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  1. Zara perde consumidores com a idade
  2. Hermès entra em 2017 com o pé direito
  3. Compras nos smartphones crescem mas abrandam
  4. E os campeões do algodão BCI são…
  5. Russos aderem aos wearables
  6. Retalhistas americanos apostam no m-commerce

1Zara perde consumidores com a idade

Os consumidores mais jovens estão mais envolvidos quando compram na Zara, com o nível de envolvimento a baixar após os 27 anos, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado The Insight Rooms. A empresa estudou o envolvimento social para avaliar como as mulheres se sentem sobre a marca detida pela Inditex e descobriu que o compromisso é mais elevado entre os 23 e os 27 anos. Aos 33 anos, o envolvimento atinge o mínimo (cerca de 1%). Isso pode não ser um grande problema para a marca, com os resultados mais recentes da Inditex a mostrarem que a Zara e suas outras sete insígnias continuam a atrair muitos consumidores, mesmo tendo em conta as difíceis condições do retalho de moda. O cofundador e CEO da Insight Rooms, Ed Dilworth, afirmou à Who What Wear que, embora o chamado penhasco de idade entre em cena para os clientes de Zara aos 30 anos, é menos marcante do que o de algumas outras marcas. Algo que ele atribui à ampla oferta de moda da Zara, incluindo estilos mais conservadores e clássicos que os clientes procuram aos 30 anos.

2Hermès entra em 2017 com o pé direito

O grupo francês de bens de luxo Hermès anunciou uma boa entrada em 2017, depois de ter obtido lucros recorde em 2016, dando mais provas de uma recuperação mais ampla na indústria de bens de luxo. «Tivemos melhor do que esperávamos em 2016 e estamos a entrar em 2017 com uma base sólida, mas continuamos cautelosos tendo em conta o ambiente de incerteza», afirmou o CEO Axel Dumas na conferência de apresentação dos resultados, em que o grupo anunciou um aumento de 13% do lucro líquido em 2016, para 1,1 mil milhões de euros. Dumas não forneceu indicações detalhadas para 2017, revelando apenas que o grupo está a ponderar gastos de capital entre 280 e 300 milhões de euros e a abertura de três lojas na China, Brasil e Turquia.

3Compras nos smartphones crescem mas abrandam

O retalho online no Reino Unido aumentou 15% em termos anuais em fevereiro, de acordo com os dados mais recentes do IMRG Capgemini e-Retail Sales Index. Nos últimos três meses, a taxa de crescimento das vendas através de smartphones abrandou, tendo registado um aumento de 57% em fevereiro em comparação com +96% em fevereiro de 2016. Bhavesh Unadkat, consultor principal na Capgemini na área de Retail Customer Engagement Design, afirmou que a ligeira quebra no crescimento (1% inferior) do crescimento das vendas online no mês passado «pode ser atribuído a uma quebra da confiança do consumidor provocada por preços mais altos». Unadkat acrescenta, contudo, que «embora existam alguns sinais de alerta para a indústria de retalho – com as vendas feitas em smartphones a cair de mês para mês, por exemplo –, estas são tendências que temos visto nos anos anteriores. Tradicionalmente, janeiro e fevereiro são meses mais lentos para as compras feitas em smartphones e vendas online em geral».

4E os campeões do algodão BCI são…

A Better Cotton Initiative (BCI) está a tentar melhorar a produção de algodão um hectare de cada vez e os grandes retalhistas estão a contribuir para este esforço. A BCI, que conta com mais de 1.000 membros, esteve envolvida no ano passado na produção de mais de 461 mil toneladas de algodão e divulgou agora os retalhistas que mais compraram em volume, numa lista encabeçada pela H&M, seguida da Ikea, Adidas, Nike, Levi’s, C&A, Marks&Spencer, Jack & Jones/Bestseller, VF Corp e Tommy Hilfiger. Na lista que tem em conta a percentagem de algodão BCI em todas as compras de algodão, é a Stadium que lidera, seguida da Ikea, Adidas, BabyBjorn, Marks&Spencer, Nike, Marimekko, Asos, Hemtex, Kathmandu e Jack & Jones/Bestseller. «A BCI Retail e os sues membros têm como objetivo duplicar a performance de 2016 este ano para um milhão de toneladas de algodão BCI», afirmou a Better Cotton Initiative em comunicado.

5Russos aderem aos wearables

As vendas russas de wearables com pulseiras de fitness e smartwatches subiram 43% em valor no ano passado, para 3,8 mil milhões de rublos (cerca de 61 milhões de euros), 42% em volume, para mais de 270 mil unidades, de acordo com uma nota da retalhista Svyaznoy. A Svyaznoy afirmou que o crescimento foi estimulado por wearables que adotam as funcionalidades dos smartphones e expandem as suas capacidades, citando um aumento de memória que permite aos utilizadores baixar e ouvir música através dos seus wearables, bem como um número muito maior de apps disponíveis nestes dispositivos. Indicou ainda que à medida que entram mais players no mercado, o design dos produtos está a melhor, com os consumidores a puderem agora integrá-los melhor no seu visual. As vendas de smartwatches aumentaram 44% no ano passado, para 3,3 mil milhões de rublos, com o relógio inteligente da Apple a ser o wearable mais popular na Rússia no ano passado.

6Retalhistas americanos apostam no m-commerce

Os smartphones estão a impulsionar as vendas a retalho nos EUA e os retalhistas descobriram que mesmo os investimentos mais modestos em iniciativas móveis podem resultar em grandes retornos, segundo um novo estudo da divisão shop.org da NRF e a Forrester. No meio de uma grande mudança na forma como os consumidores americanos fazem compras, os retalhistas estão a lutar por tempo nos ecrãs dos seus clientes em todos os dispositivos, antes, durante e depois de uma compra, segundo o estudo The State of Retailing Online 2017. A Forrester afirma que em 2016 as vendas online diretas representaram 11,6% do total de vendas no retalho nos EUA (394 mil milhões de dólares), mas os pontos de contacto digitais tiveram impacto em cerca de 49% do total. Em resposta, este ano os retalhistas estão a concentrar-se em várias áreas-chave para melhorar as experiências dos clientes em todos os pontos de contacto, para aumentar o negócio a longo prazo. Por exemplo, 54% dos retalhistas destacam que o telemóvel está entre as suas principais iniciativas em 2017, assim como o marketing (46%), o merchandising do site (42%) e o omnicanal (22%). «Os smartphones estão, mais do que nunca, a impulsionar as vendas no retalho e os retalhistas descobriram que mesmo investimentos modestos em iniciativas móveis podem resultar em grandes retornos», afirma a vice-presidente da NRF para o retalho digital, Artemis Berry. «Já não é uma nova forma de atingir os clientes, mas tornou-se certamente um método altamente eficaz e que impulsiona o nível de envolvimento do cliente com a marca», acrescenta. Entre os retalhistas inquiridos, os smartphones representaram, em média, 30% das vendas online e 47% do tráfego online, sendo que as vendas realizadas através de smartphones subiram 65% em média em termos anuais. O estudo concluiu que a maioria dos retalhistas estão a preterir «tecnologias emergentes e chamativas, como a realidade virtual e aumentada, e, em vez disso, estão a investir na experiência do consumidor».