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  1. Swimwear da Panos Emporio dá à costa portuguesa
  2. Violeta by Mango passeia por Lisboa
  3. Amazon lança marca própria de moda
  4. Rupia prejudica exportações de vestuário
  5. Garmon revoluciona acabamento de denim
  6. Hugo Boss vende menos

1Swimwear da Panos Emporio dá à costa portuguesa

A Panos Emporio chega oficialmente a Portugal no dia 9 de maio, mais precisamente ao El Corte Inglés de Lisboa, que venderá em exclusivo as propostas da marca de swimwear para homem. Os clientes dos grandes armazéns vão, assim, poder usufruir dos calções da coleção Meander da Panos Emporio, apresentados como um modelo inovador para quem pretende um bronzeado total ou liberdade de movimentos em desportos náuticos – com fechos laterais invisíveis que uma vez abertos permitem enrolar o tecido e transformar os calções num slip. Panos Papadopoulos, fundador da marca Panos Emporio é de origem grega, mas há mais de 30 anos que vive na Suécia, onde tem desenvolvido a sua carreira. Depois de anos de estudo a observar como as pessoas se comportavam na praia, Papadopoulos percebeu que muitos homens enrolavam os seus calcões para cima a fim de obterem um bronzeado total. A coleção foi projetada para ir ao encontro desta tendência, oferecendo uma solução.

2Violeta by Mango passeia por Lisboa

«Uma viagem inspiradora pela cidade das sete colinas», é assim que a retalhista espanhola descreve o cenário da campanha da linha plus-size para a primavera-verão 2017, já à venda online e em lojas selecionadas. A modelo Georgia Pratt foi fotografada pela lente de Bill Gentle em alguns dos recantos da capital portuguesa para apresentar as mais recentes propostas da linha. Dos pastéis de Belém ao elétrico, das ruas às colinas de Lisboa, Georgia Pratt acaba por convidar as clientes da Violeta by Mango a uma visita guiada por alguns dos locais mais icónicos da cidade enquanto mostra que a moda tem muitos tamanhos, neste caso até ao 54. Peças off-shoulder, bordados e padrões tomam conta da coleção destinada a esta estação quente. A Violeta by Mango, dedicada a «mulheres com curvas», como a definiu, na altura do seu lançamento, Violeta Andic Maytek, responsável da linha e sobrinha de Isak Andic, fundador da empresa, abriu a primeira loja por terras lusas em julho de 2016, no Dolce Vita Tejo da Amadora.

3Amazon lança marca própria de moda

Em mais uma iniciativa para expandir a categoria de vestuário, a Amazon lançou a sua marca própria, batizada Find, com propostas para homem e senhora. A gama de preços varia entre 23 euros para jeans de senhora a cerca de 55 euros para um vestido. Atualmente estão disponíveis cerca de 400 artigos para os membros com o pacote de subscrição Prime. O lançamento oficial deverá ter lugar no verão. «Adoramos moda e desenhamos para pessoas que também adoram moda», afirma a Amazon no website. «Acreditamos que as roupas devem inspirar a usar sem ter de gastar muito», acrescenta. A Find é a mais recente aposta da Amazon para expandir a sua influência na categoria de vestuário. No início do ano, uma série de anúncios de emprego estava a pedir gestores de marca «para criar marcas autênticas de activewear de private label que tenham um ADN único e atrativo e tragam inovação fantástica que o consumidor valorize». A retalhista online tem agora várias linhas de vestuário, incluindo a Amazon Essentials, dedicada a vestuário básico de homem e senhora, a Buttoned Down, com camisas para homem, e a Ella Moon, com vestuário casual boémio para senhora. Mais recentemente lançou ainda uma linha de roupa interior para senhora. Glen Tooke, diretor na área do consumidor na Kantar Worldpanel, acredita que a Amazon tem de se diferenciar. «Num mercado em declínio, porque é que os consumidores devem gastar na sua marca? Sim, tem rapidez de entrega e muitos utilizadores, mas o mesmo acontece com centenas de outros retalhistas. Fazer parte de um “grande armazém” online como a Amazon é benéfico para as vendas, mas demasiada escolha pode ser mau. Procurar “vestido preto” na Amazon gera mais de 80 mil resultados – a Find não pode ficar perdida entre as outras marcas e produtos usados no website, por isso um microsite é um bom começo. Ao mesmo tempo, a Amazon não pode comprometer as relações existentes – se os seus artigos tiverem preços demasiado baixos e abaixo da concorrência, a empresa pode ver as marcas a limitarem o que vendem através da sua plataforma».

4Rupia prejudica exportações de vestuário

As exportações da indústria têxtil e vestuário da Índia podem ser afetadas a curto prazo pela valorização da rupia face ao dólar, assim como pelo abrandamento das importações de vestuário por parte de mercados tradicionais. De acordo com a agência de rating India Ratings and Research (Ind-Ra), mais de 70% das exportações indianas de têxteis e vestuário são contratualizadas em dólares, por isso a valorização da rupia face ao dólar deverá afetar o comércio internacional, em volume e valor. No ano até à data, a rupia indiana valorizou mais de 5% em 2017, embora tenha havido um movimento favorável de 1%, 0,5% e -1% para as principais nações concorrentes, nomeadamente a China, Bangladesh e do Vietname, respetivamente. A Ind-Ra estima que os resultados em rupias vão diminuir 3% a 5% a curto prazo, tendo impacto na rentabilidade das empresas da cadeia de valor têxtil. A agência indica que isto pode ofuscar alguns dos ganhos resultantes do pacote governamental de estímulo às exportações e da saída dos EUA do Acordo de Parceria Transpacífico (TPP). Contudo, a Ind-Ra acredita que o mix de vestuário de valor acrescentado dos exportadores de vestuário, a estrutura leve de dívida e uma liquidez razoável irá ajudar a compensar. As grandes fiações e tecelagens deverão sofrer menos impacto devido ao seu perfil diverso de lucros, juntamente com o custo e qualidade dos seus produtos. Os produtores de vestuário vocacionados para a exportação serão os mais afetados, aponta a agência, devido à sua concentração geográfica (nos EUA e na Europa) dos seus lucros, baixa quota de mercado e baixo poder de negociação junto dos seus clientes mundiais.

5Garmon revoluciona acabamento de denim

A Garmon Chemicals desenvolveu uma nova forma de acabar denim que “revoluciona” o processo tradicional de stone washing, usando um spray com enzimas dentro de sistemas fechados como máquinas de lavar. Até agora, a colocação de enzimas no vestuário e têxteis na forma de uma bruma fina era uma prática questionável devido à possibilidade das enzimas ficarem suspensas na atmosfera. Mas num trabalho desenvolvido com a Tonello Garment Finishing Technologies e a produtora de enzimas Novozymes, foram detetadas quantidades negligenciáveis de enzimas no ar, usando um procedimento específico com um spray de enzimas Garmon ATB 710 numa máquina de lavar Tonello Core. O novo Nimbus-z para tratamentos enzimáticos faz parte da plataforma Nimbus de auxiliares e corantes químicos que podem ser nebulizados ou colocados em spray em vestuário e têxteis em sistemas fechados. O processo pode ser usado para produtos como resinas, amaciadores, corantes e branqueadores óticos, assim como com auxiliares como pré-tratamentos de denim e agentes dispersores. Devido ao método de entrega, a plataforma Nimbus oferece benefícios, incluindo poupanças de água até 80%, poupanças energéticas «significativas» e menos químicos, devido ao contacto e reação mais eficiente entre os princípios ativos e os substratos, indica a Garmon. Segundo Alberto de Conti, diretor de marketing da Garmon Chemicals, os tratamentos de denim passaram historicamente por duas grandes evoluções: a “idade sólida” a partir do final dos anos 60, que usava pedra pomes, e a “idade líquida” dos anos 90, quando as enzimas começaram a substituir os processos anteriores. «Com a inovação Nimbus-z, a indústria entra na “idade da nebulização” dos tratamentos enzimáticos seguros através de sistemas nebulizadores contidos», afirma.

6Hugo Boss vende menos

A marca alemã Hugo Boss registou uma queda dos lucros no último ano fiscal, provocada por uma diminuição das vendas da marca Boss e por perdas no seu mercado interno. Nos 12 meses até 31 de dezembro, os lucros caíram 39%, para 193,6 milhões de euros, em comparação com 319,4 milhões de euros em 2015. As vendas do grupo caíram 4%, para 2,69 mil milhões de euros. A queda das vendas foi atribuída ao declínio das vendas da marca Boss, sobretudo relacionadas com a reformulação da distribuição no negócio grossista, nomeadamente nos EUA. As vendas da Boss Green e da Hugo, em contrapartida, registaram crescimentos de dois dígitos. A região da Europa, Médio Oriente e África registou um pequeno aumento das vendas, com o crescimento na Grã-Bretanha a compensar os ligeiros declínios na Alemanha e em França. Nas Américas, contudo, as vendas baixaram significativamente, especialmente no mercado dos EUA, e na Ásia-Pacífico houve igualmente uma ligeira diminuição. Em 2016, o grupo adotou medidas para regressar ao crescimento rentável e sustentável, focadas particularmente em melhorias na sua posição nos mercados dos EUA e da Ásia, redução dos custos operacionais e esforços para assegurar a rentabilidade sustentada da sua rede de lojas. Em 2017, a empresa espera que os resultados anuais se mantenham estáveis. «A mudança na direção estratégica adotada na segunda metade de 2016 e a implementação das iniciativas associadas vão moldar o ano de 2017 para a Hugo Boss. O grupo está a assumir que vai regressar ao crescimento rentável e sustentável a médio prazo», indicou em comunicado.