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  1. Hugo Boss cresce com olhos no athleisure
  2. Homens dourados no verão
  3. UE aumenta impostos sobre jeans importados
  4. A silhueta de Balenciaga no V&A
  5. Índia corta nas exportações têxteis
  6. Grafeno reinventa o sportswear

1Hugo Boss cresce com olhos no athleisure

A casa de moda alemã Hugo Boss adiantou numa declaração curta esta semana que espera que as vendas de retalho cresçam 20% nos próximos cinco anos e que pretende expandir a sua oferta casual e de athleisure. A empresa espera também que as vendas atuais se mantenham «praticamente estáveis». Espera-se que o lucro líquido consolidado da Hugo Boss cresça a dois dígitos baixos.

2Homens dourados no verão

Tal como acontece no guarda-roupa feminino, o amarelo domina as propostas de pronto-a-vestir masculino na primavera-verão 2017. Do mostarda ao amarelo ácido, as t-shirt, shorts, calças e os acessórios ficam mais próximos do sol com a subida das temperaturas. Numa estética sportswear ou simplesmente numa alfaiataria mais casual, como proposto pelo designer russo Gosha Rubchinskiy, a cor oferece uma dose de diversão aos coordenados de homens sem medo de arriscar. No retalho, a Topman sugere inclusivamente o tom em look total e em marcas de luxo como a Bottega Veneta há camadas de diferentes gradações. Nas coleções da Hermès e de Rick Owens o amarelo é combinado com um amigo improvável da paleta, o castanho. Ainda assim, os especialistas aconselham apenas uma peça no tom garrido e o restante coordenado em tons neutros, como o champanhe.

3UE aumenta impostos sobre jeans importados

A União Europeia (UE) avançou com um aumento nos impostos sobre as importações de alguns jeans de mulher e criança dos EUA. O valor dos impostos foi multiplicado por dez, aumentando de 0,45% para 4,3% a partir de 1 de maio. O aumento faz parte de uma longa disputa transatlântica na qual as sanções foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em retaliação ao incumprimento por parte dos EUA de uma decisão da OMC contra o Continued Dumping and Subsidy Offset Act de 2000. Comumente conhecida como a Emenda Byrd, a lei permitiu que os EUA distribuíssem as multas antidumping e direitos compensatórios aplicados pela alfândega norte-americana pelas indústrias domésticas afetadas. A lei violava regras da OMC e, posteriormente, foi revogada, mas as distribuições foram autorizadas a continuar nos casos iniciados antes da revogação. Em resposta, a OMC permite que cada país afetado aumente as suas taxas sobre mercadorias importadas dos EUA em relação direta ao montante de multas antidumping e direitos compensatórios sobre mercadorias desse país que foram distribuídos durante o ano anterior. Com essas distribuições a oscilarem de um ano para o outro, oscilaram também os impostos sobre os jeans. Estes rondaram os 26% durante o ano a partir de 1 de maio de 2013, mas foram reduzidos para 0,35% durante o ano a partir de 1 de maio de 2014, subindo para 1,5% durante o ano com início a 1 de maio de 2015 e novamente reduzidos para 0,45% durante o ano iniciado a 1 de maio de 2016.

4A silhueta de Balenciaga no V&A

O Victoria & Albert Museum, em Londres, recebe a primeira retrospetiva do trabalho do designer espanhol Cristóbal Balenciaga, fundador da marca que carrega o seu sobrenome e que hoje tem no leme criativo um dos nomes mais promissores da indústria, Demna Gvasalia. O diretor criativo já reconstruiu, por exemplo, os casacos em forma de casulo rigorosamente elaborados por Balenciaga, transformados em casacos acolchoados, bombers e gabardines de ombros a descoberto – uma interpretação intrigante da silhueta cocoon que está no núcleo da contribuição única de Balenciaga para a história da moda. A mostra “Balenciaga: Shaping Fashion”, que abre portas a 27 de maio e se prolonga até fevereiro de 2018, vai reunir 100 peças de Balenciaga, mas também de alguns dos seus protegidos e discípulos, que reinterpretam as icónicas silhuetas do designer tão relevante no cenário da moda parisiense nas décadas de 1950 e 60. Desvendando alguns detalhes sobre a exposição, a curadora Cassie Davies-Strodder adiantou ao The Guadian que a «criatividade intransigente» de Balenciaga enquadra o designer desaparecido em 1972 como padrinho revolucionário das peças de vanguarda que atualmente fazem manchetes nos portais da especialidade.

5Índia corta nas exportações têxteis

O governo indiano reduziu a meta de exportações de têxteis e vestuário do país para 45 mil milhões de dólares (aproximadamente 40 mil milhões de euros) no ano fiscal atual, uma vez que a procura chinesa de algodão e fios diminuiu e a desvalorização da moeda atingiu o sector. No ano fiscal de 2016/2017, as exportações de têxteis e vestuário somaram 38,6 mil milhões de dólares – longe do objetivo do governo de 48,5 mil milhões. Ainda que as exportações de vestuário tenham tido um aumento marginal em relação ao ano anterior, as exportações de têxteis caíram no último ano fiscal, de acordo com o Financial Express da Índia. Em 2015/2016, as exportações de têxteis e vestuário totalizaram 40 mil milhões de dólares. A meta para 2017/18, entretanto, ainda representará um aumento de 17%. A indústria têxtil e de vestuário da Índia tem sido desafiada pela quebra na procura da China de algodão e fios, pela lenta recuperação nos mercados desenvolvidos como os EUA e a União Europeia e pela desvalorização da moeda. O país enfrentou ainda uma forte concorrência de países como Vietname, Bangladesh e Paquistão. O governo planeia aumentar os financiamentos à indústria, incluindo reembolsos, formação e upgrades tecnológicos. As indústrias de vestuário, têxtil e calçado têm o potencial de aumentar significativamente as exportações indianas, de acordo com o India Economic Survey 2016/2017, apresentado em janeiro. O documento mostrou que poderiam ser gerados 3 mil milhões de dólares adicionais nas respetivas indústrias. Para alcançar esse objetivo, o governo precisa de ser mais proativo na tentativa de negociar acordos de livre comércio com a União Europeia (UE) e o Reino Unido. Ainda de acordo com o relatório, os subsídios aprovados pelo governo para a indústria têxtil e de vestuário em junho passado vão ajudar os exportadores de vestuário, compensando o impacto dos impostos estatais, que podem representar até 5% dos custos de exportação.

6Grafeno reinventa o sportswear

A produtora de artigos à base de grafeno Directa Plus e a italiana Deewear juntaram-se para desenvolver o primeiro vestuário desportivo de compressão com grafeno. Utilizando o Graphene Plus (G+) da Directa Plus, a D-ONE, uma nova geração de roupas desportivas, inclui t-shirts e leggings, disponíveis nas versões básica e avançada, especificamente adaptadas para responder às diferentes exigências da silhueta masculina e feminina. O tecido inteligente atua como um filtro entre o corpo e o ambiente externo, garantindo uma temperatura corporal ideal. Com o G +, o calor produzido pelo corpo é disperso em climas quentes e preservado e distribuído uniformemente em climas frios. Segundo os especialistas, o vestuário que incorpora grafeno, nanoestrutura de carbono com a espessura de apenas um átomo mas de enorme resistência, melhora significativamente a performance de atletas, profissionais e entusiastas desportivos. A D-ONE é composta por três camadas técnicas de alta performance: uma camada interna revestida com Graphite Plus (G+), uma camada externa de tecido de compressão inteligente e, na versão avançada, uma camada intermédia que proporciona articulação muscular e suporte. O lado interno do tecido, que está em contacto direto com a pele, apresenta propriedades térmicas para regular a temperatura corporal, bem como propriedades antiodor e proteção contra raios ultravioleta. Tudo isto é conseguido sem recurso a quaisquer produtos químicos, considerando que o Graphene Plus é natural, livre de químicos e certificado como não-tóxico. A camada primária é ultraleve em tecido de compressão com uma «malha inovadora» de poliamida e elastano, combinados para criar uma estrutura de favo de mel aberta, possibilitando um conforto extra e um efeito segunda pele, respirabilidade, frescura e higiene. «Correr e fazer desporto é maravilhoso, mas coloca muito stresse sobre as articulações e estrutura óssea», explica Paolo Bucciol, fundador e CEO da Deewear. «Perguntámos a vários especialistas em biomecânica como seria possível combinar a performance com a proteção muscular e das articulações usando materiais inovadores de alta performance, começando com o grafeno G+», completa. Produzida em Itália, a gama já está disponível online. Giulio Cesareo, CEO da Directa Plus, adiantou entretanto que a empresa espera trabalhar com a Deewear para desenvolver roupas desportivas no futuro.