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  1. Ikea dá o troco à Balenciaga
  2. Homens florescem na primavera
  3. Zara pinta denim com artistas espanhóis
  4. Grandes armazéns preocupam Moody’s
  5. Prada em momento de viragem
  6. Marca Enlata tem novo rosto

1Ikea dá o troco à Balenciaga

Depois de a casa de moda nas mãos do diretor criativo Demna Gvasalia ter colocado à venda uma bolsa muito semelhante ao saco de compras da Ikea – mas a custar 2.400 vezes mais –, a cadeia sueca decidiu dar o troco, com humor. A Ikea lançou uma campanha de publicidade em resposta ao caso que se tornou viral nas redes sociais onde se pode ler: “Frakta, ‘a original’”. Este é o slogan de um dos cartazes que a Ikea está a utilizar, numa referência clara à bolsa de luxo que parece ser uma cópia do seu modelo. Numa segunda publicidade, a empresa esclarece mesmo «como identificar um saco Frakta original», que afinal custa 70 cêntimos e não 1.700 euros, como o sugerido pela Balenciaga.

2Homens florescem na primavera

Para a primavera-verão 2017, marcas ditadoras de tendências como a Prada, Gucci ou Loewe apontaram aos estampados e padrões o caminho para os guarda-roupas masculinos. Por isso, com a subida das temperaturas, a geometria e o colorido dos estampados clássicos parecem ser os melhores aliados dos homens modernos. Ainda que as coordenadas tenham sido deixadas pelas passerelles do luxo, há já versões mais acessíveis no retalho, quer se trate de camisas de manga curta, quer se esteja a falar de calções. Para os dias mais imprevisíveis, o impermeável é a peça-chave. Florais coloridos ou a preto-e-branco, riscas discretas ou em tons contrastantes e as folhagens têm sido os padrões vencedores, mas há também bolas, o trendy padrão vichy e sugestões mais conceptuais. O importante, de acordo com os especialistas, é limitar a utilização de apenas um padrão por coordenado.

3Zara pinta denim com artistas espanhóis

Rostos com vários olhos, explosões de cores primárias, animais, flores e muito denim compõem a mais recente investida criativa da Zara. A retalhista espanhola selecionou peças pintadas a óleo dos artistas espanhóis Ricardo Cavolo, Mario de Santiago e Mercedes Bellido para a coleção de sucesso “Oil-On-Denim”. Há seis peças à venda, entre blusões, jeans e minissaias e apenas podem ser adquiridas online. Os preços variam desde 29,95 até 49,95 euros, enquadrando-se também nas propostas da Zara Trafaluc (a linha mais jovem da Zara). Cavolo, o nome mais conhecido dos três, avaliou que a iniciativa da retalhista espanhola «tem funcionado muito bem». «As pessoas estão muito surpreendidas com a boa produção, porque todas as peças parecem realmente pintadas à mão. A Zara deu-me toda a liberdade para desenvolver o que quisesse», acrescentou. Para conceber as suas peças, Cavolo inspirou-se no Japão. «Todas as peças são em denim e o Japão é o país com maior tradição e produção de grande qualidade do tecido», completou o ilustrador.

4Grandes armazéns preocupam Moody’s

De acordo com o mais recente relatório da agência de rating, os grandes armazéns continuam a merecer advertências da Moody’s. Além de um declínio de 1% nas vendas, a agência prevê uma queda este ano de 7% a 8% nos lucros operacionais dos retalhistas. Os grandes armazéns foram duramente atingidos por mudanças nos hábitos de compras, desaceleração no tráfego nos shoppings e concorrência de retalhistas online e cadeias off-price. Mas, ainda assim, os grandes armazéns não são os únicos retalhistas a enfrentar pressões. Cadeias de descontos como a J.C. Penney e armazéns como o Costco também deverão assistir a uma quebra nos lucros este ano, entre 4% a 5%, estimam os analistas da Moody’s. O Wal-Mart, que por si só representa cerca de três quartos dos ganhos dos retalhistas de desconto e armazéns, terá os seus lucros operacionais afetados pelo seu pesado investimento em comércio eletrónico e pela sua guerra de preços. Isso ajudará a estagnar o lucro operacional de todo o subsector em 2017. A Target também deverá ser prejudicada pelos seus esforços para impulsionar o comércio eletrónico e diminuir os preços. Os retalhistas especializados também conhecerão uma estagnação do lucro operacional em 2017, influenciado por declínios da Bed, Bath & Beyond, Rent-A-Center e Signet, segundo a Moody’s. Ainda que o comércio eletrónico esteja a crescer rapidamente, em comparação com o retalho global, os esforços dos retalhistas online estão a ficar dispendiosos e isso significa que «vai demorar anos» até que se consiga um crescimento real. A Amazon, no entanto, continuará a «construir sobre a sua clara vantagem neste segmento de mercado». Entre as empresas com melhor desempenho, a Moody’s destacou a Home Depot, a Lowe’s, a Dollar General, a Dollar Tree, a Advance Auto Parts, a Autozone e a O’Reilly Automotive.

5Prada em momento de viragem

Depois de um 2015 particularmente difícil, a Prada revelou que 2016 agravou a situação financeira da casa, com declínios mais acentuados nas vendas e lucros. Ainda assim, com a receita a mostrar sinais de recuperação no final do ano, a Prada considera que 2016 poderá apenas ter sido um «momento de viragem». Nos 12 meses até janeiro, o lucro caiu 16% para 278,3 milhões de euros, o mais baixo desde a sua IPO em 2011. A receita líquida desceu 9%, para 3,2 mil milhões de euros, na sequência da má performance nas lojas operadas diretamente. No entanto, a Prada viu sinais de recuperação no segundo semestre de 2016, quando o declínio das vendas abrandou nos 6% e conheceu um crescimento a dois dígitos no mercado chinês, onde o crescimento tinha desacelerado anteriormente. As vendas totais regressaram ao crescimento positivo em janeiro. O CEO Patrizio Bertelli considerou 2016 «um ano desafiante de transição». Com as vendas de retalho em queda, a empresa está a repensar a sua estratégia. No retalho tradicional, em vez de abrir mais lojas, a Prada tenciona renovar as existentes para melhorar a experiência do cliente, bem como testar novos conceitos, como lojas pop-up. No comércio eletrónico, a casa de moda italiana já contratou nova equipa totalmente dedicada ao desenvolvimento da sua estratégia digital. Os planos incluem apostar no comércio eletrónico global, lançar o pronto-a-vestir feminino nas plataformas de comércio eletrónico da Prada e Miu Miu para que todos os produtos estejam disponíveis, relançar os websites da Prada e da Miu Miu para melhorar a funcionalidade e o story-telling e aumentar a conversão de publicações nas redes sociais em vendas.

6Marca Enlata tem novo rosto

A marca nacional Enlata Bags, que oferece bolsas femininas fabricadas de forma artesanal a partir excedentes têxteis, encurtou o nome – de Enlata Bags passou a Enlata –, tem novo logotipo, website e coleção. Depois de uns meses de interrupção, a dupla fundadora Graça Ramalho e Maria Vasconcelos decidiu fazer um refresh e voltar à carga com a coleção primavera-verão 2017, explorando novos caminhos e modelos nunca antes experimentados, como as mochilas. O modelo clássico – a bolsa Almada – continua a ser vendido, mas em novas cores. Novos tecidos também foram experimentados, desde o denim ao chiffon. A inspiração principal continua a ser a cidade-mãe da marca, a Póvoa de Varzim, mas agora surgem os ambientes campestres e os jardins, para complementar a coleção. «Relembramos que é tudo artesanal e que não há uma bolsa igual à outra, pois como referimos na nossa nova assinatura, “nós não produzimos, criamos”», ressalvam as fundadoras da marca de acessórios para senhora.