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  1. ISPO desvenda tendências para 2019
  2. Retalho cresce na Alemanha
  3. Projeto social da Inditex aumenta lucro
  4. Reebok investe em grande na China
  5. Tibete sobe à passerelle em Pequim
  6. Consumo de vestuário subiu em França

1ISPO desvenda tendências para 2019

A ISPO já anunciou as três grandes tendências para a indústria têxtil para a edição do Ispo Textrends 2019. Moment, Dynamic e Calm são os conceitos de base, que irão servir como diretrizes para os participantes no concurso Ispo Textrends – uma área onde, na edição de 2017, as empresas portuguesas arrecadaram 16% das distinções. Moment condensa a necessidade de desafios e competição dos consumidores em todos os níveis através de experiências. Uma tendência que se traduz em produtos multifuncionais e flexíveis, abrindo o desafio para as empresas têxteis criarem produtos versáteis e duradouros, mais inteligentes e mais leves, que se adaptem a diferentes ambientes e tenham uma performance de topo em qualquer situação, das atividades de lazer aos desportos de performance. De tendas a mochilas, dos tecidos antimosquito aos que têm proteção UV, esta megatendência vai sentir-se em todos os aspetos da cadeia têxtil. A tendência Dynamic apoia-se em tecnologia mais limpa e um nível mais elevado de know-how ecológico com menos desperdícios, eliminação de químicos perigosos e um empurrão à reciclagem, por exemplo com a utilização de fios reciclados, de matérias-primas naturais ou sintéticas. A última tendência – Calm – traduz a vontade de um maior equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal. Tecidos suaves e confortáveis integram esta tendência, que dá especial destaque ao toque e aos acabamentos. Para os acessórios, esperam-se produtos mais maleáveis, leves e suaves.

2Retalho cresce na Alemanha

As vendas a retalho na Alemanha recuperaram em fevereiro, ultrapassando as expectativas após um início de ano menos bom, de acordo com os dados publicados pelo gabinete de estatística do país, o Destatis. As vendas a retalho alemãs subiram 1,8% em comparação com janeiro, ajustadas para efeitos de calendário e sazonais. Este marca o maior ganho mensal desde agosto de 2014, quando as vendas também subiram 1,8%. Os analistas antecipavam um aumento de 0,7%. Contudo, as vendas a retalho caíram 2,1% em termos anuais em fevereiro, em termos ajustados à inflação, o que se deveu, em parte, ao facto de fevereiro ter tido menos um dia do que em 2016, apontou o Destatis. Mas as vendas online e por catálogo, que não sofrem os constrangimentos horários, continuaram fortes, com um aumento de 2,9% em termos anuais.

3Projeto social da Inditex aumenta lucro

As lojas for&from da Inditex, um projeto para ajudar a integrar as pessoas com deficiência no mercado de trabalho que é gerido em parceria com organizações sem fins lucrativos, aumentou os lucros em 55% em 2016, com o volume de negócios a aumentar 33% em comparação com o ano anterior. As lojas geraram lucros de 731 mil euros, enquanto o volume de negócios aumentou para 7,1 milhões de euros. Os lucros foram doados a organizações sem fins lucrativos para financiar projetos sociais. As lojas fazem parte do programa for&from da Inditex, que tem como objetivo oferecer soluções sustentáveis e inovadoras dentro do seu modelo de negócios para dar à comunidade. O projeto inclui 12 lojas de retalho, incluindo uma nova loja Tempe for&from em Madrid, que dá emprego a 16 pessoas. Com este lançamento, o programa de integração social da Inditex dá emprego estável a 144 pessoas com deficiência física e mental na sua rede de lojas na Catalunha, Galiza, Valencia e Madrid. O diretor do programa e membro do departamento de responsabilidade social e corporativa Carlos Piñeiro, afirmou na abertura da loja de Madrid que os resultados mostram «provas claras do sucesso económico do modelo, que pode ser comparado com outras lojas Inditex com espaços de venda e produtos semelhantes».

4Reebok investe em grande na China

A Reebok está a planear abrir 500 lojas FitHub na China até 2020. A marca de desporto, detida pelo grupo Adidas, está a colaborar com um novo parceiro de retalho, a Belle International Holdings, para se tornar na «melhor» marca de fitness na região. Só este ano vai abrir 50 lojas. Nos últimos meses, a Reebok abriu sete lojas em cidades como Wuhan, Qingdao e Hangzhou, juntamente com uma flagship em Pequim em janeiro. «Para uma marca de fitness, não há atualmente melhor país para investir do que a China», afirmou Chad Wittman, diretor-geral da Reebok Greater China ao China Daiky. «Gastámos muito tempo e energia a criar uma estratégia em conjunto para a China que responda às necessidades específicas dos consumidores chineses em termos de produto, mensagem e experiências», acrescentou. A marca reposicionou-se com um foco no fitness, um mercado de 80 mil milhões de euros, de acordo com a Reebok. «Na China, os consumidores querem fazer atividades de fitness para serem mais saudáveis e mais bem sucedidos. Há muitas oportunidades para oferecer aos consumidores chineses uma vida melhor através da atividade desportiva», afirmou Wittman. Entre outras coisas, «a Reebok planeia desenhar e fazer alguns produtos na China para responder às necessidades específicas dos consumidores chineses», afirmou Matthew O’Toole, presidente da Reebok, durante uma visita a Pequim. A marca está centrada em três categorias principais: corrida, treino e clássicos. A corrida será uma categoria fundamental para a Reebok este ano, tendo em conta o aumento de popularidade na China nos últimos anos.

5Tibete sobe à passerelle em Pequim

A moda com traços étnicos do Tibete subiu à passerelle da Semana de Moda de Pequim. Aj-Namo, que é proveniente de uma zona predominantemente tibetana na província do sudoeste de Sichuan, começou por ser conhecida como cantora, mas entretanto lançou uma marca de vestuário. Atualmente é conhecida pela sua marca epónima e está sediada em Pequim. No desfile, que decorreu perto da Praça Tiananmen, o centro do universo da política chinesa, uma série de modelos tibetanos e da etnia Han mostraram coordenados coloridos inspirados pelos trajes tibetanos mas alterados para servir os gostos contemporâneos. Um momento que comoveu Aj-Namo, que foi tomada pela emoção quando fez a vénia à audiência no final, com alguns membros da audiência a expressarem a sua aprovação com a invasão da passerelle para envolver a designer com lenços tibetanos tradicionais. «Os tibetanos têm muitos designers talentosos, mas não há nenhuma plataforma para os promover», afirmou à AFP Aj-Namo. A China tem 56 grupos étnicos oficialmente reconhecidos, mas a grande maioria dos mais de 1,3 mil milhões de pessoas do país são Han. Os tibetanos são cerca de 6,3 milhões de pessoas, com a maior parte a viver na metade ocidental da China – na região autónoma do Tibete, assim como nas províncias de Gansu, Qinghai, Sichuan e Yunnan. Muitas minorias étnicas vivem em áreas relativamente pobres, onde educação limitada, barreiras de língua e uma forte economia agrícola dão poucas oportunidades para os jovens prosseguirem uma carreira. «Espero que, graças a esta experiência, mais minorias étnicas, mais tibetanos – sobretudo modelos – se sintam inspiradas a mostrarem-se», afirmou Aj-Namo. As expressões do orgulho étnico tibetano causam tensão na China. Pequim afirma que as suas tropas «libertaram pacificamente» a região em 1951, mas muitos tibetanos acusam o governo central de repressão religiosa e de tentar apagar a sua cultura. O Dalai Lama, o líder espiritual do Tibete, que está exilado na Índia desde 1959, acusou o governo chinês de cometer «genocídio cultural» contra o povo tibetano.

6Consumo de vestuário subiu em França

O consumo em França caiu inesperadamente em fevereiro, depois de ter recuperado em janeiro, de acordo com os números mais recentes do gabinete de estatística Insee, que mostram, contudo, uma subida no vestuário. O consumo baixou 0,8% em termos mensais em fevereiro, revertendo um aumento de 0,6% em janeiro. Os analistas esperavam um aumento de 0,1%. Em termos anuais, o consumo subiu 0,5% em fevereiro, um valor mais baixo do que os 1,1% esperados pelos analistas. O Insee atribuiu o declínio mensal a gastos mais baixos com a energia, que registou uma queda de 10,9% em termos mensais, em contraste com um aumento de 5,1% em janeiro. O consumo em alimentos subiu 0,5%, enquanto o de produtos manufaturados subiu 2,2%, impulsionado por um aumento das compras de vestuário.