Início Breves

Breves

  1. Atores de “Moonlight” dão a cara pela Calvin Klein
  2. Espelho meu, há alguém mais belo do que eu?
  3. Beckham, Kors e Hilfiger dominam cliques
  4. China lidera importações dos EUA
  5. Emma Watson promove moda ética
  6. Cor do cabelo reage à temperatura

1Atores de “Moonlight” dão a cara pela Calvin Klein

A Calvin Klein não perdeu tempo e depois da vitória nos Óscares de “Moonlight” para melhor filme, na madrugada de domingo, lançou imediatamente a sua nova campanha publicitária de roupa interior precisamente com os atores do filme. A campanha conta com Mahershala Ali, que também venceu o Óscar para Melhor Ator Secundário pelo seu papel como Juan no filme de Barry Jenkins e os três atores principais, que interpretaram a personagem Chiron, em idades diferentes: Alex Hibbert, Ashton Sanders e Trevante Rhodes. A campanha é mais um indicador de como o novo diretor criativo da Calvin Klein, Raf Simons, está a gerir o legado pop-cultural desde que assumiu o cargo em agosto. Simons é um bem conhecido amante de arte que usou a pop art como enquadramento para a sua primeira campanha da Calvin Klein Jeans no início de fevereiro e apresentou uma visão americana da Calvin Klein na Semana de Moda de Nova Iorque. A página dedicada à nova campanha no website da Calvin Klein também inclui entrevistas com todos os atores. Mahershala Ali fala de «trabalhar 16 anos para ser uma sensação do dia para a noite». Trevante Rhodes é um ex-atleta que mantém o ritmo dos treinos. Ashton Sanders, com apenas 21 anos, conhece bem a moda. «Conheci o Raf e quase desmaiei», afirma. «Sou fã dele desde que estava no 10.º ano», acrescenta. No entanto, Alex Hibbert, de apenas 12 anos, garante que entre os atores, quem tem mais estilo «sou eu».

2Espelho meu, há alguém mais belo do que eu?

Desde que o comércio eletrónico começou a ameaçar o retalho tradicional na última década, os retalhistas têm-se esforçado para fazer com que os seus pontos de venda físicos funcionem mais como a web. No entanto, muitas das iniciativas falharam e os rivais online levaram a melhor. Os esforços recentes estão muito distantes dos consumidores do ponto de vista da tecnologia e, por isso, não têm tido aceitação, acredita Brendan Witcher, especialista em estratégias de retalho na Forrester. Além disso, a maioria fez muito pouco para melhorar a experiência real de compras. A Oak Labs, uma startup fundada em 2015 por ex-executivos do eBay, ambiciona corrigir os erros do retalho tradicional. A empresa sediada em São Francisco está a começar pelos provadores. Porquê? Os consumidores que passam pelos provadores ficam quase sete vezes mais propensos a comprar do que aqueles que simplesmente passeiam pela loja, de acordo com uma pesquisa da Alert Tech. O primeiro produto da Oak Labs é um espelho que pode oferecer a seguinte experiência: uma cliente entra com uns jeans e uma blusa nos provadores. Entretanto, um conjunto de sensores lê as etiquetas das peças e mostra os itens num ecrã sensível ao toque incorporado no espelho. Um mecanismo de recomendações sugere então peças complementares, como um par de sapatos e um cinto. A cliente pode ainda escolher um idioma diferente do inglês e ajustar a iluminação. Se um artigo não servir ou a cor não for a correta, a cliente toca no espelho, movimento que aciona um pedido nos dispositivos móveis dos funcionários de loja. A tecnologia não tem o objetivo de substituir os vendedores, ressalva Healey Cypher, CEO e cofundador da Oak Labs. «Queremos simplificar o seu trabalho, torná-los mais eficazes», explica. Os retalhistas podem adquirir um espelho da Oak Labs por 25 mil dólares (aproximadamente 23,55 mil euros) e pagar uma licença mensal pelo software. Podem também assinar um contrato de cinco anos e pagar entre 7 mil e 9 mil dólares por ano. Os espelhos já estão a ser testados em retalhistas de luxo como a Ralph Lauren e a Rebecca Minkoff. Os primeiros resultados mostram que as clientes compram mais e passam menos tempo nos provadores, revela Cypher. Se um item não estiver disponível, a cliente pode ainda aceder ao website do revendedor com alguns toques no espelho, comprá-lo e esperar que o artigo chegue à porta de sua casa.

3Beckham, Kors e Hilfiger dominam cliques

Na mais recente semana de moda de Nova Iorque, as marcas Victoria Beckham, Michael Kors e Tommy Hilfiger conquistaram os três primeiros lugares em interações digitais com os respetivos desfiles, de acordo com a pesquisa da ListenFirst Media. Para chegar a estas conclusões, a ListenFirst acompanhou as interações digitais nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, Tumblr, Wikipedia e Google+ nos dias dos desfiles de cada uma das marcas. A Victoria Beckham, que desfilou a 12 de fevereiro, ficou em primeiro lugar com 1,5 milhões de interações naquele dia. O sucesso do desfile da Beckham nas redes sociais é atribuído à sua estratégia de conteúdo – a marca publicou mais conteúdo a 12 de fevereiro do que qualquer outra durante a Semana de Moda de Nova Iorque, tendo as publicações mais populares no Facebook, Instagram e Twitter naquele dia, segundo a ListenFirst. A Michael Kors, que apresentou a sua coleção nos Spring Studios a 15 de fevereiro, ficou em segundo lugar, com aproximadamente 967 mil interações digitais. Ainda que 90% dessas interações tenham sido geradas no Instagram, a marca dominou vários canais naquele dia, garantindo 21% de todas as interações geradas pelas marcas que desfilaram no dia 15 de fevereiro e publicando os conteúdos mais interessantes daquele dia da semana de moda de Nova Iorque no Facebook, Twitter e YouTube. O conteúdo eficaz da Michael Kors incluiu fotografias de bastidores e com celebridades e modelos e transmissões ao vivo nos media sociais. O sucesso da marca foi ainda impulsionado pela primeira fila do desfile, que contou com nomes como Blake Lively, Amanda Peet, Emily Ratajkowski, Jourdan Dunn e Harley Viera-Newton. A Tommy Hilfiger, que ficou em terceiro lugar com aproximadamente 840 mil interações, levou o seu desfile alinhado com o modelo “ver agora/comprar agora” para Los Angeles, onde apresentou a segunda coleção Tommy x Gigi, fruto da colaboração com a modelo Gigi Hadid.

4China lidera importações dos EUA

Os números mais recentes do gabinete de têxteis e vestuário do Departamento de Comércio dos EUA mostra que os preços do vestuário na China desceram 7,4%, para um valor médio de 2,49 dólares por equivalente a metro quadrado (SME) em 2016, em comparação com 2,69 dólares por SME em 2010. Isto faz da China o único país entre os 10 maiores fornecedores dos EUA a registar uma queda nos preços médios nos últimos seis anos. A China continua a ser o maior fornecedor de vestuário dos EUA, representando 41,5% do total, ajudada pelo tamanho da sua base de fornecedores, capacidade, variedade de produtos e verticalidade da cadeia de aprovisionamento. Os preços da China continuam a ser mais baixos do que os do segundo maior fornecedor dos EUA, o Vietname, que atingiram 3,22 dólares por SME no ano passado, o que representa um aumento de 4,5% em comparação com 2010. Já o Bangladesh, o terceiro maior fornecedor, registou uma subida de 15,9% dos preços, de 2,45 dólares para 2,84 dólares por SME, nos últimos seis anos, enquanto no Camboja os preços aumentaram ligeiramente, de 2,35 dólares em 2010 para 2,37 dólares por SME em 2016, e na Índia a subida foi de 9,1%, de 3,20 dólares para 3,49 dólares. Nas Honduras sentiu-se o maior aumento dos preços (+24,2%), passando de 1,90 dólares por SME em 2010 para 2,36 dólares no ano passado, seguindo-se o El Salvador, que viu os preços passarem de 2 dólares para 2,35 dólares em 2016. Os números revelam que os envios de vestuário a partir do México foram os mais caros entre os 10 principais fornecedores dos EUA, com um valor de 3,87 dólares por SME, seguido pela Indonésia, com 3,71 dólares por SME.

5Emma Watson promove moda ética

Considerada a mulher do ano pela revista Elle britânica, a atriz Emma Watson – protagonista do aguardado remake do filme “A Bela e o Monstro” e conhecida pelo seu envolvimento em causas sociais – acaba de criar uma nova conta na rede social Instagram, a que chamou The Press Tour, na qual pretende unir moda ética e representação, divulgando pormenores da sua digressão promocional do filme da Disney. Considerando a sua postura ativista, a atriz britânica, que neste momento tem apenas três fotografias publicadas na nova conta, faz acompanhar as imagens partilhadas de legendas onde aproveita para defender a sua posição amiga do ambiente no que ao vestuário diz respeito. Watson e a sua stylist, Rebecca Corbin-Murray, têm sido vocais na defesa da moda ética e sustentável – lembre-se que, na última gala do Met, em maio de 2016, Emma Watson decidiu levar o tema do evento, “Manus x Machina: Fashion in an Age of Technology”, para outro nível, lembrando o papel desempenhado pela tecnologia na preservação do meio ambiente. Watson usou um conjunto de cinco peças, assinado pela Calvin Klein, produzido a partir de garrafas de plástico recicladas. Desenvolvido em parceria com a ONG Ecoage, o coordenado era composto por três tecidos. Mais recentemente, na conta The Press Tour, a atriz publicou uma fotografia sua com um casaco assinado por Stella McCartney, ressalvando a importância da designer britânica na luta contra o uso de peles e pelos e na defesa de materiais orgânicos e sustentáveis.

6Cor do cabelo reage à temperatura

Num dia frio ou com o ar condicionado do escritório alto, pode ter-se um cabelo preto. Se a temperatura subir ou a pessoa corar, o resultado pode ser uma cabeleira vermelha. Esta é a proposta da coloração de cabelo recentemente apresentada pelo estúdio de design inglês The Unseen, à margem da semana de moda Londres: mudar a cor dos fios de cabelo em função da temperatura do corpo ou do ambiente circundante. Segundo a empresa fundada pela designer e química Lauren Bowker, a coloração funciona como outra qualquer: resiste a algumas lavagens e não danifica o cabelo. Há algumas versões já prontas e testadas: a que vai do preto ao vermelho, outra que passa do azul ao branco e uma terceira que varia entre o preto e o amarelo. No entanto, o produto ainda não está disponível no mercado, sendo que a ideia é conseguir uma parceria com uma grande empresa de cosmética para chegar ao grande público. «[A cor do cabelo] vai mudar se a pessoa ficar envergonhada ou se estiver alguém na sala de quem gosta», explica Bowker à Fast Company. Lauren Bowker recorreu à mesma ciência das Hypercolor T-shirts, peças favoritas da década de 1990, para desenvolver os corantes. A ciência da coloração de cabelo resume-se a uma molécula de carbono complexa, que sofre uma reação química reversível consigo mesma. A equipa de cientistas de Bowker manipulou as ligações químicas nos corantes e o resultado é uma molécula com uma absorção ligeiramente diferente da luz. Embora o corante contenha alguns ingredientes tóxicos, como todos os corantes capilares, o laboratório teve o cuidado de reduzi-los e utilizou polímeros para garantir que não irrite o couro cabeludo. Para comprovar a eficácia da novidade, o plano da The Unseen é fazer transmissões ao vivo na rede social Instagram, uma vez que, com os vídeos promocionais, muitos consumidores pensaram tratar-se de um efeito de computador.