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  1. H&M cresce em março
  2. África do Sul apoia ITV
  3. Nike é a referência nos EUA
  4. Retalho britânico desilude
  5. Beckham e Target batem recordes
  6. Limpezas de primavera

1H&M cresce em março

A H&M registou um aumento de 7% nas vendas em moeda local de 1 a 28 de março, com as vendas para o mês completo a subirem 6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Os resultados, contudo, são analisados com cautela, uma vez que as vendas de março, abril e maio devem ser vistas em conjunto uma vez que a Páscoa decorre em meses diferentes consoante o ano, mas também porque este período pode variar registar muitas variações em termos de temperaturas e estado do tempo, destacou a retalhista sueca. Em fevereiro, as vendas da H&M subiram 3%, um valor inferior ao registado nos últimos meses, nomeadamente em janeiro, quando as vendas aumentaram 8%, dezembro (+6%) e novembro (+9%). Os resultados significam que a H&M não regista um declínio desde março de 2013. Entretanto, o número total de lojas aumentou de 3.997 para 4.426 ao longo do último ano. No mês passado, a H&M anunciou o lançamento de uma nova marca no Reino Unido este ano, depois dos lucros e vendas no primeiro trimestre terem ficado abaixo do esperado.

2África do Sul apoia ITV

O sector têxtil e vestuário da África do Sul criou e salvou milhares de postos de trabalho com a ajuda do programa de incentivo à produção do Departamento de Comércio e Indústria do país. Sob a iniciativa, que faz parte do Programa de Competitividade dos Têxteis e Vestuário, o organismo aprovou 4,9 mil milhões de rands (cerca de 343,6 milhões de euros) de incentivos, com mais de 3,1 mil milhões de rands a serem desembolsados no último ano fiscal. Numa intervenção na primeira Clothing Manufacturing Industry Sector Summit, que teve lugar em Durban, o Ministro do Comércio e Indústria, Rob Davies, afirmou que as empresas que se qualificaram e beneficiaram dos programas foram capazes de salvaguardar 81.252 empregos. Foram ainda criados 9.672 postos de trabalho e a criação líquida de emprego aumentou para 4.785 postos de trabalho no último ano fiscal desde o início do Programa de Competitividade dos Têxteis e Vestuário em 2010. O programa foi lançado para estabilizar o emprego e melhorar a competitividade no geral na produção de vestuário, têxteis, calçado, couro e artigos em pele. «O que quer que seja necessário fazer para proteger a indústria, tem de ser feito, mas deve ser no interesse do desenvolvimento da indústria e melhorar a base de aprovisionamento local», afirmou Rob Davies, citado pelo just-style.com. O Ministro do Comércio e Indústria incitou os delegados presentes na cimeira a iniciarem um diálogo entre produtores e retalhistas sobre produção local e a não abandonarem as questões de conceder poder e transformação. «A questão dos rebates no sector têxtil e vestuário é ainda uma questão quente dentro da indústria e parte do plano do governo é ainda apertar o controlo das importações e aumentar as taxas para o máximo possível como fizemos no início, quando estávamos a relançar toda a indústria. Toda a cadeia de valor deve estar envolvida no avanço do sector», concluiu.

3Nike é a referência nos EUA

A gigante de artigos de desporto Nike continua a ser a marca preferida pelos adolescentes nos EUA, de acordo com um novo estudo que refere ainda que o consumo total deste grupo etário caiu em comparação com o ano passado. No geral, o consumo dos adolescentes baixou 2,4% em termos anuais, revelou o 33.º estudo semestral da Piper Jaffray “Taking stock with teens”, que analisa as tendências de consumo e as preferências de marcas entre 5.500 adolescentes em 43 Estados norte-americanos. A Piper Jaffray revelou ainda que a contribuição dos pais para o consumo dos adolescentes está igualmente em queda, tendo baixado para 63% em comparação com a média de 68% dos estudos anteriores. Atualmente, a alimentação é a categoria mais importante na carteira dos adolescentes, representando 24% dos gastos, enquanto o vestuário ocupa a segunda posição, com 19%. No entanto, as compras de artigos de desporto não abrandaram, com 41% dos adolescentes a citarem uma marca de desporto como a sua marca de vestuário preferida, em comparação com 26% no ano passado. A Nike ocupa a primeira posição, que saiu reforçada este ano, com uma quota de 31% em comparação com 21% no ano passado. A Adidas, contudo, é a marca com crescimento mais rápido no estudo, tanto na área do calçado como do vestuário. Em sentido contrário, marcas de moda como a Under Armour, Michael Kors, The North Face, Ralph Lauren e Vineyard Vines estão a perder relevância junto dos adolescentes. «Embora o ambiente geral de consumo esteja difícil, estamos a ver o consumo adolescente a mover-se mais para as experiências – comer fora, jogos de vídeo e lazer», afirma Erinn Murphy, analista-sénior de pesquisa na Piper Jaffray. «A quota do consumo de moda foi mais moderada mas continuamos a registar uma grande força no desporto – a Nike continua a ser a marca preferida e a Adidas foi a marca com maior crescimento no nosso estudo», destaca.

4Retalho britânico desilude

Os números da empresa de consultoria BDO mostram que as vendas a retalho comparáveis mantiveram-se estagnadas em março, apesar das temperaturas mais altas e do Dia da Mãe terem contribuído para um aumento do tráfego nas lojas em três das quatro semanas do mês. O High Street Sales Tracker destaca ainda a queda das vendas de moda em termos anuais, que baixaram 0,8% em março, depois de no mesmo mês do ano passado terem registado uma queda de 2,5%. Contudo, o sector teve uma performance melhor do que nos meses anteriores, sublinha. Em fevereiro, as vendas comparáveis desceram 3,4% – o pior resultado do sector desde setembro de 2016. Entre os sectores com melhor performance durante o mês estão o lifestyle (com as vendas a aumentarem 1,4% em termos anuais) e os artigos para a casa (+1,8% em termos anuais, embora denote um abrandamento). Enquanto os retalhistas físicos têm tido dificuldade em converter o tráfego em vendas, online os resultados são melhores, com as vendas a aumentarem 28,1% – o resultado mais alto registado desde janeiro de 2015 (+37,8%). «Março de 2017 é o quarto mês consecutivo a não registar crescimento na high street, apesar de um aumento considerável no tráfego», explica Sophie Michael, diretora de retalho e vendas por grosso na BDO. «A nova estação deveria ter despoletado o consumo na high street e os retalhistas devem estar a questionar-se porque é que não foram capazes de converter visitas em compras. À medida que a inflação começa a ser sentida, num cenário de incertezas económicas, é ainda mais importante que os retalhistas se foquem no produto, na qualidade e na gama. Com as carteiras a fecharem-se, os consumidores vão tornar-se cada vez seletivos sobre como gastam o seu dinheiro. Os retalhistas claramente têm um desafio pela frente e terão de ir mais longe para diferenciar os seus produtos e as suas lojas», acrescentou.

5Beckham e Target batem recordes

A coleção desenhada por Victoria Beckham para a Target bateu todos os recordes de vendas online face às anteriores parcerias da retalhista. Entretanto, o website da Victoria Beckham foi abaixo porque a designer disponibilizou algumas peças para quem não tinha acesso internacional ao website de Target (ou às lojas). «Estou surpresa com a resposta ao lançamento da colaboração #VBxTarget. Obrigada pela paciência e desculpem por qualquer frustração», escreveu Victoria Beckham na rede social Twitter. Depois dos problemas das colaborações anteriores com marcas como a Missoni e a Lilly Pulitzer, a Target decidiu instituir limites para impedir que os revendedores aproveitassem os atrativos preços para artigos de design. Embora a revenda não tenha sido completamente controlada – há peças à venda no eBay –, tudo indica que a retalhista resolveu o problema de arbitragem, considerando o facto da coleção estar a bater recordes de vendas, mas ainda haver artigos disponíveis nas lojas Target e online. As parcerias em design fazem parte das investidas da Target desde a década de 1980.

6Limpezas de primavera

A chegada da primavera e dos dias mais quentes e longos exige, tradicionalmente, uma limpeza do guarda-roupa, que pode passar por uma renovação ou apenas pela passagem de testemunho entre as peças-chave de cada uma das estações. De acordo com os portais da especialidade há, pelo menos, seis peças, padrões ou silhuetas que devem ser substituídos por alternativas mais em linha com a estação quente. O casaco envelope pesado do inverno deve sair de cena para que o papel principal pertença à gabardina, uma das pedras basilares do guarda-roupa estival. A peça clássica completa quase todos os looks da temporada com sofisticação casual. O material rico que dominou todos os coordenados deve também tirar férias. Na primavera, o veludo é substituído pela renda, que mantém o acabamento luxuoso e romântico dos coordenados, mas com a requerida leveza. Os vestidos de malha dão lugar aos camiseiros, peça híbrida que se coaduna com os dias mais frescos ou com as altas temperaturas, caso se usem em camadas ou apenas combinados com um calçado confortável. Nos padrões, o tradicional tartan, que mora na maioria dos coordenados da estação fria, dá lugar ao xadrez vichy que, respeitando a geometria, possibilita coordenados mais descontraídos. O blazer, por sua vez, passa o testemunho ao casaco caqui, uma das cores da estação quente de 2017. Ainda dentro da última camada, o aconchego do cardigan deve ser trocado pela fluidez do quimono, uma peça que tem vindo a intersetar as coleções de verão, mas que este ano ganha nova expressão pela adição de materiais como o denim ou pormenores como o bordado.