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  1. Luís Onofre na liderança da Apiccaps
  2. Versace abre portas em Lisboa
  3. Ser cool na desportiva
  4. Gucci com memes
  5. Alibaba ganha Realidade Aumentada
  6. Uniqlo quer passar a perna na Zara

1Luís Onofre na liderança da Apiccaps

Luís Onofre é apontado como o sucessor de Fortunato Frederico na presidência da Apiccaps – Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, com o designer e empresário a dever encabeçar a lista de consenso que se irá apresentar nas eleições da associação, em abril. De acordo com o jornal Expresso, Onofre, que já fazia parte da direção há seis anos, é considerado uma «escolha natural» pela direção da Apiccaps, tendo em conta que é «uma referência de bom gosto, sofisticação, design, qualidade e valorização de produto, em linha com o que foi definido no plano estratégico do calçado para os próximos anos». Além disso, o empresário, que lidera duas empresas que, segundo o Expresso, representam um volume de negócios de 8 milhões de euros, terá impacto junto dos mais jovens, numa altura em que o sector, que exportou 1,9 mil milhões de euros e empregava 39 mil pessoas em 2016, quer atrair novos talentos. Para além de Fortunato Frederico, as mudanças na Apiccaps estendem-se também à direção-geral, com Manuel Carlos, que ocupou o cargo nos últimos 40 anos, a passar o testemunho a João Maia, mantendo-se, contudo, como presidente não-executivo para assegurar a transição.

2Versace abre portas em Lisboa

Partilhando a vizinhança com marcas como a Cartier e a Bulgari, a nova loja da Versace na Avenida da Liberdade vem reforçar o apelo de luxo da avenida mais cara da capital portuguesa. A Versace chegou a Lisboa no passado dia 16 de março, com uma festa de inauguração que contou com muitos rostos conhecidos, divididos entre os dois pisos do número 238. O chão do espaço imita os mosaicos bizantinos das igrejas do século IX, os cabides e expositores são dourados e a parede de mármore que acompanha a escadaria convidam a um mergulho na estética barroca das coleções da casa italiana nas mãos de Donatella Versace desde o desaparecimento do seu irmão e fundador, Gianni Versace. A nova loja tem à venda a coleção de pronto-a-vestir e acessórios de homem e senhora. «Adoro o conceito de design das lojas Versace, que presta homenagem à herança cultural de Itália. Para mim, esta loja sugere um diálogo ininterrupto entre o passado e o futuro, entre a Versace e os seus clientes», afirmou Donatella Versace num comunicado à imprensa.

3Ser cool na desportiva

A Adidas, segundo o responsável pelo mercado norte-americano da marca, Mark King, é finalmente uma marca cool. No entanto, chegar a esse estatuto exigiu muito mais do que apenas assinar contratos de publicidade um ícones culturais. «A Adidas passou de não muito popular a marca mais cool no desporto quase da noite para o dia», referiu King ao Business Insider. «Acho que foi porque nos concentrámos naquilo que o consumidor quer», acrescentou. As colaborações, como a sua parceria com o ícone do rap Kanye West, e um enorme investimento em sapatilhas e vestuário mais modernos, foram os grandes trunfos da marca na América do Norte, onde a Adidas superou a Under Armour para se assumir como a segunda maior produtora de roupas desportivas da região. As vendas da gigante alemã também subiram 30% até ao final de 2016, refletindo o forte crescimento da empresa na América do Norte. De acordo com King, a parte mais importante da equação é ter sapatilhas e vestuário que as pessoas realmente queiram comprar. «Criar algo que é cool exige vários esforços», ressalvou King. «Acho que se precisa de um atleta ou de um ícone cultural como Kanye West ou Pharrell Williams, mas o produto precisa realmente de ser cool».

4Gucci com memes

Depois da febre dos emojis – os símbolos que animam as mensagens dos smartphones ou as publicações nas redes sociais –, que afetou coleções de marcas como Versace, Chanel ou Philipp Plein, o visionário Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci, anunciou recentemente a entrada pioneira naquela que se espera ser a próxima microtendência da moda: os memes. A casa italiana desafiou os «criadores de memes internacionais» a fazerem memes com imagens de relógios Gucci à sua escolha. As imagens satíricas resultantes e partilhadas nas contas oficiais da marca nas redes sociais fazem agora parte do projeto colaborativo #TFWGucci, hashtag que agrega memes de fotografias e montagens desenvolvidos por artistas de todo o mundo que ironizam comportamentos e tendências sociais, alinhando-os com o espírito da casa italiana de luxo.

5Alibaba ganha Realidade Aumentada

Depois de investir na líder da indústria de Realidade Aumentada (RA) Magic Leap e na developer israelita Infinity AR em 2016, o gigante chinês da Internet Alibaba Group liderou recentemente um investimento de 18 milhões de dólares (aproximadamente 16,7 milhões de euros) na WayRay. A startup de tecnologia suíça trabalhará em estreita colaboração com a empresa chinesa Banma Technologies, apoiada pelo Alibaba, para desenvolver e produzir um sistema de navegação para automóveis habilitado com RA, que deverá ser aplicado num dos modelos de automóveis da Banma já em 2018. A empresa anunciou recentemente que completou a rodada de financiamento da Série B, recebendo financiamento de vários investidores, incluindo o Alibaba Group. Como parte do investimento, a WayRay estabeleceu também uma parceria com a Banma Technologies e com a construtora automóvel chinesa SAIC Motor, focado no desenvolvimento de automóveis conectados à Internet. Fundada em 2012, a WayRay é especialista no desenvolvimento de displays holográficos (HUD) que criam imagens semelhantes a LED’s que um automobilista pode usar na estrada. O sistema integrado no carro da WayRay e da Banma permitirá não só a navegação de RA, mas oferecerá também notificações, um dashboard virtual e outras funções. Alex Shi, CEO da Banma, revelou num comunicado à imprensa que a adoção de RA num carro pode trazer benefícios adicionais a vários níveis para o automobilista. «Em vez de distrair o condutor, a navegação RA melhora a segurança, pois os avisos e os dados de tráfego são colocados diretamente no para-brisas», explicou. «Além disso, com a ascensão dos veículos autodirigidos e o reforço dos mecanismos de controlo, os sistemas de RA vão melhorar a comunicação dentro do carro». Antes do negócio com a WayRay, o Alibaba estava já a explorar a tecnologia de RA nas suas plataformas de comércio eletrónico. Durante o festival anual de compras no “Dia dos Solteiros” no ano passado, a plataforma Tmall lançou um jogo de Pokémon denominado “Catch a Tmall Cat” para se envolver com os consumidores chineses e ajudar as marcas a aumentarem as vendas. O grupo introduziu ainda uma opção de compras de vídeo desenvolvido pela Magic Leap no ano passado. A nova opção permite que os utilizadores chineses visualizem o tamanho real dos produtos na sua casa, o que pode ajudar no processo de tomada de decisão quando se trata de comprar mobiliário ou artigos de decoração.

6Uniqlo quer passar a perna na Zara

A Fast Retailing, empresa-mãe da Uniqlo, vai acelerar o ciclo do design à loja da marca, numa tentativa de ultrapassar a poderosa rival Zara, do grupo Inditex. A Fast Retailing planeia encurtar o ciclo para cerca de 13 dias, aproximadamente o mesmo que a Zara, segundo Tadashi Yanai, proprietário da Uniqlo. O novo complexo de design e logística da empresa também ajudará a Uniqlo a expandir a entrega direta ao consumidor e a melhorar a eficiência de entrega no mesmo dia na área de Tóquio, revelou Yanai. «A capacidade de entregar, a qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora, vestuário de alta qualidade para o quotidiano vai diferenciar-nos», assegurou. A Uniqlo pretende aumentar a receita total em cerca de 70% para 26 mil milhões de dólares (aproximadamente 24 mil milhões de euros) no ano fiscal que termina em agosto de 2021. «Embora isso ainda não seja suficiente para ultrapassar a Inditex, que registou vendas de 25 mil milhões de euros em 2016, a Zara vende moda, em vez de atender às necessidades dos clientes, e nós vendemos produtos que estão enraizados no dia-a-dia e fazemos isso com base no que ouvimos dos clientes», explicou. Os mercados estrangeiros crescerão para contribuir com cerca de dois terços da receita da Fast Retailing nos próximos quatro anos, acima da metade. Nos EUA, onde a Fast Retailing se tem esforçado para conseguir lucros, a Uniqlo vai fechar as lojas nos shoppings de segunda e terceira linha e transferir algumas delas para locais de destaque, a fim de melhorar a sua imagem de marca.