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  1. Lacoste tem novo crocodilo
  2. Maria Martinez abre loja online
  3. Jeans-calção dividem internautas
  4. Nike com a cabeça na nuvem
  5. Americanos temem automação
  6. Camuflado em marcha no guarda-roupa

1Lacoste tem novo crocodilo

Em 1933, o tenista e inventor René Lacoste, que tinha a alcunha de “O Crocodilo” devido à sua tenacidade nos courts, revolucionou o mundo do sportswear com a criação do polo Lacoste L.12.12, que permitia uma maior liberdade de movimentos aos jogadores de ténis nos anos 1930. Agora, a marca que conta com o português Felipe Oliveira Baptista no leme criativo desde 2010, apresenta um novo crocodilo – Novak Djokovic, tenista sérvio de 30 anos que assume o papel de embaixador da Lacoste, dentro e fora dos courts. «A sua elegância descontraída e a sua inventividade são uma combinação perfeita com o ADN da marca e as suas criações, sempre inspiradas pelo desporto», reconhece a Lacoste em comunicado. Presente em 114 países, dois produtos Lacoste são vendidos a cada dois segundos nas suas boutiques, corners e rede de distribuição selecionada. Para este sucesso em muito têm contribuído as parcerias estabelecidas pela marca francesa, como a coleção-cápsula apresentada com o ilustrador parisiense Jean-Paul Goude – que reinterpretou o icónico logótipo da marca – durante a semana de moda de Paris, em setembro de 2016.

2Maria Martinez abre loja online

O novo portal de comércio eletrónico da marca de swimwear tem disponível a coleção primavera-verão 2017, garante entregas em todo o país e, também, para qualquer parte do globo. Como parte de um plano estratégico de rebranding, para além da presença em lojas de referência nacionais, este é também um passo ponderado de conquista do mercado internacional para a Maria Martinez, como esclarece a marca em comunicado. Desenhados em Portugal, feitos à mão e com modelos exclusivos, os biquínis e fatos de banho da marca foram apresentados ao público em 2015, com a coleção “Origins”. Para a loja online, a Maria Martinez reservou um modelo exclusivo, o biquíni Sexy Lifeguard. «Uma peça emblemática que representa o principal tema da coleção, “Handmade”, que se reflete na utilização pioneira do crochet industrial cruzando o look artesanal, com uma técnica de produção industrial», nota a marca.

3Jeans-calção dividem internautas

Para os dias imprevisíveis em termos de temperaturas, a Opening Ceremony sugeriu recentemente um coordenado híbrido que está a fomentar opiniões mistas entre os consumidores, que recorreram às redes sociais para expressá-las. Com um preço de 405 euros, os jeans, com alguns cortes que deixam a pele à mostra, podem rapidamente transformar-se em calções curtos. O par permite separar os calções quando o calor aperta ou, simplesmente, quando a sua utilizadora se aborrece do look que escolheu pela manhã. Os “Detachable Cut-out Front Jeans” foram desenhos pela Y/Project e estão à venda online.

4Nike com a cabeça na nuvem

Considerando os seus populares lançamentos de produtos, os canais digitais da Nike podem conseguir níveis recorde de interesse e procura e os erros são inaceitáveis. A gigante de produtos desportivos prepara-se para atingir os 50 mil milhões de dólares (aproximadamente 45 mil milhões de euros) em receitas até 2020, objetivo que a Nike espera concretizar com o apoio da sua estratégia digital, de acordo com Mike Wittig, vice-presidente de infraestruturas da Nike. A chave da estratégia é a Snkrs, uma aplicação (app) que oferece aos utilizadores acesso móvel às linhas de sapatilhas premium da marca e permite que os utilizadores definam notificações para estarem na linha da frente quando se trata de lançamentos. «Um lançamento saudável gera cerca de 300 mil pedidos por minuto e poderá chegar a um milhão de pedidos», afirmou Wittig. A Nike precisa, por isso, de uma plataforma elástica capaz de escalar quando necessário e de encolher quando não se justifica. Com a ajuda da Manhattan Associates, a Nike está atualmente a promover a transição das operações online para uma plataforma em nuvem da Amazon Web Services. Além de permitir que os produtos sejam lançados mais rapidamente, a plataforma em nuvem aumenta automaticamente a largura de banda durante os lançamentos de produtos para suportar o crescimento de volume, melhora a experiência do consumidor e agiliza o processamento de pedidos. «Precisamos de ser uma empresa baseada em tecnologia se quisermos sobreviver, especialmente porque os consumidores já não vão ao shopping como costumavam fazer», acrescentou Wittig.

5Americanos temem automação

De acordo com os últimos números, entre 6 a 7,5 milhões de postos de trabalho no retalho serão eliminados nos próximos anos, à medida que a automação vai conquistando o sector. Os funcionários de caixa estão em maior risco face às tecnologias de automação e as mulheres representam 73% dessa força de trabalho, de acordo com o relatório “Retail Automation: Stranded Workers? Opportunities and Risks for Labor and Automation”, realizado pelo Cornerstone Capital Group. O relatório detalha as tecnologias que os retalhistas estão a implementar, analisa os drivers da automação e fornece uma estrutura para analisar as estratégias de automação de 30 grandes empresas. Em alguns casos, a tecnologia está a complementar a mão-de-obra, libertando os trabalhadores das tarefas rotineiras e facilitando uma experiência de cliente mais personalizada. Noutros locais, a tecnologia tem o potencial de automatizar uma parte significativa do processo de vendas e tornar vários empregos redundantes. Considerados em conjunto, os encerramentos de lojas e a automação têm o potencial de alterar drasticamente a paisagem do emprego nos EUA. Quando se trata de adotar tecnologias em loja, a maioria das empresas está a considerar soluções como dispositivos móveis, auto-checkout, quiosques digitais e tecnologias de geolocalização. As prateleiras inteligentes são, também, uma tecnologia em crescendo, podendo ser encontradas no supermercado Amazon Go. «Os vencedores no retalho serão empresas que proporcionem recrutamento, retenção e formação aos trabalhadores», considera Erica Karp, fundadora e CEO do Cornerstone Capital Group.

6Camuflado em marcha no guarda-roupa

O camuflado está, de novo, em alta no guarda-roupa masculino, muito graças às forças armadas do luxo – marcas como Dries Van Noten, com parkas em patchwork e Valentino, numa paleta mais escura, fizeram desfilar o camuflado nas respetivas passerelles dedicadas à primavera-verão 2017. Na reconhecida reinterpretação do retalho, as t-shirts e os blusões leves já tomaram conta das montras na tradicional paleta verde, pelo que esta é uma das tendências mais fortes da temporada no menswear. Já no ano passado, um artigo da revista Ad Week focava os looks relacionados com a figura do “caçador hipster” (“hipster hunter” na terminologia original). Nos EUA este resumia-se então a um coordenado camuflado, em caqui.