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  1. “Made in Germany” é o melhor
  2. SMCP de vento em popa
  3. As alterações de Trump para o NAFTA
  4. Retalho treme no Japão
  5. Comércio externo da Argentina sob fogo
  6. Amancio Ortega doa €320 milhões para o cancro

1“Made in Germany” é o melhor

A etiqueta “made in Germany” é a mais confiável para bens e serviços, segundo um novo relatório. O grupo de pesquisa Statista garante que a Alemanha tem as conotações mais positivas junto dos consumidores globais, superando as marcas de qualquer outro país ou região. A pesquisa feita em 52 países e a mais de 43.000 consumidores globais posicionou a Suíça em segundo lugar. O país obteve classificações altas nas categorias “símbolo de status” e “autenticidade”, um reforço para indústrias-chave suíças, como a relojoaria e a chocolataria. Porém, a perceção da qualidade vai além dos produtos mais óbvios e impacta tudo aquilo que sai de um país. O relatório ressalvou por isso que a etiqueta alemã é amplamente associada à alta qualidade e altos padrões de segurança em todas as indústrias. No relatório, a União Europeia (UE) surgiu em terceiro lugar. A etiqueta “made in UE”, criada apenas em 2003, deve principalmente a sua reputação positiva a classificações globais consistentemente elevadas de consumidores comunitários e não comunitários. A Grã-Bretanha ocupou o quarto lugar na lista, logo à frente da Suécia. Nas posições seguintes figuraram o Canadá e a Itália (com pontuação excelente para o design), com o Japão (altamente classificado em tecnologia), os EUA e a França a surgirem também nos dez primeiros. O ranking é, porém, uma má notícia para a China, com o país a ocupar o lugar mais baixo na lista de etiquetas de países confiáveis. No entanto, a China supera todos os outros na relação “preço/performance”. Os EUA surgiram entre os países cuja reputação global mais tem piorado nos últimos 12 meses, sugerindo um “efeito Trump”. Mas as grandes mudanças políticas também prejudicaram a reputação da Turquia e da Grécia.

2SMCP de vento em popa

O SMCP, grupo que detém as marcas de moda francesas Sandro, Maje e Claudie Pierlot, relatou uma subida nos lucros e vendas anuais, números que se devem em parte ao fascínio pela estética “parisian chic” dos clientes chineses. «As nossas marcas encarnam um “parisian chic” ambicioso e acessível, que seduz os clientes chineses», atestou o presidente-executivo Daniel Lalonde em entrevista à agência noticiosa Reuters. O grupo de moda francês, controlado pelo chinês Shandong Ruyi, informou que, em 2016, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) subiu 22%, para os 130 milhões de euros. As vendas aumentaram 16,4%, para os 787 milhões de euros. O SMCP opera no segmento de luxo acessível e pretende tornar-se líder nesse espaço, até porque o luxo acessível está a beneficiar da forte procura entre uma classe média em rápido crescimento, particularmente em países como a China, onde o grupo tem já 70 lojas. As marcas Sandro, Maje e Claudine Pierlot vendem vestidos com um leque de preços entre os 150 e os 250 euros e empregam práticas de cadeia de aprovisionamento ao estilo de gigantes como a Zara e a H&M. O crescimento do SMCP no seu mercado doméstico também se destacou em 2016, em comparação com o mercado francês da moda, onde as vendas diminuíram 2,6%. As vendas internacionais, que agora representam 54% do seu volume de negócios global, aumentaram 24%. Semelhante a outras grandes empresas de moda, o CEO Lalonde está também a apostar na Internet e nas redes sociais para estimular o crescimento das vendas. O SMCP, que abriu 105 novas lojas em 2016, planeia abrir entre 100 a 125 pontos de venda este ano nas principais cidades do mundo.

3As alterações de Trump para o NAFTA

As mudanças, propostas depois de o presidente-eleito Donald Trump ter adjetivado o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) de “desastroso” durante a campanha eleitoral, pretendem que um país do NAFTA possa reestabelecer as taxas e impostos caso uma avalanche de importações cause «prejuízo grave ou uma ameaça de prejuízo grave» às indústrias domésticas, avançou o Wall Street Journal. Outra proposta afirma que a administração norte-americana pretende «estabelecer regras que exigem que os contratos governamentais sejam conduzidos de uma forma consistente com a lei dos EUA e a política da administração Trump sobre as preferências de compra doméstica». Isso poderia colocar em andamento o plano protecionista de Donald Trump, mas também fazer com que empresas dos EUA perdessem negócios no México e no Canadá. O documento apela ainda à proteção do comércio e do comércio digital, à imposição mais rigorosa da propriedade intelectual e às exigências de que as empresas estatais operem de forma comercial. A proposta está sujeita a revisão e a administração Trump deve dar ao Congresso 90 dias de antecedência, de acordo com a legislação comercial, antes de iniciar as renegociações formais do NAFTA.

4Retalho treme no Japão

As vendas de retalho no Japão subiram pelo quarto mês consecutivo em fevereiro, mas apenas 0,1%, de acordo com o ministério da economia, do comércio e da indústria. A última leitura ficou aquém do aumento de 0,5% esperado pelos analistas e muito inferior ao aumento de 1% observado em janeiro. O crescimento moderado deveu-se sobretudo às vendas de combustíveis, que escalaram 10% em função dos preços mais altos do petróleo, e às vendas de automóveis, que subiram 4,8%, graças à popularidade de novos veículos. No entanto, as vendas dos grandes armazéns caíram 2,8% no mês passado, motivadas pela desaceleração da compra de vestuário de primavera. As vendas nos supermercados também caíram 2,6% e as vendas de vestuário também foram fracas. As vendas de beleza aumentaram 1,5% e as vendas nas lojas de eletrónica caíram 1%, arrastadas pelas fracas vendas de computadores pessoais e outros aparelhos. As vendas combinadas em retalhistas e armazenistas caíram 0,1% no mês passado, para os 3.539 biliões de ienes (aproximadamente 29,6 biliões de euros). Os analistas observaram que os gastos sentiram uma quebra porque, nesta primavera, os empregadores ofereceram os aumentos salariais mais baixos em quatro anos.

5Comércio externo da Argentina sob fogo

As promessas do presidente Mauricio Macri de acabar com as restrições comerciais e facilitar a abertura do comércio argentino ainda não chegaram aos importadores, que continuam a precisar de ir a tribunal para libertar mercadorias retidas pelo sistema aduaneiro do país. Os atrasos levaram as empresas a apresentarem um número crescente de pedidos aos juízes a exigir que o governo liberte as suas importações. Segundo Macri, o número total de bens que precisaram de licenças de importação quase triplicou para os 1.628, dos 618 no governo anterior, de acordo com os dados oficiais do governo. O reforço do licenciamento destinou-se a proteger os empregos durante a recessão. «Isto é protecionismo, claro e simples», declarou Ruben Garcia, presidente da Câmara Argentina de Importadores, durante uma entrevista. «Os importadores estão a seguir a recorrer aos tribunais porque há impedimentos que não devem existir». Ao mesmo tempo, Macri está a receber duras críticas dos fabricantes que temem não poder competir com os bens importados, uma vez que Macri promete liberalizar o comércio. Os queixosos incluem empresas de calçado, vestuário e brinquedos que estão a fazer lobby para bloquear as importações de forma a colocar um travão na concorrência. As importações de calçado subiram para 27,3 milhões de pares em 2016 face aos 22,6 milhões no ano anterior, enquanto os têxteis importados representaram 61% do mercado local no ano passado, relativamente aos 50% em 2015. «O nosso nível de atividade caiu 25%, mais do que o declínio do consumo, que foi de 15%», analisou Jorge Sorabilla, presidente da Fundação Pro-tejer, um grupo de lobby para empresas têxteis e de vestuário. «Esses 10% adicionais devem-se às importações», acrescentou. As acusações destacam o difícil jogo de equilíbrio do governo na tentativa de abrir a economia da Argentina sem com isso fomentar os despedimentos e o descontentamento popular.

6Amancio Ortega doa €320 milhões para o cancro

A fundação de solidariedade do homem mais rico da Europa e patrão do grupo Inditex, Amancio Ortega, adiantou na semana passada que irá investir cerca de 320 milhões de euros em novas tecnologias de rastreio do cancro da mama, oferecendo-as a hospitais públicos, em Espanha. De acordo com a Reuters, este é o maior donativo até aos dias de hoje feito pela Fundação Amancio Ortega. A fundação é financiada por dividendos pagos pelos 60% de Ortega no grupo Inditex, que detém nomes como Zara, Massimo Dutti, Stradivarius e Pull and Bear. As máquinas de rastreio e tratamento do cancro da mama já foram adquiridas para hospitais na Galiza e Andaluzia e as doações serão agora estendidas aos hospitais públicos por toda a Espanha. A Fundação Amancio Ortega foi criada em 2001, mas esta doação foi considerada a mais elevada de sempre. Até 2015, a fundação tinha gasto cerca de 24 milhões de euros. Até ao momento, os projetos têm estado focados em Espanha, incluindo bolsas de estudo para o estrangeiro e centros de estudo. Ortega foi considerado o quarto homem mais rico do mundo pela Forbes, em 2017, com uma riqueza pessoal avaliada em 71,3 mil milhões de euros.