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  1. Olmac implementa ERP com a myPartner
  2. Moda de olhos em Milão
  3. Wal-Mart soma visitas e vendas
  4. Londres lidera retalho de luxo
  5. Wearables crescem a ritmo lento
  6. Swimwear de Phelps presente nos Jogos Olímpicos

1Olmac implementa ERP com a myPartner

A empresa familiar de confeção Olmac, especialista na produção em private label, que emprega mais de 100 pessoas, implementou o software de gestão (ERP) Microsoft Dynamics NAV com a myPartner, complementado pelo Add-on Pebblestone Fashion. De acordo com o comunicado enviado pela myPartner, «com esta escolha a Olmac irá usufruir de funcionalidades que são transversais ao seu negócio (financeira, recursos humanos, compras, vendas e stocks) e funcionalidades específicas para o sector da moda, como por exemplo, os módulos de desenvolvimento de produto (PDM), orçamentação, gestão do corte e subcontratação». A empresa de sistemas de informação – que tem escritórios em Lisboa e no Porto – adiantou ainda que serão também «implementados os módulos de informação de gestão e gestão avançada de armazéns (receção, picking e expedição em equipamentos móveis). A infraestrutura ficará sediada na Cloud, através da plataforma de serviços integrados Microsoft Azure.

2Moda de olhos em Milão

Depois de Nova Iorque e Londres, os olhares das fashionistas voltam-se para Milão, para ver as coleções para o outono-inverno 2017/2018 de alguns dos nomes grandes da indústria da moda, como Giorgio Armani, Gucci, Versace, Fendi, Emilio Pucci e Prada. Para além das propostas de senhora, algumas marcas prometem também revelar as coleções de homem e várias já preveem a chegada imediata às lojas dos designs revelados na passerelle. A Milano Moda Donna começou ontem com a apresentação das coleções de marcas como a Gucci, Alberta Ferretti e Fausto Puglisi e termina na próxima segunda-feira, 27 de fevereiro, com Daizy Shely, precedida pelos desfiles de Ricostru, Giorgio Armani, Alberto Zambelli e Mila Schön.

3Wal-Mart soma visitas e vendas

O Wal-Mart Stores revelou vendas mais altas do que o esperado nos EUA, ajudado por mais visitas dos consumidores às suas lojas e a um aumento da atividade online. As vendas comparáveis nos EUA, excluindo flutuações do preço dos combustíveis, aumentaram 1,8% no quarto trimestre terminado a 31 de janeiro. Os analistas antecipavam, em média, um crescimento de 1,3%, de acordo com a empresa de pesquisa Consensus Metrix. O diretor financeiro, Brett Biggs, afirmou que as vendas comparáveis aumentaram em todos os formatos de loja graças a uma melhoria consistente nas lojas, forte crescimento no comércio eletrónico e uma maior contribuição do negócio online de mercearia. «Registamos nove trimestres consecutivos de crescimento do tráfego nas nossas lojas», apontou Biggs em comunicado. «Claramente estamos a ganhar tração», acrescentou. As visitas a lojas nos EUA subiram 1,4%, em comparação com um aumento de 0,7% registado um ano antes. O lucro líquido caiu para 3,76 mil milhões de dólares (cerca de 3,57 mil milhões de euros) no quatro trimestre, em comparação com 4,57 mil milhões de dólares, refletindo o impacto da descontinuação de projetos imobiliários e compensações. O volume de negócios subiu 1%, para 130,9 mil milhões de dólares – excluindo efeitos cambiais, este valor ascende a 133,6 mil milhões de dólares. As vendas online aumentaram 29%, acelerando em comparação com o trimestre anterior.

4Londres lidera retalho de luxo

Londres assumiu a liderança do ranking de abertura de novas lojas de luxo em 2016, segundo o estudo Savills Global Luxury Retail. A capital britânica registou a abertura de 41 novas lojas de luxo durante o ano passado, com 15 dessas a representar estreias. Um valor mais alto do que as 36 em Paris, 31 em Nova Iorque e no Dubai, 25 em Hong Kong e 24 em Milão. O estudo avança que Londres tem sido consistentemente a cidade mais visitada no mundo por turistas internacionais, «tornando-a num importante mercado de retalho de luxo, já que aproximadamente um terço deste tipo de gasto tem lugar no estrangeiro». Para as marcas de luxo europeias, Londres é um marco importante antes de se expandirem para os EUA, enquanto que para as marcas americanas é uma porta de entrada para a Europa, tanto em termos geográficos como em termos de perfil de marca. Vários retalhistas europeus e dos EUA abriram novas lojas em Londres em 2016, incluindo a Moncler, a de Grisogono e a Valextra. Para o futuro, as previsões da Organização Mundial do Turismo sugerem que a chegada de turistas internacionais vai duplicar para cerca de 1,8 mil milhões em todo o mundo em 2030, graças a um aumento das viagens low cost e a rápida expansão da classe média em economias emergentes, indica o estudo. A Europa vai continuar a ser o maior mercado de turistas, com uma quota de 41% até 2030 e as suas cidades de referência, como Londres, irão ser os principais destinos para o crescente fluxo de turistas. Os destinos preferidos pelos chineses, que compram cerca de 40% dos seus bens de luxo no estrangeiro, são altamente atrativos para os retalhistas de luxo. A atratividade de Londres por marcas de luxo tem sido melhorada pela crescente popularidade entre os visitantes chineses, com os números a aumentarem 69% em 2015, de acordo com o gabinete de estatística do Reino Unido. A recente desvalorização da libra, que deu uma espécie de desconto imediato para muitos consumidores estrangeiros, deu ao consumo de luxo em Londres mais um impulso, afirma a Savills. Marie Hickey, diretora de pesquisa comercial na Savills, indica que «uma proporção significativa de bens de luxo é agora adquirida fora do mercado de origem do consumidor, sobretudo no que diz respeito aos consumidores chineses, reforçando a importância das cidades turísticas. Isto foi visível em 2016, quando todos os principais destinos mundiais de retalho registaram a abertura de mais de 20 lojas de marcas de luxo».

5Wearables crescem a ritmo lento

Cerca de 15,6% dos consumidores americanos tinham um smartwatch ou uma pulseira de fitness em dezembro de 2016, de acordo com os números do Kantar Worldpanel ComTech, o que representa um aumento em comparação com 14,8% em setembro do ano passado. Embora a adoção na categoria smartwatch continue baixa nos EUA, em 4,2%, o país ainda fica à frente dos quatro maiores mercados europeus. No Reino Unido, Alemanha, França e Itália, a penetração dos wearables é de apenas 9,2%, com os relógios inteligentes com apenas 3,8%. «As pulseiras de fitness continuam a vender mais do que os smartwatches mais avançados», afirma Lauren Guenveur, diretora de análise de consumo do Kantar Worldpanel ComTech. «No quarto trimestre de 2016, apenas 35% dos wearables comprados nos EUA eram smartwatches, uma queda em comparação com 40% no terceiro trimestre. A Apple foi a marca que vendeu mais smartwatches, com uma quota de mercado de 50% em comparação com 24% no terceiro trimestre. O concorrente mais próximo foi a Samsung, com 17,4%, enquanto o resto do mercado ficou fragmentado entre fornecedores mais pequenos», acrescenta. Na categoria de pulseiras de fitness, a Fitbit continua a liderar as vendas nos EUA, com uma quota de 75%, seguida da Garmin, com 12,5% de quota. Nos quatro maiores mercados europeus, os smartwatches representaram 38% das vendas de wearables no quatro trimestre, com uma maior penetração no Reino Unido, onde as vendas de relógios inteligentes representaram uma quota de 45%. Já França regista a menor penetração de smartwatches, com 70% dos que compraram um wearable a preferir uma pulseira de fitness. A Apple foi a marca líder em smartwatches (37%) e a Fitbit reuniu uma quota de 50% das vendas de pulseiras de fitness. Os wearables não têm crescido tanto como o esperado no passado, com apenas 8% dos inquiridos que não têm um wearable nos EUA a afirmar a intenção de fazer uma compra nos próximos 12 meses, enquanto 76% não pretende comprar. Nos quatro principais mercados europeus, a intenção de compra regista-se entre 12,1% dos inquiridos. Este baixo nível de interesse tem levado algumas empresas a abandonarem o sector, com a Moto by Lenovo e a Microsoft a anunciarem no final do ano passado que iriam deixar de produzir wearables.

6Swimwear de Phelps presente nos Jogos Olímpicos

Michael Phelps vai marcar presença nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, mas não como nadador. O recordista olímpico, que anunciou a sua saída de competição depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano passado, vai vender a sua própria marca de fatos de banho, realizada em parceria com a Aqua Sphere, nas olimpíadas da capital japonesa. «Tornou-se uma paixão na qual investi muito tempo e energia», afirmou Phelps no lançamento da coleção em Paris. «Gosto de estar perto do desporto e da natação. Vai ser assim para o resto da minha vida e eu adoro isso», acrescentou. Nos Jogos Olímpicos de 2016, Phelps levou para casa cinco medalhas de ouro e vestiu as suas próprias criações. «Estava mais confiante a nadar a usar o meu próprio equipamento», explicou. Phelps tinha inicialmente ponderado afastar-se da competição depois dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, onde ganhou seis medalhas incluindo duas medalhas de ouro. Mas dois anos depois voltou. Phelps revelou que alguns nadadores australianos mostraram interesse nos seus designs em 2016, mas não os podiam usar nos Jogos Olímpicos devido a outros acordos de patrocínio.