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  1. Moda italiana de vento em popa
  2. YNAP cresce em loja
  3. Walmart combina compras
  4. Londres recebe inverno
  5. Missoni e Mytheresa correm no activewear
  6. Vestuário sofre no Reino Unido

1Moda italiana de vento em popa

As receitas da indústria da moda italiana subiram 1,9% no ano passado, superando as expectativas, e devem manter o ritmo em 2017, apesar da incerteza relacionada com a cena política nos EUA e em Inglaterra, afirmou um órgão da indústria. As vendas no sector da moda, um dos maiores do país, cresceram para os 84,1 mil milhões de euros no ano passado, acima dos 83,6 mil milhões de euros estimados em setembro passado, segundo a Camera Nazionale della Moda Italiana (CNMI). O crescimento deveu-se, sobretudo, às vendas domésticas, particularmente fortes em meados do ano passado, depois de um primeiro trimestre negativo, de acordo com um comunicado da CNMI. «Estes números, neste mercado difícil, são muito reconfortantes», considera o presidente da CNMI, Carlo Capasa. As vendas nos primeiros seis meses deste ano deverão subir 0,8%, embora a incerteza sobre a nova administração norte-americana e a decisão da Grã-Bretanha de deixar a União Europeia possam afetar as vendas externas. «A moda italiana já é altamente tributada nas suas exportações norte-americanas e esperamos que não haja cobranças adicionais sobre os nossos produtos, pois isso pode baixar as nossas vendas», nota Capasa, referindo as medidas protecionistas da administração Trump. O sector da moda italiano agrega 66 mil empresas de vestuário, acessórios, joalharia e cosmética e emprega quase 630 mil trabalhadores. Os consultores da Bain & Company informaram, em outubro passado, que esperavam que o sector de luxo tradicional crescesse entre 1% a 2% em 2017. As receitas do grupo italiano Giorgio Armani, o segundo maior do país depois da Prada, caíram 5% no ano passado e o seu fundador adiantou que 2017 continuaria complicado para o sector como um todo. A fabricante de bens de luxo Salvatore Ferragamo, por seu turno, a sexta maior empresa de moda da Itália, relatou que as vendas no ano passado subiram apenas 1% e caíram 2% em moedas constantes.

2YNAP cresce em loja

O retalhista online Yoox Net-A-Porter (YNAP, resultado da fusão entre a italiana Yoox e a rival Net-A-Porter) divulgou recentemente que as receitas subiram 17,7% no ano passado em taxas de câmbio constantes, alavancadas pelas vendas nas lojas de marcas de luxo que opera e pela força da região Ásia-Pacífico. A receita rondou os 1,87 mil milhões de euros em 2016, pouco abaixo da estimativa dos analistas da Thomson Reuters, que apontavam para os 1,88 mil milhões de euros. As vendas nas lojas online que a gigante gere para terceiros, incluindo para marcas como Armani, Moncler ou para a fabricante de calçado Jimmy Choo, subiram 24% no ano passado. O YNAP contabilizou 28,8 milhões de visitantes mensais em 2016, face aos 26,7 milhões do ano anterior. Embora o valor médio tenha caído, as encomendas totais subiram para os 8,4 milhões, comparativamente aos 7,1 milhões em 2015.

3Walmart combina compras

Pela primeira vez, o Wal-Mart vai combinar as suas compras para produtos vendidos nas lojas físicas com as compras que faz para o seu website, uma medida que visa acabar com os esforços duplicados, enquanto a retalhista consolida operações de compra para melhor lidar com a concorrência da Amazon. O movimento é parte de uma estratégia mais ampla do CEO Doug McMillon e do novo diretor de comércio eletrónico Marc Lore, para impulsionar a posição competitiva do Wal-Mart no comércio eletrónico nos EUA. Lore, que se juntou ao Wal-Mart quando a retalhista comprou a empresa que fundou, a Jet.com, no ano passado, foi incumbido de revitalizar o negócio online do Wal-Mart e introduziu já importantes mudanças, como a entrega em dois dias. O porta-voz do Wal-Mart, Lorenzo Lopez, adianta que a empresa ambiciona desenvolver «um processo mais eficiente que acelere a transição da gama completa de produtos das lojas para o portal Walmart.com». A empresa espera que a equipa de compras do Walmart.com se concentre na diversidade de produtos online, sublinha Lopez. No futuro, a equipa de compras do Wal-Mart, sediada em Bentonville, no estado norte-americano do Arkansas, colocará as encomendas da loja e da web nos fornecedores que vendem em ambas as plataformas. No novo sistema, um item disponível para venda em loja será também aprovado para venda online. A investida pretende alavancar a poderosa operação de compras do Wal-Mart em Bentonville, onde dezenas de fornecedores abriram escritórios apenas para facilitar as vendas para o Wal-Mart. A mudança ajudará também o Wal-Mart a disponibilizar online os itens das suas quase 4.600 lojas nos EUA. Nas últimas temporadas, o Wal-Mart tem tentado expandir o negócio online. A retalhista cresceu dos 8 milhões de itens no início de 2016, para mais de 20 milhões no final do ano passado – ainda assim aquém dos mais de 300 milhões artigos disponíveis na Amazon.

4Londres recebe inverno

Depois do arranque com a semana de moda da Nova Iorque, o calendário do pronto-a-vestir feminino dedicado ao outono-inverno 2017/2018 continua com Londres, que inaugura a passerelle hoje, 16 de fevereiro. A passerelle London Fashion Week estende-se durante cinco dias, com designers e marcas a sugerirem as respetivas coleções para a próxima estação fria. O desfile da Teatum Jones inicia a mostra, que acaba com as propostas da Xiao Li, no dia 21.

5Missoni e Mytheresa correm no activewear

A Missoni lançou a primeira coleção cápsula de vestuário exclusivamente para a plataforma de moda de luxo mytheresa.com. A coleção de seis peças foi inspirada por Jennifer Missoni, filha da diretora criativa da marca italiana, Angela Missoni. «Há uma tendência no vestuário ativo e como eu sentia que esta parte do guarda-roupa estava em falta na minha coleção regular, criei a coleção cápsula», explica Angela Missoni. A parceria Missoni x mytheresa.com ostenta a assinatura da casa – as riscas em cores vibrantes. Jennifer, amante de ioga, protagoniza ainda as imagens e a curta-metragem que acompanham a estreia da coleção. Fundada na década de 1950 pelo casal Ottavio e Rosita, a Missoni alcançou a fama internacional graças às suas malhas de luxo e declarações de moda arrojadas. Já a plataforma online mytheresa.com, lançada em 2006, agrega hoje mais de 220 marcas de designers internacionais. A coleção Missoni x mytheresa.com está disponível em www.mytheresa.com, com um leque de preços entre os 280 e os 670 euros.

6Vestuário sofre no Reino Unido

No mês passado, os consumidores britânicos mantiveram os cartões de crédito nas carteiras, com as despesas de janeiro a crescerem ao ritmo mais lento dos últimos três anos. Pior ainda, os gastos com vestuário caíram ao ritmo mais rápido desde abril de 2012, uma queda de 3,8% em relação ao ano anterior. Embora as compras online tenham aumentado 4,1% em relação ao ano passado, foi o crescimento mais fraco do sector em cinco meses. A despesa total dos consumidores, ajustada pela inflação, aumentou apenas 0,4% em janeiro em relação ao mesmo período do ano anterior, face aos 2,5% em dezembro. Depois de um forte agosto, logo depois do Brexit, foi a taxa de crescimento anual mais fraca em mais de três anos, segundo a Visa. O crescimento das compras continuou a ser liderado pelos hotéis, restaurantes e bares, que registaram um crescimento de 5,7% em termos homólogos, enquanto o lazer e a cultura registaram um crescimento de 3,1%. «O começo tradicional das vendas do ano fez pouco para alavancar as compras de vestuário, que sentiram a maior queda em quase cinco anos. Os retalhistas como um todo sofreram um mês dececionante, com as compras a caírem ao ritmo mais rápido em quatro anos», sublinha o diretor-geral da Visa, Kevin Jenkins.