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Breves

  1. Modatex ruma à Finlândia
  2. Cortefiel reúne-se com credores
  3. Yoox Net-a-Porter acelera em 2017
  4. Três indispensáveis no guarda-roupa
  5. David Lynch desenha para a Agnès B.
  6. Retalho japonês soma vendas em março

1Modatex ruma à Finlândia

O centro de formação foi convidado a participar no Taitaja 2017, campeonato de profissões finlandês que abrange 53 categorias e que conta com a participação de mais de 500 concorrentes, que decorrerá entre os dias 15 e 18 de maio, em Helsínquia. O convite foi feito durante o Campeonato Europeu das Profissões, que decorreu em Gotemburgo no ano passado, no qual as alunas do Modatex Joana Queirós e Ticiana Valente participaram na categoria de Tecnologia de Moda. «Os organizadores da prova finlandesa ficaram impressionados com a qualidade da formação e com a prestação das duas formandas portuguesas, pelo que quiseram contar com a presença de uma aluna do Modatex na prova que vão realizar», pode ler-se no comunicado enviado pelo centro de formação. A formanda de design de moda Joana Queirós, rumará assim Helsínquia em representação do Modatex, participando na prova de Moda Feminina na qualidade de convidada internacional sendo, aliás, a única aluna não finlandesa na categoria. Esta participação no campeonato finlandês servirá ainda como preparação para o WorldSkills, que terá lugar em Abu Dhabi, em outubro, onde a aluna do Modatex será a representante portuguesa na prova de Tecnologia de Moda.

2Cortefiel reúne-se com credores

Os credores da Cortefiel deverão encontrar-se com a empresa de moda espanhola e os seus proprietários, as empresas de private equity CVC, Permira e PAI, a 11 de maio, antes de uma possível venda do negócio, de acordo com várias fontes próximas da situação. A reunião na próxima quinta-feira, que irá decorrer em conjunto com a apresentação anual de resultados da Cortefiel, será a primeira vez que credores e a empresa se reúnem desde que começaram os rumores de que o trio de empresas de private equity se estará a preparar para vender o negócio. A Goldman Sachs está a gerir o processo de venda, de acordo com fontes mencionadas pelo WGSN. O processo ainda não foi formalmente lançado, mas a empresa fez já algumas abordagens informais a potenciais compradores, referiu uma das fontes. Ao mesmo tempo, um grupo de fundos que comprou a dívida da Cortefiel na Europa mandatou a consultora de reestruturação financeira Houlihan Lokey para representar os seus interesses. Os fundos compraram cerca de 900 milhões de euros em dívida, que chegará à maturação em março de 2018. Se não houver uma oferta suficientemente forte pela empresa, é possível que os proprietários da Cortefiel façam um acordo com os credores que pode levar a que estes últimos assumam o controlo do negócio, avançam as fontes. «É pouco claro o que vai acontecer. Os credores vão querer um bom retorno pelo seu investimento, o que significa uma oferta de pelo menos 750 a mil milhões de euros», afirmou a fonte. «Se não conseguirem isso, os credores podem acabar por tomar conta da Cortefiel», acrescentou. A Cortefiel tem passado por uma série de rondas de reestruturação financeira desde que foi comprada pelos atuais proprietários em 2005 por 1,8 mil milhões de euros, tendo em conta o cenário difícil do retalho em Espanha. A mais recente reestruturação foi em março de 2014, quando a Cortefiel reviu cerca de 1,4 mil milhões de euros em dívida. Foi ainda integrada uma provisão que prevê que a Cortefiel passe automaticamente para as mãos dos credores se a empresa não atingir os objetivos e o Ebitda ficar abaixo dos 70 milhões de euros, de acordo com a Thomson Reuters. A performance do grupo recuperou no ano passado e a decisão de vender o grupo está relacionada com os horizontes de investimento das empresas de private equity e o desejo de sair do negócio depois de 10 anos, indicou uma terceira fonte citada pelo WGSN. «A Cortefiel registou uma performance positiva em 2016 e também beneficiou de um forte início de 2017. Respondeu completamente a todos os compromissos em termos de pactos e lucros em 2016 e está completamente confiante que vai continuar a fazer o mesmo este ano», resumiu a fonte.

3Yoox Net-a-Porter acelera em 2017

A Yoox Net-a-Porter entrou com o pé direito em 2017 e no primeiro trimestre registou um aumento de 15,4% do volume de negócios, impulsionado pelo crescimento nas suas lojas flagship, que representam agora 11% do total. As vendas atingiram 515 milhões de euros, acima do valor de 512 milhões de euros esperado pelos analistas, com as vendas nas flagships online a subirem 20,6% nos primeiros três meses do ano. No canal multimarca, que inclui a Net-a-Porter e Mr Porter, as vendas subiram 12,2%, para 266,7 milhões de euros, representando 51,8% do total. Já os sites de outlet, que incluem o Yoox e o The Outnet, cresceram 18,5%, para 192 milhões de euros, representando 37,3% do total. Durante os primeiros três meses, o grupo processou 2,2 milhões de encomendas, em comparação com 2 milhões entre janeiro e março de 2016, com um valor de compra médio de 343 euros. Em termos geográficos, as vendas na América do Norte subiram 21,2%, para 161,3 milhões de euros; no Reino Unido aumentaram 2,5% (14,3% a taxas de câmbio constantes), para 66,7 milhões de euros; na Europa (excluindo Itália e Reino Unido) cresceram 11,2%, para 134,5 milhões de euros, refletindo o abrandamento na Alemanha e em França; a Ásia-Pacífico continuou a demonstrar a sua força com as vendas a subirem 31,5%, para 91 milhões de euros, sobretudo impulsionadas por Hong Kong e China; e o resto do mundo registou um aumento de 0,7%, para 29,9 milhões de euros, refletindo um forte crescimento no Médio Oriente. «O primeiro trimestre registou um forte crescimento do volume de negócios, em combinação com várias iniciativas estratégicas que nos colocaram no caminho para os nossos objetivos ambiciosos a curto e médio prazo», indicou o CEO Frederico Marchetti. «Com vários lançamentos exclusivos, coleções cápsula e campanhas inovadoras, incluindo Alaïa, Cartier, Gucci e Tiffany, entre outras, a Yoox Net-a-Porter está orgulhosa de reforçar a sua posição como principal parceira de retalho online das mais prestigiantes marcas na moda, joalharia e relojoaria de luxo», acrescentou Marchetti. Ao longo do período, a parceria com a Armani para a marca A|X Armani Exchange, anteriormente ativa apenas na América do Norte, foi alargada ao Reino Unido e vai ser lançada noutros países europeus até ao final do ano. Já a Mr Porter vai lançar este mês uma nova coleção cápsula exclusiva desenhada pelo diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele, com a Gucci a ter registado «extremamente bem em todas as plataformas», destacou. A Yoox Net-a-Porter revelou ainda que planeia investir 160 a 170 milhões de euros este ano, sobretudo em tecnologia.

4Três indispensáveis no guarda-roupa

Há peças de roupa que podem ser infinitamente reinterpretadas por designers e marcas a cada nova estação, sem nunca perderem o seu ADN clássico e intemporal. A camisa branca, as luvas e os smokings são, para os gurus da moda, três itens intocáveis pela rotatividade e efemeridade das tendências. «Na cultura consumista atual, o nosso envolvimento com a moda é muitas vezes dominado por relacionamentos de curto prazo com as roupas», resume a professora Dilys Williams, diretora do Centro de Moda Sustentável do London College of Fashion, ao jornal The Independent. Um desses itens é a camisa branca. Nos anos 1800 era considerada uma peça de primeira camada, apenas usada com casaco. Em 1900, tornou-se um símbolo da crescente classe trabalhadora – ou dos “colarinhos brancos”. Nos anos 1920, assumiu-se como item de moda, quando Coco Chanel a introduziu nas suas coleções. Na década de 40, era tendência graças a personalidades de Hollywood como Katherine Hepburn, Ava Gardener e Lauren Bacall, mas foi Audrey Hepburn que fez da camisa branca um item icónico nos anos 1950. Nos anos 60, a camisa branca foi novamente reinterpretada e transformou-se numa peça andrógina, embainhada por nomes como Twiggy ou Patti Smith. Nos anos 1970, a camisa branca manteve-se relevante graças às coleções de Guy Laroche e Yves Saint Laurent, e a Vivienne Westwood nos anos 80. Nos anos 1990, a camisa branca foi simplificada com uma abordagem mais minimalista, em propostas de Junya Watanabe, Martin Margiela e Calvin Klein. A estética minimal continua hoje a ser explorada por marcas como a Céline. Já as luvas são funcionais e nunca saem de moda. Com as baixas temperaturas, as luvas são necessárias e, em determinados ambientes, as luvas completam um coordenado sofisticado. Como acessório básico, as luvas são também unissexo e intemporais. O smoking, por seu turno, originalmente designado “casaco de jantar”, é a pedra basilar do guarda-roupa formal do homem. Como epíteto de intemporalidade, pouco mudou desde que Henry Poole fez o primeiro modelo, em 1865.

5David Lynch desenha para a Agnès B.

A apenas alguns dias abertura da 70.ª edição do Festival de Cinema de Cannes – o festival decorre de 17 a 28 de maio –, a marca de moda francesa Agnès B. presta tributo ao icónico realizador americano David Lynch, com o lançamento de duas t-shirts desenhadas pelo próprio realizador da série “Twin Peaks”. A criação destas t-shirts, que estão disponíveis em exclusivo nas lojas Agnès B. e online, foi inspirada pela renovada presença de David Lynch no Festival de Cannes, que irá mostrar dois episódios da terceira temporada de Twin peaks. Além disso, dois dos filmes do realizador americano serão em breve lançados no cinema e em DVD em França. A Agnès B. é uma marca muito próxima do cinema e tem sido a marca escolhida por David Lynch há vários anos, um outro fator que levou ao lançamento desta minicolecção. A marca já lançou no passado t-shirts desenhadas por Gilbert and George, Gus Van Sant e Claude Lévêque. As t-shirts desenhadas por David Lynch ostentam desenhos originais do realizador em cima de backgrounds neutros. Dois filmes de David Lynch, “Eraserhead” (em Portugal assumiu o título “No céu tudo é perfeito”) e “Twin Peaks, Fire Walk With Me” (“Twin Peaks: os últimos dias de Laura Palmer”) serão lançados numa coleção de DVD a 4 de julho pela Agnès B. em parceria com empresa de produção e loja parisiense de DVD Potemkine e em colaboração com a MK2.

6Retalho japonês soma vendas em março

As vendas a retalho no Japão aumentaram 2,1% em termos anuais em março, com base numa forte procura por automóveis e eletrónica de consumo, assim pelo valor mais alto de combustíveis, marcando a quinta subida consecutiva. Em termos mensais, as vendas cresceram 0,2%, tendo aumentado 0,3% em fevereiro. Contudo, as baixas temperaturas prejudicaram o vestuário de primavera, com as vendas no mês de março a descerem 4,4% em termos anuais, depois de terem caído 0,7% em fevereiro.