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  1. Marketing é mais eficaz ao almoço
  2. Fabricantes chineses apostam no “Made in USA”
  3. Millennials preferem a Asos mas gastam mais na Amazon
  4. Cientistas criam esponja para limpar petróleo
  5. Shiseido avança com robots na produção
  6. Flores anunciam primavera na moda

1Marketing é mais eficaz ao almoço

Um estudo da Yahoo a consumidores internacionais concluiu que eficácia do marketing é maior quando os consumidores estão na disposição certa. A gigante da Internet reuniu 18 mil dados relativos à disposição ao longo de uma semana e realizou entrevistas qualitativas no Reino Unido e nos EUA, assim como um estudo online a mil pessoas que também acrescentou a Alemanha e o Canadá para um dos estudos mais abrangentes sobre a recetividade à publicidade. As conclusões do estudo mostram que os consumidores estão de bom humor 46% do tempo e quando se sentem assim, têm 30% mais de probabilidade de se envolverem com vídeos nativos. A disposição é quase tão crucial quanto a relevância para o que os consumidores estão a fazer num determinado momento. 71% dos consumidores afirmou que clica ou lê anúncios digitais se eles refletirem o que estão a fazer no momento e quase os mesmos (67%) fazem o mesmo se o anúncio for de encontro à sua disposição. Nigel Clarkson, da Yahoo UK, afirma que isso significa que chegar aos consumidores na “altura certa” não tem a ver apenas com responder às suas atividades mas também aos seus sentimentos. Numa análise mais profunda, os consumidores britânicos e americanos sentem-se mais otimistas entre as 11h e as 14h, que é a altura em que também têm mais probabilidade de estar a «gerir as suas vidas, encontrar respostas ou procurar inspiração». E os utilizadores de smartphones durante essas horas têm 15% mais de probabilidade de fazerem o follow up de uma publicidade que viram nos seus telefones.

2Fabricantes chineses apostam no “Made in USA”

Com os impostos prometidos por Donald Trump sobre as importações chinesas a continuarem a ser uma possibilidade, vários produtores chineses estão a criar fábricas nos EUA para minimizar as pressões do mercado, segundo o The Wall Street Journal. De acordo com o Rhodium Group, nos últimos 16 anos, as empresas chinesas investiram 8,6 mil milhões de dólares (8,1 mil milhões de euros) em 778 investimentos para criar unidades produtivas nos EUA. Só no ano passado, as empresas chinesas gastaram 1,4 mil milhões de dólares em 34 projetos deste tipo. Atualmente, os produtores chineses estão a combater grandes desafios, incluindo o aumento salarial, o aumento dos preços da terra, alegações de abuso laboral e pressão em relação à sustentabilidade. Os produtores chineses estão a voltar-se para os EUA para evitar barreiras ao comércio, tornar os custos operacionais mais eficientes e aumentar a proximidade aos consumidores do país. Embora o retalho continue instável e as políticas fiscais de Trump continuem envoltas em incerteza, a abertura de fábricas nos EUA podem ser, segundo os especialistas, uma potencial solução para os produtores chineses que desejam prosperar no mercado competitivo.

3Millennials preferem a Asos mas gastam mais na Amazon

A Asos é o destino mais popular da moda entre os millennials que mais compram, embora a Amazon seja onde gastam a maior parte do seu dinheiro em vestuário, de acordo com a empresa Slice Intelligence. A retalhista online ultrapassou rivais como a Topshop, a H&M e a Forever 21 com a sua oferta abrangente, direcionada para os millennials. A Slice Intelligence analisou os comportamentos de compra de mais de 4,7 milhões de consumidores online com base nos recibos de compra, concluindo que os consumidores entre os 18 e os 35 anos são os maiores consumidores online, representando a quota maior nas compras online de vestuário nos últimos dois anos. A Asos é preferida pela maior parte dos millennials, que geraram 60% do seu volume de negócios em vestuário em 2016. Foi seguida pela start-up de comércio eletrónico Rent the Runway, com 56% do volume de negócios gerado por millennials, e pela ModCloth, com 53%. Tanto a Forever 21 como a Topshop fizeram 52% das suas vendas online de vestuário com consumidores millennials em 2016, enquanto a Express e a Thinx geraram 51%, a Urban Outfitters 50% e a H&M 49%. Já a Amazon é onde os millennials gastam a maior parte do seu dinheiro, com os consumidores entre os 18 e os 35 anos a fazerem 16,6% das suas compras de vestuário online na gigante de comércio eletrónico. No ranking seguem-se a Nordstrom (8,1%), a Old Navy (5,1%); a J. Crew (4,2%), a Macy’s (3,6%), a Victoria’s Secret (3,6%) e a Gap (3,4%).

4Cientistas criam esponja para limpar petróleo

Cientistas no Argonne National Laboratory criaram um material batizado Oleo Sponge que usa espuma e moléculas absorventes de óleo capazes de absorver petróleo derramado no oceano, acima e abaixo da superfície – e depois da esponja ter feito o seu trabalho pode ser reutilizada, assim como o petróleo que foi retirado do mar. As técnicas tradicionais de queimar ou remover o petróleo só funciona quando este fica concentrado na superfície da água. Mas em vários casos, como no derrame de Deepwater Horizon em 2010, os cientistas concluíram que o petróleo ficou abaixo da superfície, onde é difícil de remover. A Oleo Sponge pode tornar o trabalho mais rápido com o petróleo abaixo da superfície. A esponja combina espuma de poliuretano, que é usada nos assentos e em isolamento, com um primário de óxido de metal e moléculas que se agarram ao óleo. A principal inovação é a utilização de óxido de metal, que liga as moléculas que absorvem petróleo à espuma. No futuro, outras moléculas que absorvem diferentes tipos de substâncias poluentes podem ser incorporadas para outros tipos de limpeza. Os cientistas fizeram centenas de testes do material num tanque gigante com água do mar nas instalações do National Oil Spill Response Research & Renewable Energy Test Facility em Nova Jersey, tendo conseguido recolher com sucesso diesel e crude acima e abaixo da superfície da água. O material é particularmente resistente – um cientista que trabalhou no projeto afirma que a esponja não quebrou durante todos os testes – o que significa que pode teoricamente ser usada repetidas vezes num local, tornando esta uma forma eficaz de limpar os derrames com poucos resíduos. Ao mesmo tempo, o facto do petróleo poder ser recuperado pode motivar as empresas petrolíferas a fazerem a limpeza. A Oleo Sponge pode ter um grande impacto na limpeza de derrames de petróleo, mas pode ainda ser usada em situações mais rotineiras – como limpar a água nos portos, onde o elevado tráfego resulta em água poluída.

5Shiseido avança com robots na produção

A gigante da beleza Shiseido pretende «estabelecer uma nova forma de produzir através da colaboração de humanos e robots” e afirmou que introduziu um programa piloto para lançar robots industriais humanoides para as linhas de produção dos seus produtos de maquilhagem. A empresa começou a usar robots na sua fábrica em Kakegawa este mês e afirma ser uma estreia para empresas de cosméticos. Na fábrica, um trabalhador humano e dois robots humanoides trabalham em conjunto para montar as várias partes de diferentes formas e materiais e produzir o produto final. Os robots humanoides cobrem os procedimentos que são difíceis de automatizar com as máquinas convencionais e os atuais robots industriais, enquanto o trabalhador humano se foca na inspeção de defeitos menores, como riscos, para assegurar a qualidade do produto. A empresa afirmou que a iniciativa salvaguarda o seu futuro ao proteger-se das mudanças no ambiente social, como o declínio da força de trabalho, «e pretende estabelecer uma nova forma de produção que responde às mudanças de mercado de forma mais rápida e flexível». A empresa anunciou ainda que tem mais planos em curso «para aumentar a inovação na tecnologia, permitindo que os robots se juntem para operações mais complexas e altamente dimensionais através da aplicação da tecnologia de inteligência artificial».

6Flores anunciam primavera na moda

A primavera volta a trazer as flores para o centro da moda, com as propostas para a estação a encherem-se de estampados florais all-over ou em pequenos apontamentos. As flores, símbolo de renascimento, são sinónimo de primavera e como tal, enchem vestidos, blusas, jumpsuits, t-shirts e acessórios. A tendência espelhou-se nos desfiles das principais semanas de moda em setembro e outubro de 2016. Em Milão, em particular, as flores foram vistas em todo o lado, desde looks retro a sportswear, coordenados casuais ou ultrafemininos. A Roberto Cavalli misturou flores com outros motivos em tops, vestidos e calças largas, a Blumarine colocou-as em peças leves e transparentes e a Dolce & Gabbana colocou flores XXL na sua coleção toda, incluindo acessórios. Em Paris, por seu lado, a Chloé mostrou um guarda-roupa floral dos pés à cabeça, com um toque retro e romântico, a Paul & Joe estampou flores em camadas, por cima de outros motivos, como riscas, e a Léonard Paris decorou vestidos compridos com flores, quase em interpretações abstratas, como se inspirados em quadros, num estilo feminino e poético. As marcas de pronto-a-vestir como a Mango, Zara, H&M e Asos seguiram a tendência e a oferta de peças com flores está agora em todo o lado e para todos os bolsos.