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  1. Publicidade da Saint Laurent gera polémica
  2. Ano Novo Lunar revitaliza retalho de Hong Kong
  3. Consumir menos para ser mais feliz
  4. Dior Couture aumenta vendas em 2016
  5. Exportações do Vietname falham objetivo
  6. Agent Provocateur troca de mãos

1Publicidade da Saint Laurent gera polémica

A autoridade reguladora da publicidade em França pediu à casa de moda Yves Saint Laurent que altere dois anúncios da sua mais recente campanha, depois de ter recebido 50 queixas de que são «degradantes» para as mulheres. Uma das imagens mostra uma mulher reclinada num casaco de pelo e meias de rede com as pernas abertas e a outra uma modelo dobrada sobre um banco. Os anúncios causaram indignação nas redes sociais, onde pessoas pediram à Yves Saint Laurent para retirar as imagens. As queixas foram levadas à atenção da Autorité de Regulation Professionnelle de la Publicité (ARPP), que pediu agora à casa de moda para as alterar. «Pedimos à marca para fazer alterações nestas imagens o mais rapidamente possível», confirmou Stephane Martin, diretor-geral da ARPP, à Reuters. Segundo afirmou, os anúncios representam uma violação séria das regras estabelecidas pela indústria da publicidade para manter «dignidade e respeito na representação da pessoa». Martin afirmou ainda que o facto das modelos usadas nos anúncios serem muito magras é também preocupante, devido ao impacto nas adolescentes atentas à moda. A Saint Laurent, que faz parte do grupo de luxo Kering, ainda não fez comentários. Um júri de ética na publicidade, uma entidade ligada à ARPP, irá analisar as queixas na próxima sexta-feira. O comité de ética pode pedir à Yves Saint Laurent para retirar os anúncios se decidir que há matéria justificativa da queixa. A Advertising Standards Authority, do Reino Unido, baniu um anúncio da Saint Laurent em 2015 que apresentava uma modelo muito magra, onde era possível ver muito distintamente a caixa torácica.

2Ano Novo Lunar revitaliza retalho de Hong Kong

As vendas a retalho de Hong Kong desceram 0,9% em termos anuais em janeiro, uma melhoria face à queda de 2,9% em dezembro, com o consumo local a subir antes do Ano Novo Lunar, de acordo com o departamento de censos e estatística do território. Os analistas esperavam uma descida de 2,1% em janeiro. Em volume, as vendas a retalho de Hong Kong baixaram 1,4% em termos anuais em janeiro, também uma melhoria face à descida de 2,9% em dezembro e um resultado que superou as expectativas dos analistas, que antecipavam uma queda de 2%. As vendas a retalho melhoraram graças aos preparativos para o Ano Novo Lunar, cujas celebrações começaram a 28 de janeiro, indicou um porta-voz do governo, acrescentando que o consumo normalmente sobe antes dos festejos. No ano passado, o Ano Novo Lunar celebrou-se em fevereiro. Para o futuro a curto prazo, as vendas a retalho deverão continuar a depender da performance do turismo e da confiança dos consumidores locais, adiantou o porta-voz.

3Consumir menos para ser mais feliz

Consumir menos pode tornar as pessoas mais felizes – esta é, pelo menos, a conclusão de um inquérito a quase 12 mil pessoas em todo o mundo, onde metade dos inquiridos afirmou acreditar que seria mais feliz se consumisse menos. O estudo “Money, Money, Money: Attitudes Toward Credit, Consumption, and Cryptocurrency”, foi realizado em 37 países pela agência de comunicação Havas Worldwide e mostra que com a estagnação da economia mundial e a diminuição da riqueza pessoal, as mudanças de atitude sobre dinheiro, consumo e dívida indicam que algumas velhas atitudes estão a tornar-se menos prevalentes. O estudo concluiu que o dinheiro é importante mas não é tudo. 78% dos inquiridos afirmou que a vida seria melhor se tivesse mais dinheiro, mas 81% acredita que as pessoas obcecadas com dinheiro estão a perder o verdadeiro significado da vida e 73% admira as pessoas que são ricas mas ainda assim têm um estilo de vida simples. Quase sete em cada 10 inquiridos afirmou que a sua vida seria melhor se tivesse menos dívida e 59% indicou que gostaria de ser mais inteligente na poupança de dinheiro. «Os consumidores estão no meio de uma tempestade perfeita de incerteza financeira: o seu trabalho árduo não está a compensar, o dinheiro que tanto lhes custa a ganhar está à mercê de uma economia mundial estagnada, o seu desejo por ferramentas de gestão de dinheiro melhores continua sem resposta e o futuro financeiro dos seus filhos parece cinzento», afirma Dan Goldstein, diretor de estratégia da Havas New York. «Não há dúvida que a globalização e os rápidos avanços na tecnologia contribuíram para a distribuição injusta de riqueza, que está no centro de muitas destas questões. Mas as empresas podem ser tanto parte da solução como do problema. Têm de reescrever o contrato entre eles e a sociedade, mudando o foco da criação de valor para os acionistas para criar valor para o mundo como um todo», acrescenta.

4Dior Couture aumenta vendas em 2016

As vendas da Dior Couture aumentaram 5% em 2016 a taxas de câmbio constantes, atingindo 1.936 milhões de euros, impulsionadas por uma forte aceleração no último trimestre do ano passado, em que as vendas subiram 12%. A casa de moda, que pertence ao grupo LVMH, opera cerca de 200 lojas em todo o mundo e é através delas que gera quase 90% do seu volume de negócios. Os resultados da Dior melhoraram no segundo semestre do ano, graças à recuperação do sector do luxo, que no primeiro semestre tinha sido afetado pelo abrandamento na China, queda no mercado dos EUA, declínio das compras em Hong Kong e redução do número de turistas na Europa após os ataques terroristas em França e na Alemanha. A indústria beneficiou claramente da retoma da procura chinesa e da atratividade de Londres com a desvalorização da libra. Em 2016, a Dior Couture gerou um lucro operacional de 252 milhões de euros, o equivalente a uma subida de 5%, para uma margem operacional de 13,1%, em comparação com 12,8% em 2015. A nova diretora criativa da Dior, Maria Grazia Chiuri, apresentou em janeiro a sua primeira coleção de alta-costura para a marca, tendo sido aplaudida pelos críticos. Anteriormente na Valentino, Chiuri é especialista em artigos em pele e é extremamente proficiente em redes sociais, uma mais-valia essencial para atrair as gerações mais novas.

5Exportações do Vietname falham objetivo

O sector do vestuário do Vietname deve «analisar seriamente e avaliar» a sua performance de mercado e perspetivas de negócio se quiser manter-se competitivo, depois da associação da indústria ter anunciado que as exportações ficaram abaixo do objetivo traçado para 2016. De acordo com os números da Vitas, a associação têxtil e vestuário do Vietname, as exportações de vestuário atingiram 28,2 mil milhões de dólares no ano passado, em comparação com os 27,5 mil milhões de dólares registados em 2015. Embora tenha havido crescimento, o valor ficou abaixo da meta traçada pela indústria de atingir 29 mil milhões de dólares. A associação estatal afirma que o Vietname está a enfrentar uma forte concorrência de países como a China, Myanmar, Bangladesh e Camboja, com muitos produtores de vestuário a terem de aceitar preços mais baixos e a investir em sistemas de gestão de qualidade para responder aos padrões internacionais. Le Tien Truong, diretor-geral do Vinatex, o grupo nacional do têxtil e vestuário do Vietname, afirma que a taxa de crescimento de 5,2% em 2016 foi o aumento mais baixo no sector do vestuário desde 2008. E mostra-se pouco otimista para 2017, com as pressões concorrenciais a deverem ser «ainda maiores». O Vietname assinou vários acordos de comércio livre nos últimos anos, mas as empresas do país têm ainda de tirar mais vantagens destes para aumentar as exportações, indica Truong. O «movimento adverso» do acordo de Parceria Transpacífico, recentemente abandonado, e a desvalorização da moeda também aumentaram a pressão sobre os exportadores. Hoang Ve Dung, subdiretor-executivo do Vinatex, acrescentou que as marcas e retalhistas estão também a procurar poupanças nos seus negócios e, como tal, à procura de preços mais baixos. «Todos os clientes atuais querem preços mais baixos, entregas rápidas e reformas. Se não for cumprido, procuram outro fornecedor. Nesta situação, o Vietname manteve-se estável e cumpriu as exigências dos clientes em termos de preço e qualidade», sublinhou. Contudo, embora se tenha revelado otimista em relação às perspetivas da indústria, Ve Dung considera que «precisamos de analisar seriamente e avaliar a performance do mercado, as perspetivas de clientes e de negócio para termos soluções para responder aos desafios e melhorar a competitividade da indústria».

6Agent Provocateur troca de mãos

A marca de lingerie de luxo Agent Provocateur foi vendida à Four Holdings, um grupo de investimento apoiado pelo dono da Sports Direct, Mike Ashley, num negócio alegadamente no valor de 25 milhões de libras. A proprietária da marca, a empresa de private equity 3i, contratou a empresa Alix Partners para desenhar um plano de reestruturação para o negócio. Contudo, entrou em administração antes do acordo com a Four Holdings. Peter Saville, diretor-geral e diretor de reestruturação da Alix Partners congratulou-se com o acordo e «desejo ao negócio e aos novos donos o melhor para o futuro». A 3i comprou a Agent Provocateur em 2007 por 60 milhões de libras a Joe Corré, filho da lenda do design de moda Vivienne Westwood e do empresário da música punk Malcolm McLaren. A empresa, contudo, tentou entretanto vender a sua parte. Em 2014 contratou a Goldman Sachs para fazer uma revisão estratégica, que deveria ter conduzido a uma venda de 250 milhões de libras, mas não foi encontrado um comprador. Desde então, os lucros da Agent Provocateur têm vindo alegadamente a cair, depois de um plano de expansão agressivo ter falhado. Na atualização financeira no mês passado, o CEO da 3i, Simon Borrows, afirmou que a Agent Provocateur experienciou um «comércio deprimido em dezembro» e no ano passado indicou que a marca estava a sentir o abrandamento do consumo em bens de luxo.