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  1. Nike, H&M e Zara são as mais valiosas
  2. A senhora que se segue na Chloé
  3. Grandes armazéns em mudança
  4. LVMH abraça comércio eletrónico
  5. O top 10 da inovação
  6. Quem feio ama…

1Nike, H&M e Zara são as mais valiosas

A Nike manteve a sua liderança como marca de vestuário mais valiosa do mundo para 2017 (ainda que esteja a perder terreno para a Adidas e a Under Armour). Todos os anos, a Brand Finance, uma consultora de avaliação e estratégia, classifica as marcas mais valiosas em várias categorias e recentemente lançou a lista para o corrente ano das 50 empresas mais valiosas na indústria de vestuário. Para determinar a lista, a Brand Finance avaliou não apenas as vendas e a quota de mercado, mas também o poder e a força das marcas com base em fatores como o investimento em marketing, familiaridade, lealdade, satisfação do pessoal e a reputação corporativa. A Nike assistiu a um aumento de 13% no valor da marca em relação ao ano passado (quando também liderou a lista) para 32 mil milhões de dólares (aproximadamente 30 mil milhões de euros), o que não é surpreendente, considerando alguns dos lançamentos recentes – como as sapatilhas HyperAdapt 1.0, a linha de activewear plus size ou o anúncio de um hijab de alta performance para atletas muçulmanas. A Nike é seguida de perto por duas retalhistas de moda rápida: a H&M (19 mil milhões de dólares) e a Zara (14,4 mil milhões de dólares) – o que, tendo em conta o seu rápido crescimento internacional, também não causa particular surpresa. O valor das marcas cresceu 24% e 43%, respetivamente, no ano passado. A Zara superou assim a Louis Vuitton (13 mil milhões), que continua a ser a marca de luxo mais valiosa da lista, seguida de perto pela Hermès (8,3 mil milhões). A Gucci (6,8 mil milhões) surge na posição número nove. A Coach (4,6 mil milhões) subiu alguns lugares, para o 15.º, enquanto a Burberry (4 mil milhões) e a Michael Kors (3,7 mil milhões) desceram algumas posições. A marca de mais rápido crescimento na lista é a Marc Jacobs, cujo valor de marca disparou 84%, para 1,4 mil milhões de dólares, surgindo no número 47 (no ano passado, a Marc Jacobs ocupava a 57.ª posição).

2A senhora que se segue na Chloé

Desde que começaram os rumores de que a designer Clare Waight Keller estava de saída da Chloé, em janeiro, recusando-se a renovar o seu contrato, as atenções concentraram-se em Natacha Ramsay-Levi, braço direito de Nicolas Ghesquière na Louis Vuitton, apresentada como a mais presumível substituta de Clare Waight Keller. Na sexta-feira passada, uma semana depois de Keller apresentar o seu último desfile final para a Chloé, a casa de moda francesa confirmou Natacha Ramsay-Levi como a nova diretora criativa, com a primeira coleção para a casa a desfilar na primavera 2018, durante a semana de moda de Paris. Ramsay-Levi começou a carreira na Balenciaga, em 2002, com Ghesquière, tendo depois voltado a juntar-se ao designer em 2013, já na Louis Vuitton. Em comunicado, Natacha Ramsay-Levi afirmou estar «muito orgulhosa de me juntar a uma casa fundada por uma mulher, para vestir mulheres». Entretanto, o portal WWD avançou que Clare Waight Keller está pronta para assumir um novo papel criativo, sugerindo casas como Burberry ou Céline.

3Grandes armazéns em mudança

Os grandes armazéns Macy’s estão a testar sistemas self-service no departamento de calçado e beleza, o que significa que os clientes podem agora servir-se sozinhos, sem precisarem de esperar por um vendedor para encontrar um par de sapatos ou receber recomendações de maquilhagem. Esta investida é uma cópia do modelo bem-sucedido de retalhistas off-price como a TJ Maxx e a Nordstrom Rack. Ainda assim, esta não é a primeira vez que a Macy’s copia os sistemas das lojas de descontos e provavelmente não será a última. Karen Hoguet, CFO da Macy’s, adiantou que a retalhista pretende incorporar ainda mais elementos das cadeias off-price no seu modelo de negócios. A Macy’s lançou a marca off-price “Backstage” há alguns anos, para vender artigos com descontos até 80%. A empresa abriu também uma série de lojas independentes da “Backstage” e, no ano passado, a marca começou a tomar conta dos espaços Macy’s existentes. Ao mesmo tempo, a Macy’s adicionou uma secção de escoamento de stocks aos seus pontos de venda, a “Last Act”. A retalhista está a perceber que o modelo tradicional começa a desmoronar e, para se manter competitiva, precisa de realinhar a sua estratégia. As vendas caíram 2,7% na quadra natalícia e a empresa antecipa nova queda em 2017. A Sears e a JC Penney também reportaram trimestres complicados, sendo que as três cadeias esperam fechar coletivamente cerca de 400 lojas na primeira metade do ano para compensar as perdas.

4LVMH abraça comércio eletrónico

Com a Farfetch a preparar-se para desafiar a Net-a-Porter – graças ao contributo da nova contratação, Natalie Massenet, fundadora da arquirrival da startup do empresário português José Neves –, o retalho parece estar cada vez mais focado nos grandes empreendimentos de comércio eletrónico. Agora, de acordo com um relatório do Financial Times divulgado na semana passada, o grupo LVMH pode até estar prestes a entrar em campo e competir com os dois maiores jogadores do retalho digital. O conglomerado de luxo (proprietário de marcas como Dior, Louis Vuitton, Céline, Marc Jacobs, Givenchy e Fendi) deverá apresentar uma plataforma multimarca online já em março. A confirmar-se – o grupo ainda não comentou as notícias divulgadas –, o website venderá todas as 70 marcas do LVMH, embora possa também vir a vender marcas fora do seu portefólio. O Business of Fashion divulgou que a plataforma será incluída como parte do Le Bon Marché, os grandes armazéns parisienses que o LVMH adquiriu em 1984. A entrada da LVMH no mercado digital pode significar somas avultadas para o grupo se, por exemplo, tiver qualquer tipo de exclusividade nas marcas que os concorrentes Net-a-Porter e Farfetch não vendem. A Dior não é vendida na Net-a-Porter, tal como a Céline, Louis Vuitton ou Nicholas Kirkwood. Para os consumidores que procuram comprar todas estas marcas na mesma plataforma, o novo empreendimento do LVMH será a morada ideal.

5O top 10 da inovação

Marcas como a Amazon, Casper e Hypebeast, entre outras, estão a mudar a forma como o consumidor compra produtos, de acordo com a Fast Company, que elegeu o top 10 das marcas mais inovadoras no retalho para 2017. Apesar da força disruptiva da Internet, estas marcas vão prestando cada vez mais atenção ao retalho tradicional, procurando cativar e envolver os consumidores numa relação duradoura. Estas empresas são, por isso, responsáveis pelas soluções mais criativas, fazendo do ato de compra uma experiência sensorial. Nesta lista, a gigante do comércio eletrónico Amazon ocupa o primeiro lugar, seguida da empresa de colchões Casper e do grupo de media Clique Media Group, que partilham o pódio das marcas mais inovadoras no retalho para 2017. Em quinto lugar surge a ferramenta digital Rewardstyle e em sexto a plataforma e marca de menswear Hypebeast. Seguem-se a Pirch e a Ulta Beauty em 7.º e 8.º lugares, respetivamente. A cadeia de descontos T.J. Maxx surge na 9.ª posição e a marca de cosmética natural Beautycounter fecha a lista.

6Quem feio ama…

Das Crocs aos chinelos de borracha masculinos, passando pelo regresso das Birkenstock, a moda parece estar rendida ao calçado inestético. De acordo com os portais da especialidade, a febre alastrou-se agora ao calçado desportivo e, para o outono-inverno 2017/2018, quanto mais feias forem as sapatilhas, mais amadas serão pelas fashionistas. Há uma década, as ruas eram pisadas, sobretudo, por sapatilhas minimalistas, bem próximas do chão, que voltaram a desfrutar de popularidade com o regresso do modelo Stan Smith, da Adidas. Porém, na próxima estação fria, as regras do jogo mudam e o calçado desportivo com trilho desproporcional e cores berrantes domina as propostas das marcas. Com o forte revivalismo dos anos 1990, as atenções voltam-se para as marcas que dominavam, à data, o segmento desportivo e as propostas da Champion, Diadora e Ellesse servem de inspiração para os novos pares indiscretos de sapatilhas. A coleção da Balenciaga para o outono-inverno 2017/2018 apresentou o modelo Triple-S e Kanye West sugeriu as Yeezy Runner como parte de uma nova onda de sapatilhas pesadas e grandes. Todavia, esta não é uma tendência reservada à passerelle e o retalho está também a oferecer modelos semelhantes. A Adidas lançou recentemente as Ozweego 2, em colaboração com o designer Raf Simons, enquanto as Asics Gel Lyte III, as Air Max 95 da Nike e as InstaPump Fury da Reebok oferecem uma alternativa mais acessível à tendência.