Início Breves

Breves

  1. Chineses compram Aquascutum
  2. Adidas quer recorde na maratona
  3. Trabalhadores têxteis alemães ganham aumentos
  4. Zalando com os olhos postos no crescimento
  5. Retalho com menos espaço
  6. IWTO lança diretrizes para a lã

1Chineses compram Aquascutum

A YGM Trading assinou um acordo para a venda da marca de origem britânica Aquascutum à empresa chinesa de têxteis Shandong Ruyi Technology Group, num acordo avaliado em 117 milhões de dólares (cerca de 111 milhões de euros). O Ruyi Group, a holding da Shandong Ruyi Technology Group, é líder na produção de têxteis na China, detendo toda a cadeia produtiva, desde o cultivo de matérias-primas ao processamento de têxteis, design e retalho de vestuário. De acordo com a Reuters, a YGM Trading estima um ganho de 288,4 milhões de dólares de Hong Kong (aproximadamente 35 milhões de euros) com a venda, com os lucros a deverem ser aplicados na diversificação do seu portefólio de marcas. No ano passado, a Shandong Ruyi, que tem sede em Jining, comprou uma quota maioritária no SMCP Group, que opera as marcas francesas Sandro, Maje e Claudie Pierlot. Já o Shandong Ruyi Science & Technology Group investiu em tecnologia de corte automático da Lectra para atualizar e otimizar as suas salas de corte como parte do compromisso de ter uma fábrica completamente automatizada.

2Adidas quer recorde na maratona

A Adidas revelou o primeiro passo no seu ambicioso programa Sub2 – uns ténis para correr a maratona que afirma serem revolucionários, pensados para levar os atletas a reduzir o seu tempo para menos de duas horas. Os Adidas Adizero Sub2 são o resultado de uma investigação e testes extensivos e incluem «uma forma leve e extremamente rápida», marcando o início da inovação Boost Light, a espuma mais leve de sempre da marca. A parte de cima dos ténis é feita com uma única camada de tecido ultraleve, com uma rede igualmente mais leve com reforços internos, para criar o que a gigante alemã afirma ser o melhor apoio, conforto e adequação para corrida em estrada. Uma sola exterior Continental Microweb dá o máximo de aderência para assegurar que não é desperdiçada energia com possíveis escorregadelas. «A Adidas Adizero Sub2 é um marco significativo no programa Sub2 da marca e é central para o futuro da corrida na Adidas», explica André Maestrini, diretor-geral da Adidas Running. «Na altura da Maratona de Londres em 2012 começamos a pensar no Sub2 como um conceito e no papel da Adidas em atingir o que era considerado impossível. Começámos a criar uns ténis que pudessem permitir isto», afirma. O objetivo da marca é fazer os ténis de corrida longa mais rápidos através de ganhos marginais durante os mais de 20 mil passos necessários para concluir uma maratona. De acordo com a empresa, uma investigação independente mostrou que a Boost pode dar uma melhoria de 1% na economia de corrida – graças a uma redução do peso de 100 gramas – enquanto a sola de borracha Continental dá mais aderência e escorrega menos, significando que os atletas só correm o que precisam. Os ténis Adidas Adizero Sub2, que se estrearam na Maratona de Tóquio no último fim de semana de fevereiro, estarão disponíveis mais para o final do ano.

3Trabalhadores têxteis alemães ganham aumentos

O sindicato alemão IG Metall conseguiu um aumento de 4,4% para 100 mil trabalhadores na indústria têxtil e vestuário na Alemanha Ocidental. O acordo, negociado entre o IG Metall e os patrões, prevê um aumento de 2,7% até agosto e mais 1,7% até setembro de 2018. Os trabalhadores vão ainda receber um total de 320 euros para o período entre fevereiro e julho de 2017. Os trabalhadores garantiram ainda um aumento no subsídio de férias e melhores condições de reforma. Os trabalhadores que se reformem em 2017 vão ter um prémio de 510 euros. Os que se reformem a partir de 1 de setembro de 2018 vão ver este valor aumentar para 535 euros. O subsídio de férias vai subir 2,5% este ano e 2% em 2018. Manfred Menningen, que liderou as negociações em representação do IG Metall, congratula-se com os resultados. «Conseguimos um aumento real para os trabalhadores com um aumento da inflação e melhorias no período de reforma. As melhores condições na idade da reforma e os pagamentos únicos vão beneficiar particularmente os que têm baixos rendimentos», afirma. O novo acordo coletivo é válido por 24 meses e termina a 31 de janeiro de 2019. O aumento do salário surge numa altura em que, segundo a Reuters. a procura interna superou as exportações como a principal fonte de crescimento da economia alemã.

4Zalando com os olhos postos no crescimento

Depois de ter ultrapassado a barreira dos mil milhões de euros em volume de negócios pela primeira vez num trimestre, a retalhista online de moda Zalando anunciou uma série de investimentos para o próximo ano, incluindo a aquisição da retalhista multicanal de artigos de basquetebol Kickz e planos para criar mais de 2.000 postos de trabalho. A empresa, que registou um crescimento de 26% do volume de negócios no quarto trimestre, para 1,09 mil milhões de euros, revelou que pretende gastar 200 milhões de euros em 2017 em investimentos em infraestruturas, aumento da automação e software desenvolvido internamente. A retalhista online indicou que espera uma performance superior à do mercado em 2017 e um crescimento do volume de negócios entre 20% e 25%. «Um crescimento forte exige investimento sem parar», afirma o CEO Rubin Ritter. «Estamos orgulhosos por termos progredido significativamente no aumento da rentabilidade do nosso negócio. À medida que criamos a tecnologia e o sistema operativo para transformar a indústria europeia da moda, vamos investir numa experiência de consumo única e sem falhas e numa proposta de fornecedores mais forte para continuar a impulsionar o crescimento acima do mercado. Ao mesmo tempo, planeamos expandir a nossa equipa com a criação de mais de 2.000 postos de trabalho este ano», acrescenta. A retalhista online revelou ainda planos para novos armazéns em França e na Suécia, assim como um novo centro logístico na Polónia. Entretanto, a Zalando fechou o acordo para comprar a retalhista Kickz AG, sediada em Munique, com o objetivo de reforçar o segmento de desporto e lifestyle. A transação está sujeita a aprovação por parte das autoridades da concorrência da Alemanha e da Áustria, e deverá ficar fechado no primeiro semestre deste ano.

5Retalho com menos espaço

A construção de armazéns com pelo menos 300 mil metros quadrados subiu 77% no último trimestre de 2016, somando 25,5 milhões de metros quadrados, de acordo com uma pesquisa da corretora imobiliária Colliers, citada pelo The Wall Street Journal. No entanto, a procura dos retalhistas por esse tipo de espaço caiu – uma quebra de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado –, levando as taxas de desocupação a escalarem 7,7%, de 7,5% em 2015, de acordo com o relatório. A construção de armazéns de grandes dimensões está a ser, cada vez mais, feita numa base especulativa. Cerca de 58,5 milhões de metros quadrados foram construídos com base em especulações, comparativamente aos 34,8 milhões de metros quadrados do ano anterior. Há quatro anos, em contraste, 7,4 milhões de metros quadrados desses grandes armazéns foram construídos por encomenda, enquanto apenas 5 milhões de metros quadrados foram construídos numa base especulativa, de acordo com o relatório. O comércio eletrónico e o retalho omnicanal têm impulsionado a procura de espaço adicional de armazenamento e distribuição, especialmente perto dos centros urbanos, para permitir uma entrega mais rápida, mas os construtores estão a acompanhar o ritmo da procura ou mesmo a excedê-lo. Esses espaços mais próximos têm rendas mais elevadas, de acordo com um relatório da consultora imobiliária CBRE do ano passado. As rendas para o espaço de armazém nos EUA subiram 9,9% em 2015, bem acima do aumento de 2,8% na taxa de locação industrial global. A CBRE espera que a tendência continue, com os alugueres dos armazéns a subirem mais 6% nos mercados mais procurados em 2016. Nos últimos anos, a Amazon construiu uma substancial rede de armazéns nacional, tendo inclusivamente limitado a utilização desse espaço a vendedores mais novos no marketplace durante a quadra natalícia, sugerindo que alguma da sua capacidade está a tornar-se preciosa. Muitos retalhistas estão também a investir nas lojas para responderem às encomendas online, o que pode suavizar um pouco a procura. A Target anunciou recentemente que está a renovar os seus pontos de venda, num investimento avaliado em 7 mil milhões de dólares (aproximadamente 6,8 mil milhões de euros), para melhorar a experiência dos seus clientes bem como para receber itens para responder às encomendas online, incluindo entregas e serviços de recolha em loja.

6IWTO lança diretrizes para a lã

A International Wool Textile Organization (IWTO) publicou uma série de diretrizes pensadas especificamente para fazer avaliações do ciclo de vida dos produtos em lã para ajudar as empresas a compreender melhor os impactos ambientais na cadeia de aprovisionamento de lã. As diretrizes foram desenvolvidas pela IWTO e a Australian Wool Innovation (AWI) e são consistentes com as ISO, tendo ainda em consideração outras regras internacionais, incluindo pegada de carbono e água. «Esta é uma auditoria pequena e específica, mas importante na promoção de um procedimento consistente de melhores práticas para fazer avaliações de ciclo de vida da lã», afirma Angus Ireland, vice-presidente do grupo de trabalho de práticas sustentáveis da IWTO. «Estas diretrizes serão relevantes para qualquer organização que faça uma avaliação do ciclo de vida de produtos de lã», acrescenta. A avaliação do ciclo de vida apresenta a utilização de recursos e emissões para o ar, terra ou água que ocorrem na produção, processamento e confeção dos produtos, a utilização desses produtos e o final do seu ciclo de vida, seja o lixo ou a reciclagem. «Este método vai melhorar a veracidade científica e a comparação dos estudos a que se aplica, dando melhor informação aos decisores e consumidores de produtos em lã», garante Stephen Wiedemann, presidente do grupo de aconselhamento técnico em avaliação do ciclo de vida da IWTO. Recentemente, a IWTO rebateu a «ideia errónea de que a lã pode causar uma reação alérgica» depois de notícias de que os novos uniformes dos assistentes de bordo da American Airlines feitos com mistura de lã levaram a problemas de saúde, incluindo irritações cutâneas, dores de cabeça e tosse.