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  1. Automação agrada aos trabalhadores
  2. Valentino com boa performance
  3. Viena é cidade com melhor qualidade de vida
  4. Jaeger atrai potenciais compradores
  5. Americanos mais otimistas em fevereiro
  6. Sobreviventes a ataques com ácido sobem à passerelle

1Automação agrada aos trabalhadores

As pessoas estão mais otimistas em relação ao impacto dos robots e outras tecnologias no local de trabalho. Uma análise ao futuro do trabalho, realizada pela Adobe Digital Insights (ADI), que teve em conta mais de 3 milhões de menções nos EUA, Reino Unido e Austrália em diferentes plataformas digitais, como o Twitter, sites de notícias, blogues e fóruns, entre 2016 e 2017, concluiu que 89% das pessoas está otimista em relação ao papel que os robots podem ter para os ajudar no local de trabalho, em vez de lhes tirar o emprego. A ADI concluiu que as referências a automação duplicaram em termos anuais, com um aumento de 70% nas menções médias diárias de robots e empregos, mostrando que é claramente um tema na mente das pessoas. Apesar de algumas preocupações em relação á forma como vai afetar (ou reduzir) o emprego, há um sentimento positivo em relação à automação, com as pessoas a acreditarem que a tecnologia pode tratar de tarefas mundanas, permitindo-lhes focar em responsabilidades criativas e estratégicas que são mais importantes para elas e para as suas carreiras. Abdul Jaleel, vice-presidente de recursos humanos na Índia da ADI, considera que as conclusões reiteram a importância de locais de trabalho que «abarcam os benefícios da transformação digital à medida que a revolução da tecnologia avança». Questões como automóveis autónomos e outros desenvolvimentos relacionados com transportes públicos estão também a ser envolvidos neste tema, devido ao seu potencial de mudar a forma como as pessoas vão para o trabalho.

2Valentino com boa performance

A casa italiana de moda Valentino não deverá entrar em bolsa este ano, apesar da boa performance no final do ano, de acordo com uma fonte próxima, citada pela Reuters. Segundo o jornal financeiro Il Sore 24 Ore, a oferta pública inicial da empresa pode acontecer entre o final de 2017 e o início de 2018. Em dezembro de 2015, os proprietários da casa de moda, do Qatar, pediram à Rothschild para envolver vários bancos na entrada em bolsa, mas a operação tem sido adiada por diversas vezes. A fonte indicou à Reuters que «a entrada em bolsa pode acontecer em 2018, mas posso excluir que a IPO aconteça em 2017». Em outubro, o diretor-executivo da Valentino, Stefano Sassi, afirmou que o grupo ainda pretende entrar em bolsa mas há incertezas em relação ao timing da operação. A casa de moda, que foi vendida ao Mayhoola for Investments em 2012 por cerca de 700 milhões de euros, registou um aumento de 14,3% do lucro bruto em temos anuais, para 206 milhões de euros. O lucro operacional subiu 16,6%, para 133 milhões, e o volume de negócios cresceu 13%, para 1,1 mil milhões de euros. O diretor-executivo revelou que, embora as vendas da Valentino tenham ultrapassado o objetivo dos mil milhões de euros, o foco está no seu principal negócio e «um posicionamento muito alto, forte e claro… Não é uma atitude snob, mas uma ênfase na qualidade».

3Viena é cidade com melhor qualidade de vida

Dois novos estudos revelam as grandes diferenças enfrentadas por pessoas que vivem em cidades em todo o mundo, com o primeiro ranking a ser a das melhores cidades para viver e o segundo a mostrar quão caras são. As cidades europeias estão muito presentes numa nova lista dos 20 melhores lugares para viver, com Viena a assumir a liderança. A capital austríaca, conhecida pela sua história, parques, abundância de árvores e cafés, ficou no primeiro lugar em parte porque «virtualmente nenhuma outra cidade é capaz de ficar sequer perto na quantidade de espaços verdes públicos», aponta o 19.º estudo anual Quality of Living, da Mercer. O estudo pretende ser um guia para os negócios multinacionais decidirem onde estabelecer localizações no estrangeiro. Zurique surge em segundo lugar e Auckland em terceiro, sendo seguidas, respetivamente, por Munique, Vancouver, Düsseldorf, Frankfurt, Genebra, Copenhaga e Basileia. A cidade asiática mais bem posicionada é Singapura, na 25.ª posição, e, na América Latina, é Montevideu que lidera, surgindo na 79.ª posição. Um outro estudo, da RENTCafé, revela quanto custa arrendar um apartamento de um quarto nas 30 principais cidades financeiras. Nova Iorque é a mais cara, com uma renda média de 3.680 dólares por mês. Segue-se San Francisco, Boston, Hong Kong, Genebra, Zurique, Singapura e Tóquio. No 10.º lugar está Sydney, com uma renda de 2.040 dólares. Paris e Londres estão, respetivamente, na 15.ª e na 20.ª posição.

4Jaeger atrai potenciais compradores

A casa britânica de moda Jaeger está novamente à venda, confirmou a especialista em private equity Better Capital, que detém a empresa. Jon Moulton, diretor da Better Capital, confirmou que o processo de venda «está em curso», sublinhando que tem havido um interesse «considerável». A Better Capital contratou a AlixPartners para prestar aconselhamento em relação à venda da casa de moda, da qual comprou uma quota maioritária por 19,5 milhões de libras há cinco anos. O ex-proprietário da empresa, Harold Tillman, que também já deteve a Aquascutum, estará a preparar uma oferta pela marca, segundo noticiou o Sunday Telegraph. Embora esteja com prejuízo, os mais recentes esforços da Jaeger para recuperar parecem estar a dar sinais iniciais de sucesso. No mês passado, a empresa deu conta de melhores resultados nas nove semanas até 31 de janeiro e indicou que os seus casacos têm registado boas vendas. O CEO Chris Horobin indicou que as vendas comparáveis no Natal subiram 9% e, após a empresa ter investido mais no retalho eletrónico, as vendas online aumentaram 22%. Embora a Jaeger tenha encerrado três lojas no ano passado, incluindo a flagship em Regent Street, que foi vendida à Coach, abriu uma loja de 185 metros quadrados em Marylebone High Street, em Londres, em outubro. Estão planeadas mais lojas e a empresa está igualmente a investir na renovação de lojas, com bons resultados até agora. A Jaeger está ainda a lançar um novo website para impulsionar as vendas internacionais. Apesar de ter lançado linhas mais jovens há vários anos, como a Jaeger Boutique e a Jaeger London, o crescimento das vendas não correspondeu ao potencial e, desde então, a marca tem regressado às suas raízes mais clássicas.

5Americanos mais otimistas em fevereiro

A confiança dos consumidores americanos aumentou em fevereiro, depois do ligeiro declínio registado em janeiro, segundo um estudo da Conference Board. O índex principal está agora em 114,8, em comparação com 111,6 em janeiro, enquanto o índice da situação presente também subiu de 130,0 para 133,4 e o índice das expectativas passou de 99,3 no mês anterior para 102,4. «A confiança do consumidor aumentou em fevereiro e continua nos valores máximos dos últimos 15 anos», destacou Lynn Franco, diretora de indicadores económicos na The Conference Board. «Os consumidores classificaram as condições de negócio e do mercado de trabalho de forma mais favorável no mês [passado] do que em janeiro. As expectativas melhoraram tendo em conta as previsões a curto prazo para o negócio e, em menor grau, as perspetivas de emprego e rendimentos. No geral, os consumidores esperam que a economia continue a expandir-se nos próximos meses», acrescentou. Os consumidores que afirmaram que as condições de negócio estão “boas” caíram ligeiramente, de 29% para 28,7%, enquanto os que disseram que as condições estão «más» também diminuíram, de 15,9% para 13,2%. Em relação ao mercado de trabalho, as avaliações foram igualmente mistas. Os que afirmaram que existe “muito” emprego baixaram de 27,1% para 26,2%, enquanto os que consideram que “é difícil encontrar emprego” também desceram de 21,1% para 20,3%. Os consumidores estão mais otimistas nas previsões a curto prazo, com os que acreditam que a situação de negócios vai melhorar a passar de 22,9% para 24% e, em relação ao mercado de trabalho, 20,4% (em comparação com 19,7%) considera que vai haver mais emprego nos próximos meses. A percentagem de consumidores que espera que o seu rendimento aumente subiu de 18,1% para 18,3%, enquanto os que esperam que uma diminuição baixou de 9,4% para 8,2%.

6Sobreviventes a ataques com ácido sobem à passerelle

Sobreviventes de ataques com ácido desfilaram na passerelle em Daca, num esforço para pôr fim ao preconceito contra vítimas deste tipo de violência. Shonali Khatun, estudante de 14 anos, que teve de se submeter a uma reconstrução facial depois de ter sido atacada com ácido apenas uns dias após o nascimento, foi a primeira a pisar a passerelle, com roupas desenhadas por Bibi Russell, supermodelo do Bangladesh que se dedica atualmente ao design de moda. «Sinto-me fantástica por estar aqui. Sinto-me encorajada», afirmou a estudante à AFP antes do desfile, que teve o apoio da associação britânica ActionAid. Khatun tinha 17 dias quando um homem – um vizinho que tinha uma disputa com os pais dela em relação a questões de propriedade – despejou ácido na sua cara enquanto dormia na sua casa. Após o ataque, Shonali Khatun ficou quase três anos no hospital e foi submetida a oito operações para tratar as queimaduras na cara e braços. A jovem quer agora ser médica, apesar de sofrer diariamente com o desrespeito por vizinhos e familiares. «Um dia vou atingir o meu objetivo. Esta dor ensinou-me a ser dura», acrescentou. Bibi Russell, que tem um passado humilde antes de se tornar numa modelo famosa e ilustrar as páginas da Vogue e da Harper’s Bazaar, espera que o desfile possa trazer mais reconhecimento aos sobreviventes de ataques com ácido. «Isto é realmente algo que me diz muito», explicou a designer. «Quero que elas sejam reconhecidas. Que tenham uma vida como parte deste mundo», acrescentou. Os ataques com ácido tem sido uma grande ameaça ao Bangladesh, com as mulheres rurais a serem os principais alvos. O ano passado, houve 44 casos reportados, tendo baixado acentuadamente em comparação com as centenas de ataques registados anualmente nos anos 2000. De acordo com a Fundação de Sobreviventes de Ácido, o número de ataques caiu ao longo dos anos graças ao agravamento das penas, que pode chegar à sentença de morte. Mas a associação referiu que, num país conservador como este, os sobreviventes de ataques de ácido ainda enfrentam a ostracização social e discriminação devido às suas deformidades físicas.