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  1. Magic chega ao Japão
  2. Zippy brinca em Abu Dhabi
  3. Primavera em arco-íris
  4. Burberry soma e segue “agora”
  5. Americanos cortam no calçado
  6. Amazon emprega 45 mil robots

1Magic chega ao Japão

Depois de se considerar o Japão o terceiro maior mercado de moda do mundo, num pódio partilhado com os EUA e a União Europeia, a edição inaugural da IFF Magic Japan confirma o país como o anfitrião de uma feira verdadeiramente internacional para a indústria da moda. O evento é fruto de uma joint-venture entre a Magic, promovida pela UBM, e a nipónica JFW – International Fashion Fair e decorre entre hoje e sexta-feira (26 e 28 de abril) no centro de exposições Tokyo Big Sight. De acordo com a UBM, «a IFF Magic Japan pretende educar, inspirar e facilitar o comércio, proporcionando uma experiência única para o mercado asiático, incluindo o Japão». A IFF Magic Japan servirá ainda como montra para marcas de moda e designers japoneses, que ali poderão promover o seu trabalho não só junto do mercado nipónico mas sobretudo para o mercado global, e como oportunidade para marcas internacionais e fornecedores, que assim poderão aceder ao lucrativo mercado japonês. À margem das trocas comerciais, a feira vai receber seminários sobre digitalização, design e negócios da moda, entre outros. O certame terá duas edições anuais, uma na primavera e outra no outono. A organização confirmou para esta edição a presença de compradores e retalhistas de pelo menos 30 países.

2Zippy brinca em Abu Dhabi

A marca de moda infantil Zippy reforçou recentemente a presença internacional com a inauguração das primeiras lojas em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. Os novos pontos de venda estão localizados nos centros comerciais Al Wahda Mall e Yas Mall, estando a sua abertura integrada no plano de expansão global da Zippy. A loja no centro comercial Al Wahda Mall ocupa uma área de 291 metros quadrados e a loja no Yas Mall conta com uma área de venda de 263 metros quadrados, permitindo à Zippy, reconhecida pelo 5.º ano consecutivo como “Marca de Confiança”, fortalecer a sua presença na região do Médio Oriente. Estas aberturas da insígnia que veste os mais pequenos dos 0 meses aos 14 anos pretendem «desenvolver em Portugal uma marca capaz de competir a nível global, através de uma forte aposta na inovação, que privilegia a qualidade e o design a preços competitivos», refere a Zippy em comunicado. As novas lojas em Abu Dhabi seguem o atual conceito de loja, «que oferece um ambiente de loja distintivo, com serviços únicos que vão ao encontro das diferentes necessidades dos pais e das crianças e que contribuem para uma experiência de compra mais completa», em vestuário, calçado, acessórios e puericultura. A marca abriu a sua primeira loja em março de 2004 e conta atualmente com mais de 100 lojas a nível mundial, repartidas por mais de 20 países, nomeadamente Portugal, Espanha, Arábia Saudita, Arménia, Azerbaijão, Cazaquistão, Chipre, Egipto, Equador, Filipinas, Geórgia, Iraque/Curdistão, Líbano, Líbia, Marrocos, Moçambique, Qatar, República Dominicana, Tunísia, Turquia e Venezuela.

3Primavera em arco-íris

Com a chegada dos dias quentes e mais longos dá-se o regresso às cores vivas e faz-se do guarda-roupa um arco-íris alinhado com a natureza. Este verão, as cores não são apenas vibrantes, são ousadas e desafiam as minimalistas e conservadoras a experimentarem o verde-sapo, amarelo-cítrico e fúcsia forte. As sugestões foram deixadas nas passerelles de marcas como a Dries Van Noten ou a Tibi, nas quais as tonalidades de amarelo primrose ofereceram a dose certa de dramatismo. Na Gucci e na Hugo Boss, o azul-marinho clássico foi substituído pelo azul-lápis. A primeira optou por pintar com ele um vestido de folhos enquanto a segunda contrastou o formal com camisolas verdes e bolsas vermelhas. Graças ao excesso dos anos 1980 que domina a estação, outra das cores populares é o roxo. Visto nas coleções de marcas como a Balenciaga, Balmain ou Trussardi, o tom começa agora a salpicar as ruas. Esta abordagem arrojada à cor pode surgir em monocromia, para os guarda-roupas que não têm medo de arriscar, ou nos acessórios e na peça da primeira camada, como um crop top, caso se pretenda manter quanto baste de discrição no coordenado.

4Burberry soma e segue “agora”

Nos seis meses terminados a 31 de março de 2017, a Burberry reportou um crescimento de 19% na receita de retalho, agora nos 1,27 mil milhões de libras (aproximadamente 1,52 mil milhões de euros), com as vendas comparáveis a subirem 3% e 2% no terceiro e quarto trimestre, respetivamente. Devido ao atual ambiente de retalho desafiante nos EUA, a marca britânica falhou as suas estimativas para o quarto trimestre em 2%. Não obstante, o alcance do modelo ver agora/comprar agora, que a Burberry se adiantou a implementar, vai além das vendas e, neste caso, o novo calendário está a compensar. De acordo com um relatório divulgado na semana passada, o desfile da marca em fevereiro de 2017 gerou «alcance e envolvimento online recordes», com o tráfego na Makers House – uma exposição em Londres que permite que os visitantes conheçam a nova coleção – a aumentar em 50%. Enquanto isso, o digital (impulsionado pelo móvel) também cresceu, assim como as categorias de moda. A marca conheceu uma forte reação comercial à sua coleção de fevereiro, com especial destaque para o outerwear técnico e para o lançamento da gabardina tropical, uma variação mais leve da peça-assinatura da marca. À luz destes números, os analistas consideram que a Burberry está a capitalizar sobre o modelo ver agora/comprar agora, em comparação com os arquirrivais que também o adotaram.

5Americanos cortam no calçado

Os consumidores norte-americanos mudaram a sua atitude em relação ao calçado e a acessórios de moda que outrora eram considerados must-haves e, como consequência, as vendas estão a ser afetadas. O maior crescimento está a acontecer em categorias que refletem experiências e não nas roupas e acessórios, artigos que muitas vezes se adquirem apenas por ostentação. Contudo, isto significa que, dentro da categoria, o calçado desportivo está em alta, assim com as mochilas e as malas de viagem nos acessórios. A crescente popularidade do calçado desportivo e de lazer reflete também a mudança na forma como as pessoas se vestem no quotidiano, com o athleisure a dominar. Ainda que o vestuário continue a desfrutar de crescimento consistente no segmento de moda, as vendas de calçado e acessórios estão a cair, com a procura de calçado e bolsas particularmente afetada, segundo a empresa de pesquisas NPD Group. As quedas no sector significam que as vendas totais do segmento moda permaneceram estáveis no ano até ao final de fevereiro, afirma o relatório. Porém, nos EUA, as vendas de calçado caíram 1%, para os 65 mil milhões de dólares (aproximadamente 61 mil milhões de euros) nos 12 meses, atingidas pelas perdas em loja, enquanto as vendas de acessórios de moda caíram 7%, para os 51 mil milhões de dólares durante o mesmo período. As quebras aconteceram online e em loja. Mais preocupante ainda, não só os consumidores gastaram menos nas duas categorias, como compraram menos artigos. «As perdas que aconteceram no calçado e nos acessórios de moda são indicadores importantes das mudanças fundamentais que ocorreram no segmento moda no retalho», explicou Michael Cohen, analista do sector para o NPD Group. Embora a categoria de lazer desportivo tenha sido um ponto positivo no sector do calçado, o segmento de moda, que representa mais de 40% da faturação anual, foi desafiado no ano passado – caindo 6% nos últimos 12 meses. Ainda que a indústria de acessórios de moda tenha conhecido o crescimento em categorias como malas de viagem e mochilas, até aqui, o seu maior jogador era a categoria de bolsas, avaliada em 7,3 mil milhões de dólares, que perdeu mais de mil milhões de dólares em vendas entre março de 2016 e fevereiro de 2017. «As influências de activewear que impulsionaram o vestuário não afetaram as empresas de acessórios e calçado da mesma forma», acrescentou Cohen.

6Amazon emprega 45 mil robots

O número de robots utilizados pela gigante online Amazon nos seus armazéns está a aumentar exponencialmente e, agora, superou a marca dos 45 mil, segundo o Seattle Times, que noticia que o número cresceu mais de 50% num ano. No Natal de 2015, aproximadamente 30 mil robots estavam ativos nos 20 principais armazéns da Amazon em todo o mundo, trabalhando ao lado de 230 mil funcionários, refere o jornal americano. Os robots são utilizados sobretudo para o transporte de mercadorias, para um peso até 270 quilos. No entanto, continuam a ser necessárias competências humanas para o embalamento. «Mudámos, outra vez, a automação, o tamanho, a escala e continuamos a aprender e a crescer», afirmou o diretor financeiro da Amazon, Brian Olsavsky, sublinhando que alguns armazéns já estão «totalmente equipados», ainda que muitos «não sejam por razões económicas».