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Breves

  1. Indústria britânica cria laços com designers
  2. Levi’s abre janela para a inovação
  3. Quicksilver muda de nome
  4. Jaeger de novo insolvente
  5. VF Corp foca-se na China
  6. ITV indiana quer travar aumento da rupia

1Indústria britânica cria laços com designers

Foi criada uma base de dados com produtores britânicos para ajudar os designers a criarem relações com a cadeia de aprovisionamento e chegarem às unidades de produção. A British High-End Manufacturers Database foi lançada na semana passada pelo British Fashion Council (BFC), juntamente com a CEO Caroline Rush e o professor Christopher Moore, diretor da British School of Fashion da Glasgow Caledonian University, e é o primeiro marco em 2017 da iniciativa “Positive Fashion”” do BFC. O desenvolvimento da base de dados começou como parte de um grupo de trabalho criado em 2015, que incluiu a retalhista Marks & Spencer, a associação têxtil e vestuário UKTF, a Creative Skillset, o The Alliance Project e o Centre for Fashion Enterprise. A base de dados é de acesso gratuito e faz parte do BCF Designer Fact File, uma plataforma para os designers que dá informação e formação em vários tópicos, com conteúdo fornecido por profissionais. Numa primeira fase, esta base de dados foi estabelecida através de recomendações de designers, assim como através de pesquisa. Na segunda fase, o BFC vai fazer uma auditoria a todos os produtores listados e a base de dados deverá crescer de forma orgânica, à medida que designers e parceiros do BFC recomendam mais produtores e os fornecedores solicitam a sua inclusão. As empresas listadas abrangem vestuário de criança, calçado, lingerie, vestuário de homem, vestuário exterior e vestuário de senhora. «Durante 2017 e depois, o BFC está a tentar celebrar as melhores práticas na indústria através do exemplo direto e de processos de facilitação da mudança», explica a organização. «Através da iniciativa Positive Fashion o BFC espera encorajar os negócios dos designers a darem prioridade à sustentabilidade e práticas éticas», indica o BFC.

2Levi’s abre janela para a inovação

Numa tentativa de revelar a tecnologia por detrás do seu design e desenvolvimento de produto, a gigante dos jeans Levi Strauss & Co lançou uma nova experiência online que dá uma visão interativa dos bastidores do seu laboratório de inovação de denim. O Eureka Innovation Lab 360º Experience faz uma visita interativa do laboratório, que foi lançado em 2013 e dedica-se ao design, investigação e desenvolvimento criativo – incluindo protótipos avançados como o casaco Commuter Trucker, resultante da colaboração com o Project Jacquard da Google. De acordo com a empresa, a experiência revela o «atelier de denim do futuro» da marca, permitindo que os visitantes cliquem em “pontos quentes” para revelar mais informação sobre a inovação e o know-how envolvidos no desenvolvimento de um par de jeans. «Creio que percebemos quando construímos o Eureka há alguns anos que tínhamos a oportunidade de definir o futuro», afirma Bart Sights, vice-presidente de inovação técnica. A experiência, disponível no site da Levi’s, também permite que os consumidores vejam os mais recentes lançamentos de produto, incluindo os novos 501 Skinny e, simultaneamente, comprem a coleção.

3Quicksilver muda de nome

Após a reestruturação depois da bancarrota no ano passado, a Quicksilver revelou que mudou de nome para Boardriders Inc, numa ação que afirma assinalar uma nova fase no progresso de reviravolta da empresa. As marcas Quicksilver, Roxy e DC Shoes vão, contudo, manter o seu nome. «A mudança de nome da nossa empresa significa o início de um novo dia na Boardriders», indica Pierre Agnes, CEO da Boardriders. «As nossas equipas em todo o mundo têm construído o nosso ressurgimento tijolo a tijolo. A sua paixão e execução incansável, juntamente com a lealdade dos nossos clientes, fornecedores e parceiros, permitiu-nos concluir a fase de reestruturação do nosso plano de reviravolta e começar a mudar o nosso foco para o crescimento. À medida que nos articulamos para o crescimento, pensamos que é importante reconhecer a importância das nossas três marcas icónicas e a paixão pela cultura de pranchas que essas marcas apoiam», acrescenta. Em fevereiro do ano passado, a empresa emergiu da reorganização do Capítulo 11 e começou uma reviravolta agressiva. Desde essa altura, «alterou dramaticamente a sua estrutura de custos, repensou todo o seu motor de desenvolvimento mundial, tornou a distribuição mais eficiente, reduziu o inventário em excesso e aumentou a clareza, rigor e disciplina em toda a organização». A empresa anunciou ainda que vai abrir a primeira loja Boardriders nos EUA, em Malibu, no próximo outono.

4Jaeger de novo insolvente

A marca britânica Jaeger poderá estar novamente perto da insolvência, colocando em risco cerca de 700 postos de trabalho. A retalhista britânica de vestuário Edinburgh Woollen Mill Group terá assumido o controlo da empresa, tendo comprado a dívida aos proprietários da marca, a Better Capital, por 7 milhões de libras (aproximadamente 8,2 milhões de euros), de acordo com o jornal The Sunday Times. O artigo, publicado no dia 2 de abril, afirma que o acordo representa um prejuízo de 62 milhões de libras para a empresa de private equity, que comprou a Jaeger em 2012. Uma fonte «próxima da situação», citada pelo jornal, afirma que a Jaeger irá entrar em insolvência após a mudança de mãos e descreveu a marca como estando «verdadeiramente quebrada» e «incorrigível» na sua forma atual. Entretanto, a Edinburgh deverá comprá-la após a insolvência, refere o The Sunday Times, fechando a maioria das lojas físicas da marca e transformando a empresa «numa marca vendida em concessões e online». A Alix Partners deverá ser nomeada como administradora pelos diretores da Jaeger, acrescenta a notícia.

5VF Corp foca-se na China

A gigante americana do vestuário VF Corp, que detém as marcas The North Face, Timberland e Wrangler, vai focar-se na agilidade e na procura da cadeia de aprovisionamento, digitalização e investimento na China, como parte de um plano quinquenal desvendado há dias. O plano de crescimento estratégico para 2021 foi pensado para dar um retorno «superior» aos acionistas, indicou a VF Corp numa reunião com os investidores. A empresa indica que a nova estratégia vai focar-se em quatro elementos fundamentais, que inclui a revisão do portefólio de marcas da empresa. O encaminhamento do investimento para a Ásia faz também parte da estratégia, com um foco especial na China, indica a empresa. O plano quinquenal vai ser implementado através de «investimentos amplificados» e uma atenção especial a seis capacidades: design e inovação, criação de procura e experiência de marca, análise de dados, excelência no retalho, agilidade da cadeia de oferta e procura, e talento. «O nosso plano estratégico de crescimento para 2021 alimenta a nossa aspiração de crescer consistentemente através da criação de produtos e experiências de marca fantásticos que transformem e melhorem a vida dos consumidores em todo o mundo», explica Steve Rendle, presidente e CEO da empresa. «A VF tem algumas das marcas mais adoradas e icónicas do mundo e uma organização talentosa que tem a paixão e o empenho para prosperar num mercado em rápida mudança», acrescenta. A VF Corp espera aumentar o volume de negócios a uma taxa composta de crescimento anual entre 4% e 6%, alimentada pelas suas principais marcas – a Vans, a The North Face e a Timberland – e as plataformas de negócio internacionais e diretas ao consumidor. «A força e consistência das nossas principais marcas e plataformas de negócio dão-me uma grande confiança na nossa capacidade de atingir os nossos objetivos», acrescenta Rendle. Na mais recente atualização dos resultados trimestrais, a VF Corp revelou uma queda tanto nas vendas como nos lucros no quarto trimestre, com o lucro líquido a cair 15%, para 264,3 milhões de dólares, enquanto o volume de negócios total manteve-se relativamente estagnado em 3,32 mil milhões de dólares, em comparação com 3,33 mil milhões de dólares.

6ITV indiana quer travar aumento da rupia

O Apparel Export Promotion Council (AEPC) da Índia está a pedir ao governo para implementar «uma estratégia pensada cuidadosamente» e ter uma «abordagem pragmática» para travar a valorização da rupia, que estará a afetar as exportações. Nos últimos 12 a 18 meses, o yuan chinês desvalorizou 13%, enquanto a taka do Bangladesh desvalorizou 6% e o dong do Vietname caiu 7%. Já a rupia da Índia valorizou quase 6% nos últimos três a cinco meses, de acordo com o AEPC. O AEPC afirma que a indústria têxtil da Índia teve esperança quando o governo implementou um pacote especial em junho de 2016 que oferecia «incentivos financeiros e de investimento significativos» e «flexibilidades laborais críticas», com o objetivo de aumentar as exportações em 30 mil milhões de dólares (cerca de 28,2 mil milhões de euros) e acrescentar 10 milhões de empregos e 11 mil milhões de dólares em investimento adicional em três anos. Contudo, o AEPC indica que apesar das intenções do governo, as exportações praticamente não recuperaram devido a uma forte rupia e à desvalorização das moedas dos concorrentes. «O aumento do preço do algodão e a valorização da rupia não vão apenas anular o impacto pretendido do pacote de medidas, mas também enfraquecer a posição da Índia em relação aos seus concorrentes, se não houver mudanças», adverte Ashok Rajani, presidente do AEPC. «O preço do algodão subiu 24,7% em média em todas as categorias no último ano. Com efeito, algumas categorias registaram um aumento até 35%», aponta. «Os exportadores não são capazes de ter encomendas devido à sobrevalorização da rupia, já que as exportações de vestuário são muito sensíveis ao preço», acrescenta. As exportações de pronto-a-vestir da Índia atingiram 1,60 mil milhões de dólares no mês de fevereiro, registando um crescimento de 5,05% em comparação com fevereiro do ano passado, de acordo com o The New Indian Express. No período entre abril de 2016 e fevereiro de 2017, as exportações atingiram 15,54 mil milhões de dólares, um aumento de apenas 0,6% em comparação com o mesmo período do ano fiscal anterior. Em 2015, as exportações tinham atingido 17,1 mil milhões de dólares. O país conta com cerca de 30 mil empresas de vestuário e 6.635 fábricas têxteis. O principal mercado é os EUA, que representa 23% das exportações de vestuário, seguido do Reino Unido, com 11%.