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  1. Reino Unido já iniciou Brexit
  2. Nova Iorque investe na confeção
  3. Empresas de moda na lista das mais éticas
  4. Páscoa gera consumo nos EUA
  5. Avatares invadem retalho
  6. Li & Fung prepara futuro da PVH

1Reino Unido já iniciou Brexit

O governo britânico iniciou ontem o processo de negociação que vai levar à saída da União Europeia. O anúncio da intenção tinha já sido feito no passado dia 21 de março, com Tim Barrow, representante do Reino Unido na UE a informar o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, da vontade de invocar o Artigo 50.º do Tratado de Lisboa no dia 29 de março. O Secretário de Estado para a Saída da UE, David Davis, afirmou em comunicado que «no passado mês de junho, o povo do Reino Unido tomou a decisão histórica de sair da UE. O governo vai cumprir essa decisão e formalmente começar o processo». O processo prevê negociações em diversas áreas, que deverão durar dois anos, pelo que saída do Reino Unido do bloco europeu só deverá tornar-se efetiva em 29 de março de 2019. «Estou muito determinada em encontrar o acordo certo para cada pessoa neste país», afirmou Theresa May perante os deputados britânicos. «Ao enfrentarmos as oportunidades que nos aguardam nesta importante viagem, os valores, interesses e ambições que partilhamos podem e devem juntar-nos. Somos uma grande união de pessoas e nações com uma história de orgulho e um futuro brilhante. E agora que a decisão de deixar a União Europeia foi tomada, é hora de nos unirmos», declarou.

2Nova Iorque investe na confeção

Os produtores de vestuário de Nova Iorque vão ter um novo impulso graças a um pacote de apoio de 51,3 milhões de dólares para investir na modernização e reforço do sector. O investimento foi dado pela New York City Economic Development Corporation (NYCEDC), em colaboração com o Council of Fashion Designers of America e a Garment District Alliance. Os fundos estarão disponíveis para empresas no Estado para investimento em tecnologia, apoio business to business e desenvolvimento da força de trabalho. De acordo com o NYCEDC, a indústria de confeção de Nova Iorque perdeu 95% da sua força de trabalho desde o pico da indústria nos anos 1950. Só no centro do vestuário, o emprego diminuiu 83% desde 1987, quando a cidade colocou em prática regulamentação especial de zona para tentar preservar a confeção no Garment District. «O futuro da indústria de vestuário está dependente da sustentabilidade do ecossistema da moda e acreditamos que a iniciativa vai ajudar a estabilizar o sector de produção de vestuário que tem estado em queda há anos», afirma Barbara Blair, presidente da Garment District Alliance. «Este programa responde aos muitos desafios que os produtores enfrentam ao oferecer investimento em tecnologia e capital humano, assim como opções para espaços acessíveis e modernos para as fábricas», acrescenta. Atualmente há 1.500 empresas de confeção na cidade, 30% das quais no Garment District.

3Empresas de moda na lista das mais éticas

A retalhista sueca H&M, a gigante do vestuário VF Corp e a reputada empresa de denim Levi Strauss & CO estão entre as empresas mais éticas do mundo, segundo o think-tank americano de ética nos negócios Ethisphere Institute. Todos os anos a Ethisphere reconhece o papel das empresas na sociedade de «influenciar e impulsionar a mudança positiva», ao mesmo tempo que usam os seus valores e cultura para as suas decisões diárias. Este marca o sétimo ano consecutivo em que a H&M entra na lista, o que a Ethisphere afirma que prova o seu empenho em estabelecer padrões e práticas éticas na indústria da moda. «A sua forma de trabalhar é uma prova de que os valores éticos e sustentáveis são um pré-requisito para o sucesso do negócio», acrescenta Timothy Erblich, CEO da Ethisphere. O CEO da H&M, Karl-Johan Persson, que foi nomeado um líder de sustentabilidade pelos seus esforços em impulsionar uma maior sustentabilidade e mudança sistemática no ano passado, afirmou que estar na lista é «uma honra». Segundo o CEO, «o nosso empenho em sermos éticos nas nossas operações está firmemente enraizado nos nossos valores e é essencial para o nosso trabalho para liderar a mudança para um futuro de moda sustentável». Da lista fazem ainda parte da retalhista Marks & Spencer e a Target Corp.

4Páscoa gera consumo nos EUA

O consumo de vestuário deverá atingir o nível mais alto numa década esta Páscoa, com a data mais tardia a dar quase mais um mês aos consumidores para irem às compras. O consumo na Páscoa, que este ano é três semanas mais tarde do que em 2016, deverá atingir 18,4 mil milhões de dólares (17,1 mil milhões de euros), mais 6% em comparação com o recorde de 17,3 mil milhões de euros no ano passado – o máximo de sempre na história de 14 anos do estudo da National Retail Federation (NRF) realizado pela Prosper Insights & Analytics. Os que celebram a data planeiam gastar, em média, 152 dólares por pessoa, um aumento de 4% em comparação com o recorde de 146 dólares em 2016. O vestuário deverá ser a segunda categoria com mais compras, em 3,3 mil milhões de dólares, apenas superada pelo consumo em bens alimentares (5,8 mil milhões de dólares). A quota de consumidores que planeiam comprar vestuário este ano (50%) supera a do ano passado (45%) e é o nível mais elevado numa década. A National Retail Federation prevê que cerca de 58% dos consumidores irão a lojas discount, 46% a grandes armazéns e 26% a pequenos negócios locais. 27% irão comprar online. «A maior parte dos consumidores tem quase um mês extra para fazer compras para a Páscoa este ano, e, na altura das festividades, o tempo deve estar significativamente mais quente do que no ano passado», sublinhou o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay. «Isso deve fazer com que os consumidores fiquem dispostos a gastar em vestuário de primavera juntamente com decorações de Páscoa. Com a economia a melhorar, os consumidores estão prontos para ir às compras e os retalhistas estão preparados para oferecer grandes negócios, quer estejam a comprar cestos de Páscoa ou ferramentas de jardim», concluiu Shay.

5Avatares invadem retalho

A empresa de inteligência de retalho Bold Metrics fez uma parceria com a especialista em avatares Morph 3D para permitir que os consumidores gerem avatares realistas, numa ação que as empresas afirmam que define a próxima geração de compras e personalização. A colaboração, que é apresentada como a primeira experiência de consumo de realidade aumentada, vai permitir que os consumidores criem imediatamente avatares realistas e experimentem qualquer produto relativo ao corpo humano. «Juntamente com a Morph 3D, estamos a demonstrar o futuro do comércio e do design de produto», explica Morgan Linton, cofundador e diretor de operações da Bold Metrics. «Até termos realidade virtual e realidade aumentada em nossa casa, a tecnologia vai estar inicialmente acessível em lojas físicas», acrescenta. Com a resposta a algumas questões simples, e sem necessitar de fita métrica, o algoritmo da Bold Metrics faz uma previsão do mapa das medidas do corpo do utilizador para o avatar, assim como a forma como o avatar se relaciona com os produtos no espaço físico. A Morph 3D utiliza então a tecnologia da Bold Metrics para gerar avatares realistas. Os consumidores podem ainda ver o avatar a evoluir, à medida que o seu próprio corpo muda, bastando para isso atualizar os seus dados para as empresas adaptarem o avatar de acordo.

6Li & Fung prepara futuro da PVH

A especialista em sourcing Li & Fung fez um novo acordo para criar «a cadeia de aprovisionamento do futuro» da PVH Corp, que detém as marcas Tommy Hilfiger e Calvin Klein. A parceria estratégica substitui o atual acordo de agência de compras não-exclusiva entre as duas empresas e prevê que a Li & Fung providencie serviços de valor acrescentado à PVH para ajudar a acelerar o tempo de reação e capitalizar mais as tendências digital, de dados e de personalização no retalho. «O nosso foco é criar uma cadeia de aprovisionamento mais eficiente e eficaz que nos vai permitir adaptar e evoluir para que possamos estar à frente nesta indústria em rápida mudança», explica Daniel Grieder, CE da Tommy Hilfiger Global e da PVH Europe. «Esta transformação na nossa estratégia de sourcing é um passo importante na nossa iniciativa para melhorar a rapidez a chegar ao mercado e para uma integração mais rápida da informação dos consumidores nas nossas novas coleções», acrescenta. O acordo deverá ficar firmado a 1 de julho.