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  1. House of Fraser compra Issa
  2. Novo homem ao leme da Cavalli
  3. Zalando com vendas revigoradas
  4. Cowboys urbanos ditam tendências
  5. Retalho de Hong Kong regressa ao crescimento
  6. Monoprix substitui humanos por tecnologia de ponta

1House of Fraser compra Issa

Os grandes armazéns britânicos House of Fraser (HoF) adquiriram a marca de moda premium Issa, com sede em Londres, mas o valor da aquisição não foi, até à data, revelado. A primeira gama estará disponível na loja física e online para a temporada outono-inverno 2017/2018. A aquisição enquadra-se na nova visão estratégica da HoF, anunciada em março, que envolve a revisão do portefólio de marcas. A marca Issa providenciará «um destino para roupas premium, glamourosas e de qualidade, desenhadas especificamente para eventos», explicou a empresa. A gama vai ser lançada com 50 opções, incluindo estilos-chave com um leque de preços entre as 79 e as 199 libras (aproximadamente entre 94 e 236 euros) e acessórios com preços entre as 25 e as 79 libras. Maria Hollins, diretora executiva de compras e design da HoF, explicou que «a equipa de design e compras tem trabalhado muito nos últimos dez meses para desenvolver uma linha que fosse fiel à marca Issa, mantendo o elemento de luxo das roupas, mas oferecendo uma abordagem moderna. As clientes irão reconhecer os estampados icónicos da Issa que desenvolvemos dentro da gama, bem como os estilos icónicos cobiçados».

2Novo homem ao leme da Cavalli

A Roberto Cavalli confirmou esta quarta-feira Paul Surridge como novo diretor criativo, substituindo Peter Dundas, que deixou a marca em outubro de 2016. O designer britânico terá a responsabilidade criativa de todas marcas do grupo. No currículo de Surridge constam os papéis de consultor criativo da Acne Studios e de diretor criativo de Z Zegna, entre 2011 e 2014. O designer formado pela Central Saint Martins trabalhou também na Calvin Klein nos anos 1990, com Christopher Bailey na Burberry e com Raf Simons na Jil Sander – trabalho no qual acabaria por ser cruzar com Gian Giacomo Ferraris, agora CEO da Roberto Cavalli. Referindo-se à nova direção criativa da casa, Ferraris afirmou: «Conhecemos muitos candidatos, muitos deles mostraram grande potencial criativo, o que dificultou a decisão, mas a razão que nos levou a selecionar Paul Surridge foi que, a par da sua qualidade criativa distintiva, ele mostrou um forte interesse em continuar a desenvolver o código da casa». Já Surridge mostrou-se «honrado e orgulhoso de levar adiante o legado desta extraordinária casa italiana». Em outubro último, Ferraris iniciou uma reorganização de toda a empresa, que coincidiu com a saída do diretor criativo Peter Dundas. A reorganização resultou no encerramento dos escritórios da Roberto Cavalli em Milão, transferindo-se todas as operações para Florença, bem como na eliminação de 200 das suas 672 lojas. A produção, logística e retalho da marca também vão ser racionalizadas, com o objetivo de se conseguir a rentabilidade operacional já em 2018. A estreia de Surridge será em setembro, com a apresentação da coleção feminina primavera-verão 2018, em Milão.

3Zalando com vendas revigoradas

As vendas da Zalando subiram 23% no primeiro trimestre, para os 980,2 milhões de euros, com o lucro líquido a subir 11% para os 5,1 milhões de euros, embora os custos acrescidos relacionados com o armazenamento e transporte marítimo no mesmo dia tenham ofuscado as impressionantes receitas do trimestre. O EBIT, no entanto, ficou estagnado nos 20,3 milhões de euros e falhou a perspetiva de 23 milhões de euros dos analistas. Entretanto, a Zalando informou também que ultrapassou a barreira de 20 milhões de clientes ativos no primeiro trimestre, com a maioria a fazer encomendas com mais frequência. Isto traduziu-se num forte crescimento tanto na região DACH (Alemanha, Áustria e Suíça) como na restante da Europa, com uma taxa de crescimento semelhante à do ano anterior. As vendas da região DACH cresceram 17%, para os 475 milhões de euros e 28%, para os 428,3 milhões de euros, no resto da Europa. Segundo a Zalando, a taxa de crescimento forte foi também suportada pelas campanhas de marketing e pela adição de novas marcas de moda, como a Oysho. «Estamos determinados a conquistar uma maior quota de mercado e a alcançar mais clientes em toda a Europa. É por isso que continuaremos a investir na experiência do consumidor, na nossa infraestrutura tecnológica e logística, bem como nos nossos parceiros», afirmou o co-CEO Rubin Ritter.

4Cowboys urbanos ditam tendências

O estilo cowboy já não era considerado um essencial do guarda-roupa masculino desde o início dos anos 1980, mas esta primavera-verão, a estética do Velho Oeste volta a ganhar relevância, sobretudo dentro da oferta de marcas como a Topman, Coach e Missoni. Exigindo alguma moderação, na Topman, o estilo é celebrado em alfaiataria monocromática, camisas estampadas e correntes de prata, enquanto a Coach optou por uma abordagem mais moderna ao estilo americano, com botas de couro brancas pintadas à mão e insígnias alusivas. Na Missoni, os cowboys usam tons terrenos, camisas bordadas, chapéus e botas de couro e camurça. Todavia, embora estes estilos funcionem na passerelle, nem sempre são corretamente traduzidos na vida real. De acordo com os stylists, a chave para o Velho Oeste é selecionar peças mais subtis – as botas de cowboy devem ser evitadas, optando-se antes por um modelo Chelsea, em camurça. Os modelos clássicos do denim de marcas como a Levi’s são sempre uma aposta segura e detalhes como botões ou correntes permitem um apoio mais moderado ao regresso da estética.

5Retalho de Hong Kong regressa ao crescimento

Em Hong Kong, as vendas a retalho cresceram 3,1% em março, a primeira subida em quase dois anos, impulsionadas pelo aumento do número de visitantes e pela crescente procura dos consumidores. Em termos de volume, as vendas de março também subiram 2,7% em relação ao ano anterior, em comparação com uma queda de 6,2% em fevereiro. A expansão, a primeira desde fevereiro de 2015, ocorreu depois de os números do turismo escalarem 8,8%, o maior crescimento em mais de dois anos. Dentro destes, o número de visitantes da China continental subiu 10,4%, para os 3,33 milhões, representando 72,6% do total. Isto comparado com uma queda de 6,8% em fevereiro. Os gastos em joalharia, relojoaria e outros itens de luxo subiram 8,4% em março. As vendas de vestuário também cresceram 2,5%. As vendas de automóveis subiram 16%. «O crescimento de março refletiu, em parte, a continuação da recuperação nas chegadas de visitantes e, também, a forte procura local, sustentada por condições favoráveis de emprego e rendimento», declarou um porta-voz do governo em comunicado. Thomson Cheng Wai-hung, presidente do conselho de administração da Hong Kong Retail Management Association, considerou que «as vendas de março foram encorajadoras». No entanto, ressalvou que a expansão se deveu sobretudo a fatores de curto prazo. De acordo com Thomson Cheng Wai-hung, as más relações da China com a Coreia do Sul trouxeram mais turistas continentais à cidade e os consumidores locais não viajaram para o exterior em março – como fizeram no ano passado –, uma vez que as férias da Páscoa foram em abril. Ao mesmo tempo, o sector privado de Hong Kong cresceu à taxa mais rápida em mais de três anos no mês passado, graças ao incremento da procura global de produtos e serviços. O Purchasing Manager’s Index (PMI) de Hong Kong, que mede as condições de negócios nos sectores da indústria, serviços, retalho, construção e outros, subiu para 51,1 no mês passado, face a 49,9 em março. Uma leitura abaixo de 50 no índice indica uma contração, enquanto uma acima de 50 mostra crescimento.

6Monoprix substitui humanos por tecnologia de ponta

Depois da Amazon Go, em Seattle, o Monoprix está também a testar um conceito de supermercado do futuro, que implica pagamentos auxiliados pela tecnologia e sem a intervenção de humanos. Os supermercados franceses vão começar por testar a tecnologia Monop’Go numa loja na comuna de Clichy. Com a Monop’Go, os clientes vão poder posicionar os seus smartphones perto do item que estão a comprar (que terá uma etiqueta eletrónica especial) e uma aplicação (app) com os detalhes de pagamento fará o resto. Não haverá necessidade de interagir com um caixa antes de sair da loja com produtos ou de esperar numa fila. O sistema será testado pela equipa da Monoprix na loja de Clichy dentro da próxima quinzena e, se for bem-sucedido, será testado em clientes reais na Boulevard de la Madeleine e na nova loja Les Halles, em Paris, no verão e início do outono. Um artigo no jornal Le Monde noticia que o objetivo do Monoprix é, eventualmente, oferecer compras sem dinheiro como opção extra em lojas regulares em vez de lançar uma cadeia de lojas totalmente livres de caixas. Não obstante, o Le Monde cita também uma pesquisa da OpinionWay que mostrou que 60% dos franceses disseram que não iriam fazer compras numa loja Amazon Go e 32% afirmavam que não queriam.