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  1. Lojas encerram em Paris
  2. Natal anima M&S
  3. Crime cibernético atinge recordes
  4. Zalando aumenta vendas e prejuízos
  5. Retalho sul-coreano em recuperação
  6. Comércio online ganha tração na China

1Lojas encerram em Paris

Depois de terem aberto durante algumas horas no sábado de manhã, os grandes armazéns Le Printemps e as Galeries Lafayette na Boulevard Haussmann fecharam as portas o resto do dia, em consequência dos ataques terroristas de sexta-feira passada na capital francesa. Às 11h30 da manhã de sábado, o Le Printemps, muito popular entre os turistas, anunciou à agência noticiosa francesa o encerramento da loja. O grupo Galeries Lafayette, que detém a loja epónima assim como os grandes armazéns BHV no centro de Paris, também abriu as portas no sábado de manhã, mostrando um «compromisso civil» e «vontade de resistir». Contudo, de acordo com o comunicado, «o grupo foi compelido a reconsiderar a sua posição para as suas lojas parisienses durante a tarde, tendo em conta a dificuldade de manter a qualidade de serviço para os seus clientes». O grupo LVMH anunciou igualmente que as suas lojas em Paris, incluindo a Louis Vuitton, a Christian Dior, a Sephora e o Le Bon Marché, iriam permanecer fechadas o dia todo. Uma decisão semelhante foi tomada pela H&M, que não abriu as suas lojas na capital francesa no dia de sábado. «Pela segurança dos nossos funcionários e clientes, e em solidariedade para com as vítimas, decidimos não abrir as nossas lojas no sábado, em Paris e na região», indicou a retalhista sueca em comunicado. Já a Unibail Rodamco, que gere vários centros comerciais em França, encerrou o centro comercial Les Halles no centro de Paris a pedido das autoridades.

2Natal anima M&S

A Marks & Spencer tem razões para estar otimista neste período de Natal, tendo revelado que, em três dias, 200 mil pessoas se inscreveram no programa de fidelização Sparks da retalhista. Estas novas adições elevaram o número de membros do Sparks para 2 milhões de pessoas nas três semanas desde que o cartão de fidelização foi lançado, o que a retalhista espera que ajude a pôr fim ao declínio das vendas no negócio de produtos generalistas. A informação foi avançada na mesma altura em que a Marks & Spencer lançou a sua campanha publicitária para o Natal, composta por sete anúncios curtos ligados a diferentes marcos do calendário festivo, como a compra dos presentes e a preparação da ceia de Natal. A retalhista contratou Joseph Bennett, designer da exposição “Alexander McQueen: Savage Beauty”, para estruturar a campanha. Segundo Patrick Bousquet-Chavanne, diretor-executivo de marketing e negócio internacional da M&S, «os consumidores dizem-nos que experienciam o Natal como uma série de mini momentos e emoções e que cada momento conta para construir aquela sensação de uma grande ocasião. Por isso, a nossa abordagem é mais uma coletânea do que um filme épico, já que queríamos captar esse sentimento de antecipação e criar uma campanha otimista que avança ao ritmo da época e mostra como a M&S pode ajudar a tornar cada momento especial». A retalhista antecipa ainda uma procura mais forte do que nunca nas vendas online e através de dispositivos móveis, antecipando que estas últimas podem mesmo aumentar mais de 50% neste Natal. «Acreditamos que 2015 vai ser o maior Natal online de sempre no Reino Unido… Primeiro, e antes de mais, para inspiração e procura, que terá um pico em smartphones, e também para fazer as compras. Estamos a ver um crescimento inacreditável nos dispositivos móveis, que estão a deixar de estar apenas relacionados com buscas para estarem também ligados às compras», referiu Patrick Bousquet-Chavanne ao jornal The Guardian. A crescente popularidade do sistema “clique e recolha” pode levar a que as pessoas deixem as compras para mais tarde do que nunca, sustenta o diretor de marketing e negócio internacional, mas, acredita, será um Natal melhor para os retalhistas do que no ano passado. Bousquet-Chavanne sugere ainda que haverá três ou quatro dias em que é provável que os visitantes online ultrapassem os 200 milhões, incluindo os dias entre a Black Friday (27 de novembro) e a Cyber Monday (30 de novembro).

3Crime cibernético atinge recordes

O cibercrime deverá atingir números recorde durante esta época festiva, com 45 milhões de ataques online já registados só nos últimos três meses. Os retalhistas britânicos podem perder milhões de libras para a fraude online neste Natal, segundo os dados avançados por uma organização anti-cibercrime ao jornal The Telegraph. Nos últimos 90 dias, o autenticador de transações ThreatMetrix detetou 45 milhões de tentativas de ataques a retalhistas online, um aumento de 25% face ao trimestre anterior. E o período de Natal deverá trazer mais tentativas de ataque do que nunca. Em especial, a Black Friday e a Cyber Monday deverão ser «um alvo particular» para os criminosos online. O ano passado, a empresa registou 11,4 milhões de tentativas de transações fraudulentas no período de compras do Natal e este ano antecipa que o número de tentativas deverá duplicar. O novo estudo dá conta que os hackers estão a usar múltiplos pontos de dados para terem acesso aos websites, incluindo criação de contas, transações de pagamentos e o acesso às contas. Embora só no retalho tenha havido 45 milhões de tentativas de ataque, incluindo outras indústrias, como serviços financeiros, faz com que esse número ultrapasse os 90 milhões.

4Zalando aumenta vendas e prejuízos

A retalhista alemã online Zalando registou um aumento das vendas, mas os prejuízos registaram igualmente um crescimento, devido aos custos mais elevados com marketing e cumprimento de encomendas. O prejuízo atingiu 28,5 milhões de euros no período de três meses terminado a 30 de setembro, em comparação com 0,5 milhões de euros no mesmo período do ano passado. O volume de negócios do trimestre subiu 42,2%, para 713,1 milhões de euros, graças ao lançamento de novas marcas e à redução do tempo de entrega das encomendas. A retalhista online, que emprega cerca de 10 mil pessoas, espera agora atingir um volume de negócios próximo dos 3 mil milhões de euros na totalidade do ano. Rubin Ritter, co-CEO da Zalando, revelou que «o aumento do crescimento está a ser impulsionado por números muito fortes de consumidores, por isso estamos claramente a fazer os investimentos certos. Estamos confiantes que vamos conseguir uma combinação única de crescimento rápido e rentabilidade para o ano completo, que também é o caminho certo para avançarmos». A retalhista acredita que a continuação de contratação de pessoas e de iniciativas com plataformas associadas, em combinação com a expansão da rede de envio de encomendas, vai apoiar a trajetória de crescimento da retalhista no futuro.

5Retalho sul-coreano em recuperação

As vendas nos grandes armazéns e lojas discount da Coreia do Sul subiram em outubro, após a retoma iniciada no mês anterior, numa altura em que a política governamental continua a estimular o consumo interno. As vendas combinadas nos principais grandes armazéns, incluindo o Hyundai, Lotte e Shinsegae, aumentaram 17,4% em termos anuais, enquanto as vendas nas principais cadeias de lojas discount cresceram 1,6%, segundo os números provisórios do Ministério das Finanças do país. O governo sul-coreano lançou recentemente um corte dos impostos sobre o consumo e uma série de campanhas de vendas direcionadas aos retalhistas para impulsionar as compras. Setembro marcou uma retoma nas vendas de grandes armazéns e lojas discount na Coreia do Sul, depois de um verão marcado pelo abrandamento do consumo tanto de locais como de turistas, que caiu devido ao surto de Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS).

6Comércio online ganha tração na China

As vendas online na China não estão a dar sinais de abrandamento e até 2020 vão crescer 22% em comparação com 2014, para 10 biliões de yuans (1,46 biliões de euros), impulsionadas em grande parte pelas compras business-to-consumer e pelo comércio através de dispositivos móveis. A penetração do comércio eletrónico no país atingiu um valor recorde de 11%, de acordo com um estudo da consultora Bain & Company e da plataforma de comércio eletrónico Alibaba, e a preferência dos consumidores está a incidir sobre produtos de qualidade e serviços pós-venda, numa altura em que o mercado de comércio online se torna mais competitivo. Embora o espaço online da China tenha começado por ser dominado por mercados consumer-to-consumer como o Taobao, direcionados para consumidores atentos aos preços, o estudo aponta uma mudança para o que classifica de «internet de marcas», com a quota de produtos de marca a crescer para 65% de todos os produtos disponíveis online em 2014. As marcas emergentes que transacionam apenas online estão igualmente impulsionar grande parte do crescimento do comércio online da China, tendo ganho 10% de quota no valor bruto dos produtos à venda no Alibaba. Weiwen Han, partner na área de retalho e produtos de consumo da Bain na China, considera que esta é uma chamada de atenção para as principais marcas de que a sua anterior vantagem em tamanho e escala está a tornar-se menos eficaz no mundo digital. «As empresas têm de definir os seus modelos de operações no mundo digital – o que significa ser digital para o I&D, marketing da cadeia de aprovisionamento e CRM», aponta Han. «Depois, têm de se assegurar que têm a correta estrutura e infraestrutura organizada em funcionamento», afirma.