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  1. Prada aguarda reviravolta
  2. Uniqlo chega a Espanha
  3. Primark com frente germânica
  4. Britânicos pagam mais
  5. China domina online
  6. Robots a dias

1Prada aguarda reviravolta

Há sinais de reviravolta na Prada? A casa de moda italiana acredita que sim, ainda que as vendas tenham caído na maioria dos mercados-chave no ano fiscal de 2016. Saltando o primeiro semestre, a Prada informa que o otimismo chegou com a melhor performance na segunda metade do ano, nomeadamente no seu mercado central da China continental onde o «rápido crescimento» retomou a partir do terceiro trimestre. A casa nota também que a taxa de declínio desacelerou em Hong Kong e Macau. Houve ainda um crescimento a dois dígitos na Rússia e a fraca libra britânica deu um grande impulso às vendas no Reino Unido. Em termos de produto, a Prada e a marca irmã Miu Miu relataram melhores vendas de pronto-a-vestir no segundo semestre, à margem de uma «excelente resposta do mercado» às últimas coleções de calçado e artigos de couro. A Prada aumentou também as suas perspetivas de lucro em 13% para o próximo ano fiscal, com recuperações de mercado-chave. Ressalvando que a Prada atravessava ainda uma «profunda» fase de racionalização, o CEO Patrizio Bertelli mostra-se confiante de que a «nova visão global permitirá que as marcas expressem plenamente o seu forte potencial e gerem crescimento sustentável». Isso inclui um plano ambicioso para duplicar as vendas online nos próximos três anos. As vendas do ano terminado a 31 de janeiro caíram 10%, para os 3,18 mil milhões de euros, em linha com expectativas. As vendas no retalho caíram 14%, para os 2,63 mil milhões de euros através das 620 lojas diretamente operadas. No entanto, a performance melhorou no segundo semestre e, em particular, em dezembro e janeiro, analisa a Prada. As vendas na Ásia-Pacífico caíram 12% no ano, enquanto o Japão caiu 13%, depois de cinco anos consecutivos de crescimento. A Prada atribui este último declínio a um fluxo reduzido de turistas na China, devido em parte à apreciação do iene. As vendas na Europa e nos EUA também caíram, em 5% e 12%, respetivamente, com menos turistas. O Médio Oriente registou uma queda de 10% nas receitas. As receitas do comércio grossista aumentaram 13% para 504 milhões de euros, impulsionadas pelos «resultados iniciais encorajadores» das colaborações online com a Net-a-Porter e a plataforma mytheresa.com.

2Uniqlo chega a Espanha

A gigante japonesa de vestuário casual Uniqlo vai estrear-se em Espanha com uma inauguração em Barcelona no outono de 2017, adianta a marca à EFE News. Barcelona e Madrid também deverão receber pontos de venda. A empresa-mãe, Fast Retailing, refere que Espanha será o 19.º mercado externo da Uniqlo, sexto na Europa, depois de vários anos de procura de uma morada adequada. «Queria abrir uma loja em Barcelona desde que visitei a cidade com a minha família em 1991-1992», conta o presidente da Fast Retailing, Tadashi Yanai. A loja da avenida Paseo de Gracia, de 1.730 metros quadrados, terá quatro pisos.

3Primark com frente germânica

A Primark está investida em crescer na Alemanha, com a retalhista de moda rápida a prever triplicar a sua presença na maior economia da Europa. Para isso, em dois anos, serão adicionadas mais sete lojas às atuais 22. Jason Bason, diretor financeiro da Associated British Foods, que detém a retalhista, explica que a expansão fará do país o terceiro maior mercado da Primark em espaço de venda, depois do Reino Unido e Espanha. «O negócio alemão pode ser muito maior», declara Bason à Reuters, acrescentando: «poderá ser três vezes maior do que o que temos agora». Embora as vendas comparáveis da Primark tenham caído na Alemanha nas 16 semanas até 7 de janeiro, prejudicadas por um crescimento rápido no espaço de venda, Bason espera que as vendas cresçam a um dígito num mercado de outra forma estagnado, atingindo cerca de 750 milhões de euros este ano. «O consumidor alemão adora preços baixos. O nosso ponto de preço é a derradeira atração», atesta o diretor financeiro, sublinhando que os alemães apreciam ainda a ampla gama de artigos e o ambiente de loja moderno da Primark.

4Britânicos pagam mais

Cerca de 74% dos consumidores britânicos consideram que os preços subiram no ano passado, mais 22% do que há um ano, de acordo com uma pesquisa da GfK Inflation Watch. A má notícia é que a mesma percentagem (74%) espera que os preços subam nos próximos 12 meses, um aumento de 19% em relação a janeiro de 2016. A pior notícia é que 34% esperam que os aumentos nos preços aconteçam «mais rapidamente» do que nos últimos 12 meses, três vezes mais do que os 11% que pensaram isso em janeiro de 2016. Joe Staton, da GfK, destaca que a «queda no valor da libra desde o Brexit alimentou especulações não só entre os líderes empresariais mas também entre os consumidores sobre a subida acelerada da inflação dos preços este ano». «Os consumidores já foram atingidos pelo aumento dos preços na alimentação e energia, porque a debilidade da libra esterlina está a aumentar os preços e a reduzir o poder de compra», conclui.

5China domina online

Os consumidores chineses estão mais propensos a fazer compras online do que qualquer uma das suas contrapartes globais. Na verdade, 36% dos consumidores chineses compram online pelo menos uma vez por semana, uma frequência muito superior ao resto do mundo, de acordo com uma pesquisa de 2016 feita pela International Post Corporation (IPC), com sede em Bruxelas. No seu segundo estudo anual com 24.000 entrevistados em 26 mercados da América do Norte, Ásia-Pacífico e Europa, o IPC descobriu que a China é também o mercado mais popular para consumidores de todo o mundo. Seguiram-se os EUA, com 16%, e a Alemanha e o Reino Unido empatados com 15%. As compras online na China mostraram-se mais populares entre os jovens e mulheres, enquanto as compras na Alemanha foram alavancadas por homens e idosos, segundo o estudo internacional. Sem surpresa, mercados online como a Amazon, eBay e Alibaba foram os destinos mais procurados por consumidores de quase todos os países, representando cerca de dois terços de todas as compras transfronteiriças. As quatro principais categorias de compras através de transações transfronteiras foram o vestuário e calçado (33%), eletrónica de consumo (21%), livros, música e media (14%) e saúde e beleza (13%). Analisando o valor dos itens comprados pelos consumidores transfronteiriços, a maioria tinha baixo peso e baixo valor, com 45% com peso inferior a 500 gramas e 16% com valor inferior a 10 euros. As devoluções e entregas gratuitas sobre um valor particular foram os mais importantes catalisadores das compras transfronteiriças.

6Robots a dias

Mais de 10% dos lares americanos terão um robot doméstico em 2020, segundo os novos dados da Juniper Research. A pesquisa indica que a urbanização e uma redução do tempo disponível para tarefas domésticas serão os principais motores do crescimento. Este sentimento foi introduzido na última edição da feira de eletrónica CES, na qual quase metade do mercado robótica se dedicou a essa classe de robots de consumo. Além disso, muitos dos fornecedores de grande escala, incluindo a Dyson, Samsung e a LG, apresentaram robots de limpeza, sugerindo propostas comerciais viáveis. Contudo, o relatório “Consumer Robotics: Investment, Disruptors & Future Prospects 2017-2021” prevê que o apetite do consumidor por robots sociais seja mais limitado e não ganhe força até 2021. A Juniper defende que os chamados robots de companhia, como o Jibo, Kuri e o Pepper, são «atualmente incapazes de se diferenciarem de forma significativa» dos assistentes como o Echo da Amazon e que muitos desses robots «são vendidos a um preço cinco vezes superior ao dispositivo da Amazon». Para justificar os preços, a pesquisa antecipa que o investimento em resposta emocional e o software de reconhecimento terão um impacto positivo junto dos consumidores. «Atualmente, os robots sociais são pouco mais do que dispositivos de som caros – podem parecer impressionantes, mas o seu desempenho é limitado», explica o investigador Steffen Sorrell. «A compreensão visual e auditiva, a integração de serviços e a inteligência emocional serão os principais focos do interesse do consumidor em robótica social», completa. A pesquisa observa que o envelhecimento populacional, particularmente em algumas regiões da Ásia e da América do Norte, significa que o desenvolvimento e comercialização de robots de saúde serão fulcrais.