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Breves

  1. Renegociação do NAFTA aplaudida
  2. Puma reinventa cordões
  3. Retalhistas em mutação
  4. Gap apoia-se na Old Navy
  5. Online em crescendo nos EUA
  6. 5 vestidos que espantaram Cannes

1Renegociação do NAFTA aplaudida

A indústria têxtil americana aplaudiu a decisão do Presidente Donald Trump de renegociar o NAFTA (o Acordo de Comércio Livre da América do Norte), afirmando que é do interesse nacional dos EUA modernizar o acordo comercial. O representante do comércio Robert Lighthizer anunciou formalmente ao Congresso no passado dia 18 de maio que Trump pretende renegociar o NAFTA, que envolve os EUA, o Canadá e o México. O objetivo, indicou, será apoiar o emprego nos EUA e fazer crescer a economia do país ao melhorar as oportunidades de comércio com o Canadá e o México. Lighthizer indicou ainda que as metas passam ainda por incluir novas regulamentações para responder a questões como direitos de propriedade intelectual, práticas regulamentares, empresas detidas pelo Estado, serviços, procedimentos alfandegários, ambiente e PMEs. «O NAFTA é vital para a prosperidade da indústria têxtil e o National Council of Textile Organizations (NCTO) apoia firmemente a continuação do acordo», afirmou o presidente e CEO do NCTO, Auggie Tantillo. «Dito isso, o NAFTA pode ser melhorado para incentivar mais empregos e mais produção de têxteis e vestuário nos EUA, Canadá e México. Eliminar falhas [legais] que permitem colocar a produção em países terceiros como a China e dar mais recursos às alfandegas para impedir o transbordo ilegal de países terceiros são duas mudanças que tornariam o acordo melhor», acrescentou. Robert Lighthizer afirmou que a intenção é iniciar as negociações com o Canadá e o México «o mais cedo possível», mas não antes de 90 dias a partir da data do anúncio. Durante a campanha, Trump classificou o NAFTA como um «desastre» e ameaçou sair do acordo se a renegociação dos termos não fosse suficientemente favorável. No final do mês passado, o presidente americano assinou uma ordem executiva para que o Secretário do Comércio Wilbur Ross e o Gabinete do Representante do Comércio Externo (USTR) para «conduzir revisões de performance abrangentes» de todos os acordos de comércio livre e «renegociar ou terminar» políticas que a Administração acredita serem prejudiciais para os EUA.

2Puma reinventa cordões

A marca alemã Puma revelou o que afirma ser uma nova tecnologia de cordões única e customizável, pensada para melhorar o ajuste e suporte do calçado. A tecnologia Netfit, indica a Puma, oferece opções infinitas de performance e estilo num único sapato, graças a uma rede e materiais de base que se ajustam à forma. O novo sistema, que a Puma garante oferecer inúmeras possibilidades de apertar os cordões, está focado em cinco principais opções para os atacadores desenvolvidas pelas equipas de inovação e performance da empresa: a opção Standard, para os corredores que preferem apertar os cordões da forma habitual; Stability, para quem precisa de apoio adicional ao ligamento colateral medial; Wide Foot, para corredores com pés mais largos que precisam de espaço extra; Narrow Foot, para corredores com pés mais estreitos; e Heel Support, para os corredores que preferem ter um maior ajuste à volta do calcanhar. A nova tecnologia está já disponível, mas vai também ser lançada em vários modelos, incluindo o 365 evoKnit Netfit, Ignite Netfit, Tsugi Netfit e o Ignite Limitless Netfit.

3Retalhistas em mutação

Os retalhistas estão a fazer grandes alterações às suas estratégias para tentar responder à queda das vendas e à frustração dos consumidores com investimento em tecnologia e robótica. Segundo o estudo “Retail Vision” da Zebra Technologies, mais de metade dos retalhistas inquiridos classificaram a falta de stock nas lojas como uma das principais fontes de frustração dos consumidores nas lojas, com 65% a afirmar que planeia oferecer a possibilidade de encomendar artigos sem stock e entregar os mesmos na casa do consumidor. Cerca de 59% dos retalhistas indicou que planeia oferecer descontos aos consumidores para eles voltarem à loja quando o artigo já estiver disponível. Os retalhistas estão também a adaptar a tecnologia da Internet das Coisas para ajudar os consumidores a fazerem aquisições sozinhos e a melhorar a sua experiência de compra. Nos próximos dois ou três anos, 59% dos retalhistas planeia ter espelhos inteligentes nas lojas, cerca de 63% antecipa fornecer carrinhos de compras inteligentes (um carrinho com um scanner e ecrã) e 82% dos retalhistas vai permitir que os associados da loja telefonem, enviem mensagens de texto ou um email aos consumidores para partilharem informação. De acordo com o estudo, que inquiriu 550 retalhistas de todos os tamanhos na Europa, Médio Oriente e África, os retalhistas estão igualmente a maximizarem os esforços para evitarem que os consumidores abandonem as vendas em lojas físicas. Até 2021, 76% dos inquiridos planeia saber o que é que os consumidores pesquisam nos telemóveis quando estão na loja, permitindo-lhes enviar ofertas personalizadas em tempo rela, enquanto 89% pretende investir em dispositivos móveis no ponto de venda, permitindo fazer pagamentos em qualquer sítio da loja a qualquer altura. Um quarto dos retalhistas cita já o tempo de espera nas filas de pagamento como um dos impactos negativos na experiência do consumidor atualmente. Há ainda 58% dos retalhistas que antecipa a introdução de robótica, em comparação com um em cada 10 atualmente. Três-quartos acredita que vai ser capaz de reconhecer quando os consumidores estão na loja através de geolocalização e irá fornecer aos consumidores detalhes de produtos personalizados com base nos seus comportamentos de compra anteriores. «Novas formas de envolvimento do consumidor são cruciais no ambiente económico e social em rápida evolução de hoje», sublinha Mark Thomson, diretor de retalho para a região Emea na Zebra Technologies.

4Gap apoia-se na Old Navy

A Gap Inc cresceu no primeiro trimestre, com os lucros a subirem 12,6%, para 143 milhões de dólares (cerca de 128 milhões de euros), em comparação com 127 milhões de dólares no mesmo período do ano passado. As vendas líquidas nos três meses, concluídos a 20 de abril, mantiveram-se estagnadas em 3,44 mil milhões de dólares, com as vendas comparáveis a subirem 2%, em comparação com o declínio de 2% registado no primeiro trimestre do ano fiscal anterior. A performance das diferentes marcas da retalhista foi, contudo, díspar. A Gap e a Banana Republic registaram uma queda de 4% das vendas, enquanto as vendas da Old Navy subiram 8%. «Estamos satisfeitos com as comparações positivas e com o crescimento do lucro este trimestre», afirmou o CEO Art Peck. «Fizemos melhorias substanciais em termos de qualidade e fit dos produtos e as nossas capacidades responsivas cada vez maiores estão a permitir-nos reagir melhor às tendências e à procura», explicou o CEO, acrescentando que «embora o ambiente de retalho continue difícil, estamos focados em dar o melhor produto e a melhor experiência possível ao consumidor». Neil Saunders, diretor-geral da GlobalData Retail, sublinhou que embora tenha sido um trimestre de progresso para a Gap, tudo se resume à Old Navy. «Este desequilíbrio significa que a Gap está a andar com apenas um cilindro», referiu. «O que é mais preocupante é que também mina a afirmação do grupo de que as melhorias no estilo, qualidade e fit estão a dar resultado. É o contrário, acreditamos», acrescentou. Contudo, Saunders admitiu que isso não significa que não estejam a ser feitos progressos, citando uma cadeia de aprovisionamento mais ágil, que reduziu o tempo de chegada ao mercado e aumentou a flexibilidade, evitando excesso de stocks e grandes promoções. Para o futuro, Saunders apontou que as pressões sobre a Gap vão continuar, com as previsões de vendas a deverem apoiar-se na continuação do sucesso da Old Navy.

5Online em crescendo nos EUA

Nos EUA, as vendas de comércio eletrónico cresceram 4,1% no primeiro trimestre, em relação ao quarto trimestre do ano passado, para 105,7 mil milhões de dólares (aproximadamente 95,1 mil milhões de euros), de acordo com um relatório divulgado pelo Departamento de Comércio. Isto face a um aumento nas vendas globais de retalho de apenas 1% no mesmo período, de acordo com o relatório. Em relação ao mesmo período do ano anterior, as vendas de comércio eletrónico do primeiro trimestre cresceram 14,7%, enquanto as vendas globais no retalho subiram 5,1% no mesmo período. No primeiro trimestre, as vendas de comércio eletrónico representaram 8,5% das vendas totais, segundo o Departamento de Comércio. Vale ressalvar que, apesar do seu forte crescimento, o comércio eletrónico ainda representa apenas «menos de 10% do enorme mercado global de retalho», que vem crescendo à «mesma taxa saudável de 4% que vimos nos últimos 30 anos», de acordo com o analista de retalho Nick Egelanian, da SiteWorks International.

65 vestidos que espantaram Cannes

A passadeira vermelha do Festival de Cinema de Cannes, que decorre até ao próximo domingo, 28 de maio, está a concentrar os olhos dos fashionistas de todo o mundo. De um vestido com a paisagem de Jerusalém aos modelos que pouco deixam à imaginação, a AFP selecionou cinco outfits que fizeram voltar as cabeças. A Ministra da Cultura de Israel, Miri Regev, fez a afirmação de moda mais política em Cannes, com um vestido branco estampado com a paisagem de Jerusalém, incluindo a Cúpula da Rocha no Monte do Templo, que usou na gala de abertura. Em declarações polémicas, Regev afirmou que o vestido marca «50 anos desde a libertação e reunificação de Jerusalém», levando muitos internautas a manifestarem-se contra – uma das imagens que correu as redes sociais substituiu a paisagem de Jerusalém pelo muro de separação que divide Israel e a Cisjordânia. A atriz espanhola Victoria Abril, uma das prediletas do realizador Pedro Almodovar, que é presidente do júri em Cannes, rivalizou com Regev pelo look que mais dúvidas suscitou, ao optar por um quimono de estilo japonês produzido com um tecido africano e um grande adereço de cabeça. Já Susan Sarandon, vencedora de um Óscar, usou um vestido de veludo desenhado por Alberta Ferretti, com uma fenda quase até à anca e um grande decote, mostrando a sua boa forma aos 70 anos. Já a muito mais jovem Bella Hadid viu o vestido cor de rosa de Alexandre Vauthier a abrir demasiado, mostrando a sua roupa interior aos paparazzi. A atriz e modelo Emily Ratajkowski, conhecida pelo video de “Blurred Lines”, de Robin Thicke, fez voltar as cabeças com um jumpsuit em renda bastante revelador, assinado pelo designer norueguês Peter Dundas. O outfit, descrito pela Harper’s Bazaar como «o jumpsuit mais louco que alguma vez vimos», combinou o lado prático das calças com a quase-nudez e uma cauda com folhos do tamanho de um par de cortinas. Várias publicações dedicadas à moda, como a Grazzia, já coroaram a jovem de 25 anos como a mais bem vestida do Festival de Cannes deste ano.