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Breves

  1. Zona Euro mais confiante
  2. Agent Provocateur tem outro interessado
  3. Victoria’s Secret perde brilho
  4. Uniqlo prepara entrada na Índia em 2018
  5. Conteúdo promove vendas online
  6. Tom Ford lança roupa interior para homem

1Zona Euro mais confiante

A confiança na Zona Euro melhorou como o esperado em fevereiro, de acordo com os resultados do estudo da Comissão Europeia. O índice de sentimento económico subiu marginalmente para 108,0 em fevereiro, em comparação com 107,9 em janeiro, em linha com as expectativas dos analistas. O aumento ligeiro da confiança ficou a dever-se a uma subida do sentimento na indústria (1,3 em comparação com 0,8 em janeiro), serviços (13,8 face a 12,8) e construção (de -12,9 em janeiro para -10,3 em fevereiro), por um lado, contrabalançada por uma queda da confiança dos consumidores (-6,2 em comparação com -4,8 em janeiro) e do retalho (1,9 face a 2,3 no mês anterior).

2Agent Provocateur tem outro interessado

O presidente do conselho de administração da Sports Direct, Mike Ashley, espera somar a Agent Provocateur ao seu vasto portefólio de marcas, depois de apresentar uma oferta de 27,5 milhões de libras (32,14 milhões de euros) pela cadeia de lingerie de gama alta. O empresário, contudo, enfrenta uma forte concorrência das empresas de private equity Lion Capital e Terra Firma Capital Partners, que também fizeram propostas. A gigante francesa do retalho de vestuário de senhora e lingerie Etam e um outro interessado mantido até agora no anonimato estarão igualmente na corrida. Contudo, fontes da indústria afirmaram ao The Times que a Lion Capital estará mais bem posicionada, seguida da Terra Firma. O negócio está a ser vendido pela 3i, que comprou uma quota de 80% no negócio de lingerie há uma década por valor estimado de 600 milhões de libras e desde então investiu mais no negócio. A decisão sobre a oferta preferida deverá ser tomada em breve pela 3i em conjunto com os seus consultores na Rothschild. O The Times indica que, se for bem sucedido, Mike Ashley pretende manter as lojas abertas ao mesmo tempo que vende a lingerie da Agent Provocateur nas lojas de moda USC da Sports Direct. O negócio fará parte de uma jogada para se posicionar num segmento de mercado mais alto. A Agent Proocateur tem 11 lojas no Reino Unido, incluindo concessões no Harrods e no Selfridges em Londres, Manchester e Birmingham, de um total de cerca de 100 pontos de venda em 13 países.

3Victoria’s Secret perde brilho

A Victoria’s Secret parece estar a perder algum brilho, com as mais recentes previsões da empresa-mãe, a L Brands, a não entusiasmar os analistas e investidores, numa altura em que as ações já perderam quase um terço do seu valor nos últimos 12 meses. Em fevereiro, a Victoria’s Secret registou uma queda de 20% nas comparações, depois de ter registado uma quebra de 4% no quarto trimestre, em comparação com um aumento de 7% no mesmo período do ano anterior. A estratégia de deixar de lado o vestuário e o swimwear para se focar apenas na lingerie está a começar agora a sentir-se e deverá prejudicar as comparações nos próximos meses, daí uma previsão de lucro inferior à esperada. No quarto trimestre, o lucro da L Brands desceu 0,7%, para 631,7 milhões de dólares (cerca de 600 milhões de euros), embora o lucro por ação tenha subido de 2,15 dólares para 2,18 dólares. As vendas nos três meses terminados a 28 de janeiro aumentaram 2,1%, para 4,49 mil milhões de dólares. As vendas comparáveis permaneceram estáveis no geral, com a queda de 4% na Victoria’s Secret a ser compensada por um aumento de 11% na marca mais pequena Bath & Body Works. Para o ano completo, o lucro da L Brands desceu 7,5%, para 1,16 mil milhões de dólares ou 3,98 dólares por ação, com um aumento de 3,5% das vendas, para 12,57 mil milhões de dólares. A L Brands antecipa que os ganhos para o ano variem entre 3,05 e 3,35 dólares, abaixo dos 3,61 dólares que os analistas esperavam. As previsões, que desapontaram o mercado, foram atribuídas aos custos de investimento na China e em imobiliário tanto na Victoria’s Secret como na Bath & Body Works.

4Uniqlo prepara entrada na Índia em 2018

A gigante japonesa Uniqlo vai entrar no mercado indiano a solo e começou as negociações com os promotores de centros comerciais em grandes cidades para abrir lojas no próximo ano, segundo revelaram duas fontes ao The Economic Times. A Uniqlo, que estava em conversações com a Arvind Brands para uma possível joint-venture, decidiu criar uma subsidiária própria, indica a notícia. «Estamos em negociações com a Uniqlo sobre a possibilidade de abrir uma loja no nosso centro comercial… A empresa está a tentar entrar no mercado até 2018», revelou um promotor que pediu para não ser identificado. Um outro executivo de topo de um centro comercial conhecido indicou que um grupo de executivos da Uniqlo do Japão esteve no país no final de dezembro em reuniões com grandes centros comerciais em Deli e Bombaim. «A sua estratégia é entrarem sozinhos», confirmou a pessoa. A Uniqlo, contudo, ainda não fez qualquer comentário.

5Conteúdo promove vendas online

A maior parte dos consumidores (92%) vai visitar um website de uma marca pela primeira vez por outras razões que não fazer uma compra, de acordo com um estudo publicado pela Episerver. Dos consumidores que visitam um site pela primeira vez, 45% procuram um novo produto ou serviço, um quarto compara preços ou outras variáveis e mais de um em cada 10 procura detalhes das lojas. O inquérito a mais de 1.100 consumidores aponta para a importância de conteúdo relevante e atrativo ao longo do processo de compra, já que a maioria das interações com o website da marca não acaba em conversão. Com efeito, um terço dos consumidores que visitam um website ou uma app móvel da marca com a intenção explícita de fazer uma compra raramente ou nunca completam a compra. E 98% dos consumidores foram dissuadidos de concluir a compra devido a conteúdo incompleto ou incorreto no website da marca, sublinhando a necessidade de conteúdo descritivo e preciso. «O conteúdo que os consumidores veem e as experiências que têm enquanto interagem com uma marca online são cruciais para moldar o seu comportamento de compra», afirma James Norwood, diretor de marketing e vice-presidente executivo de estratégia na Episerver. «Embora nem todos os consumidores que visitam um site o façam para fazer uma compra, as marcas têm de considerar como as experiências nos seus websites – da navegação ao pagamento – apoiam o envolvimento», acrescenta. O estudo realça ainda a cada vez maior importância do comércio eletrónico na vida das pessoas, com dois terços de todos os consumidores a responderem que planeiam fazer mais compras online em 2017 do que em 2016. E 91% dos consumidores mais frequentes também esperam aumentar o seu consumo online, sublinhando a importância de ter uma experiência online sem dificuldades. «O que os consumidores veem num website ou numa app e a forma como isso lhes é entregue pode ser determinante na decisão final de fazer uma compra», aponta Ed Kennedy, diretor sénior de comércio na Episerver. «Os consumidores esperam que o conteúdo que lhes é mostrado seja relevante, preciso e, cada vez mais, customizado para as suas preferências e localização. Para concorrer em 2017, um conteúdo forte já não é negociável», sublinha.

6Tom Ford lança roupa interior para homem

Tom Ford está a expandir a sua linha de moda, beleza e acessórios com o lançamento de roupa interior para homem. A notícia surgiu pouco tempo depois do designer anunciar os seus planos para entrar no sector dos relógios de luxo. Embora os detalhes sejam ainda escassos, o portal WWD afirma que a linha de roupa interior será lançada inicialmente para homem, em parceria com a empresa italiana Albisetti International. As peças serão vendidas nas lojas Tom Ford e em tomford.com, assim como em grandes armazéns e parceiros online selecionados.