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  1. China facilita comércio
  2. Retalho otimista para o Natal
  3. Hugo Boss antevê dificuldades
  4. Roger Vivier nas mãos da Tod’s
  5. Moncler homenageia Rolling Stones
  6. Grupo Yoox-NAP mostra a sua força

1China facilita comércio

A China vai acelerar as reformas para remover as barreiras internas ao comércio doméstico e internacional, segundo o governo do país, numa ação pensada para impulsionar o consumo interno numa economia em desaceleração. O Conselho de Estado, num comunicado publicado online, afirma que quer «eliminar todo o tipo de monopólio administrativo conspícuo e escondido, reforçar as leis anti-monopólio» numa tentativa de remover as políticas protecionistas entre as várias províncias. O governo indicou ainda que irá acelerar a reforma para o registo de residentes no país, o chamado sistema hukou, para libertar o potencial de consumo da população rural da China. Os residentes rurais vão ser apoiados para comprarem casa própria e as cidades pequenas e médias serão encorajadas a implementar políticas feitas à medida, favoráveis para a sua situação. Cada residente chinês tem um hukou que determina o seu acesso à educação e a outros serviços da segurança social. O governo promete igualmente melhorar a infraestrutura da Internet e a logística de comércio eletrónico para a “última milha” – a parte final do percurso de uma encomenda desde o armazém do retalhista à casa do consumidor. Também promete melhorar a devolução de impostos para os turistas e atrair consumidores internacionais através da realização de festivais de compras, festivais de cinema, semanas de moda e feiras do livro.

2Retalho otimista para o Natal

Os retalhistas britânicos ainda antecipam bons resultados para a Black Friday e a época de Natal, apesar da quebra, em termos mensais, das vendas em outubro. No mês passado, os consumidores britânicos gastaram 28,8 mil milhões de libras (40,8 mil milhões de euros) em comparação com 35 mil milhões de libras em setembro. «Apesar da quebra mensal, a tendência a longo prazo é de crescimento no sector do retalho», afirmou a porta-voz do gabinete de estatística nacional, Melanie Richard. «No último ano, a quantidade de produtos que os consumidores compraram aumentou a uma taxa mais elevada do que o valor que gastaram. Isso é resultado provavelmente da continuação da diminuição dos preços», acrescentou. O valor gasto nos retalhistas britânicos caiu 0,7% em termos mensais em outubro, embora tenha aumentado 0,5% em termos anuais. Os analistas mostram-se igualmente otimistas em relação às previsões. «Acreditamos que um aumento forte real dos salários, taxas de juro ao nível mínimo e uma confiança dos consumidores a um nível historicamente alto vão continuar a levar a um forte crescimento do consumo nos próximos anos», indicou Scott Bowman, economista britânico da Capital Economics, ao Daily Telegraph. «A Black Friday deve ter o seu papel num forte resultado para novembro», acrescentou. Chris Williamson, diretor financeiro na empresa Markit, acredita que «deverá registar-se um crescimento mais forte nos próximos meses, pelo menos a curto prazo. As previsões a longo prazo têm mais incertezas, estando dependente das tendências na inflação, salários e taxas de juro», referiu.

3Hugo Boss antevê dificuldades

A casa de moda alemã Hugo Boss antecipa que dificuldades na China e no mercado americano deverão travar o crescimento das vendas no próximo ano, mas tal não irá impedir a continuação do investimento em lojas e no comércio eletrónico. Numa apresentação para os investidores, a Hugo Boss indicou que espera que o crescimento das vendas em 2016 fique abaixo do seu objetivo a longo prazo de um dígito alto e revelou que só irá atingir o seu objetivo para 2020 de uma margem de lucro de 25% se o mercado, no geral, recuperar. A Hugo Boss revelou que a China continua a ser a maior oportunidade para o grupo, apesar das previsões apontarem para que o mercado de vestuário de luxo sofra mais um declínio de dois dígitos em 2015. O grupo planeia diminuir a diferença de preços na China face a outros mercados asiáticos e melhorar as eficiências de custo no negócio em 2016. A empresa referiu que o negócio nos EUA está a ser afetado por uma diminuição do consumo de turistas em resultado da valorização do dólar, o que tem levado a elevados níveis de descontos. Como resposta, a Hugo Boss está a tentar aumentar a qualidade da apresentação da sua marca nos grandes armazéns nos EUA e indicou que está disposta a aceitar uma quebra das vendas para refrear os descontos. Os investimentos para integrar as vendas online e offline em 2015 e 2016, como permitir que as vendas online sejam recolhidas ou devolvidas nas lojas físicas, podem eventualmente ajudar as margens.

4 Roger Vivier nas mãos da Tod’s

A produtora italiana de calçado Tod’s SpA comprou a marca de luxo Roger Vivier ao diretor-executivo da Tod’s, Diego Della Valle, e à sua família. A Tod’s vai pagar cerca de 415 milhões de euros pela marca de designer francesa de calçado, a que se somam mais cerca de 20 milhões de euros pelas suas operações em Paris. A família Della Valle vai reinvestir 207,5 milhões de euros na Tod’s através de um aumento de capital a 85,83 euros por ação. A Tod’s opera já a marca Roger Vivier sob licença há cerca de uma década. Comprar o controlo dá à produtora italiana de calçado uma maior rentabilidade média e uma marca que é mais exclusiva do que aquelas que tem atualmente no portefólio, que além da marca epónima inclui a Fay e a Hogan. «Vemos este negócio como positivo a longo prazo para o grupo Tod’s por remover a incerteza associada com a licença atual», refere Rogerio Fujimori, analista na RBC Capital Markets, numa nota para os clientes. No entanto, «isso não é ainda suficiente para mudar a nossa visão cautelosa em relação às ações tendo em conta o pouco» dinamismo do crescimento das vendas comparáveis, acrescenta o analista. Fujimori estima que a Roger Vivier gere vendas de mais de 150 milhões de euros este ano. Depois da transação, que deverá ficar fechada em janeiro, a quota de Diego Della Valle na Tod’s vai aumentar de 57,47% para 60,66%. Diego Della Velle e o irmão, Andrea, compraram a Roger Vivier em 2001.

5Moncler homenageia Rolling Stones

A marca de luxo Moncler está a homenagear a banda de rock The Rolling Stones com uma nova coleção cápsula. A linha para a primavera-verão 2016 irá focar-se no vestuário de exterior, incluindo quatro designs dos icónicos casacos da marca franco-italiana. Cada peça tem os famosos logos da banda britânica no forro. A coleção estará à venda nas lojas flagship da Moncler e no website Moncler.com. Desde que foi fundada em 1952, em Grenoble, a Moncler tornou-se uma das principais marcas de luxo na área do sportswear e moda de gama alta.

6Grupo Yoox-NAP mostra a sua força

A Yoox Net-A-Porter (Yoox-NAP) registou vendas proforma de 1,2 mil milhões de euros de janeiro a setembro, dado um primeiro vislumbre do grupo nascido da fusão da retalhista online italiana Yoox com a rival de gama alta Net-A-Porter. A Yoox concordou em março comprar a Net-a-Porter num negócio que tornou o grupo suíço Richemont no maior acionista num líder do mercado de luxo online. A fusão tornou-se efetiva a 5 de outubro. Em conjunto, as duas retalhistas registaram um crescimento de 32% das vendas nos primeiros nove meses do ano, equivalente a um aumento de 22% a câmbios constantes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 75%, para 76 milhões de euros. O lucro líquido foi de 26 milhões de euros. O grupo processou 5 milhões de encomendas entre janeiro e setembro, com um valor médio de 354 euros, em comparação com 4 milhões de encomendas com um valor médio de 327 euros no mesmo período do ano passado. Os clientes ativos aumentaram 15%, para 2,3 milhões.