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Breves

  1. Techtextil com rampa de lançamento em Portugal
  2. Riccardo Tisci despede-se da Givenchy
  3. Cordura lança denim futurista
  4. UE trava importações do Equador
  5. Futuro sombrio na Ralph Lauren
  6. EUA compram mais ténis

1Techtextil com rampa de lançamento em Portugal

A Techtextil e a Texprocess vão descolar rumo a uma viagem espacial na próxima edição, cujos detalhes e novidades serão revelados em Portugal numa conferência de imprensa conjunta, que terá lugar no Sheraton Porto Hotel & Spa no próximo dia 15 de fevereiro, às 10h. Organizada pela Messe Frankfurt de Portugal, a conferência conta com a presença de Michael Jänecke, diretor das feiras Techtextil e Texprocess da Messe Frankfurt, e Elgar Straub, diretor da VDMA, a Associação Alemã de Tecnologia Têxtil. Além das novidades dos dois certames, a conferência irá apresentar alguns detalhes sobre a participação portuguesa, que contará com cerca de 30 empresas. Nesta edição, as feiras, que se realizam de 9 a 12 de maio, em Frankfurt estarão focadas nas viagens a Marte e na colonização do espaço, com a apresentação, em parceria com a Agência Espacial Europeia e o Centro Aerospacial Alemão, de aplicações de têxteis técnicos ao sector aerospacial. A feira de têxteis técnicos e não-tecidos Techtextil tem como mote “Connecting the Future”, enquanto a feira de processamento de têxteis e materiais flexíveis Texprocess terá como tema “Technology crossing”.

2Riccardo Tisci despede-se da Givenchy

Depois de 12 anos na casa de moda francesa, Riccardo Tisci decidiu não renovar o seu contrato com a Givenchy, terminado a 31 de janeiro, e, como consequência direta, a marca cancelou o seu desfile de pronto-a-vestir feminino em Paris na próxima semana. Riccardo Tisci, creditado pela renovação da estética da Givenchy – com as respetivas coleções de paleta escura, sensuais e subversivas –, terá apresentado a última coleção para a casa na passerelle da alta-costura, em janeiro. «O capítulo que Riccardo Tisci escreveu na casa Givenchy ao longo dos últimos 12 anos representa uma visão incrível para sustentar o seu sucesso contínuo e gostaria de agradecer-lhe calorosamente pela sua contribuição fundamental para o desenvolvimento da casa», declarou Bernard Arnault, presidente e diretor-executivo do conglomerado LVMH, que detém a marca, em comunicado divulgado pelo portal The Business of Fashion. Durante o seu período na Givenchy, Tisci revitalizou o negócio de couture da casa, reinterpretando também o pronto-a-vestir feminino, menswear e acessórios. «Tenho um carinho especial pela casa Givenchy e pelas suas equipas», afirmou Tisci. «Quero agradecer ao grupo LVMH e a Bernard Arnault por me concederem uma plataforma para expressar a minha criatividade ao longo dos anos. Desejo agora concentrar-me nos meus interesses e paixões pessoais», acrescentou. Em abril último, a revista Time divulgou a sua lista anual das 100 pessoas mais influentes do mundo, em diversos cenários de atuação. No território da moda, Riccardo Tisci ocupou um lugar de destaque. Donatella Versace, diretora criativa e presidente do grupo Versace, prestou então nas páginas da revista um tributo curto mas pessoal ao criador, começando por perguntar o que é preciso para se ser considerado «um influenciador na moda do século XXI?», nomeando qualidades como a criatividade e a visão. Alinhados com estes elogios, nos portais da especialidade, começam já a circular os rumores de que Riccardo Tisci poderá estar de partida para a Versace.

3Cordura lança denim futurista

A fibra de alta performance Cordura, produzida pela Invista, tem uma nova parceria, que coincide com a celebração dos seus 50 anos. A X.Venture Collexion, realizada em parceria com a empresa paquistanesa de produção de tecido denim Artistic Milliners, é descrita como «um olhar moderno ao denim futurista» e foi desenhada pelo Struktur Studio em Oakland e produzida pela Clinton Park, em San Francisco. «Ao integrar o tecido com Cordura com o design da Struktur, somos capazes de combinar ciência e arte para criar vestuário funcional e elegante», acredita a cofundadora da Struktur, Michelle Rose. «O conceito da Strukur de viagem, mobilidade e o legado de durabilidade que a marca Cordura representa reflete a direção em que a Artistic Milliners está a trabalhar em termos de criar a fábrica de denim do futuro», acrescenta Neil Bell, diretor de inovação da Artistic Milliner. A coleção integra um fato de homem e um fato de senhora que se inspira no vestuário dos astronautas, assim como um casaco e umas calças para homem e um jumpsuit para senhora. A Cordura introduziu a coleção na Europa no final de janeiro, na Munich Fabric Start. A marca tem ainda parcerias com a Woolrich e a Cone Denim.

4UE trava importações do Equador

A Comissão Europeia estabeleceu quotas para a importação sem taxas de alguns produtos – incluindo artigos de vestuário – do Equador sob o acordo de comércio livre. A restrição aplica-se desde o início deste ano. O Equador juntou-se ao acordo de comércio livre da União Europeia com a Colômbia e o Peru em novembro, numa ação que vai permitir que o país da América do Sul tenha a mesma relação preferencial de que já usufruem os países vizinhos. Embora a maioria dos produtos transacionados entre o Equador e a UE beneficiem de acesso sem taxas, outras vão beneficiar de reduções tarifárias graduais. E certos produtos sensíveis apenas vão beneficiar de acesso limitado na forma de quotas com taxas – com as quotas anuais a deverem aplicar-se a roupa interior, swimwear e meias importadas do Equador. De acordo com os dados do Eurostat, a UE importou têxteis no valor de 5 milhões de euros do Equador em 2015 e 7 milhões de euros em vestuário. Em contrapartida, enviou 15 milhões de euros em têxteis e 23 milhões de euros em vestuário para o país.

5Futuro sombrio na Ralph Lauren

A marca americana Ralph Lauren registou uma queda de 37% dos lucros no terceiro trimestre, para 82 milhões de dólares (75,9 milhões de euros), com o volume de negócios a descer 12%, para 1,7 mil milhões de dólares. As vendas internacionais caíram 6% nos três meses até 31 de dezembro, enquanto as vendas na América do Norte desceram 15% em comparação com o mesmo período do ano anterior. As más notícias para a empresa fundada pelo designer epónimo não param por aqui, já que a Ralph Lauren anunciou a saída do CEO Stefan Larsson da empresa, menos de dois anos depois de ter assumido o cargo, devido a diferenças de visão para o futuro da empresa. «Não há volta a dar ao facto de que este é um conjunto de resultados terrível da Ralph Lauren», considera Neil Saunders, diretor-geral da GlobalData Retail (anteriormente Conlumino). «A Ralph Lauren fez algum progresso e têm um sentido geral da direção para onde quer ir – uma direção que acreditamos ser amplamente sensível. Contudo, a execução tem sido extremamente fraca e não irá melhorar com disputas na administração ou ausência de executivos essenciais. Como tal, o próximo ano deverá ser mais um ano de estagnação em vez de progresso significativo», afirmou ao just-style.com.

6EUA compram mais ténis

O mercado de calçado de desporto nos EUA cresceu 3% em 2016, para 17,5 mil milhões de dólares. As vendas unitárias somaram igualmente mais 3% e o preço médio de compra manteve-se estagnado e, 60,81 dólares, de acordo com o The NPD Group. A pesquisa da consultora mostra que o sector cresceu nos primeiros três trimestres do ano, embora tenha sido ligeiramente arrastado no quatro trimestre que, coincidindo com a época de Natal, é normalmente uma oportunidade de crescimento. «Durante mais de uma década, as vendas americanas de calçado de desporto registaram um crescimento anual médio de cerca de 4%, mas 2016 vai ser um ano ligeiramente abaixo da média. Contudo, tendo em conta o cenário do retalho de desporto em 2016, é compreensível porque é que isto aconteceu», explica Matt Powell, vice-presidente e analista da indústria de desporto do The NPD Group. Powell sublinha que é provável que os efeitos conjunturais continuem no primeiro trimestre, mas acrescenta que, depois disso, «a tendência deve voltar ao normal». Sentindo este travão no retalho, o canal de retalho de lojas especializadas registou um crescimento de 2% por ano, em comparação com 8% em 2015, depois de um segundo semestre débil. As cadeias de sapatarias registaram resultados melhores, tendo crescido 7%, enquanto as vendas em grandes armazéns subiram 1% e as cadeias nacionais sentiram um declínio de 1%. No que diz respeito ao tipo de ténis, «o retro vai continuar a ser a tendência de moda dominante, mas o sucesso não será fácil», indica Matt Powell. «A concorrência vai intensificar-se e as marcas devem constantemente atualizar os seus estilos. Para se distinguirem e manterem-se à frente da concorrência, as marcas devem focar a sua inovação no lado da produção, enfatizando a rapidez e a sustentabilidade, já que esse impacto será de longa duração, independentemente de onde a moda vai levar o mercado», conclui.