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  1. Filippa K investe no PLM da Gerber
  2. Chineses procuram luxo na Europa
  3. Burberry com prova superada
  4. Retalho britânico arrefece
  5. Homem de Tom Ford estreia-se na passerelle
  6. Tonello e Levi Strauss desenvolvem stonewash “verde”

1Filippa K investe no PLM da Gerber

A marca de moda sueca Filippa K implementou a solução YuniquePLM da Gerber Technology para ajudar a melhorar a colaboração entre a sua rede mundial de parceiros de retalho, gestores, fornecedores e produtores. O vestuário de homem e senhora da Filippa K é vendido em mais de 700 retalhistas na América do Norte, Europa e Ásia. Para além da sua sede em Estocolmo, a empresa tem também escritórios na Noruega, Dinamarca, Holanda e Alemanha. «À medida que fazemos a transição para um negócio mais impulsionado pelo retalho do que pelas vendas grossistas, o YuniquePLM vai ajudar-nos a ter uma ligação maior aos vários parceiros e equipas através de uma plataforma centralizada», explica Erik Lindqvist, diretor de informação da empresa. Além disso, revela, manter «elevados padrões de qualidade na nossa cadeia de aprovisionamento exige uma forte colaboração e transparência na informação».

2Chineses procuram luxo na Europa

Os consumidores da China Continental estão a viajar mais para comprar artigos de luxo. Entre os novos locais mais populares estão a Europa, a Coreia do Sul e o Japão, onde procuram beneficiar da flutuação cambial. As lojas europeias deverão registar um aumento de 64% das vendas este ano nas categorias de moda, relógios e joalharia de luxo, segundo um estudo da Bain & Co, ao mesmo tempo que o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul vão continuar a receber cada vez mais turistas chineses. Destinos tradicionais populares como Macau e Hong Kong, pelo contrário, estão a registar uma quebra de 25% das vendas de bens de luxo pessoal, numa altura em que os turistas chineses exploram novos destinos para além da região da Grande China. Zeng Mingyue, investigador na Universidade de Economia e Negócios Internacionais de Pequim, afirmou mesmo ao South China Morning Post que as grandes marcas terão de baixar os preços nas suas lojas chinesas para os tornar mais próximos dos valores praticados noutros países. Em termos mundiais, as vendas de luxo deverão abrandar para um crescimento de 1% a 2% este ano, em comparação com 3% em 2014. Para além dos chineses, os principais consumidores de luxo são os americanos, que representam 24% das compras, seguidos dos europeus, com 18%.

3Burberry com prova superada

A Burberry revelou lucros acima do esperado no primeiro semestre, mas já avisou que o ambiente está «difícil» nos seus principais mercados, o que se refletiu no volume de negócios, que se manteve estagnado em comparação com o ano passado. A retalhista de luxo revelou que o lucro bruto subiu 3%, para 152,9 milhões de libras (216,25 milhões de euros), nos seis meses até setembro, em comparação com 152,3 milhões de libras no ano passado. A empresa indicou que a aceleração das ações para cortar nos custos, tornar as suas operações mais eficientes e uma redução de 30 milhões de libras em pagamentos relacionados com a performance ajudaram a aumentar os lucros. As vendas totais permaneceram inalteradas em 1,1 mil milhões de libras, com um «crescimento mais suave» no Reino Unido, que representa um terço do volume de negócios na região, que a Burberry atribuiu à força relativa da libra face ao euro. As vendas comparáveis subiram 1%. De acordo com a Burberry, o crescimento mundial foi impulsionado pelas compras dos consumidores chineses, embora também estas tenham abrandado no segundo trimestre, tanto na China Continental como nos destinos de viagens dos consumidores chineses. Dentro da região EMEA (Europa, Médio Oriente e Norte de África), contudo, o crescimento forte de dois dígitos foi alcançado graças às viagens dos consumidores chineses à Europa Continental. O CEO Christopher Bailey descreveu a performance como «robusta», afirmando que reflete as ações decisivas tomadas à medida que o ambiente externo se tornou «mais difícil em mercados-chave ao longo do período». Bailey indicou ainda que «entramos no segundo semestre conscientes deste cenário, mas confiantes nos nossos planos mais fortes de sempre para a época festiva e com ênfase na produtividade e na eficiência. Para além destas prioridades imediatas, continuamos focados em construir um crescimento sustentável e a longo prazo e na criação de valor para a Burberry. Num ambiente de luxo em evolução, vemos oportunidades atrativas por canal, região e produto, potenciadas pela força e diferenciação da nossa autêntica marca britânica». Já este mês, a Burberry anunciou planos para investir pelo menos 50 milhões de libras numa unidade de tecelagem e confeção para a produção dos seus icónicos trench coats no Reino Unido. Também anunciou planos para, gradualmente e ao longo do próximo ano, pôr fim às coleções Prorsum, London e Brit, juntando-as sob a etiqueta Burberry.

4Retalho britânico arrefece

As vendas a retalho no Reino Unido arrefeceram no mês passado, gerando a performance mais fraca no mês de outubro desde 2008, de acordo com o estudo do British Retail Consortium (BRC). Segundo os dados recolhidos, o valor total das vendas a retalho entre 4 e 31 de outubro aumentou 0,9% em comparação com o período de outubro de 2014, um crescimento mais baixo do que os 3,9% registados em setembro. O abrandamento, acredita o BRC, pode ter sido causado por alguma contenção por parte dos consumidores em antecipação dos saldos da Black Friday, que se tornaram mais populares no Reino Unido nos últimos anos. «Outubro foi um mês de alguma forma desapontante para a generalidade dos retalhistas, com um crescimento de apenas 0,9%, inferior à média para três meses e um ano», destacou Helen Dickinson, diretora-executiva do BRC, acrescentando que as vendas de mobiliário e de vestuário tiveram as melhores performances. Em termos comparáveis, as vendas caíram 0,2% em outubro, depois de terem subido 2,6% em setembro. Os dados oficiais mostraram que o volume total de vendas a retalho cresceu 6,5% no ano até setembro, impulsionado por um aumento das vendas de cerveja ligado ao Campeonato Mundial de Rugby que teve lugar em Inglaterra e no País de Gales.

5Homem de Tom Ford estreia-se na passerelle

Tom Ford vai estrear-se com um desfile completo na London Collections Men em janeiro. A marca do designer é uma das inscritas para a próxima edição, onde serão reveladas as coleções para o outono-inverno 2016/2017. O evento combina showrooms e desfiles de alguns dos nomes mais conhecidos da moda para homem, abrangendo pronto-a-vestir e acessórios. O calendário provisório mostra que a Alexander McQueen e a Burberry irão também desfilar no evento. Entre os outros destaques estão ainda os desfiles da Moschino e da Pringle of Scotland, assim como da J. W. Anderson e do vencedor do BFC/GQ Designer Menswear Fund, E. Tautz. A London Collections Men será a primeira vez que Ford faz um desfile para a sua coleção masculina, quebrando o padrão de mostrar as suas coleções apenas através de apresentações privadas. Lançada em 2012, a London Collections Men é um evento bianual que se foca na moda masculina. A próxima edição está agendada para 8 a 11 de janeiro de 2016.

6Tonello e Levi Strauss desenvolvem stonewash “verde”

O negócio de acabamento de vestuário Tonello fez uma parceria com a Levi Strauss & Co para desenvolver um novo sistema stonewash que elimina o uso de pedra-pomes e deverá reduzir a utilização de água, custos de produção e pegada de carbono. O NoStone foi desenvolvido para ser aplicado em todas as máquinas da Tonello e ultrapassar as limitações económicas, mecânicas e ambientais dos atuais processos de stonewash. Substitui a pedra-pomes com um tambor abrasivo em aço inoxidável, que é preso à máquina de lavar. O tambor pode criar diversos tipos de acabamentos através de ajustes flexíveis à abrasão. Devido à natureza mecânica – em vez de química – do processo, o efeito do NoStone é igual ao do stonewash e reduz a pegada de carbono resultante da utilização de pedras-pomes, indica a Tonello. Mantém ainda a mesma capacidade de carga, permitindo uma fácil adoção por parte das unidades de produção de debim. E o tambor pode ser facilmente retirado, permitindo os processos normais de lavagem e tingimento. O sistema elimina ainda o pó gerado pelas pedras e, como tal, não estraga as máquinas como acontece com a utilização de pedras-pomes. A investigação para este novo processo começou em 2013 com a Levi Strauss, que tornou possível, segundo a Tonello, melhorar o novo sistema e implementá-lo em situações de produção real. Bart Sights, diretor sénior de inovação na Levi Strauss, considera que «a inovação NoStone é um bom exemplo de como duas empresas icónicas podem colaborar de uma forma que traz a tecnologia sustentável para a indústria. Desafiamos a nossa equipa com o sonho de uma alternativa viável e mecânica às pedras-pomes. A Tonello criou vários protótipos de máquinas que foram testados no nosso ambiente de produção. Os resultados têm sido muito positivos e antecipamos um processo sustentável, eficiente em termos de custos e capaz de ganhar escala no futuro próximo. Vai ser uma vitória para as duas empresas, mas também para a indústria como um todo. E talvez, mais importante, para o ambiente».