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  1. China quer trabalhar com os EUA
  2. Lacoste recruta Supreme
  3. Réard regressa aos banhos
  4. H&M rendida ao unissexo
  5. Lingerie com alta performance
  6. Amazon em tamanho grande

1China quer trabalhar com os EUA

A conversa comercial entre os EUA e a China tem estado envolta em incerteza desde que Donald Trump tomou posse como presidente e sugeriu impostos sobre as importações, embora a China esteja pronta para trabalhar com os EUA. A crispação entre os dois países está a afetar a confiança dos exportadores e investidores. «Uma guerra comercial não beneficiaria nem os países, nem as pessoas, pode dizer-se que não teria qualquer vantagem», declarou o ministro chinês do comércio Zhong Shan na sessão anual do parlamento em Pequim, segundo a Reuters. «Muitos amigos americanos e ocidentais pensam que a China não pode viver sem os EUA, mas isso é apenas parcialmente verdade», acrescentou. Como Zhong explicou, o crescimento das exportações dos EUA para a China ultrapassou as exportações chinesas para os EUA nos últimos 10 anos. Zhong adiantou que espera reunir-se com o seu homólogo norte-americano, o secretário do comércio Wilbur Ross, que tem estado a renegociar as relações comerciais entre os EUA e a China, bem como os acordos comerciais entre os EUA e o México. «Estou ciente de que Wilbur Ross é um excelente empresário e um negociador experiente, uma excelente pessoa», afirmou Zhong. Por enquanto, os fabricantes chineses e outros envolvidos nas cadeias de aprovisionamento com relações com os EUA aguardam os próximos desenvolvimentos. As exportações chinesas de têxteis e vestuário para os EUA caíram 11% entre 2015 e 2016 e espera-se que os números continuem a descer.

2Lacoste recruta Supreme

A icónica marca francesa fundada em 1933 pelo medalhado tenista René Lacoste e que atualmente tem o leme criativo nas mãos do designer português Felipe Oliveira Baptista uniu-se à marca de streetwear do momento para uma coleção cápsula, recentemente desvendada pela revista i-D. A coleção inclui blusões de fecho, um fato de treino vermelho e branco e outras propostas já a circular nas redes sociais. Há ainda sweatshirts com o logotipo do crocodilo em destaque, polos, shorts e bonés. A coleção estará disponível a partir de 16 de março online e em lojas selecionadas em Londres, Paris, Nova Iorque e Los Angeles.

3Réard regressa aos banhos

A histórica marca de swimwear fundada pelo engenheiro do sector automóvel francês Louis Réard tornou-se um sucesso imediato depois de ter apresentado o primeiro fato de banho de duas peças – batizado “biquíni” – em 1946, mas caiu no esquecimento depois da morte de Réard, em 1984. No entanto, o empresário Richard Emanuel, que entretanto adquiriu os ativos de propriedade intelectual e é agora presidente da marca, confirmou o seu relançamento nesta primavera através de uma plataforma de comércio eletrónico e, depois, com distribuição em grandes armazéns e retalhistas. De acordo com o portal WWD, a empresa terá como alvo o sector de luxo global – o leque de preços oscilará entre os 200 e os 650 dólares (aproximadamente entre os 187 e os 609 euros).

4H&M rendida ao unissexo

A retalhista sueca está prestes a lançar a primeira coleção de denim unissexo. Batizada “Denim United”, a linha estará disponível online a partir de 23 de março. Segundo a marca, a coleção foi desenvolvida para «derrubar fronteiras e desafiar as normas» e o «resultado é uma coleção sustentável e moderna para todos». A H&M revelou que as silhuetas oversized e as peças mix and match «criam um estilo sem esforço» com casacos de trabalho, macacões e shorts disponíveis em diferentes lavagens. As peças, obtidas a partir de matérias-primas sustentáveis, incluindo algodão reciclado, custam entre 20 e 50 dólares (aproximadamente entre 19 e 47 euros). «Lançar uma coleção unissexo é muito natural para nós, uma vez que a moda está em constante evolução e interseção e hoje não existem fronteiras, o estilo é democrático. A moda deve sempre ser inclusiva», afirmou a porta-voz da H&M, Marybeth Schmitt. A retalhista sueca acrescentou que a coleção continua o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em prol de um «futuro mais sustentável para fechar o ciclo da moda».

5Lingerie com alta performance

O mercado global de lingerie deverá alcançar os 55,83 mil milhões de dólares (aproximadamente 52,27 mil milhões de euros) até ao final de 2024, face aos 33,18 mil milhões de dólares em 2015, graças ao crescimento de atores de peso como a L Brands, LVMH, Jockey, Hanes e PVH, de acordo com um recente relatório. Nos anos de previsão (2016-2024), estima-se que o mercado global cresça a um ritmo de 6,4% ao ano. A Europa, que ocupou a primeira posição no mercado mundial de lingerie em 2015, deverá continuar a dominar nos próximos anos, assumindo uma quota de 33,64% até ao final de 2024. Já o segmento de soutiens, que controlou o mercado global em 2015, deverá assumir um peso de 36% até ao final de 2024. O foco crescente no conforto e na qualidade será o principal motor de crescimento do mercado da lingerie. Além disso, a inovação em design, materiais e fitting também favorecerá o crescimento do mercado nos próximos anos. A abrandar o ritmo do mercado global estão, no entanto, os custos da publicidade. Os investimentos em marketing que envolvem, por exemplo, campanhas fotográficas são suscetíveis de aumentar o preço dos produtos, o que pode ter um impacto negativo no mercado global.

6Amazon em tamanho grande

Ao longo do ano passado, a Amazon procurou desenvolver as suas marcas próprias, iniciando marcas que se especializam em tudo, desde o vestuário infantil até ao calçado masculino. Agora, com a criação de um novo posto de trabalho, a gigante do comércio eletrónico pode também estar prestes a entrar no mercado altamente lucrativo, mas muitas vezes negligenciado, do plus size. A Amazon tem atualmente uma vaga aberta para um gerente de marcas de moda plus size. A oferta, que surgiu no mês passado, indica que a Amazon está à procura de alguém para «liderar a estratégia de produtos e merchandising para uma ou mais marcas da Softlines Private Label». Contudo, não ficou claro se isso signifique que a Amazon está a iniciar uma marca dedicada ao plus size ou se está apenas a expandir a variedade de tamanhos dentro das suas marcas de moda já existentes (a Amazon tem pelo menos sete marcas desse tipo). Três dessas marcas – a Society New York, Lark & Ro e a James & Erin – oferecem atualmente tamanhos maiores, mas apenas para peças selecionadas. De qualquer forma, faz sentido que a Amazon esteja a ficar mais agressiva quando se trata do segmento plus size. O vestuário de tamanhos grandes é um mercado avaliado em 20 mil milhões de dólares (aproximadamente 19 mil milhões de euros) e, embora seja substancial em clientes – cerca de 65% das mulheres americanas vestem o tamanho 14 ou superior –, é também uma categoria que marcas e investidores frequentemente ignoram. Este movimento é provavelmente um produto da frequente recolha d dados da Amazon, que analisa o que os consumidores estão a comprar mais no seu marketplace e utiliza essas informações para orientar as categorias em que lança marcas próprias.