Início Breves

Breves

  1. China ataca contrafação
  2. Adidas molda o futuro
  3. Tom Tailor reduz portefólio
  4. Dólar desvaloriza vestuário
  5. Online desaponta consumidores
  6. Hudson’s Bay está às compras

China ataca contrafação

A China planeia desmantelar a venda de artigos contrafeitos online com recurso a análise de dados e regras mais apertadas sobre a identidade dos utilizadores. O país tem estado a tentar acabar com os vendedores de produtos falsificados, que copiam tudo deste iPhones a carteiras da Louis Vuitton, desde que aderiu à Organização Mundial do Comércio em 2001 e lhe foi exigido que subscrevesse os padrões internacionais relacionados com os direitos de propriedade intelectual. Segundo uma publicação no website do governo, a China planeia erradicar as violações dos direitos de propriedade intelectual na Internet nos próximos três anos. Para isso, o país vai promover a utilização de um “sistema de nome real” na Internet e etiquetas eletrónicas para tornar mais fácil seguir os artigos e identificar os prevaricadores, revela o comunicado. Será ainda melhorada a interação entre as autoridades regionais, com destaque para a partilha de informação entre Pequim, Tianjin e o Delta do Rio Yangtze, assim como outras regiões. Numa ação pouco usual, a China destacou uma proteção especial às marcas registadas da Walt Disney Co. Mais de 40% dos bens vendidos online na China no ano passado eram contrafeitos ou de má qualidade, segundo informações divulgadas pela agência noticiosa Xinhua.

Adidas molda o futuro

A Adidas está a lançar uns novos ténis feitos a partir de uma única peça de couro, sem costuras, resultado da inovação tecnológica do chamado Futurecraft – a resposta da Adidas às inovações apresentadas pela Nike, como os ténis Flyknit e Flyweave. A parte de cima dos ténis é feita com apenas uma peça de couro, que é moldada e esculpida para ter diferentes espessuras. Os designers da Adidas afirmam que a variação da espessura do couro confere diferentes níveis de flexibilidade e apoio ao pé. A construção dos ténis não exige corte e, uma vez que evita colas superficiais, traz igualmente benefícios ambientais. Para já, a Adidas planeia vender apenas 45 pares mas não põe de lado a possibilidade de chegar ao consumo de massas. «Este processo único oferece aos atletas a oportunidade de terem calçado em couro à medida, que pode ser feito para eles em exclusivo e em tempo real, a partir do couro que preferirem», explica a empresa em comunicado. Numa altura em que a Adidas se prepara para o seu próximo grande passo, abrir lojas em todo o mundo que permitam que os consumidores customizem e criem o seu calçado no local, este modelo Leather Original serve como uma primeira prova de conceito do calçado personalizado que pode estar para vir.

Tom Tailor reduz portefólio

A casa de moda alemã Tom Tailor vai pôr fim às marcas Tom Tailor Polo Team e Tom Tailor Contemporary Men no próximo verão e reduzir a sua força de trabalho como parte de um programa anual de eficiência e redução de custos de 10 milhões de euros, que entra em vigor em 2018. A redução do efetivo deverá poupar 4 a 5 milhões de euros, as lojas menos rentáveis vão fechar e a expansão vai reduzir de ritmo para até 30 novas unidades em 2016, em comparação com 115 em 2015. A empresa vai também rever todos os custos de materiais e avaliar opções para reduzir rendas e custos logísticos, acrescentou. O foco serão as marcas Tom Tailor, Tom Tailor Denim e Bonita. «Os efeitos da globalização e digitalização trouxeram grandes mudanças ao mercado têxtil e as necessidades dos consumidores estão a mudar rapidamente. Dinamismo, eficiência e flexibilidade serão ainda mais cruciais para a competitividade no futuro», justificou Dieter Holzer, CEO da Tom Tailor Holding. «Com o nosso programa vamos acelerar os processos e tornar as nossas estruturas mais eficientes. Isso irá aumentar ainda mais o potencial de performance dos espaços de retalho, nossos e dos nossos parceiros», acrescentou. Os detalhes deste programa foram divulgados juntamente com os resultados da empresa para os primeiros nove meses do ano, nos quais o volume de negócios subiu 1,5%, para 689,6 milhões de euros, e o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, deduções e amortizações) caiu 17%, para 47,3 milhões de euros.

Dólar desvaloriza vestuário

Os preços do vestuário, calçado e artigos de lifestyle voltaram a cair em outubro nos EUA, uma quebra que foi compensada pelo aumento do custo com serviços básicos como cuidados médicos, viagens de avião e alojamento. O índice de preços ao consumidor do Departamento de Trabalho subiu, por isso, 0,2% em termos ajustados em outubro, depois de dois meses em queda. Os preços aumentaram 1,9% em termos anuais, liderados pelo custo de alojamento e cuidados de saúde. Mas a valorização do dólar tornou as importações mais baratas, baixando os preços que os americanos pagam por bens importados, como vestuário. Janet Yellen, presidente do conselho de administração da Reserva Federal, afirmou que uma inflação mais forte pode ser um sinal de que a economia está finalmente suficientemente forte para absorver um aumento das taxas. David Henley, economista na JP Morgan, afirmou que os dados de outubro mostram que a inflação está a recuperar. «Os próximos três meses vão gerar um ajustamento muito mais rápido», acrescentou. Mas nem todos os analistas consideram que este aumento do índice de preços ao consumidor seja um indicador de inflação real. Richard Moody, economista-chefe na Regions Financial Corp, considera que «o tema subjacente aos dados da inflação permanece o mesmo – caminhos divergentes para os preços dos serviços e os preços dos bens, poucas fontes de pressão positiva sobre os preços além das rendas e poucas perspetivas da inflação regressar a 2% nos próximos tempos».

Online desaponta consumidores

A maioria dos retalhistas britânicos de moda está a bombardear os consumidores com mensagens irrelevantes sobre produtos que eles nunca quererão comprar, segundo uma nova pesquisa da empresa de análise de dados Aimia. O estudo Loyalty Lens mostra que 52% dos consumidores online de moda está a receber sugestões de artigos para comprar que não são relevantes para eles e que 66% já recebeu anúncios online de produtos de moda que nunca compraria. Em contrapartida, apenas 6% afirma receber frequentemente sugestões de artigos de moda que se adequam ao seu gosto. As conclusões revelam ainda que 69% dos consumidores pode cortar laços com estas marcas, fechando as suas contas e subscrições e “desamigando” as empresas nas redes sociais como resultado de comunicações mal direcionadas. Além disso, muitos retalhistas de moda não estão a conseguir dar uma experiência de compra online de qualidade, com 49% dos consumidores online de moda a registar dificuldades em encontrar o que procura porque os websites são difíceis de navegar. Cerca de 56% afirma o mesmo mas devido à existência de demasiados produtos. Susan Rose, diretora-geral da equipa de consultoria de moda na Aimia, sublinha que «nesta época festiva, as expectativas dos consumidores são elevadas. Eles esperam que os retalhistas conheçam as suas preferências e querem ser capazes de encontrar o que procuram com apenas um clique. Os retalhistas de moda que adaptem com sucesso as experiências dos consumidores de acordo com as suas preferências deverão colher a recompensa de um aumento de vendas a curto prazo». A responsável acrescenta que «estas marcas vão ainda ser bem sucedidas a criar fundações fortes para criar relações a longo prazo com os seus consumidores depois do frenesim do Natal acabar». Os consumidores inquiridos revelaram também que os retalhistas que oferecem melhores experiências de compra são a Next (19%), M&S (15%), Amazon (11%), Debenhams (11%) e Asos (10%).

Hudson’s Bay está às compras

A Hudson’s Bay Co está a planear fazer mais aquisições, após o negócio de 2,8 mil milhões de euros para comprar a cadeia de grandes armazéns Kaufhof. «Estamos apenas a começar. Vamos continuar a crescer porque ter escala é vital», afirmou o diretor-executivo Jerry Storch no congresso alemão de retalho, acrescentando que a Hudson’s Bay vai «continuar a comprar». A operadora canadiana de grandes armazéns reviu em alta as previsões de vendas e lucros em setembro devido à redução de custos nas operações na América do Norte e à aquisição da Kaufhof. Storch indicou ainda que a Hudson’s Bay está determinada a não cometer os mesmos erros do Walmart, que falhou quando tentou entrar no mercado alemão há uma década. «Eles não ouviram os alemães», sublinhou o diretor-executivo, garantindo que «não somos sabe-tudo». A Hudson’s Bay tem várias ideias para dar a volta ao negócio da Kaufhof em áreas como o calçado e a cosmética, antecipando ainda a introdução de zonas de luxo nas principais localizações, mas apenas irá prosseguir após consultar os funcionários locais, revelou Storch. O diretor-executivo destacou igualmente que o conceito discount Saks Off 5th está a crescer rapidamente na América do Norte e revelou que a Hudson’s Bay espera levar o conceito para a Alemanha.