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  1. Otimismo reina na New Look
  2. VF Corp à descoberta de África
  3. Global Brands compra Planet Sox
  4. Nelly.com implementa YuniquePLM
  5. Vendas de moda sofrem em outubro
  6. Reciclagem de celulósicas fecha o ciclo

1Otimismo reina na New Look

A retalhista britânica de moda New Look está otimista em relação aos resultados anuais e revelou que pretende expandir-se ainda mais na China, numa altura em que registou lucros e vendas mais elevados do que o esperado no primeiro semestre. Nos seis meses terminados a 26 de setembro, os lucros brutos atingiram 39,5 milhões de libras (56,4 milhões de euros), um aumento de 40,6% face ao ano anterior. O lucro foi ajustado para ter em conta os custos não-recorrentes de 93,2 milhões de libras relacionados com a aquisição e refinanciamento por parte da Brait. Em junho, a empresa de investimento sul-africana Brait comprou 90% da New Look por 780 milhões de libras, avaliando a retalhista britânica em 1,9 mil milhões de libras. A família Singh, fundadora do negócio, e a atual administração da empresa detêm os restantes 10%. As vendas no período subiram 5,9%, para 756 milhões de libras, enquanto as vendas comparáveis da marca New Look aumentaram 4,9%. As vendas comparáveis no Reino Unido cresceram 4,7%, as vendas no website subiram 37,9% e as vendas de comércio eletrónico por terceiros aumentaram 47,2%. Anders Kristiansen, CEO, considera que os resultados mostram a força da oferta da New Look e o progresso estratégico que fez relativamente aos produtos, lojas e website. Além disso, sublinhou, «as nossas lojas chinesas continuam a ter uma boa performance, com os consumidores a reagirem favoravelmente à nossa oferta atenta à moda. Continuamos em curso para o objetivo de ter 85 lojas abertas no país até ao final do ano. Com o apoio da nossa nova proprietária, a Brait, estamos a planear aumentar o investimento nas nossas iniciativas estratégicas para acelerar o crescimento». Em relação à situação atual, Kristiansen afirmou que o sector beneficiou do regresso a condições meteorológicas mais normais em comparação com o ano passado. «Continuamos a gerir o negócio de forma prudente, mas a reação positiva à nossa atual oferta de produto dá-nos confiança à medida que nos aproximamos do Natal», resumiu.

2VF Corp à descoberta de África

A gigante americana de vestuário e calçado VF Corp revelou que continua a analisar as oportunidades na África Oriental, com planos para aumentar a sua base de sourcing na região. Um porta-voz da VF revelou ao just-style.com que recentemente a empresa visitou e encontrou-se com fornecedores e com o governo local para compreender melhor o potencial da região, com foco na Quénia, Etiópia, Uganda e Tanzânia. «Pretendemos aumentar a nossa base de sourcing e a nossa presença na região e atualmente o nosso foco está no trabalho com os nossos parceiros locais para aumentar a capacidade em instalações seguras que respondam às elevadas expectativas que temos para todos os fornecedores da VF», afirmou o porta-voz. Os comentários surgem quatro meses depois da VF ter confirmado o seu interesse em África à medida que continua a criar um «portefólio equilibrado» de países que podem produzir os seus artigos. A VF tem produzido uniformes no Quénia nos últimos dois anos e em novembro do ano passado revelou que estava a tentar entrar na Etiópia. Em julho, o diretor-executivo da empresa, Eric Wiseman, afirmou que «África é um local que nos interessa. Está a emergir e é uma espécie de nova localização para a indústria de vestuário e calçado – e nós estamos lá, de uma forma muito reduzida, a tentar aprender que papel pode ter no nosso futuro».

3Global Brands compra Planet Sox

O Global Brands Group comprou a empresa de design, marketing e distribuição de meias Planet Sox como parte dos planos para aumentar a sua presença na indústria de meias. A Planet Sox gere várias marcas licenciadas, desde personagens de banda-desenhada a moda de senhora e homem. O seu portefólio de licenças inclui a Disney, Nickelodeon, Hasbro, Fila, Head Sport, Kate Spade e Kensie. Os produtos são vendidos essencialmente em grandes armazéns, cadeias de calçado desportivo, lojas especializadas e retalhistas discount de gama média. A Global Brands informou que a compra é uma adição ao negócio de acessórios da empresa. «A transação representa uma extensão natural da nossa plataforma de crescimento e alinha-se com a nossa estratégia de nos centramos nas categorias de produto chave da Global Brands», afirmou o CEO Bruce Rockowitz. «Estamos entusiasmados com as oportunidades que podemos aproveitar para fazer crescer não só o nosso negócio de acessórios mas também todo o nosso portefólio de marcas», acrescentou. A Global Brands é uma empresa que derivou do gigante de sourcing Li & Fung no ano passado, altura em que se tornou um negócio independente.

4Nelly.com implementa YuniquePLM

A retalhista sueca online Nelly.com anunciou que está a implementar a solução YuniquePLM da Gerber Technology para ajudar a gerir os processos de design e desenvolvimento das suas linhas próprias de artigos de moda, assim como das quase 700 marcas que tem no seu catálogo online. A retalhista direciona-se para pessoas atentas à moda entre os 18 e 35 anos e gera mais de 10 milhões de visitas por mês. Criada em 2004 como plataforma de compras das marcas mais procuradas, a Nelly.com expandiu a sua atividade recentemente para incluir a criação das suas marcas próprias. As vendas de produtos destas marcas aumentaram significativamente e representaram 35% do volume de negócios total da empresa nos primeiros nove meses de 2015. A Nelly.com está centrada nos mercados nórdicos, que representam cerca de 90% das suas vendas, mas também serve consumidores em todo o mundo, enviando para cerca de 60 países. «À medida que as nossas marcas próprias continuam a crescer, aumenta também a necessidade de um sistema que apoie a nossa cadeia de aprovisionamento», explica o CEO da Nelly.com, Magnus Månsson. «Com a nossa necessidade de comunicação rápida entre o design e as instalações de produção, a colaboração eficiente é essencial», acrescenta. A solução YuniquePLM é uma plataforma sediada na Internet que ajuda as equipas em todo o mundo a comunicar de forma eficiente, ao mesmo tempo que acelera os fluxos de trabalho e reduz os erros.

5Vendas de moda sofrem em outubro

A falta de descontos e temperaturas anormalmente altas para a época afetaram o consumo em outubro no Reino Unido, com as cadeias de moda a serem as mais prejudicadas. Segundo o High Street Sales Tracker da empresa de consultoria BDO, as vendas comparáveis nos retalhistas de moda desceram 0,4% em termos anuais nas cinco semanas até 1 de novembro, em comparação com uma quebra de 1,3% no mesmo mês do ano passado. A BDO acredita que descontos esporádicos levaram a performances díspares durante o mês, com alguns retalhistas a decidirem lançar saldos inesperados em artigos que estavam com dificuldades em vender devido às temperaturas quentes, como vestuário de exterior. Muitos grandes armazéns viram as vendas descerem, com os retalhistas nas cidades maiores a registarem quebras nos números de visitas às lojas. No geral, as vendas comparáveis (excluindo vendas fora das lojas físicas) subiram 0,2%, depois de setembro ter registado os melhores resultados desde 2012, com o maior aumento mensal desde abril do ano passado. Embora o crescimento de 17,6% das vendas fora das lojas físicas tenha sido menor do que o aumento de 31,1% no mesmo período do ano passado, os retalhistas de moda «tiveram um bom mês online», colhendo os frutos de campanhas de marketing por email e saldos inesperados. Sophie Michael, diretora de retalho e vendas por grosso na BDO, afirmou que o padrão de descontos variável não conseguiu atrair os consumidores, com muitos a esperarem pelos saldos do final do mês. «As dificuldades de resposta e caos generalizado na Black Friday do ano passado foram bem documentados, mas parece que a antecipação este ano nos meios de comunicação social pode ter aumentado a relutância generalizada em pagar preço total», explica. «Um outubro quente reduziu a necessidade imediata de guarda-roupa de inverno e apenas aumentou as dificuldades que resultaram num declínio generalizado das vendas a retalho. Os consumidores estão muito informados e os retalhistas têm de encontrar a estratégia de descontos que irá aproveitar a confiança para gastar dos consumidores à medida que o Natal se aproxima», sublinha.

6Reciclagem de celulósicas fecha o ciclo

Uma empresa sueca de tecnologia desenvolveu um processo para a reciclagem de ciclo fechado de fibras celulósicas e garante que pode fornecer a indústria têxtil com uma fonte alternativa de matérias-primas que protege as florestas. A Re:newcell, a empresa por detrás da nova tecnologia, desenhou a política de sourcing amiga das florestas antigas com a ajuda da Canopy, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a proteger as florestas, espécies e climas em todo o mundo. «Ao dar uma matéria-prima reciclada alternativa à indústria de polpa, a Re:newcell vai reduzir a procura por fibras de madeira e, consequentemente, ajudar a proteger as florestas intactas e os animais que aí vivem», sustenta a empresa sueca. A tecnologia permite a produção de novos têxteis a partir de fibras de algodão e celulósicas usadas, nomeadamente viscose e liocel. Estes materiais são transformados numa polpa, que pode alimentar a cadeia de produção têxtil comum para fazer novas fibras de elevada qualidade. O processo é barato e, alegadamente, não exige químicos perigosos para o ambiente. Embora muitas empresas estejam a trabalhar para fechar o ciclo nas suas cadeias de aprovisionamento, conseguir um ciclo de produção que recicle uma peça de vestuário através do regresso à forma inicial de fibras tem-se mostrado difícil de atingir. Segundo a Re:newcell, em 2020 haverá escassez de 5 milhões de toneladas de fibras celulósicas em todo o mundo face à procura.