampado com tinta não-tóxica. A empresa deu os sacos como alimento a animais para comprovar que não é prejudicial. «Às vezes até lutavam uns com os outros pelos sacos – são assim tão bons», sublinha Kevin Kumala, cofundador da Avani. Os sacos passaram ainda os testes de toxicidade oral com um laboratório independente. Em água quente, os sacos dissolvem-se rapidamente e o chá de mandioca resultante pode beber-se, como demonstrou Kumala num vídeo. A Indonésia fica apenas atrás da China no volume de resíduos plásticos no oceano que produz. A empresa acredita que estes sacos, assim como artigos descartáveis que produz, como caixas para alimentos, são uma alternativa prática aos sacos. «Somos na verdade grandes apoiantes dos 3Rs – reduzir, reutilizar e reciclar», destaca Kevin Kumala. «Contudo, com a vida agitada de hoje, as pessoas tendem a esquecer-se muito. Substituir torna-se uma resposta mais conveniente, sobretudo se formos capazes de substituir o plástico à base de petróleo por fontes renováveis que não custam assim tanto mais em termos de valor económico», acrescenta. Os sacos de mandioca custam mais 0,02 euros do que um saco de plástico normal.