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  1. Retalho de Hong Kong em queda
  2. LVMH investe em marcas emergentes
  3. Emprego acelera nos EUA
  4. Europa alimenta crescimento da Etam
  5. Fraude aumenta no comércio eletrónico
  6. Piaggio lança robot pessoal

1Retalho de Hong Kong em queda

As vendas a retalho em Hong Kong caíram pelo terceiro ano consecutivo em 2016, naquela que foi a descida mais acentuada em duas décadas, provocada pela quebra da economia e pela presença de menos turistas da China Continental. No geral, as vendas desceram 8,1%, para 436,6 mil milhões de dólares de Hong Kong (52,7 mil milhões de euros), a maior queda desde 1998, ano em que as vendas caíram 16,7% devido à crise financeira na Ásia. Em termos de volume, as vendas baixaram 7,1% no ano passado. «Olhando para o futuro, as expectativas a curto prazo para o retalho ainda dependem de se a recente melhoria na entrada de turistas pode ganhar mais tração e a abrangência na qual o sentimento do consumidor pode ser afetado por várias incertezas externas», afirmou o governo em comunicado. Em dezembro, o valor das vendas a retalho baixou pelo 22.º mês consecutivo (-2,9%), para 42,4 mil milhões de dólares de Hong Kong, depois de ter caído 5,4% em novembro. A descida menos acentuada em dezembro reflete uma retoma no número de turistas, indicou o governo. Em volume, as vendas desceram 2,8% em dezembro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. «Não podemos dizer que o ajustamento chegou ao fim nem que chegamos a uma fase em que estamos perto da retoma», apontou Kent Wong, diretor-geral da Chow Tai Fook Jewellery, que deverá encerrar cinco a seis lojas em Hong Kong em 2017. As vendas de joalharia, relógios e presentes valiosos subiu 2,3% em valor, pondo fim a 27 meses consecutivos de declínio. As vendas em grandes armazéns, contudo, desceram 3,2% em dezembro.

2LVMH investe em marcas emergentes

O LVMH anunciou a criação da LVMH Luxury Ventures, um instrumento para investir em pequenas marcas promissoras de moda, cosméticos e acessórios. A LVMH Luxury Ventures, que será liderada pela responsável de fusões e aquisições do grupo, Julie Bercovy, vai comprar quotas em empresas de luxo com vendas entre dois e cinco milhões de euros e com um elevado potencial de crescimento. «O objetivo é acompanhar financeiramente o desenvolvimento destes pequenos negócios para criar valor», afirmou um porta-voz do LVMH. A empresa terá um capital inicial de 50 milhões de euros, enquanto o tamanho do investimento alocado a cada empresa irá variar entre dois e 10 milhões de euros. A indústria do luxo está a registar sinais de um surto de marcas de moda emergentes que se estão a revelar populares junto dos jovens consumidores graças às redes sociais. A conta de Instagram da Anastasia Beverly Hills, uma marca de maquilhagem distribuída na rede de lojas da Sephora, pertencente ao grupo LVMH, tem 13 milhões de subscritores, enquanto a Louis Vuitton, a principal divisão do LVMH, tem 14,6 milhões de subscritores.

3Emprego acelera nos EUA

O crescimento do emprego nos EUA deverá ter acelerado em janeiro, com os salários a aumentarem de forma sustentada, sugerindo um forte início de mandato para a Administração Trump, que pretende impulsionar a economia e o emprego. No retalho, contudo, espera-se uma queda, uma vez que os trabalhadores contratados durante a época de Natal foram dispensados. A diminuição do número de trabalhadores deve ainda ser acentuada pelo encerramento de algumas lojas e despedimentos por parte de retalhistas como a Macy’s, Sears, American Apparel e Abercrombie & Fitch. Durante a campanha presidencial, o Presidente Trump prometeu um crescimento anual de 4% do PIB, em grande parte resultante de um plano para reduzir os impostos e a regulamentação, aumentar a despesa em infraestruturas e renegociar os acordos a favor dos EUA. Embora os detalhes ainda não sejam claros, a confiança dos consumidores e dos empresários aumentou após a vitória de Trump em novembro. Mas com a economia perto do pleno emprego, alguns economistas mostram-se céticos em relação ao compromisso de Trump. O crescimento do PIB não ultrapassou os 2,6% desde a recessão de 2007/2008. Com o salário mínimo a entrar em vigor numa dúzia de Estados em janeiro, o preço por hora de trabalho deverá ter aumentado 0,3%, depois de ter aumentado 0,4% em dezembro. O aumento dos salários pode abrir caminho para a Reserva Federal aumentar as taxas de juro este ano. A taxa de desemprego deverá manter-se estável em 4,7%.

4Europa alimenta crescimento da Etam

A empresa francesa de roupa interior e vestuário de senhora Etam Développement faz um balanço misto do ano passado, com algumas regiões a registarem bons resultados enquanto outras foram menos dinâmicas. As vendas do grupo no quarto trimestre subiram 5,9% em termos anuais, para 367,9 milhões de euros, apesar do impacto negativo do câmbio (sobretudo a desvalorização do yuan face ao euro), avaliado em 5,1 milhões de euros. As vendas comparáveis a câmbios constantes subiram 5%. Mas para o ano completo, as vendas mantiveram-se estagnadas em 1,29 mil milhões de euros, com uma queda de 1% nas vendas comparáveis. As vendas na China continuaram a ser afetadas pela diminuição do tráfego e por um abrandamento no consumo que está a afetar os grandes armazéns. As vendas totais no Império do Meio desceram 12,3% no período de 12 meses, tendo baixado para 365,9 milhões de euros, com as vendas comparáveis a registarem uma quebra de 9%. O cenário foi mais animador na Europa, com as vendas totais a subirem 13% e as vendas comparáveis a aumentarem 9,4% no último trimestre, para 267 milhões de euros. A empresa considera que esta boa performance num ambiente de mercado difícil reflete «a qualidade da execução e de posicionamento de cada marca». As vendas para o ano completo também subiram na Europa: +5,4% das vendas totais e +1,7% das vendas comparáveis, para 926,2 milhões de euros. Em particular, as vendas do grupo em França aumentaram significativamente mais do que outras cadeias especializadas, segundo os dados do Institut Français de la Mode (IFM) e as suas marcas de lingerie continuaram a ganhar quota de mercado. A 31 de dezembro, o grupo Etam tinha 3.906 pontos de venda, incluindo 988 na Europa, 2.596 na China e 322 franchises internacionais.

5Fraude aumenta no comércio eletrónico

Mais de metade da fraude no retalho tem agora origem online, de acordo com o estudo anual sobre crime no retalho do British Retail Consortium (BRC). O estudo mostrou que 53% da fraude no retalho tem como via Internet, com formas cada vez mais sofisticadas de crime a serem perpetradas contra retalhistas e consumidores. Exemplos destes crimes incluem phishing e roubo de dados, assim como vários outros esquemas cada vez mais elaborados. O número de crimes no retalho subiu para 3,6 milhões, com o custo financeiro direto para a indústria de retalho a ter atingido 660 milhões de libras em 2015/2016. Os retalhistas indicaram que o custo da fraude online como phishing, roubo de dados e pharming (quando um indivíduo é conduzido a um website falso) cifra-se atualmente em cerca de 100 milhões de libras.

6Piaggio lança robot pessoal

A Piaggio, produtora da famosa Vespa, revelou um novo robot autónomo que pode seguir o seu proprietário, um veículo pensado para evitar que os humanos tenham de carregar muitos pesos mas que pode também ter benefícios na saúde, já que há mais propensão para caminhar se não for necessário carregar pesos. Batizado Gita, o robot pessoal pode ainda fazer tarefas como passear o cão do proprietário ou entregar encomendas e estará disponível no mercado no próximo ano, inicialmente apenas para empresas mas, posteriormente, também para os consumidores. «Não tem a ver com substituir funções humanas. Tem a ver com expandir e aumentar as funções humanas», afirma Jeffrey Schnapp, diretor-executivo da Piaggio Fast Forward. «O Gita é um pequeno veículo que tem inteligência artificial que pode navegar no mundo como nós», acrescenta. O dispositivo tem cerca de 60 centímetros de altura, pode carregar cerca de 18kg e atingir velocidades até 35 quilómetros por hora, apesar de estar atualmente limitado a metade da velocidade. Tem câmaras e sensores e pode aprender uma rota que fez várias vezes, por isso em teoria pode percorrer distâncias sozinho, embora por enquanto esteja ligado remotamente ao seu proprietário através de um cinto com sensores que o proprietário usa. Apesar da sua funcionalidade, o design está pensado para ser agradável para o utilizador, num misto que a empresa descreve como «um animal de estimação com superpoderes».